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quinta-feira, 26 de março de 2026

Tudo sobre a segunda coletiva online de "A Nobreza do Amor", a nova novela das seis

 A Globo promoveu na primeira quinta-feira de março, dia 5, a segunda coletiva virtual de 'A Nobreza do Amor', a nova novela das seis, escrita por Duca Rachid, Elisio Lopes Jr. e Julio Fischer, dirigida por Gustavo Fernandez. Participaram a diretora de conteúdo da Globo, Kellen Julio, e os atores Marco Ricca, Érika Januza Lázaro Ramos, Bukassa Kabengele, Rayssa Bratillieri, Rodrigo Simas,Kika Kalache, Ana Cecilia Costa, Rita Batista, João Fernandes, Nikolly Fernandes, Paulo Lessa, Hilton Cobra, Lucínio Januário, André Luiz Miranda, Welket Bungué, Edu Mosssri, Michel Blois e João Pedro Zappa. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Kellen Julio contou sobre o projeto: "Que honra apresentar esse projeto tão incrível. Sou diretora de inovação, diversidade e conteúdo dos Estúdios Globo. Entrei na empresa em 2018 para desenhar a brasilidade do nosso audiovisual. Entrei na Globosat, que nem existe mais, e com a fusão das empresas saio de um universo menor e desenho a diversidade de toda empresa olhando para o povo negro. 'A Nobreza do Amor' ressignifica a relação do Brasil com a África. A gente resgata um posicionamento e enquadra a África no imaginário, após anos de uma abordagem tão reducionista. O horário das seis é tão precioso porque tem as crianças chegando da escola, os pais chegando do trabalho e trazendo uma estética linda com a novela. É uma revolução. A gente tem um diálogo muito bom para investir na dramaturgia sem estereótipos e com uma proposta de Brasil que a gente acredita. É um orgulho abrir esse debate".

Lázaro Ramos falou sobre seu primeiro vilão: "Nunca foi um sonho da minha vida fazer vilão. Meu sonho era fazer herói. Quando Elisio me convidou pro projeto quis muito fazer. Tá sendo uma descoberta e um prazer falar coisas absurdas e maldades, além de acompanhar esse universo que vem sendo contado.

terça-feira, 7 de maio de 2024

Venâncio foi assassinado em "Renascer", mas ninguém se importa

 O remake de Bruno Luperi exibiu recentemente uma das cenas mais comentadas, antes mesmo da estreia de "Renascer". Isso porque a imprensa especulava sobre o destino de Venâncio (Rodrigo Simas), que só morreu em 1993 porque Taumaturgo Ferreira e Benedito Ruy Barbosa brigaram na época. O neto manteria o desfecho do avô? A resposta era óbvia diante do remake de "Pantanal". E foi exatamente o que aconteceu. O problema é que vários furos no roteiro acabaram expostos na obra original e havia a necessidade de adaptação. 


Quando um autor se desfaz de um personagem por conta de um desentendimento com o ator que o interpreta é comum que não altere muita coisa em sua trama. Afinal, ele se livrou de um problema e não faz questão alguma de 'alongá-lo'. Porém, quando o personagem é integrante do núcleo central, e ainda acaba assassinado com um tiro no peito, fica impossível não afetar o desenvolvimento do enredo. Por mais que o escritor queira seguir o fluxo de seu roteiro, é necessário criar desdobramentos para a riqueza dos próprios perfis da história. 

E Bruno Luperi não se preocupou em mexer nos conflitos do remake após a morte de Venâncio. Como pode o personagem levar um tiro no peito durante uma emboscada, ser velado e enterrado em tempo recorde e sequer aparecer um mísero policial para investigar o crime? Não tem delegacia naquela cidade?

terça-feira, 23 de abril de 2024

Morte de Venâncio rende ótimas cenas em "Renascer"

 Nesta segunda-feira, dia 22, foi ao ar o assassinato de Venâncio (Rodrigo Simas) em "Renascer". A morte trágica de um dos filhos de José Inocêncio aconteceu na versão original por conta de uma briga entre Taumaturgo Ferreira, intérprete de Venâncio em 1993, e o autor Benedito Ruy Barbosa. Alguns dizem que a morte estava planejada e foi antecipada, mas é uma polêmica antiga. Bruno Luperi, como costuma copiar e colar praticamente todo o enredo do avô, manteve o desfecho do personagem e a morte rendeu um grande capítulo. 


