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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Após início problemático, "Deus Salve o Rei" chega ao fim de forma digna

O objetivo da Globo era claro: investir pesado na divulgação de uma novela medieval e proporcionar todo o capricho que uma produção deste porte necessitava. A emissora pelo menos cumpriu a sua parte. Nunca se viu uma divulgação tão intensiva quanto a de "Deus Salve o Rei". A trama das sete teve uma forte campanha e até a criação de um fã-clube da produção foi elaborada para interações nas redes sociais, visitas aos estúdios e participações em conversas ao vivo na internet diretamente dos Estúdios Globo. A escalação de atrizes com forte apelo entre os adolescentes como protagonistas foi claramente intencional e gerou repercussão. A qualidade dos cenários e figurinos também impressionou. Todavia, o mais importante, a história foi o maior obstáculo.


O estreante Daniel Adjafre, após um período na função de colaborador, enfrentou dificuldades no desenvolvimento de seu primeiro enredo como autor principal. A lentidão da narrativa afastou o público e o telespectador podia se dar ao luxo de acompanhar a produção a cada quinze dias que não perdia nada de relevante. Isso porque a limitação da história ficou evidente nos meses iniciais. O conflito em torno do rompimento do acordo entre os reinos de Artena e Montemor, unidos anteriormente por uma troca de interesses, demorou demais para acontecer e a vilã Catarina (Bruna Marquezine) ficou um longo tempo apenas planejando seus passos, sem agir. 

Já o romance entre o rei Afonso (Rômulo Estrela) e a plebeia Amália (Marina Ruy Barbosa) encantou no começo em virtude da incontestável química entre os atores. Porém, acabou cansando pela ausência de maiores obstáculos. É inevitável: casal que fica muito tempo feliz perde destaque ou relevância. Os dois viviam bem em quase todos os momentos e o motivo da primeira separação expôs a fragilidade do roteiro.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Briga de Catarina e Amália destaca atrizes em "Deus Salve o Rei"

A melhora de "Deus Salve o Rei" é evidente desde que Afonso (Rômulo Estrela) assumiu o trono de Montemor. Mais dinâmica e com conflitos bem amarrados, a novela de Daniel Adjafre deixou para trás o período de marasmo, expondo a intervenção acertada de Ricardo Linhares. E nesta quinta-feira (07/06), a trama, dirigida por Fabrício Mamberti, exibiu a aguardada briga de Catarina (Bruna Marquezine) e Amália (Marina Ruy Barbosa).


Após um longo tempo de troca de ironias e provocações, as rivais finalmente partiram para o confronto direto. Afonso não conseguiu um empréstimo de Conselho de Cália porque os reis não aceitam seu casamento com uma plebeia e exigem que a majestade se case com Catarina. Como Montemor sofre uma grave crise financeira, o rapaz chegou a considerar essa possibilidade, mas Amália flagrou sua dúvida no exato momento em que conversava com seu conselheiro. Foi o bastante para dar um basta naquela situação, expulsando a rival do castelo.

No entanto, ao segurar Catarina pelo braço e arrastá-la para fora do palácio, diante do povo, a mocinha deu toda a munição que a vilã precisava. A rainha de Artena bancou a vítima e não revidou os ataques de Amália. Ainda fez questão de provocá-la em voz baixa, dizendo que Afonso seria dela, implicando em uma bofetada da inimiga, que partiu para cima a enchendo de tapas e puxões. Um barraco que mancharia a imagem de qualquer reino.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Volta de Afonso promove ótima e aguardada virada em "Deus Salve o Rei"

A atual novela das sete da Globo tem claros problemas de desenvolvimento e a ausência de maiores conflitos sempre foi o principal ponto negativo da trama de Daniel Adjafre, dirigida por Fabrício Mamberti. Porém, é uma injustiça classificá-la como uma novela ruim. Não é. Sempre teve potencial para deslanchar e prender o telespectador com bons desdobramentos. Infelizmente, demorou bastante para apresentar uma boa virada, mas ela veio na última semana, rendendo ótimas cenas e despertando curiosidade em torno dos próximos acontecimentos.


