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sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Retrospectiva 2021: os destaques do ano

Mesmo em um ano tão doloroso, com tantas perdas e crises, foi possível elaborar uma lista de destaques do ano. A vacinação ajudou a retomar os trabalhos, mesmo que aos poucos, e no segundo semestre já há várias produções inéditas no ar. O streaming foi um mercado que cresceu muito no segundo ano de pandemia, enquanto a audiência da televisão aberta caiu com tantas reprises. Vamos para a última retrospectiva do blog: 





"BBB 21": 

Beneficiado pelo intenso período de confinamento em virtude da pandemia do novo coronavírus e por uma escalação repleta de perfis atrativos, a vigésima primeira edição do "Big Brother Brasil" foi um sucesso estrondoso. Logo na primeira semana o reality já caiu na boca do povo com toda a polêmica envolvendo Lucas Penteado e Karol Conká, que acabou virando a grande vilã da edição. O favoritismo de Juliette Freire só cresceu ao longo das semanas e a participante foi a vencedora com a maior porcentagem da história do reality: mais de 90% de preferência popular em uma final tripla. Tiago Leifert fez um discurso marcante para a campeã, que realmente foi um fenômeno, saindo com mais de 24 milhões de seguidores no Instagram (hoje já com mais de 33 milhões). Segundo dados divulgados por Boninho, 163 milhões de brasileiros estiveram em algum momento de olho nos brothers. Foi o "BBB" que mais faturou: R$ 550 milhões, 50% a mais que o do ano passado. Vale destacar ainda outros participantes que protagonizaram a edição, para o bem ou para o mal, como Gil do Vigor, Sarah, Viih Tube, Camilla de Lucas, Lumena, Carla Diaz, Projota, entre tantos. O êxito do programa foi tão grande que a Globoplay explorou até onde deu, vide os documentários de Karol Conká --- "A Vida Depois do Tombo" ---, Juliette --- "Você Nunca Esteve Sozinha" e agora no final do ano o de Gil do Vigor --- "Gil na Califórnia". 


"Salve-se Quem Puder":

O encurtamento da novela das sete da Globo, por conta da pandemia do novo coronavírus, fez muito bem para o enredo de Daniel Ortiz. A retomada da produção expôs uma história mais ágil e sem enrolações. A saga das atrapalhadas Luna, Alexia e Kyra foi divertida e destacou o talento de Juliana Paiva, Deborah Secco e Vitória Strada, que transbordaram sintonia. A trama tinha um quê infantil e agradou o público. A reta final foi repleta de cenas de ação e emocionantes, como o 'reencontro' de Luna com sua mãe, Helena (Flávia Alessandra). O autor só tropeçou feio no excesso de triângulos amorosos com desfecho que se arrastaram até o último capítulo, o que implicou em problemas evidentes de desenvolvimento. Mas o saldo geral foi positivo e uma espécie de volta por cima de Ortiz após a fraca e criticada "Haja Coração". 

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Reprise de "A Vida da Gente" endossou cada elogio já dado ao delicado e arrebatador enredo de Lícia Manzo

 A reprise de "A Vida da Gente" chegou ao fim nesta sexta-feira (06/08) e todas as qualidades do folhetim de Lícia Manzo se mantiveram intactas. É normal a memória afetiva enganar em alguns casos ou a história elogiada anos atrás envelhecer mal em uma reexibição. Não foi o caso da trama que contou a história de amor entre duas irmãs e como a vida pode ser traiçoeira ao mesmo tempo que benevolente. 

O trio protagonista composto por Marjorie Estiano, Fernanda Vasconcellos e Rafael Cardoso foi muito bem interpretado e o triângulo amoroso despertou torcidas fanáticas que se mantiveram até hoje forte nas redes sociais. Foram inúmeras cenas marcantes ao longo da trama. Manu e Ana eram irmãs que se amavam e se respeitavam, apesar da mãe Eva (Ana Beatriz Nogueira), que não escondia sua predileção por Ana e seu imenso desprezo por Manu. Ana, por sua vez, era apaixonada por Rodrigo e da relação nasceu Júlia (Jesuela Moro, na fase crescida). Após muitos dramas e conflitos, as irmãs resolveram fugir com a criança para iniciar uma nova fase e deixar os problemas para trás.

