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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Os 30 anos de "Brega & Chique", um dos maiores sucessos de Cassiano Gabus Mendes

Exibida entre 20 de abril e 6 de novembro de 1987, "Brega & Chique" completou 30 anos em 2017. A novela do saudoso Cassiano Gabus Mendes foi um dos maiores fenômenos do horário das sete da Globo, entrando para a história da teledramaturgia e chegando a marcar mais audiência que a trama de horário nobre da época ---- "O Outro", de Aguinaldo Silva. A produção teve como grandes destaques Marília Pêra, Glória Menezes e Marco Nanini, entre tantos outros grandes nomes, como excepcional Raul Cortez. Há três décadas ela chegava ao fim.


Dirigido por Jorge Fernando, o folhetim caiu nas graças do público com um enredo popular,  cuja inverossimilhança não prejudicou em nada o êxito da obra. Ambientada em São Paulo, a novela tinha duas mulheres de universos opostos como protagonistas: a perua Rafaela Alvaray (Marília) e a humilde Rosemere da Silva (Glória), que tiveram suas vidas cruzadas por causa do empresário Herbert Alvaray (Jorge Dória), casado com ambas. Sua família 'oficial' morava em uma mansão de bairro nobre e era a formada por Rafaela e seus filhos Ana Cláudia (Patrícia Pillar), Teddy (Tarcísio Filho) e Tamyris (Cristina Mullins), além da sogra Francine (Célia Biar) e do genro Maurício (Tatu Gabus Mendes).

Ou seja, para Rosemere, o empresário se chamava Mário Francis e os dois tinham apenas uma filha: Márcia (Fabiane Mendonça). Mas, a amante de Herbert tinha outros dois filhos: Amaury (Cacá Barrete) e Vânia (Paula Lavigne), além de um pai que ajudava a sustentar (Lourival - Fabio Sabag). Ao contrário da chique Rafaela, a humilde mulher era brega e morava em um bairro de periferia, lutando com dificuldades para manter a casa.

domingo, 18 de dezembro de 2016

As justiças e as injustiças do "Melhores do Ano" de 2016

A vigésima primeira edição do "Melhores do Ano" foi ao ar neste domingo, dia 18 de dezembro. Repetindo o que ocorre em todos os anos, a premiação comandada por Faustão foi uma grande confraternização do elenco da Globo e o evento contou com algumas indicações justas, alguns esquecimentos graves e vencedores que fizeram jus ao troféu na maioria das categorias. A edição de 2016, por sinal, contou com uma nova categoria (Melhor Personagem) com o claro intuito de corrigir injustiças frequentes envolvendo atores veteranos, muitas vezes esquecidos vergonhosamente.


Foi o programa mais longo do ano, começando às 17h30 e terminando às 21h25. Quase quatro horas de premiação. Foi uma bonita festa. A categoria de Melhor Ator ou Atriz Mirim contou com JP Rufino (que convenceu como Pirulito em "Êta Mundo Bom!", se consagrando vencedor), Mel Maia (que fez a primeira fase de "Liberdade, Liberdade") e Gabriel Palhares (que deu um show como Caju em "Liberdade, Liberdade"). Gabriel era o mais merecedor e Mel, embora seja um poço de talento, não merecia a indicação pois participou apenas de um capítulo. Xande Valois (Claudinho de "Êta Mundo Bom!"), Tobias Carrieres (Jesus de "Justiça") e Giovanna Rispoli (Jojô de "Totalmente Demais") mereciam a vaga dela.

Em Atriz Revelação houve um merecimento triplo. As três indicadas tiveram ótimos desempenhos em sua respectivas produções. Amanda de Godoi surpreendeu como Nanda na fraca "Malhação - seu lugar no mundo", Giullia Buscacio emocionou com a sua Olívia em "Velho Chico" e Lucy Alves deu um verdadeiro show na pele da complexa Luzia em "Velho Chico", ganhando importância de veterana.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Fenômeno de audiência, "Êta Mundo Bom!" trouxe otimismo e a essência de Walcyr Carrasco no horário das seis

A missão de "Êta Mundo Bom!" não era simples, afinal, tinha a 'obrigação' de manter a qualidade da faixa das seis, que vinha de duas novelas anteriores primorosas: "Sete Vidas" e "Além do Tempo". Mas, ao voltar para o horário que o consagrou, Walcyr Carrasco tinha noção da responsabilidade e conseguiu cumprir o objetivo com louvor. Ainda superou as expectativas no quesito audiência, pois a sua trama saiu de cena com uma média geral de 27 pontos (sete a mais que a anterior), atingindo índices expressivos ao longo dos meses ---- sempre acima dos 30 pontos (chegou até a 36 de média) ----, alcançando marcas não obtidas na faixa desde o remake de "O Profeta", em 2006 ---- coincidentemente, um folhetim que contou com sua supervisão.


