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quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Morte de Elias destaca a boa direção de "Bom Sucesso"

A atual novela das sete da Globo é um sucesso e colhe muitos elogios merecidamente. Rosane Svartman e Paulo Halm estão inspirados e criaram uma ótima história. Mas "Bom Sucesso" tem outra qualidade que merece ser citada: a direção de Luiz Henrique Rios e sua equipe. Esse trabalho, embora seja observado desde a estreia, ficou ainda mais evidente com todas as sequências envolvendo a fuga de Elias (Marcelo Faria).


A entrada do vilão movimentou a novela e promoveu uma tensa virada na vida de Paloma (Grazi Massafera), afetando todo o núcleo central. O acidente sofrido por Gabriela (Giovanna Coimbra), enquanto salvava a vida de Alberto (Antônio Fagundes), implicou em uma transfusão de sangue, mas o tipo sanguíneo da menina era muito raro e somente o pai (dado como morto) era compatível. Graças ao fato todos descobriram, através de padre Paulo (Guti Fraga), que Elias estava vivo.

A cena do acidente mencionado já expôs com mais nitidez o preciso trabalho da direção, principalmente durante a queda do refletor que quase atingiu o dono da Prado Monteiro. Pareceu mesmo que o objeto estava quase caindo na cabeça do personagem.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Volta de Elias movimenta "Bom Sucesso"

Paloma (Grazi Massafera) é uma ótima protagonista e os conflitos que permeiam a personagem sustentam bem "Bom Sucesso", atual novela das sete da Globo. Mas o passado da mocinha com seu segundo marido nunca foi muito explicado. Após o fim de seu romance com Ramon (David Junior), que a abandonou com a filha recém-nascida (Alice - Bruna Inocêncio), a batalhadora costureira se casou com Elias e teve mais dois filhos: Gabriela (Giovanna Coimbra) e Peter (João Bravo). A única informação era a respeito de sua morte.


Portanto, era óbvio que esse personagem enigmático apareceria vivinho da silva em algum momento. E apareceu graças a um trágico acidente sofrido por Gabriela, que se feriu gravemente com o estilhaço de um refletor, que caiu durante o primeiro desfile oficial da grife de Paloma. A menina salvou a vida de Alberto (Antônio Fagundes) e ficou em estado crítico no hospital. Seu sangue é raro (falso O) e somente o pai é compatível. Padre Paulo (Guti Fraga) era o único que sabia o segredo sobre Elias por causa da confissão do então marido de Paloma na época.

Elias assaltou um banco com um comparsa, mas sofreu um acidente e precisou fugir para não ser preso junto com o outro bandido. Conseguiu se passar por morto e foi viver longe. Mas, em virtude da gravidade da situação, o padre foi atrás do homem para pedir ajuda. Só não imaginava que o 171 exigiria dinheiro para salvar a vida da filha.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Romance de Aurélio e Julieta encanta em "Orgulho e Paixão"

Marcos Berstein vem conseguindo apresentar para o público capítulos construídos com habilidade no atual folhetim das 18h, ainda que não tenham muitos acontecimentos relevantes em alguns, o que é natural em qualquer novela. "Orgulho e Paixão" é agradável de ser acompanhada até em cenas exclusivamente românticas, mesmo que não afetem o andamento da história. E como há uma sucessão de bons casais, os muitos momentos açucarados recheiam a produção. No último sábado (11/08), por exemplo, chegou a vez de Aurélio (Marcelo Faria) e Julieta (Gabriela Duarte).


A esperada primeira relação do par teve o texto delicado do autor, a química incontestável dos atores e a libertação da angústia da personagem mais complexa da novela. A Rainha do Café nunca se recuperou dos estupros constantes do finado marido e carregava uma energia pesada, representada por uma postura arrogante e intimidadora. Nem mesmo o filho Camilo (Maurício Destri) conseguia quebrar esse ar gélido da mãe, que sempre tocou seus negócios com extremo rigor. Aurélio veio para trazê-la para o caminho da serenidade.

O casal é um dos muitos trunfos da gostosa trama das seis e Berstein sempre fez questão de valorizar os atores, que viraram o destaque do núcleo. Todavia, é preciso mencionar que o início da relação poderia ter sido desenvolvido de forma mais crível pelo escritor.