O momento de maior catarse foi toda a sequência da tocaia armada por Egídio (Vladimir Brichta). A direção de Gustavo Fernández e equipe merece aplausos de pé, principalmente porque nos tempos atuais há uma preguiça em grande parte da direção de novelas da Globo, além de corte de custos da emissora que prejudica bastante o resultado final de várias cenas, principalmente nas produções das seis e das sete. Toda a tensão daquele instante trágico foi demonstrado com precisão, tanto nas movimentações de câmera quanto nas imagens escolhidas. 

A cena da tocaia durou um minuto e 25 segundos. Egídio no alto de um grande pedregulho (como ele subiu até lá é uma liberdade poética) mirando no caminhão dirigido por João Pedro (Juan Paiva), enquanto Zé Inocêncio (Marcos Palmeira) cavalga em busca dos filhos e Inácia (Edvana Carvalho) reza diante de Nossa Senhora com duas velas acesas.

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Elenco é o maior acerto de "As Aventuras de José & Durval"

 Lançada no dia 18 de agosto no Globoplay, "As Aventuras de José e Durval" é uma série produzida pela plataforma de streaming da Globo em parceria com a O2 Filmes. Com direção de Hugo Prata e roteiro de Duda de Almeida, Dan Rossetto e Rafael Lessa, a trama faz um resumo da trajetória de Chitãozinho e Xororó ao longo de oito episódios de 45 minutos. 


Os paranaenses de Astorga fazem muito parte da vida dos brasileiros. Seja nas cantorias em karaokês, nas festas de família, embalando novelas e séries, entre amigos ou nas rádios e programas de TV, os irmãos são presença garantida com suas canções, embalando e transformando momentos de diferentes gerações. Donos de uma carreira com mais de 50 anos de sucesso, cheia de hits icônicos que unem o país, Chitãozinho & Xororó são a trilha sonora de muitas histórias. O grande público, porém, não imagina que a vida da dupla teve momentos bem difíceis.  

A produção dramatúrgica percorre a trajetória da dupla desde a infância, quando as vidas de José e Durval já se entrelaçavam com a música, até a consagração nos palcos. Lotada de singles e referências dos artistas que foram fundamentais para levar a música sertaneja para o Brasil e o mundo, contribuindo para revolucioná-la e popularizá-la. Os três primeiros episódios chegaram à plataforma no dia 18 de agosto e os outros cinco foram disponibilizados um a cada semana até o dia 22 de setembro.

domingo, 29 de agosto de 2021

Marcada por polêmicas, "Super Dança dos Famosos" perdeu seu objetivo mas consagrou a superioridade de Paolla Oliveira

 O "Super Dança dos Famosos" foi criada apenas para homenagear Faustão. Isso porque era o último ano do apresentador na Globo e resolveram convidar somente campeões e finalistas do quadro que mais fez sucesso no "Domingão do Faustão". Não por acaso, vários aceitaram retornar somente por causa da 'despedida' do comunicador. Até porque é uma disputa exaustiva. Todavia, Fausto teve um desentendimento com a emissora e acabou desligado antes da hora. Precisaram chamar Tiago Leifert para comandar a competição, que chegou ao fim neste domingo. 


A edição de 2021 do quadro de sucesso tinha tudo para fechar com chave de ouro a trajetória de Faustão. Mas nada do que foi planejado aconteceu e a própria disputa foi recheada de polêmicas, a começar pela saída repentina e desrespeitosa de Fausto. A entrada de Leifert despertou uma leva de especulações sobre a efetivação do apresentador do "Big Brother Brasil" aos domingos, o que cancelaria a chegada de Luciano Huck. Após muitos desmentidos, a própria emissora fez questão de anunciar que Huck assumiria a faixa de Faustão em janeiro de 2022. Só que não demorou para os planos mudarem e resolveram antecipar a mudança para 5 de setembro. Uma confusão sem precedentes, que incluiu a contratação de Marcos Mion para assumir o "Caldeirão do Huck" aos sábados. 