Foi o próprio autor que pediu para voltar ao horário das seis e, após o fenômeno "Verdades Secretas", teve o pedido atendido pela Globo. Após os imensos sucessos "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea", Walcyr trouxe de volta para a faixa absolutamente tudo o que deu certo nessa trinca, deixando de lado qualquer tipo de 'novidade' ou 'surpresa'. Ou seja, o objetivo dele era justamente reutilizar o que o público tinha amado: muita guerra de comida, quedas no chiqueiro, um núcleo de caipiras vivendo em uma fazenda, vilões maniqueístas e situações dramáticas sendo mescladas com humor pueril. Pois funcionou de novo, confirmando um fato incontestável: o telespectador estava com saudades de acompanhar uma história do escritor às 18h.

A novela, ambientada na década de 40, estreou no dia 18 de janeiro e teve seu último capítulo exibido no dia 26 de agosto, ou seja, ficou quase oito meses no ar. Foram 190 capítulos, sendo uma das produções das seis mais longas, levando em consideração a diminuição da duração das obras dessa faixa nos últimos anos. As Olimpíadas influenciaram o esticamento, pois a Globo já havia pedido para o autor desenvolver um folhetim maior para não estrear nada durante os jogos, cujos horários ficam tomados de competições e variações na grade.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Os melhores casais de "Êta Mundo Bom!"

"Êta Mundo Bom!" está perto do seu fim. A novela das seis de Walcyr Carrasco foi o maior sucesso do horários dos últimos dez anos ---- a última trama que obteve índices semelhantes foi o remake de "O Profeta", exibido em 2006 e supervisionado pelo mesmo autor. Um feito e tanto. E além de todas as qualidades já mencionadas da obra do autor, é preciso mencionar o acerto na formação de três casais completamente diferentes, mas que se complementaram ao longo da história. A construção das relações e a criação dos perfis foram ótimas, fazendo dos três pares os melhores do folhetim.


Gerusa (Giovanna Grigio) e Osório (Arthur Aguiar) fazem jus ao amor em seu estado mais puro, representando um romance idealizado e voltado para os contos de fadas. Maria (Bianca Bin) e Celso (Rainer Cadete) representam o amor que é capaz de mudar uma pessoa, a tornando um ser humano melhor. Já Pancrácio (Marco Nanini) e Anastácia (Eliane Giardini) protagonizam o amor maduro, que para ser solidificado precisa se adequar aos costumes e rotina de ambos, que já passaram por muita coisa ao longo da vida.

São três relacionamentos muito bem construídos pelo autor, que despertaram interesse desde o início da novela. Cada um a seu modo. E em todos os casais é possível observar uma evidente química, explorada através da entrega dos atores em cena.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

O show de Marco Nanini em "Êta Mundo Bom!"

Ele é um dos grandes atores do país e ficou quase 14 anos vivendo o mesmo personagem em uma das séries mais longevas da Globo. Marco Nanini brilhou na pele do metódico Lineu Silva e foi um dos destaques de "A Grande Família", protagonizando a produção de sucesso ao lado da igualmente talentosa Marieta Severo. Após esse longo período dedicado ao seriado, o ator pôde voltar aos folhetins quando a trama da família Silva fechou seu ciclo no final de 2014. E Walcyr Carrasco deu a ele a oportunidade de um retorno em grande estilo em "Êta Mundo Bom" (assim como fez com Marieta Severo em "Verdades Secretas"), atual fenômeno das seis.


O autor escalou Marco Nanini para interpretar um dos tipos centrais da novela, o sonhador Pancrácio. O professor de filosofia não consegue sobreviver com sua formação, pois não consegue emprego e ainda vê sua profissão constantemente desvalorizada. Para conseguir dinheiro, ele acaba se fantasiando de vários personagens para pedir dinheiro nas ruas e com essa sua atividade 'paralela' consegue ajudar no orçamento. Ou seja, o perfil escrito por Walcyr possibilita para o ator uma gama de personalidades distintas, valorizando ainda mais o talento do intérprete.

