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quarta-feira, 22 de abril de 2026

"BBB 26": a temporada que superou o fracasso anterior e devolveu intensidade, jogo e relevância ao reality

 Depois do fracassado "BBB 25", o "BBB 26" surge como um raro caso de reconstrução bem-sucedida dentro da franquia. A temporada não apenas corrigiu rumos evidentes da edição anterior, como também conseguiu elevar o nível do jogo em quase todas as suas estruturas, devolvendo ao público a sensação de imprevisibilidade, conflito real e participação ativa na narrativa.


Um dos maiores acertos foi a curadoria do elenco. A mistura entre Camarote, Pipoca e o chamado “Time Veterano” funcionou de forma mais orgânica do que em anos anteriores, evitando a separação artificial entre grupos e criando uma convivência naturalmente tensionada. A decisão de inserir Pipocas em casas de vidro antes da estreia televisiva também foi fundamental: além de ampliar o engajamento pré-programa, dividiu com o público parte da responsabilidade na formação do elenco, fortalecendo o sentimento de participação coletiva.

Mesmo os mecanismos mais polêmicos acabaram se provando eficazes. O chamado “Quarto Branco”, que desta vez se estendeu além do esperado e chegou a gerar questionamentos do Ministério Público, acabou se tornando um dos principais motores de mobilização da temporada ---- especialmente quando o público passou a exigir a entrada de quatro participantes em vez de apenas dois.

terça-feira, 21 de abril de 2026

Ana Paula Renault construiu sua vitória do primeiro ao último dia de "BBB 26"

 A vitória de Ana Paula Renault no "BBB 26" não foi apenas um resultado de popularidade — foi a conclusão inevitável de uma temporada moldada, conduzida e tensionada por ela do primeiro ao último dia. Raramente um reality show teve uma protagonista tão dominante em todas as frentes: narrativa, conflito, estratégia e, principalmente, engajamento do público. Ela entrou favorita e não perdeu o favoritismo em nenhum momento.


Desde a estreia, Ana entendeu algo que muitos participantes ignoram: o BBB não é um retiro confortável, é um jogo de exposição e movimento. Enquanto parte do elenco parecia disposta a viver num “resort all inclusive”, ela fez o oposto ----- criou enredos, tensionou relações e se recusou a deixar a casa cair no marasmo. Mais do que reagir aos acontecimentos, ela os provocava. Seus embates não eram acidentes, eram construções deliberadas.

Um dos seus maiores trunfos foi a habilidade de traduzir conflitos em linguagem acessível e viral. Os apelidos que dava aos adversários não só funcionavam como ataques irônicos e menos agressivos na forma, como também organizavam a narrativa para o público.

domingo, 19 de abril de 2026

A noite em que o "Big Brother Brasil" foi atravessado pela vida real

 O último domingo do "Big Brother Brasil 26" entrou para a história como um daqueles momentos em que o entretenimento se dissolve completamente e dá lugar à vida em seu estado mais bruto. Não houve jogo, estratégia ou narrativa construída: houve dor crua, inevitável e compartilhada diante de milhões.


A decisão da produção de comunicar Ana Paula sobre a morte do pai, Gerardo Renault, aos 96 anos, respeitando uma cláusula contratual, foi um ponto de tensão ética evidente. Ainda assim, o que se viu não foi exploração, mas a difícil tentativa de equilibrar humanidade e formato televisivo. A escolha de Ana Paula de seguir no programa, enfrentar o paredão e, sobretudo, silenciar sua dor diante dos colegas, transformou sua trajetória em algo que ultrapassa qualquer arco de “protagonista” típico do reality. Foi uma demonstração de força e choque que não se romantizam, porque não há beleza no sofrimento, mas que impressionam pela dimensão.

O contraste mais dilacerante veio na cena com tia Milena. Após semanas de desgaste, desconfiança e afastamento, as duas se reencontram no momento mais improvável. A ingenuidade de Milena, ao perguntar se o choro era por causa de uma injeção, revela o quanto aquele sofrimento ainda estava encapsulado, invisível.

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

O que esperar do "BBB 25"?