Voltando ao quadro do extinto "Domingão", com a saída de Fausto algumas regras foram mudadas. Os jurados técnicos, por exemplo foram 'efetivados'. Apenas os três famosos do júri artístico eram mudados a cada rodada. Carlinhos de Jesus e Cláudia Mota permaneceram até o final, o que poderia ter resultado em uma maior justiça nas análises, afinal, a dupla conseguiu acompanhar a trajetória dos casais. Infelizmente não resultou.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Tudo sobre a festa de "Órfãos da Terra", próxima novela das seis

A Globo promoveu ontem, dia 14, no clube Monte Líbano, na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, a festa de lançamento de "Órfãos da Terra", nova novela das seis de Duca Rachid e Thelma Guedes, dirigida por Gustavo Fernandez, que estreia no dia 2 de abril, substituindo a ótima "Espelho da Vida". Fui um dos convidados e todo o elenco estava presente conversando com jornalistas e blogueiros. O clima era de otimismo pelo potencial da trama que falará sobre refugiados sírios.


E um enredo sobre sírios que fogem da guerra e vão para o Brasil tinha que ter o ex-BBB Kaysar Dadour no elenco. O mais empolgado da festa, o agora ator não escondeu a alegria de estar em sua primeira novela, cujo enredo é tão significativo para sua família. Afinal, impossível esquecer os relatos do rapaz quando estava na décima oitava edição do "Big Brother Brasil", ano passado, falando da sua luta para trazer seus pais e sua irmã da Síria. Porém, no folhetim Kaysar será Fauze, o capanga do grande vilão Aziz Abdallah, sheik vivido por Herson Capri.

A história da novela terá como premissa o amor do muçulmano Jamil (Renato Góes) e da cristã Laila (Julia Dalavia). Para salvar a vida do irmão pequeno, vítima de um bombardeio na Síria, a menina aceita se casar com o poderoso sheik para conseguir recursos financeiros para o tratamento da criança. Mas o menino não resiste e ela acaba fugindo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Casamento de Ernesto e Ema emociona em "Orgulho e Paixão"

A atual novela das seis da Globo tem marcado ponto no blog praticamente toda semana. Isso porque Marcos Berstein vem presenteando o público com vários momentos bem construídos e interpretados. "Orgulho e Paixão" segue repleta de acontecimentos, prendendo o telespectador diante da tela. Não por acaso a audiência está tão satisfatória. Após as cenas tocantes de Mariana (Chandelly Braz) sofrendo nas mãos de Xavier (Ricardo Tozzi) e da constatação de Luccino (Juliano Laham) a respeito da sua homossexualidade, a trama emocionou com o casamento de Ema (Agatha Moreira) e Ernesto (Rodrigo Simas), exibido nesta segunda-feira (20/08).


O italiano sem papas na língua já estava planejando a surpresa para sua Baronesinha e as trapalhadas dos demais personagens para esconder o segredo rendiam momentos hilários. O casório surpresa para a casamenteira do Vale do Café não poderia ter sido mais apropriado. Depois de tanto empenho para juntar vários pares, chegou a vez dos amigos prepararem o momento mais sonhado pela menina. Até mesmo a prova do vestido de noiva resultou em algo delicado em virtude do deslumbramento de Ema com a beleza da roupa, para a alegria de Ludmila (Laila Zaid) e Elisabeta (Nathalia Dill).