Além do filósofo Pancrácio, Nanini já deu vida a mendigo, cego, vedete, Miss São Paulo, freira, índia, nadador das Olimpíadas de Londres, cigana, senhora em busca de doação para o lar de órfãos, ex-combatente, entre tantos outros tipos. As várias faces do personagem fazem do perfil fictício um ator tão talentoso quando o homem que dá vida a ele.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Após quase 14 anos em "A Grande Família", Marieta Severo, Tonico Pereira, Marco Nanini e Marcos Oliveira retornaram aos folhetins em grande estilo

Foram quase 14 anos em "A Grande Família", uma das séries mais longevas da Globo. Marieta Severo, Tonico Pereira, Marco Nanini e Marcos Oliveira abrilhantaram o seriado da família Silva por todo esse tempo e deram show vivendo Dona Nenê, Mendonça, Lineu e Beiçola, respectivamente. Entretanto, os quatro (principalmente Marieta e Nanini, sempre bastante requisitados antes da produção) estavam fazendo muita falta nas novelas. E a ausência deles já tem sido devidamente preenchida desde que a série chegou ao fim. Todos, por sinal, tiveram muita sorte, pois ganharam ótimos papéis em bons folhetins.


A primeira agraciada foi Marieta Severo. Convidada por Walcyr Carrasco, a atriz aceitou na hora interpretar a arrogante e ambiciosa Fanny em "Verdades Secretas". A novela --- que estreou nesta segunda em Portugal --- virou um fenômeno de audiência e repercussão, se transformando no maior sucesso das 23h e de 2015. Ela ganhou do autor um perfil que representava o oposto do que era aquela doce dona de casa do subúrbio. Uma quase vilã, cuja profissão de agenciadora de modelos era usada como disfarce para um esquema de prostituição de luxo. Ou seja, um tipo que qualquer atriz gostaria de interpretar.

A personagem era um dos pilares da trama das onze e Marieta fez jus ao tamanho do papel, como já era de se esperar. Sua atuação angariou inúmeros elogios e ela chegou a ganhar o Prêmio Extra de Melhor Atriz pelo seu admirável desempenho. Suas cenas com Rodrigo Lombardi, Camila Queiroz, Drica Moraes, Agatha Moreira, entre outros ótimos nomes, eram sempre boas e bem interpretadas.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

"Êta Mundo Bom!" tem estreia promissora e traz de volta o humor rasgado ao horário das seis

Após a mediana "Sete Pecados",  a popular "Caras & Bocas" e o universo de dinossauros e robôs em "Morde & Assopra" no horário das sete; a estreia bem-sucedida no horário nobre com a eternizada "Amor à Vida"; o ótimo remake de "Gabriela" e o fenômeno "Verdades Secretas" na faixa das onze, Walcyr Carrasco voltou para o horário das seis, que o consagrou na Globo com os sucessos "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta" e "Alma Gêmea". "Êta Mundo Bom!", sua nova produção, estreou nesta segunda-feira (18/01), substituindo a excelente "Além do Tempo", de Elizabeth Jhin.


A missão do autor não é nada simples, afinal, ele precisa manter a qualidade da faixa, após a impecável "Sete Vidas" e a elogiada trama recém terminada, que ousou com uma passagem de tempo de 120 anos. Porém, Walcyr tem boas chances de manter o nível, principalmente depois do ótimo e envolvente primeiro capítulo apresentado. Com a direção de Jorge Fernando e um elenco repleto de bons nomes, a nova novela teve um início movimentado e seu enredo está repleto de situações clássicas de um bom folhetim.

Ambientada na capital e no interior de São Paulo, em 1940, a história é inspirada no conhecido conto "Cândido ou o otimismo", de Voltaire, e na versão do clássico para o cinema brasileiro, cujo título foi "Candinho", protagonizado pelo grande e saudoso Mazzaropi, em 1954. O tom caipira da trama vem justamente dessa homenagem do autor.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Com um final repleto de emoção e metalinguagem, "A Grande Família" fecha seu ciclo em grande estilo. Adeus, família Silva!

