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terça-feira, 4 de janeiro de 2022

"Nos Tempos do Imperador" falhou na construção dos casais protagonistas

 A atual novela das seis da Globo, dirigida por Vinícius Coimbra, começou enfrentando muitas críticas a respeito de distorções históricas em torno do período imperial do Brasil. Porém, folhetim não é documentário e licenças poéticas são compreensíveis. Afinal, é ficção. Nenhuma novela que retrata períodos reais do país agradará todo mundo, principalmente historiadores. O grande problema do roteiro envolve os romances centrais. Algumas observações são necessárias sobre os dois casais principais da história de Alessandro Marson e Thereza Falcão. 

Os romances são vitais em milhares de folhetins. Os autores foram muito felizes na construção dos casais em "Novo Mundo", de 2017. Até conseguiram contornar bem todas as controvérsias em torno da relação de Dom Pedro I (Caio Castro) e Leopoldina (Letícia Colin), ao mesmo tempo que conquistaram o público com um casal aventureiro que representou o lado mais lúdico do roteiro: Anna (Isabelle Drummond) e Joaquim (Chay Suede). Já em "Nos Tempos do Imperador" houve um equívoco na condução dos dois casais.

Tanto Pilar (Gabriela Medvedovski) e Samuel/Jorge (Michel Gomes), quanto Pedro II (Selton Mello) e Luísa (Mariana Ximenes) foram formados através do amor à primeira vista. Nada contra o clichê, mas esse tipo de situação só emplaca quando há uma química gigantesca entre os atores. Às vezes nem assim. Isso porque não há construção.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

"Nos Tempos do Imperador" tem início luxuoso e promissor

 A nova novela de Alessandro Marson e Thereza Falcão, dirigida por Vinícius Coimbra, estrearia em abril de 2020. Substituiria o primoroso remake de "Éramos Seis". A coletiva de imprensa estava marcada e tudo parecia certo. Mas a pandemia do novo coronavírus tinha recém-iniciado no Brasil. Não demorou para a Globo cancelar a festa da novela e interromper as gravações do setor de teledramaturgia. Em consequência de todo o caos que se instaurava, "Nos Tempos do Imperador" foi adiada. E só estreou nesta segunda-feira (09/08), um ano e cinco meses depois. 

É a primeira novela totalmente inédita que a Globo inicia ainda em plena pandemia. E a trama marca o começo de uma nova modalidade na emissora: o folhetim que é exibido já quase totalmente gravado (os trabalhos serão encerrados em outubro), sem qualquer possibilidade de alterações no roteiro diante da aprovação ou rejeição do público. O mesmo está sendo realizado em "Um Lugar ao Sol", próxima das 21h, de Lícia Manzo, e "Quanto Mais Vida Melhor", próxima das 19h, do estreante Mauro Wilson. 

Mas, especificamente no caso dos autores da nova produção das seis, os riscos de uma possível rejeição do telespectador é baixa. Afinal, o grande público está ávido por uma história inédita após tantas reprises e o enredo é conhecido de muita gente, ainda que de forma superficial: a saga de Dom Pedro II (Selton Mello), iniciada no folhetim em 1856.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Tudo sobre a coletiva online da quinta temporada de "Sessão de Terapia"

 A Globo promoveu nesta quarta-feira, dia 2, a coletiva online sobre a quinta temporada de "Sessão de Terapia", que estreia na Globoplay na próxima sexta-feira. Participaram Selton Mello, Jaqueline Vargas e Roberto d`Avila. Rodrigo Santoro não conseguiu por conta de outros compromissos, mas gravou um vídeo para os presentes virtualmente. Fui um dos convidados e conto um pouco sobre o bate-papo a respeito de uma das melhores séries nacionais já produzidas. 

Permeada por um tema que une todos os pacientes: a vida, a quinta temporada de "Sessão de Terapia" trará novos desafios para Caio Barone (Selton Mello). Sem Sofia (Morena Bacarin) por perto, ele precisa procurar um novo profissional para acompanhá-lo. É então que chega à série Davi Greco (Rodrigo Santoro), um terapeuta que cuida de adultos mas sobretudo de crianças, fato que vai gerar uma tensão entre eles. A nova temporada vai marcar o reencontro dos amigos Rodrigo e Selton, que não trabalham juntos desde a novela "Olho no Olho", de 1993, onde se conheceram. A temporada foi gravada nos Estúdios Globo e os dez primeiros episódios estreiam na Globoplay no dia 4 de junho. A cada semana cinco novos episódios sobem à plataforma. Sempre às sextas-feiras. 