Porém, um grave acidente de carro ---- a melhor cena de acidente da história da teledramaturgia ---- faz com que Ana entre em coma e Manu se depare sozinha com a sobrinha em meio aos julgamentos de Eva e ao sofrimento de ver a irmã entre a vida e a morte.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Manuela, de "A Vida da Gente", foi um divisor de águas na carreira de Marjorie Estiano

É inegável o quanto Marjorie Estiano cresceu na carreira. Virou uma das atrizes mais respeitadas e admiradas do país e a melhor da sua geração. Quando ganhou a Manuela, de "A Vida da Gente", em 2011, já tinha marcado presença em várias produções, incluindo até protagonista de novela das 21h. No entanto, a personagem brilhantemente construída por Lícia Manzo foi um divisor de águas na vida da atriz. 

Manu é uma das protagonistas da novela das seis que conta a história do amor entre duas irmãs. O folhetim é diferenciado por isso. Não é sobre um casal, um amor proibido ou algo do tipo. É a trajetória de irmãs que se amam incondicionalmente e acabam se magoando por conta de armadilhas do destino. E a personagem interpretada por Marjorie é a mais densa do enredo. Também a mais difícil de ser interpretada. Todas as camadas desenhadas com precisão pela autora não valeriam de nada nas mãos de uma atriz limitada. A chance do perfil ter uma forte rejeição do público não era baixa. Mas a força cênica de Marjorie, somada ao talento de Lícia, a transformou em um dos tipos mais amados e lembrados de "A Vida da Gente". 

A autora foi hábil na construção de Manuela. A personagem nasceu com uma deficiência na perna e sempre foi humilhada pela mãe. Enquanto era tratada feito um lixo, Ana (Fernanda Vasconcelos) recebia todos os mimos e privilégios. Algo que também acabou sendo sufocante, mas como a própria disse em uma cena, com um peso menor. Afinal, o excesso se apara. Já lidar com a falta é mais difícil. Manu tinha tudo para odiar Ana e ser a clássica irmã invejosa e amargurada, um clichê dramatúrgico. Mas nunca foi. Sempre teve um amor incomensurável por Ana e era sua cúmplice.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Reprise de "A Vida da Gente" relembra o último grande papel de Nicette Bruno na televisão

 A morte de Nicette Bruno ainda machuca. A veterana faleceu em dezembro do ano passado, vítima da covid-19. A atriz era uma das figuras mais queridas e admiradas, tanto pelo público quanto classe artística. A sua perda foi (e continua sendo) uma das muitas feridas abertas em virtude da pandemia do novo coronavírus. Mas a decisão da Globo em reprisar "A Vida da Gente" veio como um alento para os fãs. 


É a chance do público prestigiar o último grande papel de Nicette na televisão. Iná é avó das protagonistas Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manuela (Marjorie Estiano). Normalmente, a figura da avó não tem muita importância nas novelas, o que é uma pena e prejudica os atores mais velhos. Mas na primorosa novela de Lícia Manzo, que marcou a estreia da escritora como autora de folhetins no horário das seis em 2011, é diferente. 

Iná é avó de Ana, mas 'mãe' de Manu. Isso porque Eva (Ana Beatriz Nogueira), sua filha, nunca suportou Manuela e jamais fez questão de esconder ou camuflar sua preferência por Ana. Mas Manuela não fica desamparada graças ao amor e compreensão de sua vó. As duas são confidentes e grandes amigas. Iná aconselha a neta e a ajuda em tudo o que pode.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Após dez anos, reprise de "A Vida da Gente" mostra que Manu, Rodrigo e Ana deveriam ter terminado sozinhos

 A primeira exibição de "A Vida da Gente" ocorreu entre 2011 e início de 2012. A novela preciosa de Lícia Manzo sempre foi uma das mais elogiadas da Globo e se tornou a segunda mais vendida no mercado internacional. A reprise, dez anos depois, por conta da pandemia do novo coronavírus, comprovou todas as qualidades já observadas na época. Foi um novelão inesquecível. Mas o olhar do público muda ao longo do tempo. É natural. E revendo a história é possível constatar que o final deveria ter sido outro. 