Uma das séries mais longevas da Globo chegou ao fim. Depois de ter ficado quase 14 anos no ar (13 anos e seis meses mais exatamente), "A Grande Família" se despediu do público nesta quinta-feira (11/09), fechando seu ciclo definitivamente e com sensação de dever cumprido. Foram 489 episódios, inúmeras participações especiais, algumas perdas irreparáveis e muitas histórias em cima da família muito unida e muito ouriçada.


A série original foi exibida entre 1972 e 1975. A versão atual estreou em março de 2001 e o intuito da Globo era apenas fazer um especial de 12 episódios em homenagem ao formato do passado. Porém, o sucesso foi tanto que o término foi sendo adiado e mais episódios eram encomendados. O resultado todos já sabem: quase 14 anos no ar e sempre no mesmo horário, às quintas-feiras, logo após a novela das nove. Um êxito e tanto.

Os personagens originais foram criados por Oduvaldo Vianna Filho e Armando Costa e todos os perfis se mostraram atemporais justamente por causa da fácil identificação. Os personagens estão presentes nos lares de vários brasileiros de tão reais que são e a versão de 2001, comandada por Cláudio Paiva,

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Marco Nanini e Marieta Severo: uma dupla de talento

Eles têm uma amizade de 41 anos, são grandes atores, têm diversas peças de teatro, filmes e novelas no currículo, e ambos terminam em 2014 uma parceria iniciada em 2001 na série "A Grande Família". Marco Nanini e Marieta Severo são duas figuras queridas pelo público e amplamente elogiadas pela crítica. É sempre um prazer vê-los em cena, juntos ou separados. Portanto, não há dúvidas de que eles formam uma dupla que transborda talento.


Marco Nanini é um dos grandes atores do país e Marieta Severo uma das mais respeitadas atrizes brasileiras. Os dois, além de terem esta qualidade em comum, também são apaixonados pelo mundo das artes dramáticas. Os dois são multifacetados e investem muito no teatro. Ele é diretor teatral, dramaturgo, produtor teatral e fundou o Galpão Gamboa (junto com Fernando Libonati) ---- instituição que trabalha com inserção social através de distribuição de ingressos para espetáculos e contratação de jovens para área de figurino, cenografia e afins ----, enquanto que ela criou o Teatro Poeira, em parceria com sua grande amiga Andreia Beltrão.

Nanini atuou em mais de 35 peças teatrais e tem mais de 20 filmes no currículo. Marieta tem mais de 25 peças e mais de 30 filmes. Na televisão, ambos também têm uma carreira extensa. São muitas novelas e vários personagens bem interpretados.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Com poucas mudanças, última temporada de "A Grande Família" não empolga

A Globo confirmou: a décima-quarta temporada de "A Grande Família" será a última. Portanto, o ano de 2014 marcará o fim da série que está há 13 anos no ar. Na coletiva de imprensa do lançamento da última temporada, todos os atores se emocionaram e já começaram a sentir o peso da despedida. A emissora fez questão de enfatizar o encerramento da produção e fez uma boa propaganda em cima desta última safra de episódios. Mas após duas semanas no ar, ficou perceptível que a trama não sofrerá muitas alterações se comparada com as fases mais recentes.


O drama continuará tendo bem mais peso que o humor e a história insistirá no tom mais denso. Nenê (Marieta Severo) e Lineu (Marco Nanini) voltam para casa após uma longa viagem de barco e encontram tudo bagunçado. Agostinho (Pedro Cardoso) sofre um enfarte, se recupera e depois acaba afundando o barco dos sogros. Lineu não o perdoa e inicia uma rivalidade com o genro, mas a briga sofre uma pausa porque o picareta precisa passar por um cateterismo. Tuco (Lúcio Maura Filho) ainda diz estar deprimido, enquanto que Bebel (Guta Stresser) segue se preocupando com o marido. Esses dramas marcaram o começo da última fase, que ainda conta com a participação de Grazi Massafera interpretando a verdadeira mãe do menino (Lineuzinho) que a família adotou na temporada passada.

E de acordo com o que foi divulgado, a última temporada abusará dos flashbacks para relembrar vários momentos marcantes ao longo destes anos e as memórias contarão até com cenas inéditas, como o casamento de Lineu e Nenê em 1974 e o de Bebel (Guta Stresser) e Agostinho em 1994. A própria abertura, aliás, é uma bonita homenagem: