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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Daniel Ortiz foi o maior inimigo de "Família é Tudo"

 O início de "Família é Tudo" foi dos mais promissores. A novela marcava a volta de Daniel Ortiz ao horário das sete, após o êxito de "Salve-se Quem Puder", apesar do hiato provocado pela pandemia. E substituindo "Fuzuê", o maior fracasso da faixa, o que aumentou a expectativa para um novo folhetim que reerguesse a audiência e reconquistasse o público. A missão do autor tinha tudo para um desfecho vitorioso porque a sinopse era criativa, os personagens carismáticos e os futuros conflitos bastante interessantes. Mas a novela, que chegou ao fim nesta sexta (27/09), após 177 capítulos, virou um amontoado de situações mal executadas, tanto no roteiro quanto na direção. 


A história tinha a essência de uma deliciosa novela das sete. Frida (Arlete Salles) organiza um cruzeiro para celebrar seu aniversário e o de sua irmã gêmea, Catarina (Arlete Salles). O objetivo era unir seus cinco netos. Porém, em meio a rusgas e armações, os cinco convidados esperados não compareceram e ela embarcou apenas com a irmã e o sobrinho, Hans (Raphael Logam). Mas um acidente em pleno alto mar resultou em um misterioso sumiço. Ao ser dada como morta, Frida surpreendeu a todos com seu testamento. Com diferentes motivações e liderados por Vênus (Nathalia Dill), os irmãos Mancini encararam uma missão que transformou suas vidas: além de morar juntos, a despeito das diferenças entre si, começaram a trabalhar para reconstruir o lugar que marcou o início da gravadora da família, criada por sua avó. A meta era: ao final de um ano, se o desempenho dos irmãos não for satisfatório (ou seja, gerar um lucro de quatro vezes o valor que vão receber para investir no local) eles não ganham nada e a herança a que teriam direito será entregue ao sobrinho ambicioso que, junto com a mãe, Catarina, nunca mediu esforço para atrapalhar a relação entre avó e netos.  

Inicialmente, a história despertou atenção justamente por sua criativa premissa. E o andamento das situações foi encadeando uma sucessão de trapalhadas dignas de um gostoso filme da "Sessão da Tarde". Vênus, Electra (Juliana Paiva), Plutão (Isacque Lopes), Júpiter (Thiago Martins) e Andrômeda (Ramille) protagonizaram divertidas cenas no casarão abandonado, localizado na zona leste de São Paulo, que virou o novo lar obrigatório dos irmãos, que viviam discutindo e raramente chegavam a um acordo.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Obsessão de Daniel Ortiz por triângulos amorosos tira o rumo de "Família é Tudo"

 Não é mentira quando dizem que todo brasileiro é técnico de futebol e autor de novela. É normal bancar o especialista e fazer mil análises sobre as maiores paixões do país. Tanto que não precisa ser um crítico formado para observar os vícios (que também podem ser chamados de 'estilo') de todos os escritores de folhetim. Tem quem ame criar mil sequestros na história, quem goste de ressuscitar mortos, quem adore brigas entre mãe e filha, enfim. No caso de Daniel Ortiz, responsável por "Família é Tudo", é o triângulo amoroso a sua maior paixão. 


O autor ama criar vários triângulos amorosos em suas histórias, a ponto de dominar quase todos os núcleos com eles. E sempre com o intuito de dividir torcida e gerar engajamento do público. O de maior repercussão, e que até hoje rende uma leva de comentários indignados nas redes sociais de parte do público, foi o formado por Kyra (Vitória Strada), Rafael (Bruno Ferrari) e Alan (Thiago Fragoso) em "Salve-se Quem Puder". A 'fórmula' deu certo nessa trama e em "Haja Coração", seus dois sucessos anteriores das sete. Mas não quer dizer que funcionará sempre e a prova é o que vem acontecendo com a sua atual novela.

Há uma clara perda de rumo em "Família é Tudo" justamente pela preocupação do autor em focar quase tudo em cima dos triângulos que vem formando. A história foi vendida como uma saga de cinco irmãos que precisam morar e trabalhar juntos para a garantia do recebimento da herança da avó que desapareceu em alto mar.

terça-feira, 19 de março de 2024

"Família é Tudo" tem potencial para conquistar o público

 A missão de Daniel Ortiz é ingrata: elevar a média da faixa das sete, após o fiasco de "Fuzuê", que saiu de cena com o título de pior audiência da história do horário. Porém, o objetivo de Gustavo Reiz também não era simples, pois tinha que manter os números em alta, após o fenômeno "Vai na Fé". Substituir um fracasso acaba sendo tão desafiador quanto entrar no lugar de um sucesso. E o autor já tem experiência na faixa, uma vez que já escreveu quatro folhetins que foram muito bem-sucedidos às 19h40. 


