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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Tudo sobre a coletiva online de "Passaporte Para Liberdade", nova minissérie da Globo e Sony

 A Globo promoveu na última sexta-feira, dia 10, a coletiva online sobre a nova minissérie da Globo, em parceria com a Sony Pictures, "Passaporte Para Liberdade". Estiveram presentes o autor Mário Teixeira, o diretor Jayme Monjardim e os atores Sophie Charlotte, Rodrigo Lombardi, Gabi Petry e Peter Ketnath. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo sobre a produção que promete impactar o telespectador através da história de Aracy de Carvalho, esposa de Guimarães Rosa, que ajudou milhares de judeus a fugir da perseguição nazista durante a Segunda Guerra Mundial.  

"São três anos que estamos envolvidos nesse trabalho. Foi muita dedicação. Um trabalho em plena pandemia. Tanto na versão brasileira quanto na versão estrangeira está um espetáculo. Tenham certeza que são muitas horas de dedicação. Começamos na Argentina, depois Brasil. E cenas que voltamos um ano depois por causa da interrupção (em virtude da pandemia). Estamos muito felizes com o resultado. Costumo dizer que as histórias procuram seus contadores. Claro que a gente procura, mas alguma coisa tem de destino. Encontrei o filho da Aracy que já estava com uns 78 anos, uma neta e uma bisneta. Quando ouvi a história fiquei tão emocionado que procurei o Silvio de Abreu e falei sobre isso. O Mário (Teixeira, autor) estava começando a fazer uma novela. Aí fizemos algumas reuniões. Cuidado com o que você pede para o destino que pode acontecer. Mais uma mulher na minha vida. Chiquinha, Olga, Maysa, as sete mulheres... Agora Aracy. Me sinto muito feliz, é uma honra. Um momento muito importante para a minha carreira. Dei um outro passo como profissional", disse Jayme Monjardim. 

"Não li toda obra de Guimarães Rosa. E todas que eu li já tinha lido. Não li por causa da série. Ele era apaixonado pela palavra. Aprendeu sozinho 23 idiomas. E temos pouco registros dele em vídeo. Seria para mim impossível construir a partir dos poucos vídeos que a gente tem. Construí por fatos. O Guimarães Rosa pelo que ele fez.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Acidente de Ana e Manu foi a cena mais bem realizada de "A Vida da Gente"

 A reprise de "A Vida da Gente" tem sido um presente para o público. Com o perdão do clichê, a novela de Lícia Manzo é um primor e os pedidos para uma reexibição eram constantes. Desde o dia 1º de março que o telespectador tem acompanhado mais uma vez essa história tão envolvente. E nesta quarta-feira (17/03) foi ao ar a cena mais impactante da trama e uma das mais emblemáticas da teledramaturgia: o acidente de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manuela (Marjorie Estiano). 


Após uma avalanche emocional em virtude da obsessão de Eva (Ana Beatriz Nogueira) e Vitória (Gisele Fróes) pelo sucesso profissional de Ana, a personagem decide fugir com sua filha e a irmã aceita ir junto. O destino é a casa da avó, Iná (Nicette Bruno). Um sopro de felicidade e empolgação surge na vida das protagonistas depois de tantas brigas e conflitos familiares. E as duas contam com o apoio de Alice (Sthefany Britto), que empresta seu carro para a fuga. Há toda uma preparação para essa viagem que implica na natural torcida do público. Mas uma desgraça acontece. 

Na estrada para a Serra, as irmãs sofrem um acidente de carro. O capricho da cena impressiona. A direção da equipe de Jayme Monjardim deu uma verdadeira aula de como fazer um momento de pura ficção parecer muito real. O capotamento do veículo e o grito das personagens já seriam suficientes para marcar uma sequência como essa.

segunda-feira, 19 de março de 2018

"Tempo de Amar" teve uma linda embalagem, mas pecou no ritmo e na história

A novela das seis de Alcides Nogueira e Bia Corrêa do Lago, dirigida por Jayme Monjardim, estreou no final de setembro e chegou ao fim nesta segunda-feira (19/03), cumprindo sua missão de manter bons índices de audiência para a faixa na Globo ---- derrubou apenas um ponto da antecessora, a primorosa e bem-sucedida "Novo Mundo". E foi uma novela bonita, com diálogos refinados e belíssimas imagens, incluindo figurino e cenários. Todavia, a produção pecou bastante no enredo e no ritmo, que se arrastou ao longo dos meses, testando a paciência de quem assistia.


