No dia 10 de agosto de 2010, estreou na Globo uma série que viria a ser uma das melhores produzidas pela emissora: "A Cura". Escrita por João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein, e dirigida por Ricardo Waddingon, a trama presenteou o telespectador com uma instigante história que mesclava espiritismo, drama psicológico e suspense com precisão. E quem perdeu esta primorosa produção, tem a oportunidade de assisti-la no Canal Viva, que começou a reprisá-la às quintas-feiras, às 23h10 (horários alternativos: madrugada de quinta para sexta: 2h45 e sábado: 14h30).

A série conta a história de Dimas (Selton Mello), um jovem inseguro que cresceu sendo acusado pela morte de um amigo e que volta à sua cidade (Diamantina - MG) 20 anos depois, formado em medicina, e tentando provar que é um profissional competente e uma pessoa boa. Obviamente, enfrenta a ira dos moradores locais. E até mesmo seus familiares temem pelo rapaz, uma vez que a acusação sofrida por ele ainda está viva na memória de todos os habitantes. Somado a isso, o protagonista ainda tem um sério conflito consigo mesmo, devido ao dom que tem: sua capacidade curativa que foge à ciência. Conhecido pelos seus diagnósticos difíceis, o cirurgião tenta a todo custo esconder seu inexplicável poder; que já foi visto na cidade anos atrás através de Dr. Otto (Juca de Oliveira), causando uma grande polêmica, criando rixas entre os que achavam o médico um curandeiro e os que o chamavam de assassino.
Além de apresentar esta riquíssima trama central, a série tem uma narrativa entre o presente e o passado, que ajuda a explicar toda a história ao longo dos episódios. Isso porque Silvério (Carmo Dalla Vechia) é antepassado de Oto. O monstruoso homem explora escravos no século XVIII, usando de todo tipo de crueldade para encontrar diamantes e ouro. Entretanto, recebe o castigo que merece