A autora criou um enredo fascinante e envolvente, onde o vilão era a vida e todos os personagens tinham qualidades e defeitos. Era possível entender o lado de todos, dependendo da perspectiva de cada um. Por isso o público se torna tão passional quando acompanha a história e sente uma intimidade com aquelas pessoas que parecem tão reais. O triângulo amoroso envolvendo Manu (Marjorie Estiano), Rodrigo (Rafael Cardoso) e Ana (Fernanda Vasconcellos) é o que mais desperta sentimentos no telespectador. Muito pela forma como tudo aconteceu. Mas a novela nunca foi sobre casais. A autora contou uma história de amor entre irmãs. O resto era consequência. 

E observando com maior atenção todo o novelo tão bem criado por Lícia, já com alguns pensamentos diferentes dos de dez anos atrás, não é absurdo achar que os três personagens deveriam ter terminado sozinhos. Um final infeliz, então? Um desfecho sofrido? Muito pelo contrário.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Embate entre Ana e Manu resultou na cena mais memorável de "A Vida da Gente"

 Nesta terça-feira, foi reprisada a cena mais aguardada de "A Vida da Gente", exibida originalmente no dia 14 de fevereiro de 2012, também uma terça: a briga entre Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano). Ao saber através de Júlia (Jesuela Móro) que sua irmã não iria em seu casamento com Lúcio (Thiago Lacerda), Ana resolve ir ao encontro de Manu para entregar o convite pessoalmente e, quem sabe, fazer as pazes. Mas acontece justamente o contrário: uma explosão de mágoas e feridas expostas, que resultaram em uma das melhores cenas da história da teledramaturgia.

A sequência tem oito minutos de duração. Uma eternidade já na época em que a novela foi exibida, em virtude da mudança da linguagem dos folhetins, que precisaram de um maior dinamismo para não afugentar a atenção do público. Mas, ainda assim, Lícia Manzo é uma autora que costuma desafiar essa 'regra' em suas obras, sempre valorizando os diálogos. A sua primeira novela já tinha deixado bem explícita a sua forma de trabalhar. E a cena se tornou a maior lembrança que o telespectador tem da saga sobre o amor de duas irmãs. De fato, entrou para a história. 

 Assim que Ana chega, Manu a recebe com frieza, como tem sido desde que flagrou a irmã beijando Rodrigo (Rafael Cardoso), seu então marido e ex-namorado de Ana. Poucos segundos depois os ânimos já se exaltaram e o embate começou.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Na pele da narcisista Eva, Ana Beatriz Nogueira viveu seu melhor momento em "A Vida da Gente"

 A reprise de "A Vida da Gente" tem sido um presente para o público. A elogiada novela de Lícia Manzo, de 2011, sempre foi uma das mais pedidas para reprisar e vem sendo prazeroso demais revê-la. Em meio a tantos acertos, há a escalação de Ana Beatriz Nogueira para interpretar a controversa Eva, personagem com ares de vilã, mas que representa uma parcela do público com suas frases a respeito do casal Manuela (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso). 

À primeira vista, a personagem parece mesmo uma clássica vilã. Mas nos folhetins da autora essa classificação inexiste. Porque Lícia realmente coloca como vilã a vida. Todos os personagens, até os mais controversos, têm várias camadas e lados para serem entendidos. Eva é uma delas. A mãe sempre venerou apenas uma filha: a ex-tenista Ana (Fernanda Vasconcellos). E esse amor nunca foi benéfico. Era um sentimento sufocante e repleto de cobranças, exigindo uma herdeira perfeita e vitoriosa que nunca existiu. Já a filha Manuela nunca recebeu uma migalha de atenção ou carinho, apenas desprezo e ofensas. 

O relacionamento de Eva com sua mãe, Iná (Nicette Bruno), também transborda problemas. As duas nunca tiveram um bom convívio justamente porque a avó das meninas nunca tolerou o comportamento narcisista da filha. E Eva, vale ressaltar, nunca suportou Manuela porque engravidou cedo e precisou abdicar de muitos sonhos.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

"A Vida da Gente" segue envolvente e provocando discussões calorosas nas redes sociais

 A reprise de "A Vida da Gente" tem mostrado que, ao contrário de algumas reexibições, o folhetim de Lícia Manzo segue atrativo, envolvente e com dramas que não envelheceram mal. A produção nem parece que tem dez anos. Os dramas criados pela autora evitam aquele lugar comum de vilão X mocinho e ressalta as fragilidades dos personagens com uma maestria invejável. Todos os lados são compreensíveis e dignos de defesa. Justamente por isso, há até hoje muitas discussões nas redes sociais sobre a conduta de cada perfil.