A estreia de Ortiz como autor solo foi com "Alto Astral", em 2014, deliciosa novela espírita que tinha como base a sinopse da saudosa autora Andrea Maltarolli, que faleceu em setembro de 2009. O escritor desenvolveu o enredo de forma criativa e divertida. Foi sua melhor trama na faixa até agora. Depois, em 2016, emplacou mais um sucesso com "Haja Coração", uma releitura de "Sassaricando", produção de Silvio de Abreu de 1987/88. Já em 2020 estreou sua primeira obra original, "Salve-se Quem Puder", protagonizada por três mocinhas, e mais uma vez atingiu excelentes índices de audiência, mesmo com uma pandemia no meio do caminho que interrompeu as gravações durante longos meses. 

Agora, com "Família é Tudo", Daniel mostra ter novamente uma boa história em mãos e o início vem apresentando todos os ingredientes de um bom folhetim das sete. Houve uma preocupação em não correr demais com a história para causar aquela famigerada sensação de agilidade, mas que na verdade é apenas uma correria desnecessária que só prejudica o início de qualquer novela.

segunda-feira, 4 de março de 2024

"Família é Tudo": o que esperar da nova novela das sete?

 As confusões geradas por causa do tesouro de "Fuzuê" saíram de cena e agora o horário dá lugar aos tradicionais dramas familiares. Entrelaçada por laços de sangue, parentesco, amizade ou convivência --- muitas vezes imperfeitas ----, toda "Família é Tudo" e mais um pouco. É assim, em plena capital paulista, que a nova novela das sete da Globo, que estreou nesta segunda-feira (04/03), criada e escrita por Daniel Ortiz com direção artística de Fred Mayrink, vai orbitar pelas alegrias, aventuras e conflitos que marcam as relações familiares. 


A avó, Frida Mancini (Arlete Salles), sonha reunir seus cinco netos ---- Vênus (Nathalia Dill), Júpiter (Thiago Martins), Andrômeda (Ramille), Electra (Juliana Paiva) e Plutão (Isacque Lopes) ----, que estão há anos sem se ver. Mais que isso, ela deseja ---- e fará qualquer coisa ---- para ter sua família unida novamente. Por ironia ou não do destino, é seu desaparecimento que promove a união do clã. Mas será que apenas o desejo de uma matriarca é capaz de superar as diferenças de personalidade, o tempo e a distância física que separam a família? 

Para a obstinada Frida, dona da gravadora Mancini Music, sim. Confiante na reunião da família, a avó organiza um cruzeiro para celebrar seu aniversário e o de sua irmã gêmea, Catarina (Arlete Salles). Porém, em meio a rusgas e armações, os netos não comparecem e ela embarca apenas com a irmã e o sobrinho, Hans (Raphael Logam). Mas um acidente em pleno alto mar resulta em um misterioso sumiço.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Família é Tudo", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na quinta-feira passada, dia 8, a segunda coletiva online de "Família é Tudo", a próxima novela das sete, escrita por Daniel Ortiz e dirigida por Fred Mayrink. Participaram o autor, o diretor e os atores Jayme Matarazzo, Cris Vianna, Thiago Martins, Henrique Barreira, Rafa Kalimann, Daphne Bozaski, Daniel Rangel, Cláudio Torres Gonzaga, Gabriel Godoy, Ramille, Grace Gianoukas, Cristina Pereira, Ramille, Thaila Ayala, Rafael Logam, Mila Carmo, Guilherme Canellas, Caio Giovani, Juliana Paiva e Arlete Salles. Fui um dos convidados e conto neste texto sobre o bate-papo. 


Arlete Salles estava animada: "É a primeira vez que interpreto duas personagens e são perfis de personalidades totalmente diferentes. Uma é empresária vitoriosa e a outra tem um lado sombrio. É trabalhoso, mas muito prazeroso. Quero agradecer ao autor e ao diretor. Trabalhar com o Fred Mayrink é um sonho. Quero agradecer também a turminha que me abraçou, uma delas a Raquel, da equipe de caracterização e maquiagem. Me sinto muito acolhida, o elenco é muito bacana".