O autor baseou seu folhetim no argumento de Rubem Fonseca, que ambientava a história de amor dos mocinhos entre 1886 e 1888, época em que ocorre o movimento abolicionista. Mas, decidiram mudar o contexto para os anos 20 (entre Portugal e Rio de Janeiro, filmando em locações lindas do Rio Grande do Sul). E não foi apenas essa a mudança de percurso dos escritores. Desde o início, ficou claro que seria quase impossível sustentar a trama apenas na separação e, consequentemente, no reencontro de Maria Vitória (Vitória Strada) e Inácio (Bruno Cabrerizo). A necessidade de outros conflitos era vital para o roteiro não ficar limitado. Mas, infelizmente ficou.

O primeiro erro foi juntar os protagonistas de forma tão súbita e pouco consistente. Aquele amor à primeira vista encantava noveleiros nos anos 70/80, mas não cabe mais no mundo atual. Mesmo sendo um enredo de época. A exceção fica por conta do desenvolvimento desse amor. Se o autor ou a autora souber conduzir com precisão, a chance de arrebatar o público é quase certa.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

"Tempo de Amar" estreia com belas imagens e dramalhão clássico

"Para aqueles que amam, o tempo é eterno. Para os que perdem, o tempo é implacável. Para aqueles que partem, o tempo é esperança. Para quem espera, o tempo é mistério". Baseada nessa premissa poética, estreou, nesta terça-feira (26/09), "Tempo de Amar", nova novela das seis da Globo, escrita por Alcides Nogueira e Bia Corrêa do Lago, dirigida por Jayme Monjardim, baseada em um argumento de Rubem Fonseca.


A missão da nova trama é honrar a qualidade da faixa, após o imenso sucesso de público e crítica de "Novo Mundo". As chamadas iniciais deram uma boa impressão, tanto pela beleza da fotografia quanto pelo elenco escalado. E a história promete apostar em um dramalhão clássico, evitando qualquer ousadia maior. É um enredo típico de novela das seis e o primeiro capítulo deixou isso tudo bem claro, expondo o amor à primeira vista dos mocinhos, a inveja do vilão e o contexto voltado para um clima mais poético, onde o amor é o grande protagonista (para o bem e para o mal).

Uma procissão religiosa em Portugal, em 1927, é o ponto de encontro que transforma a vida de Maria Vitória e Inácio Ramos, interpretados pelos estreantes Vitória Strada e Bruno Cabrerizo. O encantamento é imediato, despertando imediatamente o ciúme de Fernão (Jayme Matarazzo), um médico recém-formado em Coimbra, cuja paixão pela mocinha se torna uma obsessão.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

"Tempo de Amar": o que esperar da próxima novela das seis?

A missão da próxima novela das seis será manter a qualidade da faixa, após a elogiada "Novo Mundo", sucesso de público e crítica (cuja média de audiência foi 24 pontos, a maior do horário dos últimos anos, com exceção do fenômeno "Êta Mundo Bom!", que marcou 27). Escrita por Alcides Nogueira, em parceria com Bia Corrêa do Lago, e dirigida por Jayme Monjardim, o folhetim será um clássico romance água com açúcar e vem apresentando chamadas belíssimas, com uma fotografia de encher os olhos.


A história terá dois estreantes vivendo os mocinhos: Bruno Cabrerizo e Vitória Strada. Ele dará vida a Inácio Ramos, um rapaz simples, que mora em um vilarejo, em Portugal, e vive de trabalhos temporários. Ela será Maria Vitória, jovem letrada e de mente aberta, moradora de Morros Verdes, que ficou órfã de mãe muito cedo e foi criada pelo pai, um sujeito muito íntegro. Os dois se apaixonam à primeira vista e começam a namorar, mas logo se separam em virtude de uma viagem que o mocinho tem marcada para o Brasil, onde conseguiu um emprego no Rio de Janeiro. Porém, ele viaja e deixa a amada grávida, sem saber.

