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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Tudo sobre a coletiva online de "Reencarne", a nova série do Globoplay

 O Globoplay promoveu na segunda-feira retrasada, dia 20 a coletiva virtual de 'Reencarne', a nova série da plataforma de streaming, escrita por Juan Julian. Participaram os autores Juan Jullian, Amanda Jordão, Elisio Lopes Jr, o diretor Bruno Safadi e os atores Taumaturgo Ferreira, Julia Dalavia, Samantha Jones, Pedro Caetano, Simone Spoladore, Welket Bungué, Isabél Zuaa, Aretha Sadick, Enrique Diaz e Taís Araújo. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Juan Jullian explicou brevemente a série: "Reencarne é uma série de terror que acompanha a jornada da Sandra, que é a reencarnação do parceiro de Túlio, que foi preso acusado de matá-lo. Ela vem em busca de vingança. A série bebe da fonte do terror folclórico. Os lugares contam a história".

Amanda Jordão complementou: "É a nossa tentativa de falar de relações amorosas e da investigação de um crime tratando da identidade. É um tema atual e vamos retratar qual a máscara você veste. A morte sempre está a espreita e quem somos nós diante da morte. Quando a morte chegar que ela te encontre viva".

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Simone Spoladore é um dos destaques de "Éramos Seis"

Há papéis que naturalmente favorecem o ator. Uma heroína destemida, um vilão ou vilã com frases de efeito e uma certa caricatura, enfim, não falta exemplo. Porém, também existe aquele personagem que tem tudo para destruir um ator: a mocinha idiota, o vilão insosso, o coadjuvante apagado, entre outros. Por isso é preciso enaltecer o brilhante trabalho de Simone Spoladore em "Éramos Seis", remake produzido pela Globo na faixa das 18h, na pele de um perfil que é uma armadilha para qualquer intérprete.


Clotilde reúne todas as características que costumam irritar o público e causar uma grande rejeição: é passiva, chorona, submissa, deslocada, religiosa, triste, conformada e sem qualquer leveza. Não é exagero constatar que provoca até uma certa depressão em quem assiste. Ou seja, na pele de uma atriz inexperiente ou fraca seria um verdadeiro fiasco. Seria impossível comover ou despertar qualquer empatia no telespectador. Mas a escalação da autora Angela Chaves e do diretor Carlos Araújo se mostrou certeira.

É impressionante como Simone está irretocável no papel. A expressão de tristeza profunda da atriz é precisa e desperta pena. O olhar cabisbaixo, os ombros curvados, a fala suave, quase se desculpando por existir, são outros elementos que viraram a marca da irmã de Lola (Gloria Pires). A personagem sempre se viu deslocada no mundo.