A cena do casamento foi uma das mais lindas da novela e arrepiou quem assistiu. O instante em que a porta da igreja se abriu e a melhor amiga da mocinha viu seu pai a esperando para levá-la até Ernesto foi de uma sensibilidade ímpar. Destaque para a direção de Fred Mayrink. A troca de olhares dos atores complementou toda a delicadeza da sequência, expondo a sintonia entre Agatha Moreira e Rodrigo Simas, presente desde o início da história.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Mesmo ambientada em 1910, "Orgulho e Paixão" consegue abordar temas atuais com habilidade

O popular "merchandising social" pode ser um problema para qualquer trama. O risco de soar gratuito é considerável e o caso da equivocada "Malhação - Vidas Brasileiras" é um bom exemplo. Abordar questões atuais em uma novela de época, então, é ainda mais complicado. Mas, Marcos Berstein vem conseguindo explorar várias situações com maestria em "Orgulho e Paixão".


Elogiar a ótima novela das seis da Globo virou uma constante e o capítulo desta terça (14/08) conseguiu surpreender o público com duas abordagens importantes. A primeira foi a violência contra a mulher, sofrida por Mariana (Chandelly Braz), que se viu sequestrada pelo asqueroso Xavier (Ricardo Tozzi). Após ter se livrado do disfarce de Mário e mostrado para todos os corredores que eles perderam a corrida de moto para uma mulher, a filha de Ofélia (Vera Holtz) quebrou um paradigma em 1910 e provocou a ira do inimigo de Brandão (Malvino Salvador).

Para se vingar, o personagem seguiu ordens de Lady Margareth (Natália do Vale) e prendeu a moça em um cativeiro para cortar os seus cabelos. A cena foi forte e Chandelly protagonizou a sua melhor sequência na trama, emocionando do início ao fim. A atriz expôs o desespero e a dor daquela corajosa mulher que se viu impotente diante da covardia de um homem.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Antes improvável, romance de Ema e Ernesto vira um dos acertos de "Orgulho e Paixão"

Construir bons casais virou um grande desafio para os autores. Afinal, um par sem química e mal desenvolvido é sinônimo de telespectador desinteressado. Não dá para comprar uma relação com desdobramentos rasos e protagonizada por atores que não demonstram uma boa sintonia. Fica perceptível, portanto, a preocupação de Marcos Berstein com os pares de "Orgulho e Paixão", deliciosa novela das seis da Globo. Quase todos os casais se mostram atrativos e encantadores. Mas, curiosamente, o autor acabou criando um relacionamento improvável que virou um dos trunfos do atual folhetim.


A relação de Ema (Agatha Moreira) e Ernesto (Rodrigo Simas) parecia absurda para o telespectador que é fã dos romances de Jane Austen. Isso porque a trama é baseada em vários livros de sucesso da autora, como "Orgulho e Preconceito" (1813), "Lady Suan (1971) e justamente "Emma" (1815). Na história da escritora, a personagem se envolve com Jorge (Murilo Rosa) e os conflitos são permeados pela dificuldade da jovem casamenteira ser bem-sucedida no amor, enfrentando vários obstáculos para conseguir ficar com seu amado, que na novela se casou com uma mulher adoentada (Amélia - Letícia Persiles).

Todavia, essa questão não foi muito bem abordada inicialmente e nem foi possível despertar uma torcida por esse casal no folhetim. Ao contrário do livro, Jorge se mostra um sujeito passivo e conformado, procurando desabafar com seu melhor amigo, Coronel Brandão (Malvino Salvador).

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Com relacionamentos para todos os gostos, "Novo Mundo" é repleta de casais cativantes

Além de mesclar a História do Brasil com um típico folhetim bem construído, "Novo Mundo", atual sucesso das 18h, conseguiu reunir uma seleção de casais cativantes. Os autores Alessandro Marson e Thereza Falcão, junto com o diretor Vinícius Coimbra, acertaram em cheio na escalação do elenco e na junção dos atores, criando pares repletos de química e com enredos bastante convidativos. Há relações para todos os gostos, começando pelas mais dramáticas e chegando até as mais leves ou cômicas.


O casal protagonista desperta torcida e os autores foram espertos na escolha de Isabelle Drummond e Chay Suede, aproveitando a química que os dois tiveram na primeira fase de "A Lei do Amor". Agora, pelo menos, o telespectador pode acompanhar a linda sintonia dos atores em uma novela inteira e não apenas em cinco capítulos, como na obra anterior. Anna e Joaquim enfrentam vários empecilhos típicos de mocinhos e recentemente protagonizaram uma ótima cena, quando os heróis fugiram em um balão, levando os filhos. Agora, ambos estão novamente nas mãos do vilão Thomas.