Dirigida por Selton Mello, escrita por Jaqueline Vargas e produzida por Roberto d`Avila, "Sessão de Terapia" é uma série original Globoplay, produzida pelo GNT e Moonshot Pictures. "É muito comovente fazer essa série, que na quinta temporada se passa durante a pandemia. O acolhimento e a escuta, que são fundamentos da terapia, são ainda mais necessários e o eixo da relação do Caio com os pacientes se torna ainda mais sólido e fundamental nesse momento.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Quarta temporada de "Sessão de Terapia" mantém todas as qualidades da série

 O projeto mais vitorioso do GNT até hoje é "Sessão de Terapia", formato baseado na série israelense "BeTipul", criada em 2005 pelo psicanalista Hagai Levi, que gerou a versão estadunindense "In Treatment", a mais conhecida internacionalmente. Foram três bem-sucedidas temporadas entre 2012 e 2014, divididas em 115 episódios, dirigidas por Selton Mello e protagonizadas por Zécarlos Machado, o psicoterapeuta Theo. A não criação da quarta temporada logo depois até despertou estranhamento e nunca teve uma explicação convincente. Mas, antes tarde do que nunca, ela veio em 2019, exclusivamente para a Globoplay. 

A quarta temporada estreou no serviço de streaming da Globo no dia 30 de outubro, mas com tudo novo. Zécarlos Machado não poderia seguir na pele do protagonista porque está contratado da Record. Então, Selton Mello resolveu assumir o protagonismo e deu vida ao psicoterapeuta Caio. Mas seguiu na direção. Um duplo trabalho desafiador, mas que fez com competência. O personagem perdeu a esposa e a filha em um assalto e carrega esse trauma, ao mesmo tempo que se desdobra para atender alguns pacientes ao longo da semana. 

Como o personagem central mudou, a psicoterapeuta que analisa suas angústias também teve que ser alterada. A grande Selma Egrei, que brilhou como Dora, saiu de cena e entrou a talentosa Morena Baccarin, intérprete da terapeuta supervisora Sofia. Conhecida pelos brasileiros em produções internacionais, como a série "Gotham" (2014/2018) e o filme "Deadpool" (2016), a atriz é nascida no Brasil, mas alfabetizada nos Estados Unidos.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

"Treze Dias Longe do Sol" explorou o melhor e o pior do ser humano com habilidade

Após "O Canto da Sereia" (2013), "Amores Roubados" (2014), "Felizes para Sempre?" (2015), "Ligações Perigosas" (2016) e "Dois Irmãos" (2017), a Globo apresentou mais uma excelente minissérie abrindo a sua programação do ano. "Treze Dias Longe do Sol" se mostrou uma trama muito bem realizada, expondo o talento de Elena Soarez e Luciano Moura como roteiristas. Uma das principais qualidades do enredo foi a habilidade em explorar o melhor e o pior do ser humano, ainda mais em um período com tanta podridão no Brasil.


A história de dez capítulos, dirigida por Luciano Moura, mesclou suspense e drama de forma competente, tendo como foco o clima angustiante que toda a situação envolvendo o desmoronamento de um prédio provocou, tanto nas pessoas que ficaram 'longe do sol', quanto nas demais que tentaram lidar com as consequências do desastre ocasionado por ganância e irresponsabilidade. Todos se viram diante de situações limítrofes, tendo seus lados bons e maus totalmente expostos através do desespero.