 É chegado o momento de acompanhar uma nova temporada do ‘Big Brother Brasil’. Em um ano cheio de celebrações na Globo, o reality mais longevo do país comemora o marco das 25 edições e promove uma mudança significativa no jogo. Desta vez, a disputa começou em duplas. Nesta segunda-feira, dia 13, os novos competidores entraram na casa com laços previamente firmados e que devem impactar diretamente a convivência e a concorrência pelo prêmio milionário. Mas não basta serem amigos, irmãos, namorados, pai e filho, sogra e genro; vai ser necessário descobrir como essas relações vão se desenvolver no decorrer do game.


Alguns momentos iniciais das 24 edições passadas do "BBB" entraram para a história. Na décima temporada, por exemplo, o público acompanhou o surgimento das chamadas “tribos” de participantes apadrinhadas por ex-BBBs, que ganharam a chance de entrar novamente no jogo. Na 20ª edição, a primeira a contar com os Camarotes, o BBB ganhou o certificado do GUINNESS WORLD RECORDS™ pela maior quantidade de votos do público recebidos por um programa de televisão ---- o fator pandemia foi essencial para o resultado. À frente da direção do gênero Realities a partir deste ano, Rodrigo Dourado, que começou no ‘BBB 1’ como editor, assumiu a direção geral no ‘BBB 15’ e a direção artística em 2021, agora ocupa o posto do ex-todo poderoso Boninho, que não teve seu contrato renovado no fim do ano passado.  

De volta ao ar depois de alguns anos, o nostálgico translado dos participantes até a casa mais vigiada do Brasil foi exibido novamente em flashes na programação da TV Globo ao longo do dia de estreia do programa. O público acompanhou o trajeto até os Estúdios Globo.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Tudo sobre "BBB: O Documentário - Mais que uma espiada"

 No dia 07 de janeiro, estreou na Globo uma espécie de preparação para a vigésima quinta edição do ‘Big Brother Brasil’. Um documentário sobre os impactos do reality na vida dos participantes e na sociedade, mostrados pelos seus principais personagens. A série documental "BBB: O Documentário - Mais que uma espiada", dirigida e roteirizada por Bruno Della Latta, teve uma iniciativa inédita da emissora, que optou pela transmissão na grade aberta e não no Globoplay. A produção celebra as 24 edições já exibidas – a 25ª estreia dia 13 de janeiro – e os 22 anos do programa. Dividida em quatro episódios, a série traz exemplos de como o BBB se tornou um fenômeno cultural, além de um espelho das transformações sociais no Brasil ao longo dos anos. A obra será exibida em quatro dias consecutivos, até 10 de janeiro, na TV Globo, após ‘Mania de Você’. 


Bruno Della Latta explica que, para além de curiosidades de bastidores, resgate de acontecimentos marcantes e histórias dos participantes, a narrativa envolve, sobretudo, a troca mútua entre as discussões sociais geradas no reality e as mudanças observadas – e vividas, claro – fora da casa. “Percebi que o ‘Big Brother Brasil’ vai muito além do entretenimento, sendo um reflexo vivo das questões culturais, sociais e comportamentais de cada época. Sempre tentei olhar o programa como um recorte do seu tempo. Quais temas foram debatidos naquele ano? Quem foi escolhido vencedor? Quais roupas as pessoas estavam usando? Quais músicas estavam tocando? Dá para assistir ao BBB e entender muito sobre o que estava acontecendo na sociedade brasileira. Foi essa linha que segui para criar este documentário”, coloca Bruno. 

Amanda Prada, produtora de conteúdo e assistente de direção, destaca o papel transformador do BBB em ampliar horizontes e promover debates. "O programa desafia as bolhas em que vivemos e nos provoca a refletir sobre conflitos, empatia e julgamentos. Este documentário não é apenas uma retrospectiva; também mostra para a sociedade sobre como podemos evoluir", acrescenta.

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Com ótimo elenco e campeão justo, "BBB 24" foi um sucesso de audiência e repercussão

 A vigésima quarta edição do "Big Brother Brasil" chegou ao fim nesta terça-feira, dia 16, com tudo o que um bom reality precisa ter: ótimo elenco, boas rivalidades, entrega no jogo, polêmicas, barracos e o melhor: repercussão. Após duas temporadas fracassadas em sequência ("BBB 22 e 23"), Boninho voltou a sorrir com o "BBB" de volta na boca do povo, o que refletiu na audiência e no engajamento das torcidas. 