Outro par que funcionou desde o início foi o formado por Jacira (Giullia Buscacio) e Piatã (Rodrigo Simas). O romance dos índios começou com o típico jogo de gato e rato, até resultar em um lindo sentimento que os uniu para sempre. A construção da proximidade deles se mostrou cuidadosa, explorando a força da mulher e a fragilidade do homem.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Com trama desgastada, "Boogie Oogie" termina sem fôlego e com saldo negativo

Foram praticamente oito meses no ar. Após uma promissora e movimentada estreia, "Boogie Oogie" chegou ao fim nesta sexta-feira (06/03) com um saldo para lá de negativo. A trama de Rui Vilhena ---- autor português (nascido em Moçambique) que estreou seu primeiro folhetim no Brasil ----, dirigida por Ricardo Waddington e Gustavo Fernandez, não teve fôlego para se sustentar por tanto tempo e foi se perdendo à medida que os capítulos passavam.


Os primeiros meses empolgaram. Apesar de alguns absurdos ---- como a vingança fajuta de Suzana (Alessandra Negrini), que só contou que havia trocado os bebês vinte anos depois ----, a novela despertou interesse pelo ritmo ágil e bons ganchos. O enredo em torno de Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin), que tiveram suas vidas trocadas na maternidade, conduziu muito bem o início do folhetim. Os conflitos funcionavam e movimentavam a história. A grande virada aconteceu quando as duas protagonistas descobriram o crime da amante de Fernando (Marco Ricca), o que resultou em ótimas cenas.

Entretanto, depois desta revelação, o autor passou a explorar dois temas, que dominaram todos os núcleos: o segredo de Carlota (Giulia Gam) e a identidade do pai de Vitória. Inicialmente, o mistério envolvendo o passado da vilã e o drama da patricinha atraíram a atenção. Mas não por muito tempo. A novela começou a andar em círculos, ficando repetitiva e desgastada.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Revelação da troca de bebês destaca elenco e movimenta "Boogie Oogie"

A atual novela das seis está há dois meses no ar e seu bom ritmo tem sido uma de suas principais qualidades. Repleta de bons ganchos, a trama de Rui Vilhena consegue prender o telespectador através dos encontros e desencontros dos personagens, ainda que muitas vezes as situações soem absurdas. E nesta última semana, "Boogie Oogie" teve o principal segredo de sua história revelado: a troca de bebês.


Desde que a novela estreou, no dia 4 de agosto, não se fala de outro assunto na trama. Suzana (Alessandra Negrini) trocou Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin) na maternidade para se vingar de Fernando (Marco Ricca), seu amante, que preferiu ficar com a esposa Carlota (Giulia Gam). Através de constantes diálogos, a situação foi e é repetida inúmeras vezes e, aos poucos, praticamente todos os personagens do núcleo central foram sabendo desta confusão. E na quarta-feira (01/10), o crime chegou aos ouvidos das duas 'trocadas'.

A revelação promoveu uma reviravolta na novela e proporcionou ótimas cenas. Suzana contou para Carlota parte da verdade e a vilã não pensou duas vezes antes de jogar a notícia no ventilador para prejudicar sua até então filha e inimiga declarada, que está investigando um segredo de seu passado ---- até agora não descoberto.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Com início decepcionante e final empolgante, "Além do Horizonte" era uma história certa no formato errado

Para o alívio da Globo, a novela dos estreantes Carlos Gregório e Marcos Bernstein fechou seu ciclo nesta sexta-feira (02/05). Em mais uma tentativa de sair da mesmice e ousar para apresentar algo diferente ao telespectador, a emissora aprovou a sinopse da dupla de autores que resolveu contar uma história bem diferente das comédias românticas do horário das sete. Mas lamentavelmente a ideia não funcionou e nada saiu como o esperado. O resultado foi um conjunto de erros que prejudicou o desenvolvimento da trama, ainda que tenha sido amenizado após algumas mudanças ao longo dos meses.