Fred Mayrink agradeceu o carinho de Arlete: "Ela é um resumo da harmonia do nosso trabalho. 'Família é Tudo' tem ingredientes de uma boa novela. Temos núcleos de comédia muito potentes e histórias emocionantes", finalizou o diretor. Já Daniel Ortiz rasgou elogios para a veterana e falou um pouco de sua história: "Arlete representa bem o que é a Frida, essa avó maternal que quer tanto fazer o bem para os netos. Alguns deles são muito mimados pelo dinheiro dela.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Tudo sobre a primeira coletiva online de "Família é Tudo", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu nesta terça-feira, dia 6, a primeira coletiva online de "Família é Tudo", próxima novela das sete escrita por Daniel Ortiz e dirigida por Fred Mayrink. Participaram o autor, o diretor e os atores Isacque Lopes, Nathalia Dill, Alexandra Richter, Fernando Pavão, Paulo Tifenthaler, Ana Carbatti, Ana Hikari, Jayme Periard, Aisha Moura, Renato Góes, Nina Frosi, Livia Rossy e Lucy Ramos. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo. 


Fred Mayrink fez um resumo da trama: "A gente fala de uma novela muito divertida e emocionante escrita por Daniel. Uma família de cinco irmãos de mães diferentes e do mesmo pai e com uma regra que todos deverão cumprir por conta de um testamento. Uma grande aventura, reencontro de amores, reencontro de família. Tem muito romance nas novelas do Daniel, o que acho maravilhoso. Temos uma gravadora na novela que é a Mancini. Teremos vários ritmos e temas diferentes. Um desfile musical que será aberto. É meu quarto trabalho ao lado do Daniel e nos entendemos muito bem. Temos um respeito e admiração mútua. O início de uma aventura que é toda novela", contou o diretor.

Daniel Ortiz explicou o mote central: "Pedro se casou cinco vezes com cinco mulheres diferentes e com cada uma teve um filho. Quando o pai morre misteriosamente as ex-mulheres dele colocaram os filhos como inimigos. Elas se odiavam e impediram os filhos de conviver. Todos os irmãos se odeiam com exceção da Vênus.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Único triângulo amoroso consistente de "Salve-se Quem Puder" é o formado por Rafael, Kyra e Alan

 A atual novela das sete vai caminhando para seu final e ficou claro que Daniel Ortiz usou e abusou dos triângulos amorosos. O autor já tinha usado bastante o recurso em "Haja Coração", sua novela anterior, e aproveitou bem mais o recurso em "Salve-se Quem Puder". As três protagonistas estão envolvidas em dilemas amorosos e vários outros personagens também não escapam da situação. Mas, analisando friamente o roteiro, o único triângulo que apresenta consistência é o formado por Kyra (Vitória Strada), Rafael (Bruno Ferrari) e Alan (Thiago Fragoso). 

Logo no início da trama, houve uma bonita construção do relacionamento de Kyra e Rafael. O pedido de casamento que o íntegro personagem fez para a atrapalhada companheira, durante um engarrafamento e em meio a um temporal, foi bonito e engraçado, além da química dos atores  ---- vista em "Tempo de Amar", de 2017 ---- ter sobressaído. Era aquele momento da apresentação dos perfis individuais, que acabou somado com a relação 'Kyrael'. Foram poucas cenas porque na mesma semana a protagonista acabou dada como morta, após ter presenciado um crime em Cancún, no México, no meio de um furacão. Ainda assim houve um envolvimento do público. 

Já quando Kyra precisou usar o nome falso de Cleide, diante das condições do serviço de Proteção à Testemunha, foi trabalhar como babá na casa de um advogado, viúvo, pai de duas crianças adotadas. No caso, primo de Alexia (Deborah Secco), sua então nova companheira de 'fuga'.

sexta-feira, 19 de março de 2021

Fracasso da reprise de "Haja Coração" corrigiu uma injustiça do passado

A Globo resolveu repetir a estratégia que funcionou em 2016: duas novelas das sete de sucesso em sequência. Há quase cinco anos, "Totalmente Demais" era um fenômeno de repercussão, elogiada por público e crítica. Foi substituída por "Haja Coração", uma produção tão popular quanto a anterior, mas de qualidade bastante inferior. A trama de Daniel Ortiz acabou com um décimo a mais na média de audiência que o produto de Rosane Svartman e Paulo Halm (27,5 pontos, enquanto a antecessora marcou 27,4). Todavia, a estratégia não deu certo com as reprises. A primeira conseguiu fazer ainda mais sucesso que em 2016 (obteve 29 pontos de média). Já a segunda conseguiu apenas 25 pontos. 