A escolha do centésimo capítulo para apresentar a maior reviravolta do roteiro até agora foi apropriada, iniciando a retomada de poder de Afonso (Rômulo Estrela), após um longo (e arrastado) período vivendo como um plebeu ao lado de Amália (Marina Ruy Barbosa). O mocinho, na verdade, é o grande culpado por toda a desgraça que Montemor tem vivido por ter abdicado do trono pela mocinha, que também tem sua parcela de culpa, uma vez que não aguentou nem 24 horas dentro do castelo, preferindo voltar para sua vida de pobre. Esse mote, inclusive, foi um dos graves equívocos do roteiro, transformando os mocinhos em dois egoístas. Entretanto, a retirada do incompetente Rodolfo (Johnny Massaro) do poder era a única saída para consertar a bobagem feita pelo protagonista.

Afonso tentou retirar o irmão do trono antes, mas o plano não funcionou, resultando em sua prisão em uma padreira distante. Enquanto isso, Amália e Levi (Thobias Carrieres) eram feitos de refém por Virgílio (Ricardo Pereira), que também tentava "protegê-la" da ira de Catarina (Bruna Marquezine), cujo objetivo sempre foi matá-la para ficar com Afonso assim que ele destituísse seu atual marido. Todos esses novelos finalmente começaram a ser desmembrados, tirando o enredo do marasmo que se encontrava.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

De um capricho impressionante, "Deus Salve o Rei" tem belíssima estreia

"Desde sempre, uma escolha diz o que você vai ser e o que vai viver. Uma escolha diz o que você terá e o que não terá. Uma escolha diz o que virá para o seu destino e para o seu reino. Desde sempre, você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você". Baseada nesta premissa ---- narrada em um criativo teaser mesclando várias épocas ----, "Deus Salve o Rei" estreou nesta terça-feira (09/01), substituindo o sucesso "Pega Pega", após uma intensa divulgação da Globo através de inúmeras chamadas e ações em mídias sociais sobre a nova produção das sete.


A novela é escrita pelo estreante Daniel Adjafre (em seu primeiro folhetim como autor titular, após vários trabalhos como colaborador na televisão e filmes em seu currículo) e dirigida por Fabrício Mamberti, idealizadores do ousado projeto, que quebra uma longa sequência de enredos contemporâneos em uma faixa quase sempre destinada a comédias leves. A última produção de época das 19h foi a fracassada "Bang Bang", em 2005, que não deixou boas lembranças para a Globo. Talvez por isso mesmo a emissora tenha investido tanto em divulgação na nova empreitada, fazendo de tudo para o grande público ser conquistado pela história medieval.

Tanto que pela primeira vez várias ações com fãs foram realizadas, cerca de três meses antes da estreia, já com o intuito de promover o enredo e apresentar a sinopse, além dos trabalhos gráficos em torno dos efeitos especiais e afins. Outro evento inédito foi a pré-estreia de "Deus Salve o Rei" em vários cinemas ao redor do país, realizada na segunda-feira, dia 8, e exibida para convidados especiais.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

"Deus Salve o Rei": o que esperar da próxima novela das sete?

A missão da próxima novela das sete da Globo é difícil porque manter os elevados índices de audiência de "Pega Pega" é quase impossível. Isso porque a trama que está chegando ao fim é um caso atípico. Superou as nove produções antecessoras, obtendo uma média que não era vista desde o fenômeno "Cheias de Charme", em 2012 ---- ainda que a repercussão seja nula e a história de Cláudia Souto não faça jus a esses números. Mas, se conseguir ao menos não derrubar em mais de dois pontos já é um mérito. E a proposta do novo folhetim é ousada para a faixa.


Ao contrário da atual produção, que aposta em tudo o que o horário das sete costuma ter, o enredo de Daniel Adjafre (que estreia como autor solo) é medieval, abordando reinos e romances entre plebeus e nobres. Apresentar uma novela de época nessa faixa é incomum e a última tentativa fracassou (vide o fiasco de "Bang Bang" em 2005). Entretanto, o capricho de "Deus Salve o Rei" é impressionante e as chamadas ---- assim como o clipe que pode ser visto aqui ---- prometem uma história clássica, repleta de cenas de ação e efeitos especiais. A música tema da trama também conquista facilmente através da voz doce de Aurora, cantando "Scarborouch Fair".