Com o despertar de Ana (Fernanda Vasconcellos), a relação de Manuela (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso) ficou estremecida. A história central da novela viveu seu ápice quando a ex-tenista descobriu através de Eva (Ana Beatriz Nogueira) que sua irmã estava casada com o seu ex-futuro-namorado. A partir da descoberta, a relação sólida das irmãs sofreu um forte abalo, mas acabou em parte reestruturada por causa do blog criado por Manuela desde que Ana entrou em coma. A preocupação  de Manu em deixar uma espécie de diário para a irmã acompanhar o crescimento da filha, Júlia (Jesuela Móro), ajudou a uni-las novamente.

Mas a aparente paz não dura muito. Isso porque Rodrigo se aproveita de um momento de fragilidade emocional de Ana e a beija, reavivando o sentimento de anos atrás. Após a traição com Manuela, os dois passam a se encontrar escondido. Ana sempre se mostra desconfortável e querendo fugir daquela situação, mas acaba cedendo todas as vezes.

terça-feira, 25 de maio de 2021

"A Vida da Gente" apresenta uma legião de homens idiotas e fracos

 A trama da talentosa Lícia Manzo se mostrou impecável, algo raro na teledramaturgia. Difícil não se envolver com os personagens. A autora escreve uma história tão realista e humana que acabou criando um novelo repleto de perfis bem construídos, onde não há vilões e nem mocinhos. Até mesmo em um aspecto que resultaria em uma aparente falha, a autora explora bem os altos e baixos daquelas pessoas. Mas há uma questão bastante clara no roteiro: 90% dos homens são uns idiotas sem atitude. 


É uma missão muito dura criar empatia por qualquer homem da história. Jonas, por exemplo, vivido pelo talentoso Paulo Betti, vive para o trabalho e nunca se preocupou com os filhos. Os trata como um estorvo em sua vida. Também nunca foi adepto da honestidade, pois seus negócios prosperaram com a ajudinha de alguns desvios. Para culminar, aceitou que a esposa Cristiane (Regiane Alves) engravidasse por inseminação artificial e tratou o novo herdeiro com a mesma frieza que travava os dois outros filhos, Rodrigo (Rafael Cardoso) e Nanda (Maria Eduarda de Carvalho). Seu fiel escudeiro, Klebber (Tadeu di Pietro), é um bocó. Mas é importante destacar que as cenas protagonizadas pelos atores são muito divertidas.

Já Rodrigo, um dos protagonistas, é um homem sem atitude e covarde. No atual momento da trama, tem medo de contar sobre seus sentimentos e trai Manu com Ana. Mesmo depois de várias tentativas de Manuela, que insistiu para saber se o marido ainda sentia algo por sua irmã e não recebeu uma resposta honesta. O rapaz prefere desabafar com o tio, Lourenço (Leonardo Medeiro), e com ele confessa suas dúvidas e incertezas.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

No ar em quatro novelas, Rafael Cardoso domina a grade da Globo

 A Globo precisou apelar para as reprises em virtude da pandemia do novo coronavírus, que ainda está longe de acabar. Não só ela. Todos os canais estão reexibindo várias novelas enquanto as gravações das inéditas ainda não podem ser normalizadas. Mas ao menos a líder tinha um pouco de preocupação a respeito do desgaste da imagem dos atores, ainda que a regra tenha diminuído nos últimos anos por conta da não renovação de vários contratos de atores. Agora a missão ficou impossível e a maior prova é Rafael Cardoso. 


O ator está no ar em todas as novelas da Globo. A única exceção é "Malhação Sonhos", que não é considerada um folhetim e, sim, uma série de várias temporadas. Antes da interrupção das produções inéditas, Rafael estava em "Salve-se Quem Puder", no horário das 19h, na pele do dúbio Renzo. Após duas reprises ("Totalmente Demais" e "Haja Coração"), a emissora reprisou a trama de Daniel Ortiz desde o primeiro capítulo até entrar a parte final nesta segunda-feira (17/05), toda inédita, com 53 capítulos. 