O desabamento do edifício comercial 'transforma' o subsolo do estacionamento em uma espécie de presídio mortal para os sete sobreviventes, que precisam lidar com todas as adversidades possíveis para se manterem vivos, precisando ainda da esperança de alguém vir resgatá-los. Ao longo da história, o público acompanha o pânico, o desespero e os períodos de tristeza profunda daqueles personagens.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

"Treze Dias Longe do Sol" instiga e prende telespectador com um enredo sufocante

Coprodução da Globo com a O2 Filmes, "Treze Dias Longe do Sol" estreou nesta segunda-feira, dia 8, dois meses após já ter os seus dez capítulos disponibilizados na Globo Play ---- a emissora liberou a produção completa para assinantes da sua plataforma no dia 2 de novembro de 2017. A minissérie, escrita por Elena Soárez e Luciano Moura (dirigida pelo próprio Moura), conta uma instigante história em torno do desabamento de um prédio, dividindo o contexto entre os sobreviventes lutando pela vida nos escombros e os envolvidos no acidente tentando escapar da culpa.


A trama é viciante. Quem se aventurou pela Globo Play com certeza viu todos os capítulos em menos de uma semana. Os autores usaram habilmente tragédias reais provocadas por canalhice humana (como a queda do Edifício Palace II, em 1998, no Rio de Janeiro, por exemplo) para contar um enredo sombrio e sufocante, repleto de perfis dúbios e incrivelmente reais. O intuito é a exploração das reações mais radicais do ser humano frente aos seus limites em situações extremas, revelando não só o instinto de sobrevivência (literal ou não), como também o verdadeiro caráter de cada um.

No início do primeiro capítulo, há um elemento de tensão que acaba sendo o protagonista: o temporal que cai enquanto a obra do prédio (construído para ser um centro médico) é realizada. Enquanto a chuva desaba do céu, o engenheiro Saulo (Selton Mello) se preocupa com os atrasos da equipe e ainda precisa lidar com a fiscalização de sua ex-namorada, Marion (Carolina Dieckmann), filha do dono desse empreendimento ---- o médico Rupp (Lima Duarte).

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: as melhores atrizes e os melhores atores do ano

Foram muitas grandes cenas ao longo de 2016. Portanto, isso implica em ótimas atuações, sendo mais do que necessário listar as melhores atrizes e atores do ano que está perto do seu fim. Vários se destacaram, emocionaram e protagonizaram grandes momentos em novelas, minisséries e séries. Vamos a eles.


Melhores Atrizes:



1- Patrícia Pillar.
Um nome que engrandece qualquer produção. E não foi diferente em "Ligações Perigosas", primeira grande produção da Globo em 2016. A atriz se destacou na pele da ardilosa Isabel, figura que representava a manipulação e a sedução na minissérie de Manuela Dias. Sua parceria com Selton Mello foi maravilhosa e as cenas da personagem exigiam um toque de sarcasmo que Patrícia soube imprimir com maestria.





2- Selma Egrei.
O grande nome feminino de "Velho Chico". A atriz, veterana no teatro, mas com poucas participações na televisão, ganhou seu melhor papel na carreira na novela de Benedito Ruy Barbosa e Bruno Luperi. A amargurada Encarnação participou das suas fases da trama e chegou aos 100 anos, graças ao trabalho primoroso da equipe de caracterização. Selma brilhou em todos os momentos e mostrou o seu imenso talento ao longo dos meses. Foi um prazer vê-la em cena. Ela, por sinal, já ganhou dois prêmios merecidos: "Prêmio Extra" e "APCA".


sábado, 16 de janeiro de 2016

Produção caprichada, grandiosas interpretações e enredo instigante foram as marcas de "Ligações Perigosas"

A Globo, já há muito tempo, vem inaugurando a sua grade, na área da teledramaturgia, da melhor forma possível a cada ano. "O Brado Retumbante", em 2012, "O Canto da Sereia", em 2013, "Amores Roubados", em 2014, e "Felizes para sempre?", em 2015, comprovam isso mais recentemente. As três minisséries foram grandiosas e mereceram os elogios que receberam na respectiva época. Agora, mais uma produção entrou para esse seleto 'time'. "Ligações Perigosas" foi outro produto repleto de qualidades e chegou ao fim nesta última sexta feira (15/01), completando dez capítulos primorosos.


Escrita por Manuela Dias, e dirigida com maestria por Vinícius Coimbra e Denise Saraceni, a minissérie foi uma adaptação do clássico francês "Les Liaisons Dangereuses", escrito por Chordelos de Laclos, em 1782. O roteiro já teve inúmeras adaptações teatrais e originou 11 versões para o cinema. Portanto, o que não falta é obra para comparar com a versão televisiva feita pela Globo. E o enredo, apesar de ter sido criado no século XVIII, se mostra atemporal, despertando ainda o mesmo interesse e provocando as mesmas perturbações causadas pelos dramas, nada leves, protagonizados pelos personagens. O texto, inclusive, é fascinante.