A premissa da história era o mistério que envolvia o desaparecimento de várias pessoas, que sumiam após a busca de um suposto caminho para a felicidade. Paralelamente a isso, havia Tapiré, uma cidade interiorana (vizinha da Comunidade onde habitavam todos os 'desaparecidos'), dominada por uma espécie de milícia, liderada por Kleber (Marcello Novaes), que amedrontava o povo espalhando boatos de uma 'besta' que vivia na mata e assassinava todos que iam até a floresta. Mas a tal besta era ele, um sujeito que não tinha pena de eliminar suas vítimas.

Ou seja, o enredo principal da novela não era nada leve e muito menos cômico, como o público do horário estava acostumado. Portanto, para prender a atenção e conquistar novos telespectadores, a história precisava envolver quem assistia através de vários conflitos, bom ritmo e ganchos interessantes. Porém, não foi o que aconteceu.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Troca de casais beneficia história e transforma Marlon e Lili no par principal de "Além do Horizonte"

Entre os primeiros erros de "Além do Horizonte", havia a ausência de um casal que tivesse uma boa história e despertasse atenção do telespectador. Além da trama ter sido conduzida de forma enigmática demais, os poucos casais formados não funcionaram. Não tinha um envolvimento que convencesse o público da relação. Mas ao mexer na trama para tentar alavancar os pífios índices de audiência, os autores ---- depois de acelerar a história ---- resolveram mudar o par principal. E o resultado dessas alterações foi positivo.


Marcos Bernstein e Carlos Gregório separaram Lili (Juliana Paiva) de William (Thiago Rodrigues) e Celina (Mariana Rios) de Mathias (Begê Muniz). Os casais (sendo um deles o protagonista) não deram certo e foram rejeitados pelo telespectador. A saída mais fácil foi aproveitar a imensa química do casal Bruno e Fatinha da temporada passada de "Malhação". Ou seja, os autores juntaram Marlon (Rodrigo Simas) com Lili, praticamente desapareceram com o personagem de Begê e conduziram a trama para que William e Celina se envolvessem.

Essa nova formação foi benéfica para "Além do Horizonte", que já havia melhorado em virtude da aceleração da história envolvendo a Comunidade comandada por LC (Antônio Calloni). A união de Marlon e Lili transformou o casal no par principal da trama. Ela já era a mocinha, mas ele virou o mocinho,

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Apesar dos equívocos persistirem, "Além do Horizonte" acerta ao aperfeiçoar seu núcleo principal

Só um milagre salvará "Além do Horizonte" do desastre que se encontra. A novela das sete da Globo está com uma média geral de 18 pontos e será impossível reverter esse grande fracasso. Entretanto, são perceptíveis as alterações feitas na história para conquistar o telespectador. E, apesar dos equívocos continuarem nas tramas paralelas, não há como negar que os esforços funcionaram no núcleo principal.


A história envolvendo a Organização que, em teoria, é responsável pela felicidade buscada pelos que chegam, está interessante e começou a ser bem desenvolvida, sem maiores enrolações. Já está claro que a comunidade é na verdade um esquema para ganhar muito dinheiro, mantendo pessoas presas para usá-las em experiências obscuras.

A presença de Lili (Juliana Paiva) no local comandado por seu pai (LC - Antônio Calloni) e a chegada de outros personagens em Tapiré, cidade próxima ao tal paraíso ---- como Heloísa (Flávia Alessandra) e Thomaz (Alexandre Borges) ---- foram benéficos para o núcleo, que ficou mais movimentado. Outro ponto

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Bruno e Fatinha: o casal sensação da Malhação

A atual temporada de "Malhação" tem apresentado muitos romances, conflitos e dilemas desde que estreou em 2012. Muitos casais se formaram e se separaram. Os meses foram se passando e a história central acabou tomando novos rumos. Atualmente o romance entre Lia (Alice Wegmann) e Vitor (Guilherme Leicam) está em crise devido ao envolvimento do irmão do mocinho, Sal (Pedro Cassiano), com traficantes de ecstasy ---- um clima de suspense que enriqueceu a trama da novelinha. É bom lembrar que esse par foi formado justamente porque o personagem Dinho (Guilherme Prates) não tinha agradado. Porém, mesmo com a mudança de protagonista e entrada de um clima policialesco, não é essa situação que tem despertado mais atenção do público e sim as constantes crises do casal Bruno e Fatinha, interpretados por Rodrigo Simas e Juliana Paiva.