 Após seu bom trabalho como estreante em "Alto Astral" (2014), Daniel Ortiz apresentou um início promissor de seu segundo folhetim. Havia ali todos os ingredientes de uma deliciosa novela das sete. E o primeiro mês foi animador, onde a dupla formada por Fedora (Tatá Werneck) e Teodora (Grace Gianoukas) logo se destacou, assim como o trio impagável de amigas interesseiras formado por Rebeca (Malu Mader), Penélope (Carolina Ferraz) e Leonora (Ellen Roche). A composição de Mariana Ximenes como Tancinha também agradou e parecia uma ótima protagonista, tendo ainda a rivalidade com Fedora como um dos atrativos. Os erros observados em alguns núcleos paralelos deslocados e na história cansativa do mocinho Apolo (Malvino Salvador) pareciam pequenos diante dos acertos.

Entretanto, ao longo dos meses, Ortiz começou a dar claros sinais de falta de domínio de seu enredo. Os problemas começaram a crescer e até mesmo os pontos positivos começaram a ficar negativos. A falsa morte de Teodora foi um dos mais graves equívocos do autor, que preferiu seguir o roteiro original de "Sassaricando", ignorando a diferença do contexto. O resultado foi catastrófico para o núcleo Abdala, que era o melhor da novela. Com a saída da melhor personagem da família, todos os perfis ficaram sem função e perdidos na história.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Vale a pena retomar as gravações de "Salve-se Quem Puder" em 2020?

A novela das sete de Daniel Ortiz ainda estava em seu início, mas os índices de audiência eram ótimos e a trama agradava. Mas "Salve-se Quem Puder" (assim como todas as produções de entretenimento) teve suas gravações interrompidas por conta da pandemia do novo coronavírus e o folhetim saiu do ar no dia 28 de março. A reprise de "Totalmente Demais", escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, foi a substituta escolhida. O Brasil segue com quase mil mortes diárias e a irresponsabilidade dos governantes e de parte da população adia cada vez mais uma possibilidade de melhora. Mas a Globo já vem estudando medidas para um retorno do setor de teledramaturgia para final de julho.


Apesar das notícias a respeito da possível volta, não há nada oficial e muito menos sobre a exibição dos novos capítulos. O mesmo vale para "Amor de Mãe". O caso da novela das 21h, de Manuela Dias, no entanto, é um pouco menos complicado. Faltava pouco mais de um mês para o término da história quando as gravações foram interrompidas e a autora já estava arrastando o enredo de todas as formas. Não há muito o que mostrar além do aguardado encontro de Lurdes (Regina Casé) e Domênico (Chay Suede). Situação totalmente diferente de "Salve-se Quem Puder", que nem chegou perto da metade. E as informações sobre o possível retorno desanimam em virtude de mutilação do roteiro.

A primeira "bomba" foi a saída de José Condessa da trama. O ator português já tinha um compromisso firmado para protagonizar um folhetim em Portugal assim que a trama das sete acabasse. Mas a pandemia implicou em uma escolha e o intérprete preferiu abandonar a produção brasileira, muito provavelmente porque seu personagem, o mexicano Juan, tinha pouca relevância.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Trama de Luna é a melhor estruturada de "Salve-se Quem Puder"

A nova novela das sete da Globo está há pouco mais de um mês no ar e já ficou claro que se trata de um besteirol. É uma história bobinha, onde o humor farsesco se faz presente em vários momentos. O objetivo é conquistar o público infantil e há uma parcela da audiência que não tem paciência para esse tipo de linguagem. No entanto, "Salve-se Quem Puder", até o momento, vem se mostrando agradável e despretensiosa. É gostoso assistir. E a trama melhor estruturada é a de Luna (Juliana Paiva), uma das três protagonistas.


A menina é fisioterapeuta recém-formada. Mexicana, é filha de brasileiros e voltou ao Brasil após ter testemunhado um assassinato com outras duas mulheres até então desconhecidas. Luna, Alexia (Deborah Secco) e Kyra (Vitória Strada) viram um juiz ser morto no México e o trio entrou para o serviço de proteção à testemunha. Enquanto o enredo das outras duas ainda caminha com algumas deficiências, o da personagem vivida por Juliana Paiva já desperta atenção, tanto pelo mistério envolvendo seu passado quanto pelo futuro possível romance que viverá.

