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domingo, 6 de novembro de 2011

Macho Man retorna com o mesmo fôlego de antes

A série, escrita pelos talentosos Alexandre Machado e Fernanda Young, sempre apresentou qualidade e, claro, o humor ácido característico dos autores desde a sua estreia. Não foi à toa que logo caiu nas graças do público e recebeu vários elogios da crítica especializada. Juntamente com "Divã", "Macho Man" obteve bons índices para a emissora. Outros produtos que estrearam na mesma época não tiveram a mesma 'sorte'. Basta se lembrar de "Lara com Z" e "Batendo Ponto".

Na segunda temporada, vimos Zuzu (Jorge Fernando) se casando com uma milionária excêntrica (Helô-Ingrid Guimarães) e largando o salão de beleza para virar uma espécie de cabeleireiro particular de sua esposa. A perua também acaba comprando uma parte do salão, para o desespero de todos. Valéria (Marisa Orth), indignada com a situação, fará de tudo para que seu melhor amigo, e amante nas horas vagas, largue a perua e volte para a sua vida de antes. Para isso contará com a ajuda de Nikita (Natália Klein), Fréderic(Roney Facchini), Tifany (Luanna Jimenes), Chérri (Rapha Veles) e Venetta (Rita Elmor); a patota que tanto nos diverte.

domingo, 15 de maio de 2011

O previsível cancelamento de Batendo Ponto

Quando "Batendo Ponto" foi ao ar, como especial de fim de ano em dezembro do ano passado, o episódio foi bastante elogiado e a audiência satisfatória. Com isso, as chances de virar uma série em 2011 eram grandes. Dito e feito. Assim que se encerrou mais um Big Brother Brasil, o programa estreou após o "Fantástico", aos domingos.

Porém,as boas impressões que foram deixadas no ano passado simplesmente desapareceram rapidamente. O programa começava a ser muito criticado e a audiência insatisfatória para os padrões globais. As críticas eram justas? Sim, com certeza. Mas o programa estava longe de ser essa tragédia toda.

Sua principal qualidade era o grandioso elenco. Milagrosamente, não tínhamos um ator sequer para criticar. Todos estavam perfeitos. O entrosamento entre os atores era nítido. Alexandre Nero, Ingrid Guimarães, Fernando Ceylão, Luis Miranda, Danielle Valente, Stênio Garcia, Orã Figueiredo, Ícaro Silva, Cláudia Mello e o maravilhoso Pedro Paulo Rangel faziam parte desse time. Eram personagens caricatos? Sim, mas o objetivo era esse. As histórias é que deixavam muito a desejar. Muitas vezes eram bobas e sem graça. Então esse foi o motivo pelo fracasso da série? Talvez.

Porém, o real motivo para o fracasso (levando-se em conta os números que a emissora almeja, obviamente)é o ingrato horário. Quando foi anunciada a nova grade de programação, era notório que o "abacaxi" iria direto para quem recebesse de brinde o horário das 23h15m, aos domingos. Desde o término do "Sai de Baixo", a emissora carioca não consegue fazer sucesso após o "Fantástico". "Sob Nova Direção" ficou um bom tempo no ar, mas não gerava repercussão alguma. Lembra de "Norma" com a Denise Fraga? O programa era interessante, mas não vingou e também foi eliminado da grade sem dó ."SOS Emergência" teve duas temporadas e conseguia manter a liderança, mas com muita dificuldade. E agora "Batendo Ponto" naufraga. Todos esses programas eram uma porcaria? Com certeza não. Mas no fim de noite de um domingo, quase ninguém fica "ligado" em uma única atração. A "zapeada" é obrigatória. Com isso o "Pânico na Tv" e o "Programa Silvio Santos" conseguem bons índices, porém raramente ficam com os números estáveis. Um vai pra liderança, o outro desce e por aí vai.

Mas o "Sai de Baixo" era um sucesso! Como se explica isso,então? A época em que o programa era exibido, não pode ser comparada aos dias atuais. No ano de 2002 (em que houve o fim da sitcom), a novela das 21h marcava acima dos 50 pontos diariamente, o "Fantástico" passava dos 40, a internet estava começando a pregar seu espaço etc etc etc. E ainda temos que levar em consideração que o programa já começava a perder algumas vezes para a "Casa dos Artistas" (fenômeno na primeira temporada exibida pelo SBT). Era dito que o programa precisava acabar para não haver desgaste, mas muitos apostavam queo término tinha relação com essas perdas no ibope para a emissora do Silvio Santos.

Com o fim de "Batendo Ponto", talvez a Globo aprenda que nesse horário dificilmente alguma atração vá vingar. O melhor é colocar no ar os filmes recheados de sangue do "Domingo Maior" mesmo,pois caso ocorram algumas derrotas para a concorrência, será só um filme e não uma produção da emissora que gera gastos para a empresa. Se a série protagonizada pela Ingrid Guimarães fosse exibida no horário em que todas as demais ("Macho Man", "Divã","Lara com Z", "Tapas e Beijos") estão indo ao ar, alguém acha que daria números muito inferiores? A resposta é não.

sábado, 14 de maio de 2011

Divã : um conjunto de acertos

"Divã" era uma peça de teatro.Fazia sucesso. Então resolveram transformar em um filme. Também fez muito sucesso. Aí resolvem criar uma série e levar para a televisão. Não seria um risco desnecessário que poderia prejudicar uma imagem já consolidada? Óbvio que sim. Mas mesmo assim, resolveram arriscar. Resultado:a série é iguamente ótima.