A premissa se baseia no acordo entre os fictícios reinos de Artena e Montemor. O primeiro é rico em água e o segundo em minério de ferro. Em troca do fornecimento de água de Artena, Montemor oferece minério. Tudo segue em paz por anos, mas o acordo acaba abalado com a morte de Crisélia (Rosamaria Murtinho), rainha de Montemor, avó de Afonso (Romulo Estrela). O íntegro rei Augusto (Marco Nanini), pai da maquiavélica Catarina (Bruna Marquezine), tentará manter a paz, mas a filha será o maior empecilho.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

"Deus Salve o Rei": visita aos Estúdios Globo

Em janeiro de 2018, a Globo vai estrear uma novela medieval em pleno horário das sete, após uma longa sequência de tramas contemporâneas na faixa. Para apresentar o trabalho da equipe de caracterização e produção de arte, a emissora me convidou (juntamente com outros blogueiros e alguns fãs) para conhecer a cidade cenográfica nos Estúdios Globo (antigo Projac) e o processo de criação desse novo produto ---- na página do blog no Facebook há 113 fotos disponíveis.


Como se nota, a antecipação é grande. A emissora vem se organizando cada vez mais no processo de produção das novelas e quanto mais trabalhoso é um folhetim, mais cedo ele começa a ser preparado. Como se trata de um enredo de época e rico em detalhes, a construção da cidade cenográfica começou em março desse ano, logo depois da aprovação da sinopse de Daniel Adjafre, que estreia sua primeira trama como autor solo, após anos colaborando com outros escritores.

Alguns integrantes da equipe de Mídias Sociais da Globo apresentaram para os convidados o logo da novela e exibiram um vídeo expondo o trabalho dos diretores, cenógrafos e todos os envolvidos na produção da trama, incluindo o autor, em cima da elaboração desse desafio. Sim, a palavra 'desafio' foi repetida inúmeras vezes por eles.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

"Nada Será Como Antes" se mostra uma caprichada série sobre a história da televisão

"Justiça" saiu do ar como uma das melhores produções do ano, deixando uma marca na teledramaturgia. Não há substituta para a trama na grade da Globo, pois não haverá mais minisséries até o final do ano. Entretanto, a emissora estreou na semana passada (27/09) "Nada Será Como Antes", nova série que passa a ocupar a faixa das terças ---- quando era exibida a trama da Fátima (Adriana Esteves) ----, logo após a novela das nove. Serão 12 episódios, tendo a direção de José Luiz Villamarim em parceria com Walter Carvalho, a mesma dupla bem-sucedida responsável pela produção recém-terminada (além das primorosas "O Canto da Sereia", "Amores Roubados" e "O Rebu").


Escrita por Guel Arraes, João Falcão e Jorge Furtado, a trama é inspirada na chegada da televisão ao Brasil, tendo todas as licenças poéticas necessárias para contar essa história. A tevê chegou ao país em 1950, trazida por Assis Chateaubriand, e a figura de ambicioso empreendedor na ficção é representada por Murilo Benício, que interpreta o sonhador Saulo --- dono da Rádio Guanabara. O personagem começa no passado, na década de 40 (era do rádio e auge das rádio-novelas), se encantando pela voz de Verônica (Débora Falabella), uma dedicada radioatriz que mora no interior. Ele a procura, propõe emprego, e não demora para os dois iniciarem um relacionamento. A química dos talentosos atores (que namoram na vida real) serviu para destacar o par logo no início, fazendo por merecer o protagonismo.

Após uma passagem de dez anos, o casal começa a enfrentar um drama típico dos folhetins: ambos querem um filho, mas ele acaba descobrindo em um exame que é estéril. Para não decepcioná-la, Saulo inventa que não a ama mais e pede a separação. A situação é um pouco controversa, pois seria bem mais plausível o apaixonado homem ter contado simplesmente a verdade.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Esdrúxula e com trama sem fôlego, "I love Paraisópolis" chega ao fim como uma grande decepção

Foram praticamente seis meses no ar. Iniciada em maio e encerrada em novembro, nesta sexta-feira (06/11), "I love Paraisópolis" foi uma produção que obteve um retorno interessante da audiência, mas se mostrou um folhetim limitado e decepcionante. Escrita por Alcides Nogueira e Mário Teixeira, a novela, dirigida por Wolf Maya, chegou ao fim completamente desgastada e sem nada de atrativo para apresentar ao telespectador, após longos meses de história estagnada. A reta final, inclusive, foi arrastada, repleta de situações esdrúxulas, e só evidenciou a fragilidade do enredo.


