O ano de 2021 foi tão trágico quanto o de 2020. A pandemia do novo coronavírus causou um caos mundial ano passado e seguiu provocando milhares de mortes. A esperança veio com a chegada da vacina e avanço da vacinação vem diminuindo gradativamente a quantidade de falecimentos e pessoas internadas. Mas infelizmente ainda muita gente segue vitimada pela doença e vários artistas partiram por conta dela. A retrospectiva do blog começa agora com uma homenagem a cada um que partiu.
domingo, 26 de dezembro de 2021
Retrospectiva 2021: os artistas que deixaram saudades
quarta-feira, 22 de setembro de 2021
Luis Gustavo amava divertir o público
O meio artístico sofreu mais um duro baque no último domingo, dia 19. O amado Luis Gustavo faleceu aos 87 anos, após três anos lutando contra um câncer no intestino. O corpo do artista foi cremado na segunda-feira (20) em uma cerimônia restrita à família. Foi o sobrinho, o também ator Cássio Gabus Mendes, que anunciou o falecimento do tio.
Luis Gustavo Blanco nasceu em Gotemburgo, na Suécia, em 2 de fevereiro de 1934. Começou a carreira na televisão como contrarregra, levado pelo cunhado, o autor Cassiano Gabus Mendes, para a extinta TV Tupi. Após alguns trabalhos como ator, entre 1953 e 1967, viu sua carreira deslanchar de vez em 1968, quando interpretou Beto Rockfeller, na novela de mesmo nome. A trama revolucionou a teledramaturgia com uma linguagem mais coloquial, sem o então tradicional exagero de um folhetim. O sucesso foi tanto que em 1973 o ator interpretou novamente o personagem em "A Volta de Beto Rockfeller", uma espécie de continuação da produção anterior.
A estreia na Globo foi em 1976, na novela "Anjo Mau". Luis ainda interpretou muitos outros tipos que imenso sucesso. Em 1982, caiu na boca do povo e virou um dos maiores trunfos de "Elas por Elas", novela de Cassiano Gabus Mendes. O atrapalhado detetive Mário Fofoca entrou para a galeria de grandes personagens do ator, que vivenciou a mesma experiência que teve com Beto Rockfeller.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
"Brasil a Bordo" é um amontoado de bobagens nada engraçadas
A história é simples: a Piorá Linhas Aéreas é uma empresa prestes a falir que consegue a autorização de um juiz para continuar funcionando, desde que passe o poder a um conselho de funcionários. A dona do 'negócio' é a plastificada e fútil Berna (Arlete Salles) e seu marido, o bon vivant Otávio (Luis Gustavo), era o presidente da companhia. A família chegou a viver tempos de luxo no passado, mas agora precisa lidar com contensão de custos (vide a mansão caindo aos pedaços e com reformas inacabadas).
Quase todos os funcionários são integrantes da própria família, como os cunhados Vadeco (Miguel Falabella) e Durval (Marcos Caruso), os comandantes do único avião da empresa. Os dois são separados e moradores da mansão. Um vive buscando cinquentonas na internet e o outro dorme com uma boneca inflável.
quinta-feira, 31 de março de 2016
Os 20 anos do inesquecível "Sai de Baixo"
A ideia surgiu de Luis Gustavo, o intérprete do inesquecível Vavá. O ator apresentou para Daniel Filho o formato de um programa de televisão gravado em um teatro, com plateia. O objetivo era incorporar na atração todos os imprevistos e improvisos, comuns durante um espetáculo teatral ou na época em que produções de tevê eram feitas ao vivo. A história ficaria voltada para uma família de classe média paulista que viveria em constante crise financeira. E a estrutura do sitcom já havia sido explorada no bem-sucedido "Família Trapo", na década de 60. Ou seja, era uma espécie de 'volta às origens', mas de maneira renovada.
Daniel Filho gostou da ideia e trabalhava como produtor independente na época. Tanto que chegou a oferecer o projeto para o SBT, mas a emissora de Silvio Santos negou. O diretor, então, enviou o planejamento para a Globo que topou na hora. E a decisão, como já é de conhecimento de todo o país, foi mais do que acertada.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Globo mira no saudosismo e acerta em cheio com a exibição dos especiais do "Sai de Baixo"
Após a exibição das duas temporadas de "Revenge", a Globo resolveu mirar no saudosismo através da volta do passado glorioso dos finais de domingo. Afinal, a partir de 1996, o telespectador tinha a obrigação de ver as confusões da família do Arouche antes de pensar que a segunda-feira estava chegando. Não foi por acaso que a atração virou um fenômeno, permanecendo no ar até 2002.
O humor politicamente incorreto, os improvisos, a burrice aguda de Magda (Marisa Orth), o preconceito de Caco Antibes (Miguel Falabella), a arrogância de Cassandra (Aracy Balabanian), o ar conciliador de
quarta-feira, 3 de julho de 2013
"Sai de Baixo Chatice" mata a saudade do público e sai de cena como um dos grandes acertos do Canal Viva
Ideia de Letícia Muhana, diretora do Viva, o retorno da turma do Arouche foi um verdadeiro presente para os fãs e saudosistas. Apesar das inúmeras dificuldades, Letícia conseguiu convencer Falabella (que também era roteirista da atração) a entrar de cabeça nessa 'loucura'. Apesar de estar envolvido em inúmeros trabalhos (incluindo a série "Pé na Cova"), Miguel ainda dispôs seu tempo para colocar no papel o roteiro sobre a volta dessa família. Roteiro esse que ele já tinha na cabeça; ou seja, apesar de nunca ter cogitado esse retorno até então, havia uma esperança na cabeça do intérprete do impagável Caco.
Após quatro programas exibidos, todos excelentes e hilários, ficou claro que a iniciativa foi mais do que acertada. O risco de trazer de volta uma atração tão bem-sucedida e manchá-la com um fracasso era iminente. Um exemplo recente foi o remake de "Guerra dos Sexos". Apesar de ter sido uma novela muito agradável, o
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Canal Viva comemora três anos e presenteia o público com a volta do inesquecível "Sai de Baixo"
Intitulado como "Sai de Baixo Chatice", o programa voltou se adequando aos novos tempos. Se aproveitando da nova 'PEC das domésticas', Neide Aparecida (Márcia Cabrita) enriqueceu após processar uma ex-patroa e comprou o apartamento do Arouche. Vavá (Luis Gustavo), aliás, perdeu o apartamento por não pagar o condomínio. O episódio se inicia quando os moradores do Largo do Arouche, que não se reúnem há 11 anos, recebem um convite anônimo para um jantar no apartamento onde viveram. Caco (que havia sido preso na Dinamarca), Vavá (que estava na Floresta Amazônica), Magda (que, depois de deportada, morava no aeroporto) e Cassandra (que estava morando na casa de uma tia pão-dura) aceitam o convite movidos pela curiosidade. Ao chegarem no local, se chocam quando vêem a antiga empregada como a nova proprietária do imóvel. Porém, apesar do susto, como estão todos falidos, acabam aceitando o convite da nova ricaça para morar de favor no antigo endereço. Entretanto, no final do episódio, graças ao golpe dado por Caco, Neide volta a ser pobre e o apartamento retorna para as mãos da família. Em suma: o "Sai de Baixo" está de volta.
E o retorno dessa inesquecível turma foi fantástico. O telespectador matou as saudades das piadas politicamente incorretas do Caco sobre a pobreza (agora envolvendo a famigerada classe C), das imbecilidades ditas pela Magda, dos improvisos de Miguel Falabella, do riso frouxo de Aracy Balabanian e