Mesmo diante dos problemas que a temporada teve, todos bem visíveis, é inegável que o "BBB 24" entra para a lista de melhores edições do reality. Não chegou nem perto dos fenômenos "BBB 20 e 21", que explodiram na época da pandemia, mas forneceu o que o fã do formato espera. Embora tenha repetido o erro de manter uma parte do elenco com famosos, os chamados "Camarotes", Boninho voltou a selecionar pessoas que realmente precisam do dinheiro e não querem apenas número de seguidores nas redes sociais para ganhar com publicidade. Isso fez toda diferença. 

O time "Pipoca" foi recheado de participantes carismáticos e que quiseram jogar sem maiores medos. O diretor só errou ao colocar 26 pessoas na casa para criar um início mais movimentado com várias eliminações por semana. O começo 'turbo' do "BBB" prejudicou o andamento do jogo porque o público não tinha tempo para conhecer quase ninguém e os paredões não causavam emoção alguma.

quinta-feira, 11 de abril de 2024

Insuportavelmente marcante no "BBB 24", Beatriz do Brás será lembrada por bem mais que 127 horas

 Hoje foi o fim da trajetória de Beatriz do Brás no "BBB 24". A participante marcou a vigésima quarta edição "Big Brother Brasil", mas caiu na maldição da perda do favoritismo na reta final por conta de atitudes impensadas, assim como aconteceu com Pink no "BBB 5" e Daniel Rolim no "BBB 11". Ela não tinha a menor chance de ganhar, mas garantiria o segundo lugar com certa folga. No entanto, sua presença será eternamente lembrada, tanto pelos que gostaram quanto que odiaram. 


Bia foi uma máquina de memes ao longo da temporada e caiu na boca do povo assim que apareceu nas chamadas por conta de sua personalidade histriônica. Isso porque vários vídeos seus fazendo propaganda de produtos no Brás, Região Central do município de São Paulo, caíram nas redes e comprovaram que ela não estava fazendo um tipo na casa mais vigiada do Brasil. E claro que não demorou para a participante se destacar na edição. É um perfil que não tem como passar despercebido. 

O jeito exagerado de Beatriz logo passou a gerar ódio de parte do público ao mesmo tempo que provocou simpatia de uma grande parcela. Ela jamais despertou indiferença e isso também valeu para seus concorrentes. Não demorou para a participante despertar um ranço em vários rivais, principalmente Fernanda e Pitel.

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Após uma avalanche de polêmicas, "BBB 23" chega ao fim marcado pelo fracasso

 A vigésima terceira edição do "Big Brother Brasil" chegou ao fim com uma audiência ainda menor que a exibida ano passado, que já tinha apresentado uma queda significativa em relação aos fenômenos "BBB 20 e 21". Claro que a temporada do ano passado teve como reflexo o início do fim da pandemia, o que implicou em mais gente na rua. Mas o "BBB 23" não melhorou os índices e a escolha do elenco, em sua grande maioria, se mostrou tão fraca quando a do ano passado. Para culminar, várias polêmicas cercaram a atração a ponto de cancelarem o "BBB 101", que marca o reencontro do elenco na casa, inaugurado no "BBB 21". 


A primeira situação que provocou repercussão negativa no reality foi a relação abusiva entre Gabriel Fop e Bruna Griphao. A forma como o rapaz agia com a então ficante vinha despertando cada vez mais incômodo até colocar a mão fortemente no ombro dela e no mesmo dia dizer, durante uma discussão, que 'daria cotoveladas' na boca da atriz. O comentário provocou uma intervenção de Tadeu Schmidt, que o repreendeu ao vivo e diante dos demais concorrentes. Por mais absurdo que pareça, após a represália, Fop chegou a exigir que Bruna falasse para todos que ele não tinha feito nada demais. 

No entanto, a polêmica expôs que o público estava bastante tolerante na atual edição. Tanto que Gabriel foi eliminado com 53,3% em um paredão triplo, índice que nem configura rejeição. Ou seja, parte votante da audiência nem achou grave o que aconteceu. Mas ainda era só o começo, tanto no quesito acontecimentos pesados quanto na benevolência do público diante de tudo o que era mostrado.

terça-feira, 26 de abril de 2022

"BBB 22" chega ao fim como uma das piores temporadas da história do reality

 A vigésima segunda temporada do reality de maior repercussão do país chegou ao fim nesta terça-feira, dia 26. A estreia foi em 17 de janeiro e marcou a chegada de Tadeu Schmidt na apresentação, após cinco anos com Tiago Leifert no comando. O novo apresentador foi um dos poucos êxitos da edição. Porque o conjunto sai do ar com uma sensação inevitável de frustração e decepção. 