O início foi bastante promissor e parecia que as aventuras de Mari (Bruna Marquezine) e Danda (Tatá Werneck) despertariam interesse. A dupla mostrou um ótimo entrosamento e as duas primeiras semanas foram voltadas para a atrativa viagem que a dupla fez para Nova York, com direito a belas imagens e ótimas cenas. O romance da mocinha com Benjamin (Maurício Destri) se mostrou acertado e a vilania de Grego (Caio Castro) prometia movimentar o enredo, assim como a de Soraya (Letícia Spiller). Entretanto, essa impressão não ficou por muito tempo, infelizmente.

À medida que os núcleos paralelos foram sendo 'apresentados', a trama central ia se diluindo, até se perder por completo, se mostrando rasa e sem estruturação. A história ficou focada no quarteto composto por Mari, Benjamin, Grego e Margot (Maria Casadevall), andando em círculos e deixando, por exemplo, a Danda (teoricamente uma das protagonistas) de lado.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Excesso de esquetes e ausência de histórias expõem as limitações de "I love Paraisópolis"

Falta pouco menos de um mês para o fim de "I love Paraisópolis". E a novela de Alcides Nogueira e Mário Teixeira, dirigida por Wolf Maya, tem se mostrado completamente perdida em seus próprios equívocos. A trama foi muito atrativa nas duas primeiras semanas, mas, desde então, vem decaindo cada vez mais, expondo todas as suas limitações, tanto na ausência de histórias, quanto no excesso de personagens e esquetes.


As situações recentes têm apenas mostrado o que já tinha ficado claro há alguns meses: o folhetim é composto por várias cenas soltas e quase sempre repetitivas, enquanto o enredo central exibe claras limitações e não desperta interesse. Nem mesmo a volta de Dom Pepino (Lima Duarte) provocou algo atrativo na novela, até porque o mafioso tem o mesmo objetivo de Gabo (Henri Castelli) e Soraya (Letícia Spiller), dois vilões que pouco fizeram.

Aliás, a pouca relevância do casal de canalhas para o andamento da história implicou na súbita transformação de Alceste (Pathy Dejesus, acima do tom), braço direito do todo poderoso Dom Pepino. A personagem estava, entre tantos outros, solta na história e virou uma mulher desequilibrada emocionalmente, que acabou sequestrando o filho de Benjamin (Maurício Destri) e Margot (Maria Casadevall), provocando uma saga em busca do bebê.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

"I love Paraisópolis" peca por excesso de personagens e trama que não sai do lugar

A atual novela das sete estreou em maio e desde então tem sido motivo de alegria para a Globo. A trama de Alcides Nogueira e Mário Teixeira conseguiu elevar ainda mais os índices da bem-sucedida "Alto Astral" e até agora tem mantido uma média geral em torno dos 24 pontos, que é um número bastante significativo. E a novela é muito bem produzida, apresentando ainda várias características que o horário costuma exigir, como o humor escrachado, por exemplo. Entretanto, "I love Paraisópolis" tem pecado em alguns pontos que acabam afetando a trama como um todo.


Com mais de dois meses no ar, o enredo central ainda não disse a que veio. Talvez o maior erro dos autores tenha sido exibir a viagem de Mari (Bruna Marquezine) e Danda (Tatá Werneck) a Nova York logo na primeira semana. A boa sintonia entre personagens pôde ser vista e elas formaram uma ótima dupla. Parecia que as irmãs de coração protagonizariam vários momentos cômicos e dramáticos. Porém, não demorou muito para que se afastassem em virtude dos acontecimentos da novela. Embora seja 'vendida' como coprotagonista, Danda está avulsa na história e Mari tem ficado entre cansativas idas e vindas com Benjamin (Maurício Destri).

A mocinha até agora tem como seu maior conflito a sua indecisão a respeito da sua relação, que aumentou ainda mais depois que Margot (Maria Casadevall) engravidou do mauricinho. São idas e vindas constantes. Grego (Caio Castro) completa este imbróglio amoroso e segue apaixonado por Mari e brigando com Benjamin. O traficante, aliás, foi envenenado pela mãe de Benjamin e ainda sofreu um atentado, implicando em um afastamento de Paraisópolis.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Quadrilátero amoroso norteia início de "I love Paraisópolis" com Grego, Mari, Benjamin e Margot

A nova novela das sete da Globo está há pouco mais de um mês no ar e tem rendido bons índices de audiência para a emissora (em torno de 23/25 pontos). "I love Paraisópolis", até então, tem focado no quadrilátero amoroso protagonizado por Grego (Caio Castro), Mari (Bruna Marquezine), Benjamin (Maurício Destri) e Margot (Maria Casadevall). As idas e vindas destes casais (ou quase casais) estão norteando o enredo da história de Alcides Nogueira e Mário Teixeira neste início.