O contexto dos protagonistas é um dos maiores clichês já vistos, mas, se bem conduzido, funciona. E a ousadia em escalar dois novatos para a missão é bem válida. Em meio a repetições constantes de elenco, onde vários atores emendam uma novela na outra, sem descansar a imagem nem por sete meses, é preciso elogiar a atitude do diretor e do autor.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

"Sete Vidas", "Verdades Secretas" e "Além do Tempo" foram as melhores novelas da Globo em 2015

A Globo não tem motivo para comemorar seu cinquentenário levando em consideração a sua principal faixa de teledramaturgia. Rejeitada por crítica e público, "Babilônia" foi o maior fracasso da história do horário nobre e "A Regra do Jogo" encontrou dificuldades em reagir nos números de audiência nos primeiros meses ---- seu início foi prejudicado pelo sucesso de "Os Dez Mandamentos", na Record, e a demora em deslanchar a história também contribuiu para afastar o público. Porém, 2015 foi um ano muito rico 'novelisticamente' para a emissora no horário das seis e das onze.


"Sete Vidas" e "Além do Tempo" engrandeceram a faixa das 18h, enquanto "Verdades Secretas" levantou a chamada 'segunda linha de shows', nome que a Globo usa para classificar os produtos que vêm depois das produções pós-novela das nove. Os três folhetins apresentaram ---- no caso de "Além do Tempo" vem apresentando, pois ainda está no ar ---- qualidade de sobra e tramas muito bem escritas, dirigidas e escaladas, honrando a boa audiência conquistada.

A novela de Lícia Manzo estreou em março (dia 9) e chegou ao fim em julho (dia 10), ou seja, ficou apenas quatro meses no ar ---- tendo 106 capítulos. Após o êxito da impecável e comovente "A Vida da Gente" (2011), a autora novamente conseguiu arrebatar o telespectador com um enredo inovador e repleto de dramas bem escritos.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

"Terra Nostra": um sucesso que marcou época

Exibida entre 20 de setembro de 1999 e 2 de junho de 2000, "Terra Nostra" foi mais um fenômeno de audiência de Benedito Ruy Barbosa, depois do autor ter colhido os frutos do imenso sucesso de "O Rei do Gado" em 1996. A novela ----- reprisada no "Vale a Pena Ver de Novo" em 2004 ---- foi dirigida por Jayme Monjardim e teve o romance de Matteo e Giuliana como foco central de uma trama que contou um pouco sobre a imigração italiana no Brasil.


Ambientada entre o final do século XIX e início do século XX, a maior parte da história se passa nas fazendas de café do interior de São Paulo, locais cobiçados por vários italianos que vêm ao Brasil procurando melhores condições de trabalho. O enredo focou na importância da imigração na formação da sociedade brasileira através do casal interpretado por Ana Paula Arósio e Thiago Lacerda, que precisou enfrentar inúmeros obstáculos e várias adversidades para ficar junto.

A trama foi iniciada em 1894 com o navio Andrea I deixando o porto de Gênova, na Itália, e cruzando o Oceano Atlântico, transportando várias camponeses italianos que fugiam da crise econômica do seu país para tentar a sorte em terras brasileiras. Afinal, os fazendeiros estavam precisando de mão de obra nas plantações de café depois da libertação dos escravos.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Aclamada por público e crítica, "Sete Vidas" foi uma novela que primou pela sensibilidade

"O que é bom dura pouco." Esta frase conhecida pode ser aplicada facilmente ao segundo folhetim de Lícia Manzo na Globo. "Sete Vidas" chegou ao fim nesta sexta-feira (10/07), exibindo um último capítulo recheado de sensibilidade e cenas emocionantes, onde todo o contexto da trama foi fechado com maestria. O horário das seis foi premiado com uma produção que priorizou o cotidiano, excluindo a presença de vilões clássicos. A vida era a antagonista de todos. A novela teve apenas 106 capítulos e ficou cerca de quatro meses no ar. A curta duração evitou qualquer tipo de enrolação, mas não há como negar que deixou um gosto de quero mais.