Na faixa das seis, o intérprete está no ar com um de seus mais marcantes papéis: o Rodrigo, de "A Vida da Gente" (2011). Foi a primeira grande oportunidade de Rafael na Globo e soube aproveitar. Lícia Manzo escreveu muitas cenas dramáticas intensas e difíceis para um profissional mais limitado.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Passagem de tempo enaltece as qualidades de "A Vida da Gente"

A reprise de "A Vida da Gente" tem servido para ampliar o público de uma das melhores novelas já produzidas pela Globo. Lícia Manzo estreou como novelista em grande estilo e criou uma história que arrebata quem assiste através de dramas reais e de fácil identificação. Ainda ousou com um folhetim cujo protagonismo não é um par romântico e, sim, o amor de duas irmãs. A direção de Jayme Monjardim também capta toda a essência da autora, servindo como uma bela complementação. As qualidades da trama ficam ainda mais evidentes quando ocorre a passagem de tempo e Ana (Fernanda Vasconcellos) acorda do coma. 

A história tem a sua tão esperada passagem dos anos após 45 capítulos. Antes do fato acontecer, a novela apresenta uma clara diminuição de ritmo. Mesmo assim, ao contrário do que acontece com as fatídicas 'barrigas' (enrolações) da maioria das produções, não há diálogos avulsos ou cenas desnecessárias. Tudo que é mostrado tem um objetivo específico: estruturar o enredo. Tanto para mostrar o início da linda relação de amor entre Manuela (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso); quanto pelos demais acontecimentos envolvendo Vitória (Gisele Fróes), Marcos (Ângelo Antônio), Dora (Malu Galli), o estado de coma de Ana; o início do próspero negócio de Manu e Maria (Neusa Borges); o estreitamento das relações familiares; o cada vez maior distanciamento de Eva (Ana Beatriz Nogueira), enfim.

Lícia Manzo criou uma história tão linda e tocante que conquista facilmente o telespectador, e o 'mergulha' naquela gama de sentimentos em que os personagens estão envolvidos. Os atores também são grandes responsáveis por isso. Não há um só capítulo que não tenha ao menos uma cena que emocione. Na semana passada, houve a formação do casal Manu e Rodrigo.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Acidente de Ana e Manu foi a cena mais bem realizada de "A Vida da Gente"

 A reprise de "A Vida da Gente" tem sido um presente para o público. Com o perdão do clichê, a novela de Lícia Manzo é um primor e os pedidos para uma reexibição eram constantes. Desde o dia 1º de março que o telespectador tem acompanhado mais uma vez essa história tão envolvente. E nesta quarta-feira (17/03) foi ao ar a cena mais impactante da trama e uma das mais emblemáticas da teledramaturgia: o acidente de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manuela (Marjorie Estiano). 


Após uma avalanche emocional em virtude da obsessão de Eva (Ana Beatriz Nogueira) e Vitória (Gisele Fróes) pelo sucesso profissional de Ana, a personagem decide fugir com sua filha e a irmã aceita ir junto. O destino é a casa da avó, Iná (Nicette Bruno). Um sopro de felicidade e empolgação surge na vida das protagonistas depois de tantas brigas e conflitos familiares. E as duas contam com o apoio de Alice (Sthefany Britto), que empresta seu carro para a fuga. Há toda uma preparação para essa viagem que implica na natural torcida do público. Mas uma desgraça acontece. 

Na estrada para a Serra, as irmãs sofrem um acidente de carro. O capricho da cena impressiona. A direção da equipe de Jayme Monjardim deu uma verdadeira aula de como fazer um momento de pura ficção parecer muito real. O capotamento do veículo e o grito das personagens já seriam suficientes para marcar uma sequência como essa.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Reprise de "A Vida da Gente" é a oportunidade de ampliar público de uma das melhores novelas já produzidas

 Nesta segunda-feira (01/03), começou a ser reprisada "A Vida da Gente", folhetim que marcou a estreia de Lícia Manzo como novelista da Globo em 2011. E a autora não poderia ter estreado melhor. A novela é a terceira mais vendida da emissora no mercado internacional e um primor. O público já pedia a reprise nas redes sociais há muitos anos, mas nunca era atendido. Nem mesmo no Canal Viva. Porém, como as gravações de "Nos Tempos do Imperador", próxima trama das 18h, atrasaram por conta da pandemia do coronavírus, uma outra produção precisou ser colocada para substituir "Flor do Caribe" (2013). E finalmente o pedido dos telespectadores acabou aceito. 