As duas primeiras semanas da novela foram voltadas para as aventuras de Mari e Danda (Tatá Werneck), que foram parar em Nova York em busca de uma melhor condição de vida. Todas as cenas envolvendo as personagens foram ótimas e a cumplicidade das atrizes fez toda a diferença para o positivo resultado da saga das duas amigas/irmãs. Ainda houve uma luxuosa participação de Lima Duarte vivendo uma espécie de poderoso chefão. Foi, sem dúvida, um começo promissor.

Mas desde que a dupla retornou de viagem, a novela passou a ficar centrada nos dilemas sentimentais de Grego, Mari, Benjamin e Margot. A química entre Bruna Marquezine e Maurício Destri ficou evidente logo na primeira cena deles juntos, no elevador, onde os mocinhos se beijaram pela primeira vez.

terça-feira, 12 de maio de 2015

"I love Paraisópolis" investe no exagero e na história clássica para atrair o público

Após a bem sucedida "Alto Astral", que conquistou o telespectador com uma trama despretensiosa (mesclando espiritismo com comédia romântica e utilizando vários clichês), o horário das sete da Globo agora passa a contar uma história cujo foco central é uma das maiores favelas de São Paulo. "I love Paraisópolis" estreou nesta segunda (11/05) com a missão de manter os bons índices conquistados pela novela anterior e, ao que tudo indica, também apostará no folhetim clássico para agradar o telespectador, investindo bastante nas tintas fortes.


Os autores Alcides Nogueira e Mário Teixeira abordam neste novo trabalho o tradicional embate dos ricos contra os pobres e vice-versa. A comunidade de Paraisópolis ---- que fica perto do bairro de classe média alta do Morumbi ---- será o principal ponto de conflito e é lá que moram as protagonistas: Marizete (Bruna Marquezine) e Danda (Tatá Werneck). Mari foi criada pela família da amiga-irmã depois que sua mãe morreu no parto, uma vez que Eva (Soraya Ravenle) nutria uma grande amizade pela falecida. Ela e Jurandir (Alexandre Borges) são pais de Pandora (apelidada de Danda) e sempre trataram as duas com o mesmo carinho.

Já o mocinho é Benjamin (Maurício Destri), um rapaz rico e premiado arquiteto, morador do Morumbi, que volta de Nova York com o objetivo de realizar o seu projeto de reurbanizar Paraisópolis. Porém, sua ambiciosa mãe ---- Soraya (Letícia Spiller), casada com o inescrupuloso Gabo (Henri Castelli), irmão do seu falecido marido ---- não aceita a ideia do filho e tem um verdadeiro horror ao lugar.

terça-feira, 5 de maio de 2015

"I love Paraisópolis": o que esperar da próxima novela das sete?

A missão de "Alto Astral" era elevar os índices preocupantes do horário das sete, após o retumbante fracasso de "Geração Brasil", que obteve a pior média da faixa. E, contrariando todas as expectativas, o estreante autor Daniel Ortiz conseguiu cumprir o objetivo. Agora, a próxima novela das sete precisará manter os bons índices ou aumentá-los. Esta é a responsabilidade de "I Love Paraisópolis" ---- cujo clipe você pode ver aqui.


Escrita por Alcides Nogueira (responsável pelos ótimos remakes "Ciranda de Pedra" e "O Astro, citando apenas alguns de seus trabalhos) e Mário Teixeira, a novela terá a favela de Paraisópolis ---- que fica a poucos metros do luxuoso bairro do Morumbi, em São Paulo ---- como cenário principal. A mocinha Mari, vivida por Bruna Marquezine, mora na comunidade e é irmã de criação de Danda (Tatá Werneck).

As duas vivem juntas porque os pais de Danda ---- Eva (Soraya Ravenle) e Jurandir (Alexandre Borges) ---- criaram Mari, depois que a mãe da menina (grande amiga de Eva)  morreu no parto. As duas têm uma relação de amizade muito forte e sonham com uma vida melhor.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Helena X Luiza: um dos poucos conflitos que tiram "Em Família" do marasmo

Manoel Carlos sempre gostou de retratar conflitos entre mães e filhas em suas novelas. E este tipo de drama sempre rende boas cenas para as atrizes e também para o público que acompanha os embates. Atualmente, em "Em Família", um dos poucos acontecimentos relevantes da trama é justamente o conflito envolvendo Helena (Júlia Lemmertz) e Luiza (Bruna Marquezine) por causa de Laerte (Gabriel Braga Nunes).