Após o êxito da elogiada "A Vida da Gente", Lícia se aventurou novamente no horário das seis com uma história que tratava de arranjos familiares. Inicialmente prevista para a faixa das 23h, a duração da obra foi aumentada (seria ainda mais curta do que foi), mas o conjunto não foi mexido. E a autora apenas comprovou a sua competência ao contar uma história tão bem construída e envolvente quanto a exibida em 2011, marcando, na época, sua estreia como autora solo. As novas famílias (nem tão novas assim, diga-se) foram abordadas com um extremo detalhismo e a humanidade dos personagens cativou o telespectador, que logo se viu mergulhado naquele enredo tão bem elaborado.

O drama do solitário navegador Miguel (Domingos Montagner), que doou sêmen anos atrás no Estados Unidos, implicando no surgimento de cinco vidas, despertou atenção logo no primeiro capítulo, quando o mesmo iniciava sua saga, que era atormentada por um traumático acontecimento do passado. Toda a trama foi brilhantemente entrelaçada pela autora, onde a história de cada um foi sendo contada à medida que as semanas se passavam.

terça-feira, 23 de junho de 2015

"Sete Vidas" e "Verdades Secretas" comprovam o êxito do entrosamento entre autor e diretor

O entrosamento do autor com o diretor da sua novela é de vital importância para que a mesma funcione a contento. Qualquer tipo de divergência (ou métodos de trabalhos que não se complementam) já provoca um efeito imediato no resultado final, prejudicando o conjunto. Em compensação, quando há uma sintonia perfeita, onde um auxilia o trabalho do outro, a novela dificilmente enfrenta problemas. Pois este é o caso de "Sete Vidas" e "Verdades Secretas", exibidas atualmente na Globo.


As duas novelas evidenciam o êxito de uma boa parceria, onde autor e diretor se conhecem e confiam no trabalho um do outro. Para que isso ocorra, aliás, é (na maioria das vezes) preciso que este 'casamento' se perdure. Ou seja, que a dupla dê prosseguimento a uma parceria bem-sucedida. E foi exatamente o que aconteceu em ambos os casos. Lícia Manzo, Jayme Monjardim, Walcyr Carrasco e Mauro Mendonça Filho são responsáveis por dois folhetins repletos de qualidades e as duplas já fizeram outros trabalhos juntos. 

Lícia e Jayme produziram a impecável "A Vida da Gente" (2011) e a novela das seis entrou para a lista de melhores já exibidas no horário, sendo uma das mais vendidas da Globo. A história protagonizada por Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano) emocionou o público e a harmonia entre autora e diretor pôde ser sentida do primeiro ao último capítulo.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Enquanto Débora Bloch e Domingos Montagner se destacam, Lígia e Miguel esbanjam química em "Sete Vidas"

O principal casal de "Sete Vidas" é um dos muitos acertos desta trama tão bem escrita por Lícia Manzo. A conturbada relação de Lígia e Miguel afeta, direta ou indiretamente, todos os personagens da novela e o par tem um enredo denso que os cerca desde o primeiro capítulo. O sentimento que os une é tão intenso que eles sempre estiveram ligados, mesmo com tanto tempo de afastamento e conflitos. Débora Bloch e Domingos Montagner são muito exigidos e vêm correspondendo desde a estreia.


A jornalista sempre foi apaixonada pelo oceanógrafo e ambientalista, sendo plenamente correspondida. A relação acabou justamente quando o relógio biológico dela tocou, e o desejo de ter uma família estável afastou o navegador. Em meio ao término da relação, já houve um tudo: uma morte que na verdade era um desaparecimento, culminando em uma fuga; o nascimento de um bebê, fruto deste amor; um casamento; o aparecimento de cinco filhos gerados através da doação de sêmen feita pelo protagonista no passado; um retorno (após um longo isolamento em Fernando de Noronha) que chocou a todos; e um transplante de fígado que provocou sérias complicações. Praticamente uma avalanche de dramas e acontecimentos.