A história tem uma veia dramática arrebatadora e poucos personagens, o que acaba conquistando quem assiste com mais rapidez. Vide o irretocável primeiro capítulo apenas com os protagonistas no núcleo central. É fácil se sentir integrante daquela família. Íntimo daquelas pessoas. O êxito da autora foi total. Tanto na condução da novela, quanto na escalação do elenco e na boa e intensa repercussão que teve há dez anos. O telespectador foi conquistado imediatamente pela história das irmãs que se amavam e tiveram a linda relação rompida após uma tragédia causada por conta de uma sucessão de desentendimentos familiares.

O trio protagonista era composto por Marjorie Estiano, Fernanda Vasconcellos e Rafael Cardoso, que eram Manuela, Ana e Rodrigo: o triângulo amoroso que despertou torcidas fanáticas e proporcionou inúmeras cenas marcantes ao longo da trama. Manu e Ana eram irmãs que se amavam e se respeitavam, apesar da mãe Eva (Ana Beatriz Nogueira), que não escondia sua predileção por Ana e seu imenso desprezo

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Tudo sobre a coletiva online da reprise de "A Vida da Gente"

 A Globo promoveu nesta sexta-feira (19/02) uma coletiva online sobre a reprise de "A Vida da Gente", novela primorosa de Lícia Manzo, exibida em 2011, e a terceira mais vendida da Globo, que reestreia dia 1º de março. O diretor Jayme Monjardim não conseguiu participar, mas fez questão de deixar um recado carinhoso a todos. Estiveram na entrevista Marjorie Estiano, Fernanda Vasconcellos, Alice Wegmann, Paulo Betti, Gisele Fróes e a autora. Foi um bate-papo delicioso e com muitas boas lembranças. Fui um dos convidados e conto um pouco como foi neste texto. 

"Sempre fui uma menina de observar o ambiente e observar o subjetivo. Vendo hoje em dia as pessoas com dificuldade de ficar em casa e pensar no coletivo tem muito disso. A novela, mais do que o fato do coma da Ana (Fernanda Vasconcellos), mostra a repercussão do fato em volta das pessoas. As pessoas sempre procuram entender seus sentimentos sobre o que está acontecendo. E a novela faz esse convite a reflexão. E a cena que mais me marcou foi a da discussão das irmãs. Tinha oito páginas e lembro que não foi ensaiada. Acho que ali há um casamento muito bonito que mais busco e mais prezo, que o texto bota ressonância nos atores. Mas às vezes a gente investe tanto na palavra e a imagem é soberana", disse Lícia Manzo.

Ainda sobre as cenas que mais marcaram, Fernanda Vasconcellos concordou com a autora. "É também minha cena preferida. E lembro até hoje da minha mão suando e não sei se terei outra oportunidade de viver um texto desse. Com as irmãs às vezes se escutando, às vezes querendo se machucar. Depois de ter trabalhado em algo tão marcante é inevitável você não se frustrar com seus trabalhos posteriores. Parece que fica faltando algo.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Vários motivos para "A Vida da Gente", "Sangue Bom" e "Laços de Família" serem as próximas reprises da Globo

A Globo ainda não sabe o que fazer com a retomada das gravações das novelas. A única certeza é o adiamento de "Nos Tempos do Imperador", próxima trama das 18h, e "Um Lugar ao Sol", próximo folhetim das 21h, para 2021. E "Amor de Mãe" retornará apenas para fechar seu ciclo rapidamente em aproximadamente 25 capítulos (nem há mesmo muito mais história para contar), mas só ano que vem. Já no caso de "Salve-se Quem Puder", produção das 19h, a volta também ficou para 2021. Portanto, uma nova leva de reprises será escolhida pela emissora até a vida voltar ao normal (é o que todos torcem) ano que vem. E agora listo os vários motivos para que "A Vida da Gente", "Sangue Bom" e "Laços de Família" sejam as selecionadas.


A emissora tem cogitado, segundo alguns sites, a fraca e sonolenta "Flor do Caribe" (2013), de Walther Negrão, para substituir "Novo Mundo" (2017). Protagonizada por Henri Castelli e Grazi Massafera, com Igor Rockli de grande vilão, a trama teve um bom começo, mas se perdeu pelo caminho em capítulos arrastados e dramas que não marcaram. Tanto que muitos nem se lembram do enredo. A audiência ficou dentro da média, mas nada de números muito elevados. Então, como os altos índices não vêm sendo considerados pela emissora para a próxima reprise das seis, o enredo de Lícia Manzo merece ser escolhida.