Luiza acabou se apaixonando por Laerte, o homem que era antigo amor de infância de sua mãe e que desgraçou a vida da família há 20 anos. Em um surto de ciúmes, o rapaz na época acabou tendo uma briga feia com Virgílio (Humberto Martins) e, após o embate violento, enterrou seu rival vivo, que só se salvou graças ao cachorro Federal, que o encontrou horas depois. A situação trágica foi o único grande acontecimento da novela e marcou a segunda fase.

Obviamente, a gravidade deste crime (que acabou ocasionando a prisão de Laerte e um infarto fulminante do pai de Helena) impede que haja qualquer tipo de aceitação do público para com a relação amorosa de Luiza e Laerte. Portanto, a imensa rejeição que este casal sofre não chega a ser nada surpreendente.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Reviravolta na segunda fase inicia história e movimenta "Em Família"

Após um começo lento e com baixa audiência, "Em Família" sofreu algumas intervenções da Globo. A emissora editou os capítulos e acelerou a história. Portanto, a grande virada da segunda fase da trama de Manoel Carlos, que só iria ao ar no fim dessa semana, começou a ser exibida na sexta-feira passada (07/02). E as cenas que representaram essa reviravolta no núcleo central foram muito bem realizadas.


A sequência em que Laerte (Guilherme Leicam) tem uma briga feia com Virgílio (Nando Rodrigues) foi primorosa e muito realista. O filho de Selma (Camila Raffanti) sempre teve um ciúme doentio de Helena e acabou expondo toda a sua agressividade depois que o 'amigo' o criticou após sua despedida de solteiro. Eles se enfrentaram e o rapaz enfiou uma espora no rosto do filho de Maria (Cyria Coentro), que acabou caindo e batendo com a cabeça.

Pensando que tinha matado Virgílio, Laerte carregou o corpo até um matagal e enterrou. As cenas transbordaram tensão e o capítulo prendeu a atenção de quem assistia. Maneco surpreendeu e mostrou que também sabe escrever sequências de pura adrenalina. Porém, os momentos posteriores  a essa tentativa de assassinato conseguiram ser ainda melhores. Linda a sequência do cachorro (Federal)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Dividida em três fases, "Em Família" estreia com ritmo morno e focada no triângulo central

Nessa segunda-feira (03/02), estreou a última novela de Manoel Carlos. Dirigida por Jayme Monjardim, "Em Família" terá a missão de manter os índices de "Amor à Vida" ou aumentá-los ---- tarefa nada fácil, afinal, o atual momento da Globo não é muito favorável, uma vez que "Malhação", "Joia Rara" e "Além do Horizonte" amargam uma péssima audiência. Mas deixando os números do Ibope de lado e focando na história, já foi possível observar a principal característica do autor logo no começo da obra: os dramas familiares.


Dividida em três fases, a trama é iniciada na década de 80, com o nascimento de Helena ---- a primeira cena foi, inclusive, o batizado. O capítulo foi apresentando os conflitos e as rusgas entre as famílias do núcleo central, cujos atores eram, em sua maioria, desconhecidos do grande público. Porém, o time não comprometeu. Mas a primeira fase pecou no ritmo, que foi arrastado e sonolento. A protagonista foi vivida pela promissora Julia Dalavia, enquanto que Laerte e Virgílio foram interpretados por Eike Duarte e Arthur Aguiar.

A melhor cena desse início foi o afogamento de Helena, graças ao talento de Giovana Rispoli, intérprete da quase-vilã Shirley. O olhar frio e o riso debochado da menina, enquanto via a amiga se afogar sem fazer nada para ajudar, foram assustadores. Entretanto, as demais cenas cansaram e foram entediantes.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

"Em Família": o que esperar da próxima novela das nove?

A última novela de Manoel Carlos estreia na próxima segunda-feira, dia 3 de fevereiro. Embora o autor tenha falado em outras ocasiões que se dedicaria exclusivamente às minisséries, agora realmente parece que "Em Família" será seu último trabalho de longa duração. E pelo o que tem sido visto nas chamadas e no clipe de 18 minutos divulgado na internet (clique aqui para assistir), Maneco escreveu uma promissora história.