Porém, mesmo com tantas mudanças drásticas, novas formações familiares, mágoas, cruel passagem do tempo e reviravoltas impensáveis, eles nunca ficaram separados no pensamento. E a resistência de Miguel em estabelecer vínculos ---- sendo justamente esta questão a responsável por todos os conflitos gerados ---- está em seu traumático passado, já amplamente abordado na história.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Encontro dos sete irmãos em um parque de diversões emociona e proporciona uma das cenas mais lindas de "Sete Vidas"

A sensibilidade de "Sete Vidas" pôde ser sentida logo na estreia da novela e quem acompanhou a série "Tudo Novo de Novo" e a novela "A Vida da Gente" não ficou surpreso com esta facilidade que Lícia Manzo tem de emocionar. Mas, ainda assim, a autora conseguiu surpreender com a tocante sequência do reencontro dos sete irmãos em um parque de diversões, exibida no capítulo de quinta- feira (14/05) desta semana ----- o vídeo pode ser assistido aqui.


Antes da reaproximação, houve um sério desentendimento entre eles. Isso porque Laila (Maria Eduarda de Carvalho) falsificou a carteira de identidade de Bernardo (Ghilherme Lobo) para 'ajudá-lo' a arrumar um emprego, uma vez que ele só tem 16 anos. Júlia (Isabelle Drummond) e Felipe (Michel Noher) não aprovaram, mas foram cúmplices do plano. Só que Marlene (Cyria Coentro), mãe do garoto, descobriu, brigou com o filho e ainda contou para Pedro (Jayme Matarazzo), que se indignou ---- aumentando ainda mais a raiva que o mesmo vem sentindo de tudo e de todos. Para culminar, Bernardo ainda desapareceu por um tempo, causando preocupação e despertando a indignação de Luiz (Thiago Rodrigues).

O resultado foi uma briga generalizada entre os irmãos, com direito a uma sucessão de verdades vomitadas por Laila, atingindo principalmente o malandro Durval (Cláudio Jaborandy). Esta cena, aliás, foi uma das melhores da novela, evidenciando bem a preciosidade do drama familiar que a autora inseriu em seu folhetim. Depois de tantos desencontros e muita procura, parecia que a reunião de todos aqueles parentes terminaria com um drástico rompimento e inúmeras feridas emocionais.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Pedro e Júlia: um casal que transborda sensibilidade em "Sete Vidas"

O que fazer quando você se encontra apaixonado por um(a) irmão/irmã? Luta contra este sentimento? Ignora o incesto e busca a sua felicidade? Foge? Sem dúvida, são questionamentos nada fáceis e muito dolorosos. Mas e quando você descobre que o objeto do seu desejo na verdade não tem vínculo sanguíneo algum com a sua pessoa e que tudo não passou de uma grande mentira do passado? É a hora de finalmente se entregar ao amor ou o tempo passou e já é tarde demais? Estas são algumas questões que envolvem o lindo casal Pedro (Jayme Matarazzo) e Júlia (Isabelle Drummond), em "Sete Vidas".


Lícia Manzo tem uma facilidade gigantesca para emocionar através de envolventes histórias. A série "Tudo Novo de Novo" e a novela "A Vida da Gente" comprovam este fato e agora a autora conseguiu novamente sensibilizar através da impecável "Sete Vidas". E entre os vários acertos da trama está este casal. Pedro e Júlia se apaixonaram assim que se encontraram em uma manifestação, mas logo depois se deram conta que eram os meios-irmãos (filhos de Miguel - Domingos Montagner) que tinham marcado um encontro pelo telefone. A partir desta constrangedora constatação, o par passou a lutar contra a atração e o forte sentimento que os unia.