Quem acompanha a atual temporada sabe que Juliana Paiva se destacou logo no primeiro capítulo, mostrando que seria o grande trunfo da história. E realmente a boa impressão se confirmou pouco tempos depois. Fatinha é uma periguete que transborda simpatia e a atriz tem aproveitado o grande papel que tem em mãos. Rodrigo Simas começou meio apagado e o Bruno parecia avulso na história. Aos poucos, o irmão da Ju (Agatha Moreira) foi tendo mais importância. Só que o destaque mesmo começou no momento em que ele e Maria de Fátima dos Prazeres se encontraram: a partir daí os personagens foram crescendo juntos e telespectador começou a acompanhar um divertido jogo de gato e rato.

No início a relação era muito conturbada e Fatinha provocava Bruno de todas as formas. Mas quando finalmente o casal resolveu se juntar de fato, aconteceu uma aparente harmonia. Harmonia essa que terminou quando o rapaz passou a sentir vergonha do jeito da namorada, passando a evitá-la diante dos amigos e

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Conflitos amorosos do quarteto central e tramas verossímeis fazem da atual Malhação uma ótima opção para os jovens

A primeira impressão foi a melhor possível. Assim que estreou a vigésima temporada de "Malhação", observou-se que a fase estava com a cara do universo jovem. Atores realmente jovens escalados para interpretar adolescentes, trilha sonora muito bem escolhida e histórias que prometiam boas situações. Agora, após alguns meses no ar, constata-se que a primeira impressão causada, nesse caso, estava correta e não era uma propaganda enganosa.


A trama de Rosane Svartman e Glória Barreto é leve, sem ser boba. As histórias apresentadas são verossímeis e causam identificação nos jovens. As gírias, as diferentes formas de se expressar, as características dos personagens, enfim, tudo é tão bem criado e executado que os atores nem parecem que estão interpretando. O telespectador tem a sensação de que está bisbilhotando a vida de toda aquela turma através do buraco da fechadura.

O conflito amoroso protagonizado pelo quarteto central tem despertado a paixão e a torcida dos adolescentes. Gil (Daniel Blanco), Lia (Alice Wegmann), Dinho (Guilherme Prates) e Ju (Agatha Moreira) já viveram inúmeras situações, com direito a muita 'pegação'. Gil gosta de Lia, que gosta de Dinho, que gostava de Ju, mas que passou a gostar de Lia. Nessa confusão toda, ju e Gil acabaram se beijando. E o mais interessante disso tudo é

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Após nove edições, Dança dos Famosos continua sendo um dos poucos atrativos do Domingão do Faustão

Terminou mais uma edição da "Dança dos Famosos", a nona, que vai ao ar dentro do "Domingão do Faustão". Não há dúvidas que a competição de dança --- versão brasileira do reality britânico --- foi o maior acerto do programa dominical e ainda consegue gerar interesse do público, audiência para a emissora e repercussão nas redes sociais.


A aquisição deste formato acabou sendo muito benéfico para o cansativo e nada atraente "Domingão do Faustão". A programação da tevê aberta aos domingos é péssima, isto não é novidade pra ninguém, e, fazendo parte desta situação nada agradável para o telespectador, Fausto Silva consegue atrair o público sempre que inicia mais uma competição de dança com famosos.

Além de ser interessante acompanhar atores, cantores e todo tipo de participante sem a menor prática como dançarino (a), é divertido ver a evolução de cada um, xingar os jurados que não tem a menor capacidade para julgar e elogiar os que são justos. O apresentador não perde sua mania de interromper os convidados, mas, convenhamos, ninguém sabe comandar um