A frieza e a sedução são as grandes protagonistas da história, que foi brilhantemente adaptada na produção recém-terminada. Manuela Dias soube aproveitar muito bem o tempo maior para contar a trama, uma vez que nos filmes e nas peças tudo precisa ser exposto em menos de três horas.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Patrícia Pillar, Selton Mello, Alice Wegmann e Marjorie Estiano se destacam em "Ligações Perigosas"

O capricho da produção de "Ligações Perigosas" pôde ser visto logo no primeiro capítulo e a adaptação da instigante história do escritor francês Chordelos de Laclos, do século XVIII, foi um grande acerto. A autora Manuela Dias tem conduzido muito bem a minissérie, brilhantemente dirigida por Vinícius Coimbra e Denise Saraceni. Mas, além de todos os pontos positivos mencionados, é preciso citar a acertada escalação do elenco. E, de todos os ótimos nomes no time, quatro vêm se destacando desde a estreia: Patrícia Pillar, Selton Mello, Alice Wegmann e Marjorie Estiano.


O trio central não poderia ter intérpretes melhores, uma vez que Augusto, Isabel e Mariana couberam perfeitamente para Selton, Patrícia e Marjorie. Na adaptação mais famosa do roteiro, no cinema, os perfis foram destinados a John Malkovich, Glenn Close e Michelle Pfeifer. Ou seja, a responsabilidade na escalação para a minissérie era grande. Mas a equipe acertou em cheio. O mesmo vale para a escolha de Alice para viver a inicialmente pura Cecília. São personagens riquíssimos e os quatro vêm protagonizando grandes cenas, sendo muito exigidos desde o primeiro capítulo.

A sedução e o poder de manipulação de Isabel e Augusto expõem o quanto são calculistas, assim como a pureza e a doçura de Mariana e Cecília evidenciam a inocência das duas. São dois predadores que vão para cima das duas vulneráveis presas, sem qualquer compaixão. Todos os desdobramentos são perturbadores e repletos de tensão psicológica, que sempre norteiam os momentos dos personagens.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

"Ligações Perigosas" estreia com imagens cinematográficas, trama provocativa e grande elenco

"De todas as ligações entre um homem e uma mulher, a mais perigosa é o amor." Foi com a frase citada que o convidativo teaser de "Ligações Perigosas" começou a ser veiculado em dezembro de 2015. A minissérie estreou nesta segunda-feira (04/01), um mês depois das primeiras chamadas, e o primeiro capítulo caprichado já mostrou o nível de qualidade desta produção ---- escrita por Manuela Dias e dirigida por Vinícius Coimbra e Denise Saraceni ----, marcando o início da nova safra de teledramaturgia da Globo em 2016.


A trama é inspirada no livro do escritor francês Chordelos de Laclos ---- "Les Liaisons Dangereuses" (1782) ---- , encenado em inúmeras peças teatrais e adaptado 11 vezes para o cinema, cujo filme de maior sucesso foi o exibido em 1988, protagonizado por Glenn Close, John Malkovich e Michelle Pfeifer. Agora, na primeira adaptação da história para a televisão, os atores centrais são Patrícia Pillar, Selton Mello (longe da TV desde 2011) e Marjorie Estiano, que interpretam Isabel, Augusto e Mariana, respectivamente. Os jogos de sedução dominam todo o enredo, recheado de sensualidade e suspense. A amoralidade se mistura com boas doses de crueldade e também um pouco de ingenuidade, que move quase sempre as vítimas.

Isabel e Augusto são completamente amorais e vivem uma relação perversa, onde o prazer em seduzir terceiros, arruinando as vidas alheias, serve de combustível para o relacionamento doentio. Sedutores, os dois procuram manipular de todas as formas a sociedade em que habitam.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

"Sessão de Terapia" estreia terceira temporada com mesma qualidade e fôlego renovado

Com duas temporadas de sucesso, se firmando como a melhor série do Canal GNT e uma das melhores séries nacionais, "Sessão de Terapia" estreou sua terceira temporada no dia 4 de agosto, uma segunda-feira. Adaptada da produção israelense "Be Tipul", esta nova fase da trama seguirá um caminho independente, ao contrário do que ocorreu com as duas anteriores, já que a história original só teve duas temporadas.


