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domingo, 17 de maio de 2026

O controverso final do casal 'Loquinha' em "Três Graças"

 O casal “Loquinha”, de Três Graças, entrou para a história recente da teledramaturgia não apenas pela química arrebatadora entre Juquinha, de Gabriela Medvedovsky, e Lorena, interpretada por Alanis Guillen, mas pela maneira como a novela rompeu um padrão cansativo e limitador imposto aos casais lésbicos nas novelas brasileiras. Pela primeira vez em muito tempo, duas mulheres se apaixonaram livremente desde o início, sem um homem servindo como intermediário emocional, sem um casamento hétero frustrado como gatilho narrativo e sem a velha lógica de “descoberta” baseada em sofrimento conjugal. Era desejo, encanto e paixão acontecendo de forma direta, espontânea e luminosa. E talvez tenha sido justamente por isso que o público tenha reagido tão mal ao desfecho.


O desenvolvimento de Juquinha e Lorena foi um pequeno acontecimento cultural dentro da própria Globo. Em uma emissora historicamente conservadora em suas cúpulas, acostumada a impor limites velados à representação LGBTQIA+, a novela surpreendeu ao blindar o casal de censuras tradicionais. Não houve “cota de beijos”, nem aquele constrangimento clássico de sugerir intimidade sem mostrá-la. Juquinha e Lorena tiveram um relacionamento completo: trocaram olhares, desejo, afeto, cenas domésticas e muitos beijos em horários nobres, sem a narrativa pedir desculpas por isso. O sucesso internacional da novela ajudou a consolidar essa liberdade criativa e transformou as duas em um dos casais mais populares da dramaturgia recente. Por isso o final foi tão decepcionante.

O problema nunca esteve na ideia de barriga solidária em si. Famílias plurais existem e podem render histórias emocionantes. O erro foi a escolha completamente artificial de Juquinha como gestante do filho de Viviane, vivida por Gabriela Loran, e Leonardo, personagem de Pedro Novaes.

domingo, 10 de maio de 2026

'Loquinha' quebrou paradigmas em “Três Graças”, mas a reta final ficou aquém da grandeza do casal

 A uma semana do fim de "Três Graças", já é impossível negar o tamanho do impacto causado por Loquinha, o casal formado por Gabriela Medvedovsky e Alanis Guillen. Juquinha e Lorena não apenas conquistaram o público, mas entraram para a história da teledramaturgia como o primeiro casal lésbico da televisão aberta brasileira a receber exatamente o mesmo tratamento dado aos casais heterossexuais. Sem censura evidente, sem “cota de beijos”, sem a limitação constrangedora de um único selinho reservado ao último capítulo.


Durante décadas, a representação homoafetiva nas novelas brasileiras caminhou em passos lentos. Em produções mais antigas, sequer existia beijo. Depois, vieram os rápidos selinhos, geralmente exibidos apenas uma ou duas vezes ao longo de quase 200 capítulos, sempre cercados por rumores de cortes, regravações e pedidos para “amenizar” cenas consideradas ousadas demais. Isso mesmo enquanto a Globo sustentava um discurso progressista diante do público.

Nos últimos anos, porém, a pressão das redes sociais e da imprensa tornou esse tipo de censura cada vez mais difícil de sustentar. Um exemplo recente foi o casal Kelvin e Ramiro, interpretados por Diego Martins e Amaury Lorenzo em "Terra e Paixão".

terça-feira, 7 de abril de 2026

"Loquinha" transforma "Três Graças" em um experimento envolvente e mais eficaz que as novelas verticais originais

 Descobertas, afetos e desafios marcam os novos capítulos da jornada de Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky) na nova novelinha vertical da Globo. O casal “sensação” de "Três Graças" ganha uma nova história com foco no cotidiano e na construção de uma vida juntas. Produzida pelos Estúdios Globo, com roteiro de Marcia Prates e direção artística de Luiz Henrique Rios, ‘Loquinha’ estreou nesta segunda-feira, dia 06 de abril, nos perfis da TV Globo nas redes sociais.


Com 25 episódios curtos e no formato vertical, a novelinha mergulha no universo emocional das protagonistas ao retratar os desafios de uma relação que se fortalece em meio a interferências externas, jogos de poder, ciúmes e disputas afetivas. Enquanto Lorena e Juquinha decidem morar juntas, elas se deparam com as maldades de Lucélia (Daphne Bozaski), a mando de Ferette (Murilo Benício), que, na história, é mencionado nas falas de Macedo (Rodrigo García). O capataz se junta a Lucélia com objetivo de separar o casal ‘Loquinha’. Entre intrigas, manipulações digitais e armações, as duas jovens enfrentam desafios que colocam à prova a força do amor que as une. A chegada de Teca (Ingrid Gaigher), ex-namorada de Juquinha, vem balançar os rumos deste enredo.

Ao mesmo tempo em que o romance avança, a novela vertical também acompanha o processo de amadurecimento pessoal e profissional das duas. Um bar surge como ponto de encontro fundamental da história, reunindo personagens, afetos, tensões e descobertas que impulsionam a trama.