Em meio a algumas passagens de tempo, um beijo incontrolável foi o responsável pelo afastamento da dupla. Júlia agilizou seu casamento com Edgar (Fernando Belo) e Pedro viajou para Fernando de Noronha para estudar, mas encontrou Taís (Maria Flor) e se envolveu com ela. Ficou perceptível que os dois estavam seguindo a vida, apesar do vazio que sentiam em virtude desta relação interrompida.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Repleta de dramas envolventes, "Sete Vidas" é uma novela que merece ser contemplada

As chamadas iniciais já mostravam que a trama de Lícia Manzo seria recheada de densidade e delicadeza, o que foi confirmado no dia da estreia de "Sete Vidas". E, após algumas semanas de novela no ar, pode-se constatar que a história vem sendo muito bem desenvolvida pela autora. Repleto de dramas, o enredo envolve quem assiste e 'convida' a mergulhar naquele mundo vivido por tantos personagens cativantes.


Toda a trama em torno dos conflitos de Lígia (Débora Bloch) e Miguel (Domingos Montagner), e da aproximação dos filhos dele (oriundos de uma doação de sêmen), está sendo contada aos poucos e de forma detalhada. O mesmo vale para os núcleos paralelos, onde todos têm uma ligação direta ou indireta com o enredo principal. Mas não quer dizer que a novela esteja arrastada, tanto que já ocorreram inúmeros acontecimentos e várias passagens de tempo neste primeiro mês de folhetim.

A direção de Jayme Monjardim está em perfeita sintonia com a história de Lícia Manzo e a fotografia é de encher os olhos. O diretor, aliás, deixa o primoroso texto da autora ser a grande estrela de "Sete Vidas", focando também nos perfis construídos através de tomadas de câmera completas, exibindo os detalhes dos ambientes e a forma como cada um vive.

terça-feira, 10 de março de 2015

Estreia de "Sete Vidas" esbanja qualidade e traz de volta a sensibilidade de Lícia Manzo

"Às vezes uma parte do que a gente é vai embora e nos deixa para trás. E se a vida trouxesse de volta partes suas que você sequer conhecia? Quantas marcas deixamos pelo caminho? Não conhecer a própria origem é como estar distante de si mesmo. O desafio de buscar suas próprias origens é grande. Meio-irmão, meio-pai, meio-filho, de quantas metades é feita a nova família? Falta uma parte, sobram perguntas." Tendo estas dúvidas e premissas como base, estreou, nesta segunda (09/03), "Sete Vidas", a nova novela das seis da Globo.


Escrita por Lícia Manzo e dirigida por Jayme Monjardim, a história gira em torno da trajetória de Miguel (Domingos Montagner), homem solitário que faz questão de se manter livre de laços ou amarras. No passado, foi acusado pelo pai de ser o responsável pela morte da própria mãe, e este fato sempre o marcou. O protagonista se apaixona por Lígia (Débora Bloch), mas, com medo de se envolver, resolve fazer uma perigosa expedição à Antártica, deixando o amor de sua vida para trás, sem saber que a mesma está grávida dele. E em meio a todo este drama, há ainda os filhos gerados através de uma doação de sêmen ---- feita pelo navegador, 30 anos atrás, nos Estados Unidos, para ganhar dinheiro na época.

Ou seja, tudo o que Miguel não queria acontece: se vê apaixonado por uma mulher, a engravida e ainda 'ganha' seis filhos espalhados pelo mundo. No total, são as Sete Vidas do título. Repensar as relações familiares é a proposta da autora, que criou um universo interessantíssimo e muito envolvente. A saga dos jovens oriundos da inseminação em busca do pai e das próprias origens (o que implica em uma aproximação entre eles também, claro) é uma sacada e tanto para um folhetim.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

"Sete Vidas": o que esperar da próxima novela das seis?

Prevista inicialmente para estrear na faixa das 23h, "Sete Vidas" foi remanejada para o horário das seis. Assim, algumas mudanças foram necessárias, tanto no número de capítulos (teria 56 e passou a ter 101), quanto no desenvolvimento de algumas tramas. Porém, o conjunto não mudou e os temas permaneceram da mesma forma como a autora planejou. E o clipe de 13 minutos apresentado (você pode ver aqui) foi bastante promissor.