Dirigido novamente por Selton Mello, o novo ciclo de episódios é 100% brasileiro, com personagens desenvolvidos pela roteirista Jaqueline Vargas. E de acordo com o que foi visto na primeira semana de exibição, a identidade nacional se faz presente, já que muitos clichês novelísticos passaram a fazer parte da trama. Isso porque há temas clássicos de novelas como alcoolismo, violência contra a mulher, drogas, um homossexual reprimido, enfim. No entanto, a qualidade da produção não é afetada.

A série continua intensa e com histórias bem envolventes, onde os conflitos do protagonista Theo (Zécarlos Machado) seguem sendo o foco principal. Aliás, a segunda temporada, embora tenha sido baseada no formato israelense, foi bastante modificada em virtude do psicólogo, que teve os dramas bem aprofundados, como a morte do pai e o suicídio de um de seus pacientes.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Canal Viva acerta com a reprise da instigante série "A Cura"

No dia 10 de agosto de 2010, estreou na Globo uma série que viria a ser uma das melhores produzidas pela emissora: "A Cura". Escrita por João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein, e dirigida por Ricardo Waddingon, a trama presenteou o telespectador com uma instigante história que mesclava espiritismo, drama psicológico e suspense com precisão. E quem perdeu esta primorosa produção, tem a oportunidade de assisti-la no Canal Viva, que começou a reprisá-la às quintas-feiras, às 23h10 (horários alternativos: madrugada de quinta para sexta: 2h45 e sábado: 14h30).


A série conta a história de Dimas (Selton Mello), um jovem inseguro que cresceu sendo acusado pela morte de um amigo e que volta à sua cidade (Diamantina - MG) 20 anos depois, formado em medicina, e tentando provar que é um profissional competente e uma pessoa boa. Obviamente, enfrenta a ira dos moradores locais. E até mesmo seus familiares temem pelo rapaz, uma vez que a acusação sofrida por ele ainda está viva na memória de todos os habitantes. Somado a isso, o protagonista ainda tem um sério conflito consigo mesmo, devido ao dom que tem: sua capacidade curativa que foge à ciência. Conhecido pelos seus diagnósticos difíceis, o cirurgião tenta a todo custo esconder seu inexplicável poder; que já foi visto na cidade anos atrás através de Dr. Otto (Juca de Oliveira), causando uma grande polêmica, criando rixas entre os que achavam o médico um curandeiro e os que o chamavam de assassino.

Além de apresentar esta riquíssima trama central, a série tem uma narrativa entre o presente e o passado, que ajuda a explicar toda a história ao longo dos episódios. Isso porque Silvério (Carmo Dalla Vechia) é antepassado de Oto. O monstruoso homem explora escravos no século XVIII, usando de todo tipo de crueldade para encontrar diamantes e ouro. Entretanto, recebe o castigo que merece

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

"Sessão de Terapia" encerra sua segunda temporada e se firma como melhor série nacional

A segunda temporada de "Sessão de Terapia" chegou ao fim na última sexta-feira (22/11). Adaptação da série "Be Tipul" (de Hagai Levi), a produção dirigida impecavelmente por Selton Mello fez bonito em 2012 mas conseguiu se superar em 2013. E o fruto de mais um ano de sucesso foi a confirmação da terceira temporada em 2014.


Quem acompanhou o início da saga de Theo (Zécarlos Machado) no ano passado, se viu diante de novos dramas na vida do terapeuta e de um processo movido contra ele pelo pai de Breno (Sérgio Guizé), que o acusava de ter sido o responsável pelo suicídio do filho. E foram questões tão densas quanto as da primeira temporada. Entretanto, apesar de ter tido dois episódios a menos por paciente em relação à fase anterior, a trama ficou mais profunda por causa dos dilemas vividos pelo protagonista e da similaridade que seus próprios conflitos tinham com os de alguns pacientes.