É importante ressaltar que a temporada passou longe do fracasso. Enquanto "Um Lugar ao Sol", novela de Lícia Manzo, estava no ar, o programa sempre conseguia a maior audiência do dia. E foi assim até a estreia de "Pantanal", que passou a ocupar o posto de maior média diária. Também deu o retorno financeiro que a Globo queria, vide as várias cotas de patrocínio exibidas ao longo dos meses. 

Porém, no quesito entretenimento, o "BBB 22" foi um completo equívoco. Entrou para a lista das piores temporadas. Tanto que em nível de repercussão, a edição ficou muito aquém das duas temporadas anteriores de imenso sucesso. Aliás, houve um incontestável crescimento de interesse pelo reality depois que Boninho resolveu criar o time "camarote" no "BBB 20", composto por pessoas conhecidas em nichos ou até na televisão.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

O que esperar do "BBB 22"?

 Após semanas com um festival de notícias, especulações e chutes, a lista dos participantes da vigésima segunda edição do "Big Brother Brasil" foi finalmente divulgada. Mais uma vez foi utilizada a estratégia de exibir os integrantes nos intervalos da programação da Globo, iniciando com o "Vale a Pena Ver de Novo". No caso, foi com a reprise de "O Cravo e a Rosa", em uma faixa ainda sem nome. A estreia é no dia 17, próxima segunda-feira. 


Boninho sempre foi um gênio do marketing e não foi diferente com o "BBB 22". O diretor se deliciou com a repercussão nos sites e nas redes sociais com a avalanche de nomes especulados e surfou na onda dando dicas, muitas vezes incompreensíveis, sobre os participantes. Uma estratégia inteligente que funcionou para manter o nome do reality em alta, mesmo semanas antes do início da nova temporada. Muitos influenciadores digitais também aproveitaram o engajamento fingindo que iriam para o reality. 

O time do camarote não teve nenhuma surpresa. Todos os nomes já tinham sido descobertos. Mas é verdade que vários artistas (mais de 30) foram cogitados, então facilita o acerto. Arthur Aguiar (ator), Pedro Scooby (surfista, ex de Luana Piovani), Bruna Gonçalves (esposa da cantora Ludmilla), Paulo André (atleta olímpico), Maria (atriz e cantora), Jade Picon (influencer), Douglas Silva (ator), Linn da Quebrada (atriz e cantora), Tiago Abravanel (ator e apresentador) e Naiara Azevedo (cantora) foram os selecionados.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Vitória arrasadora de Juliette fecha ciclo de sucesso do "BBB 21" de forma emocionante e emblemática

Foram cem dias de "BBB 21". A edição mais longa da história. E a Globo não tem do que reclamar. O reality foi um sucesso de audiência, repercussão e faturamento. Conseguiu superar o bem-sucedido "BBB 20", exibido ano passado, no início da pandemia do novo coronavírus. Aliás, a vigésima primeira edição do "Big Brother Brasil" superou a média das sete edições anteriores. Um grande feito que nem os mais otimistas esperavam. E são várias as razões para explicar esse êxito. 


O elenco foi muito bem escalado por Boninho e equipe. Inteligente ter repetido a inovação que deu certo ano passado: a divisão entre "Camarote" e "Pipoca". O "BBB 20" foi o pioneiro na presença de 'famosos' no time. Houve até um receio de parecer muito com a extinta "Casa dos Artistas", no SBT, ou "A Fazenda", na Record. Mas conseguiram desvincular qualquer semelhança de formatos que já são uma espécie de cópia do "BBB". 

Como a vitrine de 2020 foi muito boa para Manu Gavassi, Babu Santana, Boca Rosa e Rafa Khaliman, houve uma facilidade maior na escolha dos nomes do "BBB 21". Por isso o público se surpreendeu com Projota, Karol Conká e Carla Diaz na casa. Figuras (dois cantores e uma atriz) conhecidas que têm uma carreira consolidada.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

"Plantão BBB" foi uma boa ideia que chegou atrasada

 A Globo estreou o "Plantão BBB" no dia 5 de abril. Quase três meses depois da estreia da vigésima primeira edição do reality. O programa, comandado pela ex-BBB Ana Clara, com cerca de 40 minutos, ocupou a vaga do extinto "Vídeo Show", logo após o "Jornal Hoje". Vale lembrar que o péssimo "Se Joga" também chegou a preencher a lacuna da grade vespertina por um período. 