Desde que estreou, a atração vem nos mostrando vários episódios que mesclam humor e drama, em menos de quarenta minutos de exibições semanais. E conseguem nos entreter com louvor. Apesar de ter continuidade, os "capítulos" são totalmente independentes um do outro. Isso pode ser considerado um bônus, já que nem todos conseguem acompanhá-la semanalmente. Tudo bem que os dois primeiros episódios foram diretamente ligados, mas foi a exceção até então.

Lília Cabral é uma grande atriz e já interpretou diversos tipos, até aí nenhuma novidade, mas, talvez, Mercedes seja uma das suas personagens que a deixam mais solta e verdadeira. Sua atuação é impecável. O restante do elenco também ajuda e muito. Paulo Gustavo (Renée) é hilário e responsável pelos momentos mais engraçados do programa. Julia Almeida(Magali) não compromete. Totia Meirelles (Tania) é ótima, como sempre, mas já está na hora de darem a ela um papel diferente. Ela não deve aguentar mais fazer "a melhor amiga" de alguém. Johnny Massaro(Thiago), Marcelo Airoldi (o atrapalhado Jurandir) e Lidiane Ribeiro (a empregada Natalia) também estão com boas atuações e divertem. A única exceção é o Duda Nagle (Bruno), sempre fazendo ele mesmo.
Uma personagem que faz muita falta é a melhor amiga de Mercedes, interpretada brilhatemente pela Alexandra Richter. Porém, como a dita cuja morre no filme, ficaria forçado demais tê-la na série.

O seriado não vai ter a mesma duração que "Macho Man" e "Lara com Z". Acabará antes, cedendo lugar para mais uma série vinda de um filme: "A Mulher Invisível". É uma pena. Essa série tinha fôlego para vários meses.

Em suma: "Divã" conseguiu agradar público e crítica no teatro, no cinema e agora na tevê. Todos os envolvidos nos três vitoriosos projetos merecem muitos elogios. Não é mesmo, Lopes?

domingo, 1 de maio de 2011

Macho Man : impossível não se divertir

Alexandre Machado e Fernanda Young, além de um casal,também formam uma parceria de sucesso. Ambos têm várias séries sensacionais e que nunca decepcionaram. A principal delas,claro,não poderia ser outra: "Os Normais". Até hoje todos sentem falta do Rui e da Vani. Luis Fernando Guimarães e Fernanda Torres nos divertiram por muitos anos e não chegaram a nos cansar em nenhum momento.

Também tivemos: "Os Aspones", "Minha Nada Mole Vida", Super Sincero (extinto quadro do Fantástico), "Separação?!" (que foi ao ar em 2010) e "O Sistema". Este último muito ousado e que não fez sucesso,infelizmente. Todos esses seriados foram excepcionais e não tenho receio algum em dizer isso. Ainda considero "Os Aspones" como a série mais hilária dessa dupla, mas acabou não rendendo os números de audiência que a Globo esperava e acabou antes do previsto. Pena.

Indo para o assunto que interessa, "Macho Man" é mais uma série excelente dessa dupla extremamente criativa. A história de um ex-gay, que tenta se adaptar ao mundo hétero, poderia ficar patética ou até mesmo sem graça. Mas foi exatamente ao contrário. Com o humor ácido de sempre, característico dos autores,a série vai se desenvolvendo de uma forma hilária e provocativa.Jorge Fernando (Nelson) está simplesmente impagável como o cabeleireiro que vive pedindo dicas para se tornar um garanhão e "pegar geral". Quem dá essas preciosas dicas a ele? Sua melhor amiga, uma ex-gorda, que trabalha no mesmo salão que ele e é interpretada magistralmente pela Marisa Orth (Valéria).

O elenco não é grande. Além dessas duas figuras, também temos uma secretária engraçadíssima, que tenta ser aceita pela sociedade utilizando métodos, digamos, não muito convencionais. Quem a interpreta é Natalia Klein (Nikita). Ótima atriz e com um perfeito "timing" pra comédia.Roney Facchini (Fréderic) dá vida ao dono do salão que sempre se intromete nas conversas alheias, concluindo que estão falando mal dele. Também rende bons momentos. Por fim, temos Luanna Jimenes (Tifany) que faz uma assistente invejosa e a hilária Rita Elmor (Venetta), interpretando uma mulher alienada (e chapada) que vive lavando o cabelo no salão.

Com uma combinação dessas, somado ao texto sempre atual e ácido de Fernanda Young e Alexandre Machado, nada poderia dar errado. Vemos mais um seriado que diverte e ao mesmo tempo faz pensar em relação aos diversos preconceitos, ainda tão presentes na nossa sociedade. Uma lástima que esse ótimo programa não irá durar durante o ano todo. Nos resta,então,aproveitar ao máximo essa temporada (e provavelmente única), admirando o talento do elenco e de todos os envolvidos nessa já vitoriosa produção.