Se em 2012, o telespectador acompanhou a dramática separação de Theo e sua atração quase incontrolável por uma paciente, em 2013 foi mostrada a mágoa que ele tinha do seu pai e o quanto que essa relação conturbada influenciou diretamente na sua formação profissional. Aliás, mais uma vez a linda

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Segunda temporada de "Sessão de Terapia" mantém a qualidade da primeira e novamente consegue envolver o telespectador

Após sua muito bem-sucedida estreia no ano de 2012, a segunda temporada de "Sessão de Terapia" estreou, na última segunda-feira (07/10), apoiada no sucesso da primeira. Dirigida por Selton Mello, a série foi o maior acerto do GNT no ano passado e acabou sendo a responsável pelo surgimento de vários outros seriados produzidos pelo canal a cabo, que foram sendo exibidos em sua grade ao longo de 2013 ---- vide "Copa Hotel", "As Canalhas", "3 Teresas", "Surtadas na Yoga" e "Beleza S/A".


Theo (Zécarlos Machado) ganhou novos pacientes e novos conflitos pessoais. Entretanto, algumas situações continuaram presentes. Por exemplo, sua consulta com Dora (Selma Egrei), toda sexta-feira. O personagem voltou a se consultar com a terapeuta após uns meses sem aparecer e a 'desculpa' foi justamente um grande problema que vem enfrentando: o processo que o pai (Antônio - Norival Rizzo) de Breno (Sérgio Guizé), paciente de Theo que se suicidou no final da temporada passada, está movendo contra ele por achar que o filho morreu por culpa da sua negligência no tratamento.

Outra situação que continuou presente na segunda temporada foi a turbulenta relação entre Ana (Mariana Lima) e João (André Frateschi). Porém, agora o casal não é o analisado da vez e sim o filho deles, Daniel, vivido por Derick Lecouflé, uma grata revelação. O garoto de 10 anos é um comedor compulsivo,

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Personagens fascinantes e elenco primoroso transformam Sessão de Terapia em uma série impecável

O canal a cabo GNT arriscou ao investir na criação de uma série brasileira, baseada no seriado israelense Be`tipul. Entre várias versões já feitas,  a americana --- In Treatment --- era a mais conhecida no Brasil. Mas agora, após várias semanas no ar, pode-se dizer tranquilamente que a história nacional chegou para ficar. "Sessão de Terapia" é uma produção de imensa qualidade, a direção de Selton Mello é esplêndida e o texto maravilhoso. Além de todos esses pontos positivos, há um grande acerto na escalação do elenco e na criação dos personagens, que contêm uma complexidade fascinante.


Os atores foram selecionados a dedo e a entrega de cada um é visível. Absolutamente todos estão brilhando e emocionando o telespectador com suas atuações. Os personagens se tornaram críveis e não seria nenhuma surpresa se o público realmente misturasse ficção com realidade, uma vez que o talento desses profissionais e a rica história que envolve a série formaram um 'casamento' perfeito.

Zécarlos Machado está um verdadeiro assombro vivendo o terapeuta Theo e já protagonizou uma quantidade absurda de cenas memoráveis. O ator estava precisando de um papel como esse: um psicólogo que precisa enfrentar problemas familiares e resistir a uma paixão avassaladora que sente por uma paciente, tendo necessidade, inclusive, de

sábado, 6 de outubro de 2012

Sessão de Terapia: um conjunto de acertos

Já há uns anos, que alguns canais a cabo resolveram produzir séries nacionais. HBO, por exemplo, exibiu "Alice" e "Filhos do Carnaval", duas produções que fizeram sucesso. No ano passado, o Multishow produziu a excelente "Oscar Freire 279", que gerou um festival de merecidos elogios para a série e uma segunda temporada está prevista para 2013. Agora, chegou a vez do GNT apresentar uma produção de qualidade: "Sessão de Terapia", versão brasileira de "BeTipul", série criada em 2005 pelo israelense Hagai Levi e que já gerou mais de 30 versões pelo mundo.


