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quinta-feira, 6 de julho de 2023

Walcyr Carrasco promove primeira virada de "Terra e Paixão" repleta de catarses e boas atuações

 Nesta quinta-feira, dia 6, foi ao ar a grande virada da atual novela das nove da Globo. "Terra e Paixão" marca a volta de Walcyr Carrasco ao horário, após o fenômeno "A Dona do Pedaço", de 2019, e o autor sempre foi considerado o coringa da emissora. Responsável por uma legião de sucessos em todas as faixas, o escritor mostrou mais uma vez que não entra em batalhas para perder. Foram dois meses de preparação para que uma avalanche de catarses acontecesse com a temperatura necessária para a empolgação do público. 


A novela estreou no dia 8 de maio e só acaba em janeiro de 2024. Um enredo que precisa ser desmembrado por cerca de 220 capítulos. Um desafio para qualquer autor, ainda que Walcyr tenha experiência em folhetins longos (vários tiveram 'esticamentos' por conta do sucesso). Não por acaso, fica perceptível que houve uma preocupação na elaboração de vários 'plots' que ainda virão pela frente, como a volta de Agatha, mãe de Caio (Cauã Reymond) e grande paixão de Antônio (Tony Ramos). A personagem estava morta até semana passada, mas o caixão estava vazio e quando isso acontece na teledramaturgia a resposta é imediata: a defunta vai voltar triunfante. 

Porém, agora o enredo está voltado para a morte de Daniel (Jhonny Massaro), que provoca uma virada de chave na personalidade de Irene (Gloria Pires). A vilã contida e fria passa a ser agressiva destemperada diante da perda da única pessoa que realmente amava e depositava seu futuro de riqueza eterna. O termo 'coringar', algo comum nas redes sociais, cabe perfeitamente no caso. E tudo foi acontecendo com a explosão simultânea de várias bombas que Walcyr foi preparando ao longo dos dois primeiros meses de novela.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Quarta temporada de "Sessão de Terapia" mantém todas as qualidades da série

 O projeto mais vitorioso do GNT até hoje é "Sessão de Terapia", formato baseado na série israelense "BeTipul", criada em 2005 pelo psicanalista Hagai Levi, que gerou a versão estadunindense "In Treatment", a mais conhecida internacionalmente. Foram três bem-sucedidas temporadas entre 2012 e 2014, divididas em 115 episódios, dirigidas por Selton Mello e protagonizadas por Zécarlos Machado, o psicoterapeuta Theo. A não criação da quarta temporada logo depois até despertou estranhamento e nunca teve uma explicação convincente. Mas, antes tarde do que nunca, ela veio em 2019, exclusivamente para a Globoplay. 

A quarta temporada estreou no serviço de streaming da Globo no dia 30 de outubro, mas com tudo novo. Zécarlos Machado não poderia seguir na pele do protagonista porque está contratado da Record. Então, Selton Mello resolveu assumir o protagonismo e deu vida ao psicoterapeuta Caio. Mas seguiu na direção. Um duplo trabalho desafiador, mas que fez com competência. O personagem perdeu a esposa e a filha em um assalto e carrega esse trauma, ao mesmo tempo que se desdobra para atender alguns pacientes ao longo da semana. 

Como o personagem central mudou, a psicoterapeuta que analisa suas angústias também teve que ser alterada. A grande Selma Egrei, que brilhou como Dora, saiu de cena e entrou a talentosa Morena Baccarin, intérprete da terapeuta supervisora Sofia. Conhecida pelos brasileiros em produções internacionais, como a série "Gotham" (2014/2018) e o filme "Deadpool" (2016), a atriz é nascida no Brasil, mas alfabetizada nos Estados Unidos.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Química, personagens humanos e boas atuações fazem de 'Cabibi' e 'Jeizeca' os melhores casais de "A Força do Querer"

"A Força do Querer" segue fazendo sucesso e angariando merecidos elogios. Glória Perez tem conseguido prender o telespectador através de bons dramas e personagens bem construídos. Mas, curiosamente, não é um folhetim com muitos romances. São poucos os casais que protagonizam momentos românticos no enredo. Ainda assim, a autora criou dois pares muito interessantes e que se beneficiam da imensa química entre os atores: Jeiza (Paolla Oliveira) e Zeca (Marco Pigossi), e Caio (Rodrigo Lombardi) e Bibi (Juliana Paes).


O primeiro par arrebatou logo na primeira cena. O clássico jogo do "Gato e Rato" quase nunca falha na ficção. A ideia de juntar um sujeito machista com uma mulher empoderada foi uma ótima sacada da autora. O bronco Zeca é da fictícia Parazinho e teve uma criação em torno da 'valorização' da 'macheza', enxergando a mulher como uma figura frágil. Ou seja, algo inaceitável nos dias de hoje. Porém, o caminhoneiro é um sujeito íntegro. Mas, a passionalidade sempre foi seu maior defeito. Já Jeiza é uma mulher que luta MMA, trabalha como policial militar, sustenta a mãe e não aceita homem lhe impondo regras. Nada melhor, portanto, do que juntar esses opostos.

Glória fez exatamente isso logo no começo e acertou em cheio, deixando os dois como casal principal do enredo. Aliás, eles acabaram assumindo a função dos mocinhos da novela. Até porque Jeiza é a representação da heroína moderna, quase uma Mulher Maravilha. O início do relacionamento foi bastante conturbado em virtude do extremo machismo do rapaz, que não tolerava uma namorada lutadora e se indignava com a falta de tempo que ela tinha para o namoro por causa da profissão de PM.