O enigma envolvendo o abandono da mãe de Luna é bem interessante e desperta teorias. Helena (Flávia Alessandra) nunca superou o trauma da "perda da filha" e não esconde o pavor que sente quando escuta qualquer assunto referente ao México.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

"Salve-se Quem Puder" estreia com humor farsesco e trama despretensiosa

O termo "Um furacão passou pela minha vida" costuma ser muito usado pelas pessoas na hora do perrengue. É aquele momento em que sua rotina vira de cabeça para baixo e fica até difícil pensar no futuro. O autor Daniel Ortiz resolveu colocar a famosa expressão de forma literal em "Salve-se Quem Puder", nova novela das sete da Globo, dirigida por Fred Mayrink, que estreou nesta segunda-feira (27/01) com a difícil missão de manter os altíssimos índices da primorosa "Bom Sucesso".


A trama central tem uma virada marcada por um assassinato, mas a essência será de uma comédia farsesca e até infantil. A estreia provou. É a primeira vez que Daniel escreve uma produção de sua autoria ---- "Alto Astral" era baseada na sinopse da saudosa autora Andrea Maltarolli e "Haja Coração" um remake de "Sassaricando", de 1987. Juliana Paiva, Deborah Secco e Vitória Strada são as protagonistas da nova novela e o trio promete protagonizar muitas cenas engraçadas ao longo dos meses, embora virem fugitivas de uma assassina chefe de quadrilha. Há um quê de "Três Patetas", onde uma é a mais burra, a outra a mal-humorada e a última a inteligente.

Os sonhos de Luna (Juliana), Alexia (Deborah) e Kyra (Vitória) são interrompidos quando elas presenciam a execução de um juiz (vivido por Ailton Graça) e são obrigadas a viver sob custódia do Programa de Proteção à Testemunha. Para sobreviver, elas mudam o nome, a aparência, o estilo de vida e vão morar na fictícia Judas do Norte, no interior de São Paulo, depois que são dadas como mortas. Luna assume o nome de Fiona, Alexia vira Josimara e Kyra é Cleyde, novas pessoas com um padrão de vida bem diferente.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

"Salve-se Quem Puder": o que esperar da próxima novela das sete?

A missão de Daniel Ortiz, autor da próxima novela das sete da Globo, não será fácil: substituir o fenômeno "Bom Sucesso", de Rosane Svartman e Paulo Halm, que teve um sucesso de público, crítica e repercussão. Porém, o escritor já teve uma experiência bem-sucedida com o mesmo desafio. Afinal, também substituiu o estrondoso êxito de audiência "Totalmente Demais", dos mesmos colegas, em 2016, e conseguiu manter os números em alta com "Haja Coração", ainda que o folhetim tenha se mostrado bem fraco. Agora sua nova história tem o título de "Salve-se Quem Puder".


A trama central tem uma virada marcada por um assassinato, mas a essência será de uma comédia farsesca e até infantil. É a primeira vez que Daniel escreve uma produção de sua autoria ---- "Alto Astral" era baseada na sinopse da saudosa autora Andrea Maltarolli e "Haja Coração" um remake de "Sassaricando", de 1987. Juliana Paiva, Deborah Secco e Vitória Strada são as protagonistas da nova novela e o trio promete protagonizar muitas cenas engraçadas ao longo dos meses, embora virem fugitivas de uma assassina chefe de quadrilha. Há um quê de "Três Patetas", onde uma é a mais burra, a outra a mal-humorada e a última a inteligente.

Os sonhos de Luna (Juliana), Alexia (Deborah) e Kyra (Vitória) são interrompidos quando elas presenciam a execução de um juiz (vivido por Ailton Graça) e são obrigadas a viver sob custódia do Programa de Proteção à Testemunha. Para sobreviver, elas mudam o nome, a aparência, o estilo de vida e vão morar na fictícia Judas do Norte, no interior de São Paulo, depois que são dadas como mortas.Luna assume o nome de Fiona, Alexia vira Josimara e Kyra é Cleyde, novas pessoas com um padrão de vida bem diferente.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Tudo sobre a festa de "Salve-se Quem Puder", próxima novela das sete

A sensação de atravessar uma ventania que atingiu a marca de 60 quilômetros por hora em plena cidade cenográfica de "Salve-se Quem Puder", nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, foi vivenciada por jornalistas, blogueiros e influenciadores assim que chegamos ao local para a coletiva de imprensa da próxima novela das sete da Globo, realizada na noite da última terça-feira (14/01). Foi um susto muito divertido que marcou o início do evento que a emissora promoveu.