O intuito da atração é surfar a onda da grande repercussão do "BBB 21", que vem quebrando recordes de audiência (a melhor média dos últimos sete anos), e sendo assunto dominante das redes sociais. Tanto que fica claro a falta de planejamento do formato. Foi algo criado às pressas para unir o útil ao agradável: tentar acertar na faixa mais problemática da Globo atualmente e render mais um pouco sobre um reality que já é um sucesso.

Em termos de audiência, não deu muito certo. O programa vem perdendo várias vezes para o quadro "A Hora da Venenosa", do "Balanço Geral", da Record. O aumento da duração do "Jornal Hoje", desde março do ano passado, com o início da pandemia do novo coronavírus, tinha sido uma estratégia bem mais vantajosa.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Vitória de Thelma consagra o sucesso do "BBB 20" e enterra de vez o "BBB 19"

A vigésima edição do "Big Brother Brasil" chegou ao fim na segunda-feira (27/04) com média de 25 pontos (cinco a mais que a edição passada) e com 34 pontos de audiência no último programa, índice que não era alcançado em uma final desde 2010. Um fenômeno de engajamento, repercussão e popularidade. Uma temporada histórica que nunca será esquecida. Mas além de todas as qualidades já mencionadas, é preciso analisar a importância da vitória de Thelma Regina, principalmente em um  comparativo com o "BBB 19".


A temporada exibida em 2019 foi a pior de todos os tempos. Tanto no quesito audiência quanto no andamento do jogo. E para piorar, a vencedora foi Paula, uma mulher arrogante, debochada (no pior sentido da palavra) e preconceituosa. A participante passou o programa inteiro proferindo comentários com teor racista e de intolerância religiosa. Era repugnante ouvir e o Ministério Público abriu um inquérito para investigá-la. O colega de confinamento, Rodrigo França, chegou a processá-la fora da casa. O processo, no entanto, foi arquivado.

O discurso de Tiago Leifert para coroar a vitória de Paula foi outro momento que beirou o absurdo. "Vence o BBB 19 a pessoa que teve a audácia de ser imperfeita", declarou para uma plateia atônita e que não comemorou. É verdade que, com exceção de Elana e Danrley, todos os adversários da vencedora se acovardaram e não quiseram jogar. Muito menos enfrentar firmemente os vários preconceitos da adversária.

terça-feira, 28 de abril de 2020

"BBB 20" apresenta final dos sonhos e entra para a lista de melhores temporadas da História

O intuito de comemorar as vinte edições do "Big Brother Brasil" era mais do que válido. Afinal, o reality mais longevo e bem-sucedido do país atingiu uma marca respeitável. Mas o "BBB 19" foi a pior temporada de todas, tanto no quesito audiência quanto na péssima seleção do elenco e decisão equivocada do público de premiar uma mulher que só deu declarações deprimentes. Será que a produção conseguiria reverter a péssima imagem do ano passado? O ano comemorativo funcionou? A resposta é sim para as duas perguntas.


É verdade que o risco de não dar certo era alto. Pela primeira vez na história do reality, Boninho resolveu fazer um time metade anônimo (chamado de Pipoca) e metade "famosos" (de nome Camarote). As aspas foram colocadas porque quase todos não eram conhecidos do grande público. Manu Gavassi e Babu Santana eram as únicas figuras realmente lembradas, mesmo com trajetórias televisivas sem grandes sucessos. Porém, a estratégia funcionou. Todos tiveram participações importantes no jogo, para o bem e para o mal. Foram ativos. E o time de anônimos também engrandeceu o programa com boas participações. Pela primeira vez não houve a famigerada "planta", aquela pessoa que mal aparece e não faz diferença. Até um rato que apareceu na última semana fez sucesso e ganhou o nome de Genilson, embora nenhum participante tenha visto o indesejável animal. 

