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quinta-feira, 17 de maio de 2018

"As Aventuras de Poliana" tem tudo para ser mais um sucesso infantil do SBT

"Carinha de Anjo", atual sucesso do SBT, estreou em novembro de 2016 e ainda está no ar. Virou regra na emissora de Silvio Santos estender ao máximo as produções infantis, aproveitando a ótima aceitação que todas vêm tendo com o público. Outro costume do canal (e até copiado recentemente pela Globo no "Vale a Pena Ver de Novo") é emendar a reta final de uma trama com o início da outra, aproveitando a migração de audiência. Como a história protagonizada pela fofa Lorena Queiroz está em plena reta final (já estava na hora), "As Aventuras de Poliana" entrou na grade nesta quarta-feira (16/05), iniciando uma nova saga que promete durar ainda mais que a de Dulce Maria.


Inspirada no romance "Pollyanna", um clássico da literatura infantojuvenil, de Eleanor H. Porter (1913), a nova novela é dirigida por Reinaldo Boury e escrita por Íris Abravanel, que também supervisionou "Carinha de Anjo". A missão da trama é, óbvio, manter os elevados índices da atual produção, que deixou "Apocalipse", da Record, em terceiro lugar praticamente todas as vezes. A confiança da emissora no produto é grande, pois, como já mencionado, planeja deixá-la no ar por mais de dois anos, se tornando uma das novelas mais longas do SBT (700 capítulos). Pena que isso muitas vezes desgaste o roteiro, criando uma barriga gigantesca e prejudicando a narrativa. A sorte do canal é que o público infantil dificilmente abandona uma história depois que foi conquistado por ela.

O enredo não é muito diferente das últimas tramas exibidas anteriormente. Poliana tem 11 anos e é uma menina doce e extrovertida. Ela viajava com seus pais, Lorenzo (Lázaro Menezes) e Alice (Kiara Sasso), na trupe de teatro mambembe Vagalume. Todavia, a protagonista vê seu mundo mudar quando a mãe morre e seu pai adoece.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

"Liberdade Liberdade" foi uma boa novela, mas poderia ter sido muito melhor

Apresentando uma estreia caprichada e um desenvolvimento morno, "Liberdade, Liberdade" ficou praticamente quatro meses no ar (67 capítulos) e fechou seu ciclo com uma reta final empolgante, presenteando o telespectador com cenas muito bem realizadas. O último capítulo, exibido excepcionalmente nesta quinta-feira (04) ---- por causa do início das Olimpíadas (a Globo fará uma transmissão intensiva do evento) ----, encerrou o folhetim com dignidade, após momentos finais de tirar o fôlego, principalmente em virtude do início da revolução comandada pela protagonista e o enforcamento de seu irmão.


A novela das onze viveu uma novela própria antes de entrar em produção. Márcia Prates estrearia como autora, mas Silvio de Abreu e sua equipe observaram vários erros históricos no texto da escritora, fazendo muitas modificações. Glória Perez e Alcides Nogueira chegaram a trabalhar como supervisores, mas abandonaram a função. Outros problemas foram detectados, até a responsável pela história ser desligada do projeto, sendo utilizado apenas o seu 'argumento' para o enredo. Mário Teixeira foi chamado às pressas para assumir o controle de um trem que parecia desgovernado e a partir de então finalizaram a escalação do elenco, iniciando de vez a elaboração do folhetim.

Portanto, em virtude de todas as questões mencionadas, a expectativa em torno da novela ---- baseada no livro "Joaquina, filha de Tiradentes", de Maria José de Queiroz ---- não era animadora. Afinal, tudo se encaminhava para um produto retalhado e equivocado. A estreia serviu para diminuir essa 'preocupação', pois a trama promissora, o contexto histórico atrativo, o figurino caprichado e o grande elenco agradaram bastante. Entretanto, as constantes mudanças nos bastidores acabaram refletindo na condução do enredo.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Morte de Raposo retira de cena um dos melhores personagens de "Liberdade Liberdade"

Nesta segunda (04/07), foi ao ar a morte de Raposo (Dalton Vigh) em "Liberdade, Liberdade". Após semanas sumido da novela, o personagem voltou de viagem e logo reiniciou a investigação a respeito do ladrão de seu baú de ouro. Ele acabou encontrando sua fortuna na casa de Rubião (Mateus Solano), que flagrou o 'quase sogro' e o alvejou pelas costas, matando o inimigo covardemente em uma ótima cena. O desfecho do poderoso fidalgo foi lamentável para o desenvolvimento da história e uma grande perda para o público.


O autor Mário Teixeira acabou retirando precocemente do enredo um dos melhores personagens. A cena foi brilhantemente Mateus Solano, que soube transmitir toda a tensão daquele sombrio momento, onde o frio Rubião se mostrou como é para o imponente Raposo, que tentou enfrentá-lo, sem sucesso, mesmo agonizando. Entretanto, falharam gravemente ao não mostrar nem a expressão de Raposo vendo o seu inimigo antes de morrer (podendo ao menos fechar o ciclo de Dalton Vigh em grande estilo) e o pai adotivo de Joaquina (Andreia Horta) tinha muito o que render na trama, faltando um mês para o seu fim. E deve-se lamentar ainda mais a morte do perfil, pois o mesmo ficou sumido por semanas da novela.

A viagem de Raposo ao Rio de Janeiro em nada contribuiu para o roteiro e só serviu para desaparecer com o personagem. Muito se especulou sobre esse sumiço, incluindo até um possível problema de saúde do ator.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Bem conduzida, "Liberdade Liberdade" vem se mostrando uma boa novela das onze

Após vários problemas de bastidores e trocas de autor, a atual novela das onze estreou no início de abril (dia 11) e desde então vem contando a saga de Joaquina (Andreia Horta) ----- claramente inspirada no livro "Joaquina, filha de Tiradentes", de Maria José de Queiroz ----- de uma forma competente. A trama teve uma rápida primeira fase (com menos de dois capítulos) e logo começou a ser ambientada em 1808, época da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil. Ao menos até o momento, pode-se afirmar que Mário Teixeira conseguiu assumir muito bem os rumos da produção de Márcia Prattes (retirada do projeto).


Dirigida pelo talentoso Vinícius Coimbra, a novela tem conseguido despertar atenção através de bons personagens, ótimo elenco e uma história que tem sido costurada para atingir o clímax do embate entre revolucionários e os representantes da Corte Portuguesa. Tendo Vila Rica (atual Ouro Preto, em Minas Gerais) como pano de fundo, o enredo é dividido em poucos núcleos e quase todos os personagens têm uma ligação, direta ou indiretamente. As tramas não apresentam uma sucessão de acontecimentos, mas são bem estruturadas e contêm bons conflitos pontuais.

O maior destaque é a herdeira do homem que iniciou uma revolução silenciosa, vivida impecavelmente por Andreia Horta. A atriz estava merecendo há tempos uma protagonista e ganhou uma destemida Joaquina, que está à frente do seu tempo e não teme nada e nem ninguém. A filha de Tiradentes tem o objetivo de vingar a morte do pai e ainda libertar o Brasil, honrando a missão do inconfidente morto enforcado.