Para entrar no clima da novela, que terá um furacão logo nos primeiros capítulos, e participar dessa inusitada experiência, a ação contou com um imenso ventilador, com potência de um motor V8, e a fumaça cenográfica, que remetem ao tornado que atinge Cancún na história de Daniel Ortiz e que marca o início da trama, ajudando a provocar uma reviravolta na trajetória das protagonistas interpretadas por Juliana Paiva, Vitória Strada e Deborah Secco.

Depois de resistirmos à ventania, fomos para o Empório Delícia, o complexo gastronômico administrado por Helena, personagem de Flávia Alessandra. Com aproximadamente mil metros quadrados, o espaço possui um amplo mezanino e é claramente inspirado nos grandes centros gastronômicos do Brasil e do exterior.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Tudo sobre a primeira apresentação de "Salve-se Quem Puder", próxima novela das sete

A Globo promoveu, nesta segunda-feira (02/12), uma primeira reunião para uma conversa sobre os preparativos para "Salve-se Quem Puder", nova novela das sete, escrita por Daniel Ortiz e dirigida por Fred Mayrink, cuja estreia está prevista para final de janeiro de 2020. Além do autor e do diretor, participaram também as três protagonistas: Juliana Paiva, Vitória Strada e Deborah Secco.


O bate-papo foi descontraído e o entrosamento das atrizes era visível a todo instante. O trio realmente criou um vínculo forte nas gravações, o que só beneficia a história da nova novela. Afinal, Luna (Juliana Paiva) --- estudante de fisioterapia ---, Kyra (Vitória Strada) --- jovem que se prepara para o casamento dos sonhos --- e Alexia (Deborah Secco) --- atriz em ascensão prestes a viver a melhor fase da vida --- terão suas vidas entrelaçadas para sempre em Cancún, no México.

As protagonistas presenciam a chegada de um furacão e os efeitos especiais da complicada sequência prometem surpreender. Como o fenômeno climático não existe no Brasil e o autor não abriu mão de usá-lo, houve a necessidade de iniciar o enredo em um lugar propício. Mas a devastação que os fortes ventos causam no lugar não é nada perto da ameaça de morte que o trio enfrentará.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

"Haja Coração" tinha todos os ingredientes de uma ótima novela das sete, mas deixou a desejar

Foram apenas cinco meses no ar e 139 capítulos. "Haja Coração" estreou em 31 de maio, excepcionalmente uma terça-feira, e chegou ao fim (também excepcionalmente) nesta terça, dia 8 de novembro ---- o caso da estreia houve a justificativa plausível de adiar o fim de "Totalmente Demais" para não enfrentar um feriado prolongado, mas no caso da trama atual foi algo gratuito e desnecessário mesmo. A segunda novela de Daniel Ortiz foi um remake de "Sassaricando" (1987), grande sucesso de Silvio de Abreu, e cumpriu sua missão no quesito audiência: teve média de 27,5 pontos, empatada tecnicamente com o fenômeno anterior de Rosane Svartman e Paulo Halm (27,4). Excelentes números. Porém, a produção poderia ter sido muito melhor do que foi.


Após seu bom trabalho como estreante em "Alto Astral" (2014), o autor apresentou um início promissor de seu segundo folhetim. Havia ali todos os ingredientes de uma deliciosa novela das sete. E o primeiro mês foi animador, onde a dupla formada por Fedora (Tatá Werneck) e Teodora (Grace Gianoukas) logo se destacou, assim como o trio impagável de amigas interesseiras formado por Rebeca (Malu Mader), Penélope (Carolina Ferraz) e Leonora (Ellen Roche). A composição de Mariana Ximenes como Tancinha também agradou e parecia uma ótima protagonista, tendo ainda a rivalidade com Fedora como um dos atrativos. Os erros observados em alguns núcleos paralelos deslocados e na história cansativa do mocinho Apolo (Malvino Salvador) pareciam pequenos diante dos acertos.