Entretanto, é preciso lembrar o lamentável elenco masculino. Machistas, grosseiros e idiotizados, os homens da casa provocaram desprezo do público. Raras foram as exceções. Até Boninho admitiu o fato quando respondeu no Twitter um seguidor que perguntou se tinha achado os "machos" no esgoto: "Também não sei", declarou aos risos.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Thelma, Rafa e Manu Gavassi formam o melhor trio do "BBB 20"

O "BBB 20" está em suas últimas semanas. O reality vem servindo como um alívio para grande parte do público em meio ao caos do coronavírus. Afinal, é uma das poucas produções inéditas na televisão atualmente para desanuviar um pouco a mente do telespectador. E a vigésima edição vem surpreendendo positivamente pelas ótimas reviravoltas e rivalidades entre os participantes. Tanto que é difícil estipular um favorito. Pela primeira vez, em anos, não há um campeão ou campeã óbvio.


E a dificuldade de cravar um vencedor é maravilhosa em qualquer reality, desde que seja pelos motivos certos. Nada pior do que não saber quem merece levar um milhão e meio de reais em virtude da falta de qualidades dos participantes. Mas é perfeito quando a dúvida se impõe diante de pessoas com condutas excelentes ao longo do programa. É o caso da atual edição. E três merecedoras da final e, quiçá, da vitória são Thelma, Rafa e Manu.

As participantes começaram o jogo com uma conduta relativamente discreta. Thelma formava um quarteto com Marcela, Pyong e Gizelly, enquanto Rafa ficava mais deslocada sem grandes vínculos e Manu sem saber o que estava fazendo em pleno "BBB". Nas primeiras semanas, qualquer laço entre elas parecia impensável.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Paredão histórico comprova sucesso do "BBB 20", expõe força das torcidas, mexe no jogo e elimina Prior

O paredão disputado por Felipe Prior, Manu Gavassi e Mari Gonzalez entrou para a história do "Big Brother Brasil". Foram mais de um bilhão e meio de votos. Um recorde impressionante. Obviamente, a pandemia do coronavírus contribuiu bastante para tal feito. Com muito mais gente em casa por conta da quarentena, a maior fonte de entretenimento é a televisão e somada com a internet se transforma em algo gigantesco. Foi o que aconteceu. O "BBB" é um dos poucos entretenimentos inéditos que o brasileiro ainda tem.


E a disputa de ontem era de vital importância para a quebra de um paradigma que havia se estabelecido em várias edições anteriores: a valorização da estupidez e ignorância em prol de uma falsa sinceridade. Prior sempre esteve no grupo dos chamados "machos escrotos" e todos foram escorraçados pelo público em sequência. Ele, no entanto, foi ganhando torcida pelo jeito burro de agir e por sua falta de freios nas palavras. A dupla com Babu fez sua força crescer diante do público.

Não demorou para Felipe virar um dos favoritos. Mesmo admitindo várias vezes que não mudou em nada e continuava com os mesmos pensamentos. Em alguns momentos até parecia entender suas falas machistas e suas atitudes grosseiras, prometendo melhorar, mas não durava muito.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

"BBB 20" surpreende com início agitado e promissor

Boninho corria um grande risco quando prometeu uma edição histórica para comemorar vinte edições do "Big Brother Brasil", ainda mais depois do fiasco do "BBB 19", o pior da história do reality. Após um início de altos (elenco feminino excelente) e baixos (time masculino deplorável), é possível afirmar que a atual temporada já conquistou o público e tem proporcionado várias movimentações que despertam o interesse do telespectador.


Primeiramente, importante ressaltar, é necessário mencionar os erros que se repetem, como a apresentação parcial de Tiago Leifert e as tentativas da produção para camuflar situações polêmicas, como o caso do assédio envolvendo Petrix e o empurrão que o mesmo participante deu em Pyong na hora que o Big Fone tocou. Noves fora, é incontestável que a vigésima temporada tem provocado uma grande repercussão nas redes sociais e a narrativa conquista porque reúne tudo o que o brasileiro mais gosta: "mocinhas", "vilões" e embates como uma boa novela.

O fato do time masculino ter sido o pior já escalado na história do "BBB" beneficiou as meninas, que se destacaram ainda mais nesta semana em virtude do machismo dos adversários. Marcela e Gizelly contaram para as demais sobre o plano de Hadson, que pretendia usar Lucas para seduzir Mari e assim prejudicar a imagem dela fora da casa. Já Petrix pretendia fazer o mesmo com Bianca.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

"BBB 20" tem o pior elenco masculino da história do reality

A vigésima temporada do "Big Brother Brasil" estreou no dia 21 de janeiro e Boninho prometeu uma edição histórica para comemorar as vinte edições. A decoração da casa é baseada em vários elementos marcantes dos anos anteriores e algumas provas servirão de homenagem a muitas situações icônicas. É verdade que ainda é cedo para uma análise mais estruturada, porém, a péssima seleção do elenco masculino é o que tem chamado atenção até agora.