Sua trama terá três fases e o triângulo amoroso central tem tudo para despertar torcidas fervorosas e envolver o telespectador. Helena, Laerte e Virgílio ---- Bruna Marquezine, Guilherme Leicam e Fernando Rodrigues interpretam os personagens na segunda fase ---- vivem um amor de infância, mas a protagonista gosta de manipular os dois, que a amam e disputam sua atenção. Porém, Laerte vai se mostrando um sujeito cada vez mais perturbado e ciumento, o que acaba provocando uma tragédia: ele briga feio com Virgílio e quase o mata. O escândalo provoca uma reviravolta no núcleo central e marca a vida das famílias.

Essa forte história promete bons momentos e intensas interpretações. Manoel Carlos sabe como ninguém tratar dessas brigas familiares de forma competente e, ao que tudo indica, soube criar um contexto que provoca muitos conflitos. Além da trama principal, o que tem chamado atenção é o núcleo

domingo, 15 de setembro de 2013

Merecida vitória de Carol Castro fecha a décima edição da "Dança dos Famosos" com chave de ouro

A décima edição da "Dança dos Famosos" terminou nesse domingo (15/09), tendo Carol Castro como justa vencedora. O quadro mais uma vez demonstrou fôlego e contou com participantes que, em sua grande maioria, se entregaram ao desafio proposto, fazendo grandes apresentações no palco. Foram domingos com ótimas apresentações e rodadas bastante competitivas.


Inspirado no "Dancing With the Stars" (americano) e "Strickly Come Dancing" (britânico), o quadro ---- que já premiou Karina Bacchi (2005), Juliana Didone (2006), Robson Caetano (2006), Rodrigo Hilbert (2007), Christiane Torloni (2008), Paolla Oliveira (2009), Fernanda Souza (2010), Miguel Roncato (2011) e Rodrigo Simas (2012) ----- estreou em 2005 e até hoje faz sucesso. Tendo somente seis dias para ensaiar cada dança, os participantes precisam se esforçar e muito para fazer uma boa performance no palco. Nem todos conseguem. No caso dessa décima edição, Gustavo Lima e Ana Beatriz Barros foram os piores e, não por acaso, foram os primeiros a sair. Já Adriano Garib, Cacau Protásio e Daniel Boaventura começaram fracos, mas foram melhorando ao longo das rodadas.

Bia Seidl e Luana Piovani se saíram muito bem em todas as apresentações, porém, infelizmente, não tiveram sorte. Ambas se lesionaram e acabaram eliminadas. No caso de Luana, ainda houve uma grande injustiça quando os jurados a mandaram para a repescagem, mesmo após uma excelente coreografia feita

terça-feira, 23 de abril de 2013

Lurdinha e Maria Vanúbia: enquanto Bruna Marquezine não convence, Roberta Rodrigues se destaca em Salve Jorge

Deixando de lado as incoerências exibidas em "Salve Jorge" desde a sua estreia, é possível observar com mais calma os personagens da novela. E a trama contém dois tipos que apresentam perfis muito parecidos. São duas periguetes, moram no Complexo do Alemão, amam protagonizar um barraco, exageram nos trejeitos e falam alto o tempo todo. Claro que essas características são da dupla formada por Lurdinha e Maria Vanúbia, as musas do núcleo mais caricato da obra de Glória Perez. Entretanto, apesar das personagens serem muito semelhantes, há uma diferença gritante no desempenho das atrizes.


Enquanto Bruna Marquezine não consegue transmitir naturalidade com sua periguete, Roberta Rodrigues esbanja espontaneidade e se destaca em todas as cenas. Vanúbia é o retrato das periguetes das favelas cariocas e a atriz está sabendo conduzir a personagem muito bem. Ainda conseguiu despertar a simpatia do público. Já Lurdinha não teve a mesma sorte. Bruna não convence e fica claro que a atriz está tentando interpretar um tipo que nada tem a ver com ela, o que é péssimo para qualquer ator. O telespectador tem que enxergar o personagem e não o ator vivendo um papel fictício.

Após viver crianças boazinhas e, depois de crescida, algumas mocinhas românticas, Bruna Marquezine finalmente ganhou uma personagem diferente e que exigia dela uma nova entrega. Lurdinha é um tipo que qualquer atriz caracterizada por tipos meigos gostaria de interpretar. Porém, infelizmente, ainda não foi