Entretanto, ao longo dos meses, Ortiz começou a dar claros sinais de falta de domínio de seu enredo. Os problemas começaram a crescer e até mesmo os pontos positivos começaram a ficar negativos. A falsa morte de Teodora foi um dos mais graves equívocos do autor, que preferiu seguir o roteiro original de "Sassaricando", ignorando a diferença do contexto atual. O resultado foi catastrófico para o núcleo Abdala, que era o melhor da novela. Com a saída da melhor personagem da família, todos os perfis ficaram sem função e perdidos na história.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Após início promissor, "Haja Coração" apresenta sérios problemas de desenvolvimento

"Haja Coração" estreou no dia 31 de maio, ou seja, está no ar há pouco mais de dois meses (o capítulo 64 foi ao ar nesta sexta). A novela das sete da Globo teve um início muito agradável, se mostrando uma gostosa trama e perfeitamente propícia ao horário, onde a comédia ditava o rumo do enredo. O remake de "Sassaricando" parecia bastante promissor e com bons atrativos para prender o público. Entretanto, a produção começou a apresentar sérios problemas de desenvolvimento, expondo a limitação da história escrita (ou reescrita) por Daniel Ortiz.


A 'releitura', como o autor gosta de chamar, tinha com ponto alto o núcleo da família Abdala e isso ficou perceptível desde a estreia. Embora tenha colocado Tancinha (Mariana Ximenes) como protagonista da nova versão, o escritor se esqueceu de fortalecer sua trama, que era digna de uma coadjuvante em 1987. As deficiências em torno da personagem central não demoraram para aparecer, que logo começou a ser ofuscada pelos demais núcleos, principalmente o já mencionado, cuja comicidade se fazia presente através da impagável dupla formada por Fedora e Teodora Abdala, vividas pelas ótimas Tatá Werneck e Grace Gianoukas.

Enquanto Tancinha protagonizava cenas repetitivas de idas e vindas com Apolo (Malvino Salvador), as peruas viviam situações hilárias e ainda menosprezavam os demais habitantes da mansão, como Aparício (Alexandre Borges), Lucrécia (Cláudia Jimenez) e Gigi (Marcelo Médici).

quinta-feira, 2 de junho de 2016

"Haja Coração" faz boa estreia e tem tudo para agradar

Estreou, excepcionalmente em uma terça-feira (31/05) ---- em virtude do esticamento do final de "Totalmente Demais" para o fenômeno das sete não cair em uma emenda de feriado ----, "Haja Coração". A nova novela das sete é escrita por Daniel Ortiz (responsável pela agradável "Alto Astral", exibida entre 2014 e 2015) e recebe uma excelente audiência da produção que a antecedeu. Portanto, o objetivo do autor é ao menos conseguir segurar os bons índices da trama de Rosane Svartman e Paulo Halm e, claro, contar uma história atrativa.


A nova novela, ambientada em São Paulo, é uma releitura de "Sassaricando", sucesso de Silvio de Abreu que também era exibido no horário das sete, entre 1987 e 1988. Mas não é um remake porque apresenta novos conflitos e outros personagens. A personagem que era uma coadjuvante na obra original, agora, é a protagonista, interpretada por Mariana Ximenes. A inesquecível Tancinha era vivida por Cláudia Raia e foi um de seus papeis mais marcantes. Se o caricato perfil repetirá o sucesso não há como saber, entretanto, será defendido por uma talentosa atriz que já se destacou no primeiro capítulo.

Aliás, a estreia foi focada nas duas personagens que serão mesmo grandes destaques da história: Tancinha e Fedora Abdala. Mariana Ximenes está exuberante no papel e imprimiu um tom um pouco menos exagerado que o de sua colega anos atrás. Não é um perfil de fácil interpretação e muitas comparações serão feitas, mas a intérprete já mostrou seu talento e tem tudo para honrar o protagonismo do enredo com louvor.

terça-feira, 17 de maio de 2016

"Haja Coração": o que esperar da próxima novela das sete?

A missão da próxima produção do horário das sete é complicadíssima: manter a boa audiência de "Totalmente Demais" e prender o público que ficará de luto com o fim de um dos maiores fenômenos da faixa. Alcançar os mesmos números impressionantes da trama de Rosane Svartman e Paulo Halm será quase impossível, porém, há chances de ao menos manter um bom resultado. Substituir um imenso sucesso é tão difícil quanto entrar no lugar de um imenso fracasso. Mas, deixando todas essas questões de números de lado, Daniel Ortiz tem tudo para contar uma boa história com a sua "Haja Coração" ---- cujo clipe pode ser visto aqui.