Em "A Vida da Gente", dirigida por Jayme Monjardim, a escritora arrebatou o público com a envolvente história de Ana (Fernanda Vasconcellos), Manu (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso). A novela não foi um imenso sucesso, mas teve grande repercussão. As duas eram irmãs e cúmplices, enquanto o rapaz era praticamente um irmão de criação, pois cresceu com as meninas.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Por que a Globo não valoriza Lícia Manzo?

O Brasil sempre teve grandes autores de novelas. Tanto que o folhetim virou uma das grandes marcas do país, sendo referência em vários lugares do mundo. A Globo exporta produções com grande facilidade e as histórias já foram traduzidas em diversos idiomas. Uma das receitas deste sucesso é a pluralidade do time dos escritores. Cada um tem características específicas, o que implica na identidade de sua obra. E, mesmo tendo escrito apenas duas novelas, pode-se afirmar que Lícia Manzo vem se destacando neste cenário da teledramaturgia. 



A autora (que também é atriz, diretora, produtora e roteirista) já colaborou em vários episódios do extinto "Sai de Baixo"(1996/2002), e escreveu, em parceria com colegas, uma temporada de "Malhação" (2003/2004) ---- justamente a de maior sucesso do seriado adolescente (conhecida como a fase da "Vagabanda"). Estreou como titular na linda série "Tudo Novo de Novo", em 2009, sendo supervisionada por Maria Adelaide Amaral. Mas foi em 2011 que Lícia se tornou mais conhecida do grande público em virtude da impecável "A Vida da Gente", sua primeira novela. Ela emocionou o telespectador com uma história extremamente delicada e dramática. E se ainda havia alguma dúvida do seu talento, a mesma foi aniquilada depois de quatro anos. Afinal, a escritora voltou a sensibilizar com a sensível "Sete Vidas", em 2015.

Não é qualquer autor que consegue retratar a alma humana tão bem quanto Lícia. Seu estilo lembra muito o de Manoel Carlos, uma vez que também costuma utilizar as situações cotidianas para desenvolver a história e seus personagens são quase todos de classe média. Outra semelhança é a ausência de núcleo cômico, focando somente nos dramas.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O talento de Ana Beatriz Nogueira

Ela é uma grande atriz e merece cada elogio que recebe. Ana Beatriz Nogueira engrandece qualquer elenco com sua presença e a intérprete viveu algo peculiar este ano durante duas semanas ---- a última de julho e a primeira de agosto, mais especificamente. Ela simplesmente apareceu em três novelas (todas da Globo), exibidas praticamente em sequência  ----- "Caminho das Índias", "O Rei do Gado" (reprisadas no "Vale a Pena Ver de Novo") e "Além do Tempo" (inédita). E esse fato nada comum apenas ressaltou o que sempre esteve evidente: o seu talento.


Não importa a característica da personagem, uma coisa é certa: a atriz interpretará o papel com total entrega. Em 1996, ano que começou o sucesso "O Rei do Gado", Ana viveu a batalhadora Jacira, mulher sofrida, casada com o sem-terra Regino (Jackson Antunes). A esposa era companheira de jornada do marido idealista, mas sentia falta da quietude de uma casa para poder criar o filho com tranquilidade. Apesar do papel não ter sido muito grande, a intérprete deu um show de emoção; e vale lembrar que, na época, sua última importante participação em uma produção teledramatúrgica havia sido na minissérie "As Noivas de Copacabana" (1992), onde brilhou como Fátima, única vítima sobrevivente do temido serial killer Donato Menezes (Miguel Falabella).

A reprise do folhetim de Benedito Ruy Barbosa chegou ao fim na primeira sexta de agosto (07/08), encerrando este momento de 'tripla' aparição de Ana Beatriz Nogueira. E em "Caminho das Índias" (2009), que agora entrou definitivamente no horário da novela anterior, a atriz viveu a fútil Ilana. A personagem era uma perua arrogante que educava pessimamente o filho playboy (Zeca - Duda Nagle) ao lado do seu marido César (Antônio Calloni), tão irresponsável quanto.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Com "A Vida da Gente" e "Sete Vidas", Lícia Manzo comprovou que sabe retratar com maestria a alma humana

O Brasil sempre teve grandes autores de novelas. Tanto que o folhetim virou uma das grandes marcas do país, sendo referência em vários lugares do mundo. A Globo exporta produções com grande facilidade e as histórias já foram traduzidas em diversos idiomas. Uma das receitas deste sucesso é a pluralidade do time dos escritores. Cada um tem características específicas, o que implica na identidade de sua obra. E, mesmo tendo escrito apenas duas novelas, pode-se afirmar que Lícia Manzo vem se destacando neste cenário da teledramaturgia.