O texto primoroso de Lícia Manzo já pôde ser notado com facilidade e as imagens deslumbrantes impressionam. O elenco foi muito bem escalado e os dramas dos personagens são muito envolventes. Aliás, a autora e o diretor Jayme Monjardim fizeram questão de ressaltar que a grande vilã da história será a vida, ou seja, a novela terá a mesma base da impecável "A Vida da Gente", produzida pela mesma dupla.

O enredo contará a história de Miguel (Domingos Montagner), um homem solitário que tem uma grande dificuldade em assumir relações duradouras. Quem sofre com isso é Lígia (Débora Bloch), uma competente jornalista que sonha em ser mãe (correndo contra o relógio biológico) e se apaixona por ele.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Repleta de problemas, "Em Família" chega ao fim marcada como a pior novela de Manoel Carlos

Para o alívio da Globo e de muitos atores envolvidos, chegou ao fim, nesta sexta-feira (18/07), "Em Família". A última novela de Manoel Carlos, lamentavelmente, não fez jus ao seu respeitado currículo, foi repleta de problemas, não conquistou o público, não repercutiu, e terminou sendo o pior Ibope da história do horário nobre da emissora (tendo uma média ainda pior do que o fracasso "Salve Jorge"). Sem dúvida, um trabalho para ser esquecido, mas que acaba ficando marcado como o pior folhetim de Maneco.


A história, que teve três fases, começou num ritmo muito arrastado, desanimando quem assistia. O equívoco da parceria Maneco/Jayme Monjardim voltou a ficar evidente. Mas a segunda fase ---- com o surto de Laerte, que enterrou Virgílio vivo, provocando uma virada na trama ---- apresentou bons conflitos, fortes cenas e despertou interesse em relação aos futuros acontecimentos que a novela apresentaria na terceira fase. Entretanto, assim que a terceira parte foi iniciada, vários problemas foram ficando bem claros. 

Além do ritmo ter voltado a ficar muito arrastado, a questão das idades dos personagens ficou inverossímil. Vanessa Gerbelli (Juliana) foi escalada para viver a tia de Júlia Lemmertz (Helena), que por sua vez era filha de Natália do Vale. Já Thiago Mendonça foi escolhido para viver Felipe, o irmão de Clara, um rapaz mais velho que Giovanna Antonelli, e Ana Beatriz Nogueira foi colocada como mãe de Gabriel Braga Nunes.

terça-feira, 15 de abril de 2014

"Em Família" se arrasta com capítulos tediosos e cenas irrelevantes

Logo na primeira semana de exibição, "Em Família" enfrentou dificuldades. A audiência não correspondeu e os índices preocupantes fizeram a Globo editar os capítulos com o objetivo de agilizar um pouco a história. A segunda fase da trama teria uma duração um pouco maior, mas acabou sendo encurtada; ou seja, Manoel Carlos perdeu a frente de capítulos que tinha e a terceira fase entrou no ar antes do tempo. Entretanto, ao longo das semanas ficou perceptível que o esforço da emissora havia sido em vão.


A terceira fase da novela não conseguiu empolgar e o ritmo arrastado da produção começou a incomodar. Os novos personagens chegaram a despertar interesse, mas a falta de acontecimentos foi um empecilho para atrair o telespectador. Esta soma de combinações negativas afetou consideravelmente "Em Família", que não tem apresentado sinal de melhora, apesar de já ter passado do capítulo 60.

A história não sai do lugar e a quantidade de cenas irrelevantes impressiona. Maneco é um autor que valoriza o cotidiano e todas as suas obras sempre têm essa característica. Os personagens falam sobre amenidades, o preço dos alimentos, comentam notícias da atualidade, batem papo em elevadores, vão à feira,

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Dividida em três fases, "Em Família" estreia com ritmo morno e focada no triângulo central

Nessa segunda-feira (03/02), estreou a última novela de Manoel Carlos. Dirigida por Jayme Monjardim, "Em Família" terá a missão de manter os índices de "Amor à Vida" ou aumentá-los ---- tarefa nada fácil, afinal, o atual momento da Globo não é muito favorável, uma vez que "Malhação", "Joia Rara" e "Além do Horizonte" amargam uma péssima audiência. Mas deixando os números do Ibope de lado e focando na história, já foi possível observar a principal característica do autor logo no começo da obra: os dramas familiares.