A nova novela é uma espécie de releitura de "Sassaricando", uma das tramas de sucesso de Silvio de Abreu, exibida entre 1987 e 1988 no mesmo horário das sete. Porém, segundo o próprio autor, o folhetim não é considerado um remake, tanto que o título foi mudado. Embora siga a premissa da obra original, a história terá vários novos personagens e situações distintas. Haverá até perfis de outras novelas, como a Shirley, inesquecível personagem manca de "Torre de Babel" (também de Silvio de Abreu), vivida por Karina Barum na época (1997). Agora a menina será interpretada por Sabrina Petraglia.

Só que, embora a classificação de remake seja rejeitada, o grande chamariz da nova produção é a Tancinha, um dos tipos mais icônicos da carreira de Cláudia Raia. Até hoje a personagem ingênua, burra, e com um sotaque paulista carregadíssimo, é lembrada pelo público e virou um dos clássicos da teledramaturgia. A cena marcante da mulher xucra na feira anunciando 'seus melão' é inesquecível. Agora, o perfil está nas mãos da linda e talentosa Mariana Ximenes.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Comemorando 50 anos, Globo foi bem presenteada com "O Rei do Gado", "Malhação Sonhos", "Sete Vidas" e "Alto Astral"

A Globo não tem motivos para comemorar os seus 50 anos no horário nobre. "Babilônia segue com uma audiência preocupante e está cheia de problemas de desenvolvimento. No entanto, este importante 2015 para a emissora tem sido bastante promissor na faixa das 16h30 às 20h30. "O Rei do Gado" no "Vale a Pena Ver de Novo", "Malhação Sonhos", "Sete Vidas" e "Alto Astral" (esta recém terminada) vêm garantindo bons índices e todas são produções de muita qualidade.


A reprise de um dos maiores sucessos de Benedito Ruy Barbosa foi um grande presente para a grade vespertina da Globo. A audiência da reexibição de "Cobras & Lagartos", trama anterior, foi desastrosa e oscilava entre 9 e 12 pontos, números nada atrativos para os padrões da líder. Mas, a trama em torno da inesquecível rivalidade entre os Mezenga e os Berdinazzi ---- somada ao ótimo elenco composto de nomes como Raul Cortez, Antônio Fagundes, Patrícia Pillar, Ana Rosa, Carlos Vereza, entre outros ---- elevou o Ibope, e desde então o folhetim vem obtendo índices em torno dos 17 pontos, com pequenas variáveis.

"Malhação Sonhos", por sua vez, também conseguiu aumentar os números da fraca temporada anterior chamada de 'Casa Cheia'. Rosane Svartman e Paulo Halm vêm conduzindo a história com competência. Eles evitam qualquer tipo de enrolação, procurando sempre manter o enredo movimentado (mesclam momentos cômicos com dramáticos muito bem), e ainda fazem uma boa inserção de pequenos números musicais em algumas cenas.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Com muitos clichês e despretensiosa história, "Alto Astral" conquistou a audiência e cumpriu sua missão

O objetivo do estreante Daniel Ortiz era bem complicado: reerguer o horário das sete, afundado pelo fracasso "Geração Brasil", que conseguiu piorar ainda mais a audiência da faixa após a problemática "Além do Horizonte". O autor, supervisionado por Silvio de Abreu, resolveu apostar em uma trama simples para conquistar o público e, com a sua trama encerrada depois de seis meses no ar ---- cujo último capítulo foi exibido nesta sexta (08/05) ----, pode-se afirmar com convicção que a missão foi devidamente cumprida.


A novela foi baseada na sinopse original da saudosa Andrea Maltarolli (falecida em 2009) e mesclou muito bem espiritismo, comédia e drama. Ao contrário das duas obras anteriores, a trama não tinha pretensão alguma, tanto que apostou no folhetim tradicional que lembrou bastante, inclusive, as produções das 19h da década de 90. A história tinha a cara da faixa e não demorou muito para a audiência crescer, aumentando os índices preocupantes do horário ---- a reta final, aliás, elevou ainda mais os números, chegando a surpreendentes picos acima dos 30 pontos, marcando algumas vezes uma maior média que "Babilônia".

Uma estratégia inteligente do autor foi a inserção espaçada de novos personagens, já anunciados como presentes na trama nos créditos da abertura. Alguns, inclusive, tiveram a entrada antecipada em virtude da cobrança do público. Todos, de uma forma ou de outra, provocaram viradas na trama.