A história gira em torno de Theo (Zécarlos Machado), um renomado terapeuta que recebe seus pacientes em um consultório, localizado em Higienópolis, São Paulo, anexado à sua casa. De segunda a quinta, o telespectador acompanha quatro consultas, enquanto que na sexta, é o próprio protagonista que vira paciente e desabafa sobre os problemas que enfrenta com sua mulher (Clarice - Maria Luiza Mendonça). Cada consulta dura meia hora, o tempo exato de cada episódio, que não é interrompido por intervalos comerciais.

Na segunda-feira, Maria Fernanda Cândido interpreta Júlia, uma linda mulher que enfrenta problemas com seu namorado --- que cobra um compromisso mais sério ---, e acaba se apaixonando por seu terapeuta. Na terça, Breno (Sergio Guinzé) é um atirador de elite, arrogante, que matou um bandido, mas ao acertar seu alvo, acabou matando também uma criança que estava escondida em uma escola. Além de

domingo, 6 de novembro de 2011

A Mulher Invisível procura sair do óbvio

Após uma primeira temporada de sucesso, obtendo ótimos números de audiência, "A Mulher Invisível" retornou à grade da Globo na última terça-feira. Pelo que foi observado, Pedro e Clarice continuam com seus problemas de convivência, mas dessa vez vimos um 'algo a mais'.

No primeiro episódio,pudemos notar que os roteiristas tiveram uma boa ideia em criar um homem invisível para Clarice. Agora a empresária certinha também idealizou a pessoa dos sonhos, assim como o Pedro fez ao 'criar' a Amanda. Dentro de um universo tão limitado quanto o da série,apareceu uma luz no fim do túnel. Em comparação com a primeira temporada(cuja crítica você pode ler aqui),observamos que a trama evoluiu bastante.

domingo, 12 de junho de 2011

A Mulher Invisível não empolga

Mais uma série derivada de um filme entra para a grade da Globo. "A Mulher Invisível" foi um filme que fez tanto sucesso quanto "Divã", mas seu desempenho na televisão aberta não parece seguir o mesmo rumo. A série protagonizada pela grande Lilia Cabral teve os mesmos acertos do filme e isso resultou em um retorno positivo do público e da crítica. Já a série protagonizada por Selton Mello, as coisas mudaram um pouco de figura.

É bem verdade que a história do filme não é a das mais originais. Embora no longa-metragem,Pedro (Selton Mello) não seja casado, a situação é basicamente a mesma mostrada na série. Pela limitação da história era de se supor que poucas situações podiam dar margens à grandes novidades ou conflitos diferentes. Talvez esse seja o motivo de colocarem o personagem principal casado no seriado. Novas possibilidades se abrem.

O elenco é bem entrosado e com bons atores,com exceção da Luana Piovani fazendo a personagem título Amanda. Luana sempre foi exagerada em seus papéis e nunca convence. Embora,esteja menos teatral do que de costume, ainda falta muito para ser considerada uma boa atriz. Débora Falabella (Clarisse) vive a esposa de Pedro. Após uma sucessiva leva de mocinhas choronas,ela mostrou que sabe fazer outros tipos como a  engraçada e fútil vilã Beatriz de "Escrito nas Estrelas". Em "A Mulher Invisível" ela repete o bom desempenho em um papel levemente cômico.Selton Mello é um grande ator e elogiá-lo é chover no molhado. O elenco de apoio também não faz feio e agrada. Álamo Facó vive o melhor amigo de Pedro,  Wilson.Marcos Suchara (Téo) vive um colega invejoso de Clarisse que vive insistindo em comprar a empresa dela (herança do pai da personagem). Deborah Wood é secretária da mesma empresa e tem uma paixão platônica por Wilson. Todos estão muito bem.

A audiência de estréia foi superior ao recorde alcançado por "Divã". Obteve 25 pontos. O máximo conseguido por "Divã" foram 20 pontos. Mas isso não significa que a atual série é melhor que a anterior,muito pelo contrário. A sensação do telespectador foi de que há algo errado ali.Ou então que falta alguma coisa. O objetivo do seriado é ser cômico. Isso é alcançado? Definitivamente não. É muito difícil rir de qualquer coisa que nos é apresentada. Mas o filme fazia rir? Em alguns momentos sim,outros nem tanto. Resta saber se essa primeira impressão da série mudará ao longo das exibições. Mas o saldo final do "filho" gerado pelo longa-metragem não é dos mais animadores.