A autora (que também é atriz, diretora, produtora e roteirista) já colaborou em vários episódios do extinto "Sai de Baixo", escreveu, em parceria com colegas, uma temporada de "Malhação" (2003/2004) e estreou como titular na linda série "Tudo Novo de Novo", em 2009, sendo supervisionada por Maria Adelaide Amaral. Mas foi em 2011 que Lícia se tornou mais conhecida do grande público em virtude da impecável "A Vida da Gente", sua primeira novela. Ela emocionou o telespectador com uma história extremamente delicada e dramática. E se ainda havia alguma dúvida do seu talento, a mesma foi aniquilada depois de quatro anos. Afinal, a escritora voltou a sensibilizar com a linda "Sete Vidas", terminada recentemente (primeira semana de julho).

Não é qualquer autor que consegue retratar a alma humana tão bem quanto Lícia. Seu estilo lembra muito o de Manoel Carlos, uma vez que também costuma utilizar as situações cotidianas para desenvolver a história e seus personagens são quase todos de classe média. Outra semelhança é a ausência de núcleo cômico, focando somente nos dramas. Porém, a autora tem uma sensibilidade maior para a abordagem das relações.

terça-feira, 23 de junho de 2015

"Sete Vidas" e "Verdades Secretas" comprovam o êxito do entrosamento entre autor e diretor

O entrosamento do autor com o diretor da sua novela é de vital importância para que a mesma funcione a contento. Qualquer tipo de divergência (ou métodos de trabalhos que não se complementam) já provoca um efeito imediato no resultado final, prejudicando o conjunto. Em compensação, quando há uma sintonia perfeita, onde um auxilia o trabalho do outro, a novela dificilmente enfrenta problemas. Pois este é o caso de "Sete Vidas" e "Verdades Secretas", exibidas atualmente na Globo.


As duas novelas evidenciam o êxito de uma boa parceria, onde autor e diretor se conhecem e confiam no trabalho um do outro. Para que isso ocorra, aliás, é (na maioria das vezes) preciso que este 'casamento' se perdure. Ou seja, que a dupla dê prosseguimento a uma parceria bem-sucedida. E foi exatamente o que aconteceu em ambos os casos. Lícia Manzo, Jayme Monjardim, Walcyr Carrasco e Mauro Mendonça Filho são responsáveis por dois folhetins repletos de qualidades e as duplas já fizeram outros trabalhos juntos. 

Lícia e Jayme produziram a impecável "A Vida da Gente" (2011) e a novela das seis entrou para a lista de melhores já exibidas no horário, sendo uma das mais vendidas da Globo. A história protagonizada por Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano) emocionou o público e a harmonia entre autora e diretor pôde ser sentida do primeiro ao último capítulo.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Há dois anos estreava "A Vida da Gente", a emocionante novela das seis de Lícia Manzo

Em 26 de setembro de 2011, estreava "A Vida da Gente", novela das seis que até hoje é lembrada pelos telespectadores que se envolveram com a emocionante e linda história escrita por Lícia Manzo; que também estava começando uma nova empreitada em sua carreira: a de ser autora principal de um folhetim.


E apesar dos baixos números de audiência (22 pontos de média geral --- um a mais que a recente "Flor do Caribe"), a trama pôde ser considerada um grande êxito. Tanto na condução da novela, quanto na escalação do elenco e na boa e intensa repercussão que teve. O telespectador foi conquistado imediatamente pela história das irmãs que se amavam e tiveram a linda relação rompida após uma tragédia causada depois de uma sucessão de desentendimentos familiares.

O trio protagonista era composto por Marjorie Estiano, Fernanda Vasconcellos e Rafael Cardoso, que eram Manuela, Ana e Rodrigo: o triângulo amoroso que despertou torcidas fanáticas e proporcionou inúmeras cenas marcantes ao longo da trama. Manu e Ana eram irmãs que se amavam e se respeitavam, apesar da mãe Eva (Ana Beatriz Nogueira), que não escondia sua predileção por Ana e seu imenso desprezo