É impressionante como praticamente todos os homens vomitam machismo a todo instante, desrespeitam as mulheres e fazem comentários grosseiros. As únicas exceções são Babu Santana e Pyong. Os demais vêm se mostrando cada vez mais deprimentes e indefensáveis. A primeira grande polêmica se deu antes mesmo do programa começar. Hadson virou manchete de vários sites porque a ex-esposa tinha uma medida protetiva contra ele em virtude de uma suposta agressão. Se a intenção dele era melhorar a imagem com o "BBB", não deu certo.

O participante recentemente provocou uma revolta de Marcela, Gizelly e Thelma assim que expôs o 'plano' de prejudicar a imagem de Mari fazendo Lucas seduzi-la. Afinal, ela namora Jonas, ex-BBB da décima segunda edição. O detalhe é que Lucas também namora, mas Hadson diz não ter problema porque traição só queima a imagem da mulher.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

"BBB 19" mereceu o completo fracasso

A décima nona edição do "Big Brother Brasil" chega ao fim nesta sexta-feira (12/04) com a marca da pior audiência da história do reality (20 pontos). É verdade que o fracasso de "O Sétimo Guardião" ajudou a prejudicar os índices do "BBB 19", mas esse fiasco é muito merecido. Um conjunto de fatores resultou no afastamento do público e implicou diretamente na repercussão baixa e negativa da temporada.


Boninho e sua equipe erraram feio na seleção dos participantes. Quase todos se omitiram do jogo e tinham verdadeiro pânico de qualquer conversa sobre o assunto. Tanto que o clima de paz e amor que reinou na casa, sem uma briga sequer, não foi resultado de um sentimento sincero e, sim, reflexo da covardia de pessoas que evitaram o famigerado comprometimento. A preocupação maior era ficar na mansão curtindo férias e esperando o número de seguidores no Instagram crescer para ganhar uma grana com merchan no futuro.

Alguns jogadores até se dispuseram a jogar, como Gustavo, Diego e Hana. Porém, todos acabaram eliminados precocemente pelo público. Os dois homens, no entanto, foram bem arrogantes. Já Danrley e Elana foram bons jogadores, mas também acabaram fora. Outra que soube jogar foi Paula, que virou favorita graças aos produtores do programa que fizeram um verdadeiro malabarismo para esconder a avalanche de comentários preconceituosos sobre negros e de intolerância religiosa proferidos pela participante ao longo do programa.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Tiago Leifert parece não ter maturidade para apresentar um reality como o "Big Brother Brasil"

A décima nona edição do "Big Brother Brasil" já é a pior de sua história. Não por acaso vem enfrentando uma péssima audiência ---- ainda herda índices baixos do fracasso "O Sétimo Guardião". Boninho e sua equipe definitivamente não foram felizes na escalação e muito menos na dinâmica da atual temporada. Para culminar, Tiago Leifert vem apresentando um desempenho digno de um profissional despreparado, mesmo em seu terceiro ano no comando do reality.


O apresentador não consegue nem ao menos disfarçar suas preferências e sua descarada torcida. Antes mesmo do programa completar um mês no ar, já ficou perceptível que Leifert idolatra Paula e Hariany. Sempre faz inúmeras brincadeiras com as duas e já defendeu ambas diversas vezes, o que deixa sua conduta simplesmente vergonhosa. Faz questão de reforçar que a dupla é "perseguida" na casa, o que nunca foi verdade, e que dizem tudo o que pensam "na lata", outra mentira. Os fãs das participantes podem torcer à vontade e defendê-las como sempre fazem --- mesmo que algumas situações não tenham defesa. Direito deles e em todo reality tem isso. Mas jamais quem comanda a atração.

É verdade que Tiago nunca teve a capacidade de controlar suas preferências, desde que assumiu o controle do "BBB", em 2017. Vide sua predileção explícita a Emilly no "BBB 17" e sua imensa simpatia por Gleice, Ana Clara e Ayrton, no "BBB 18". No entanto, por mais absurdo que pareça, não era algo tão escancarado quanto está na atual edição.