Dividida em três fases, a trama é iniciada na década de 80, com o nascimento de Helena ---- a primeira cena foi, inclusive, o batizado. O capítulo foi apresentando os conflitos e as rusgas entre as famílias do núcleo central, cujos atores eram, em sua maioria, desconhecidos do grande público. Porém, o time não comprometeu. Mas a primeira fase pecou no ritmo, que foi arrastado e sonolento. A protagonista foi vivida pela promissora Julia Dalavia, enquanto que Laerte e Virgílio foram interpretados por Eike Duarte e Arthur Aguiar.

A melhor cena desse início foi o afogamento de Helena, graças ao talento de Giovana Rispoli, intérprete da quase-vilã Shirley. O olhar frio e o riso debochado da menina, enquanto via a amiga se afogar sem fazer nada para ajudar, foram assustadores. Entretanto, as demais cenas cansaram e foram entediantes.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

"O Tempo e o Vento": uma marcante história, um grande filme e uma impecável minissérie

A obra de Érico Veríssimo, "O Tempo e o Vento", ganhou sua primeira adaptação em 1967: a novela homônima produzida pela TV Excelsior. Já em 1985, a trilogia do renomado autor virou uma minissérie na Globo, de 26 capítulos, tendo nomes como Glória Pires, Tarcísio Meira, Lima Duarte e Louise Cardoso no elenco. Recentemente, a história de vida da forte Ana Terra e da rivalidade entre a família Terra Cambará e família Amaral foi transformada em um filme, produzido por Jayme Monjardim, e exibido nos cinemas de todo o Brasil a partir de setembro de 2013. E como já virou um costume, a Globo adaptou esse longa em uma microssérie de três capítulos, cuja estreia foi no primeiro dia de janeiro de 2014.


A produção, que conta a história da luta dessas duas famílias ---- que começa nas Missões e vai até o fim do século XIX ---- e também do período de formação do estado do Rio Grande do Sul, é de encher os olhos. A fotografia é impecável, há capricho em todas as cenas, a trilha sonora de Alexandre Guerra é de qualidade e o elenco ajuda a engrandecer ainda mais a trama.

E, ao contrário do que foi feito em filmes anteriores (como "Gonzaga - de pai para filho" e "Xingu"), a Globo acertou ao transformar o longa em microssérie. Primeiramente, porque a próprio filme lembra as minisséries da emissora, incluindo a forma como a história é contada. E outro ponto importante foi a ideia de

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Vida da Gente: beleza em forma de novela

Substituir uma novela de sucesso, como foi "Cordel Encantado", não é uma tarefa fácil. A dura missão ficou nas mãos da novata Lícia Manzo, que não escondia o medo da imensa responsabilidade em suas recentes entrevistas. A autora só havia nos apresentado, até então,a ótima série "Tudo Novo de Novo", exibida em 2009. Era a responsável pela redação final e supervisionada pela experiente Maria Adelaide Amaral.

Na estreia de "A Vida da Gente", Lícia Manzo nos mostrou uma linda história, com personagens ricos e imagens fascinantes. A direção de Jayme Monjardim se fez presente através das paisagens que embelezaram o capítulo. A história central se baseia no conflito que a tenista Ana (Fernanda Vasconcellos)  enfrenta ao se apaixonar, e ser correspondida, pelo irmão postiço Rodrigo (Rafael Cardoso), ao mesmo tempo que se vê pressionada pela mãe Eva (Ana Beatriz Nogueira) a treinar cada vez mais para se tornar uma grande campeã. Gisele Fróes interpreta Vitória, a treinadora rígida e fria. Paulo Betti dá vida ao padrasto (Jonas) que, em crise no casamento, trai a esposa com a sua 'personal trainer' (Cris) vivida pela Regiane Alves. Marjorie Estiano já rouba a cena interpretando a irmã (Manuela) da protagonista que apresenta uma limitação motora.