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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Daphne Bozaski transforma Lucélia em um dos destaques de "Três Graças"

 A trajetória de Daphne Bozaski até chegar a Lucélia de "Três Graças" é, por si só, um estudo interessante sobre construção de carreira e, sobretudo, sobre expansão de registro interpretativo. Depois de anos marcada por personagens que exigiam um certo “tom acima”, mais estilizado ou mesmo teatral, a atriz finalmente encontra aqui um terreno onde o naturalismo não apenas é possível, como se torna sua principal ferramenta de composição.


Desde os primeiros trabalhos em "Pedro e Bianca" e "Que Monstro Te Mordeu?" (ambas em 2014), onde a expressividade mais aberta era quase uma exigência do formato, Daphne demonstrava presença cênica e domínio técnico. Esse traço se consolidou com a icônica Benê de "Malhação - Viva a Diferença" (2017), papel que exigia precisão, sensibilidade e um cuidado extremo para evitar caricaturas em cima da abordagem do autismo ---- algo que ela realizou com enorme êxito, conquistando público e crítica. Em "As Five" (2020/24), teve ainda a oportunidade de maturar essa criação, explorando novas camadas da personagem.

Mesmo quando o material não ajudava tanto, como em "Nos Tempos do Imperador" (2022), onde viveu a tímica Dolores, ou quando mergulhava de vez no campo da caricatura em "Família é Tudo!" (2024), quando brilhou na pele da estereotipada Lupita,

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Três Graças", a próxima novela das nove

 A Globo promoveu na sexta-feira retrasada, dia 26, a segunda coletiva virtual de "Três Graças", a próxima novela das nove. Participaram os autores Aguinaldo Silva, , o diretor Luiz Henrique Rios e os atores Grazi Massafera, Miguel Falabella, Samuel de Assis, Túlio Starling, Pedro Novaes, Alanis Guillen, Andreia Horta, Leandro Lima, Fernanda Vasconcellos, Mell Muzillo, Augusto Madeira, Rejane Faria, Otávio Muller, Pedro Ogata, Barbara Reis, Carla Marins, Daphne Bozaski, Rodrigo Garcia, Marcello Escorel, Juliana Alves e Murilo Benício. Fui um dos convidados e conte sobre o bate-papo a seguir. 


Luiz Henrique Rios comentou sobre o contexto da trama: "Novela é entretenimento. O tom que a gente está tentando imprimir nessa história é que pareça real, mas sinta que não é. É uma verdade construída. Nossa vilã faz rir e chorar, nossa mocinha faz chorar e faz rir. É uma comédia fantasiosa, um tom tragicômico. Ser em São Paulo também é um diferencial. Um lugar muito intenso e que tem uma periferia múltipla. A gente construiu várias sonoridades nessa novela porque não existe sotaque paulista. Murilo Benício, por exemplo, criou uma sonoridade própria e estamos criando uma brincadeira com isso. Vocês vão ver muitas variações que saem da ideia formal, que extrai a realidade".

Grazi Massafera falou de sua vilã e da parceria com Murilo Benício: "Pra mim está sendo uma honra estar nessa novela. Essa parceria com o Murilo está rendendo um set delicioso com muita criatividade e esses vilões têm muita comédia e fantasia. Espero que isso divirta o público, tem, um tom acima, são personagens de composição, o que pra mim é muito novo.

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Daniel Ortiz foi o maior inimigo de "Família é Tudo"

 O início de "Família é Tudo" foi dos mais promissores. A novela marcava a volta de Daniel Ortiz ao horário das sete, após o êxito de "Salve-se Quem Puder", apesar do hiato provocado pela pandemia. E substituindo "Fuzuê", o maior fracasso da faixa, o que aumentou a expectativa para um novo folhetim que reerguesse a audiência e reconquistasse o público. A missão do autor tinha tudo para um desfecho vitorioso porque a sinopse era criativa, os personagens carismáticos e os futuros conflitos bastante interessantes. Mas a novela, que chegou ao fim nesta sexta (27/09), após 177 capítulos, virou um amontoado de situações mal executadas, tanto no roteiro quanto na direção. 


A história tinha a essência de uma deliciosa novela das sete. Frida (Arlete Salles) organiza um cruzeiro para celebrar seu aniversário e o de sua irmã gêmea, Catarina (Arlete Salles). O objetivo era unir seus cinco netos. Porém, em meio a rusgas e armações, os cinco convidados esperados não compareceram e ela embarcou apenas com a irmã e o sobrinho, Hans (Raphael Logam). Mas um acidente em pleno alto mar resultou em um misterioso sumiço. Ao ser dada como morta, Frida surpreendeu a todos com seu testamento. Com diferentes motivações e liderados por Vênus (Nathalia Dill), os irmãos Mancini encararam uma missão que transformou suas vidas: além de morar juntos, a despeito das diferenças entre si, começaram a trabalhar para reconstruir o lugar que marcou o início da gravadora da família, criada por sua avó. A meta era: ao final de um ano, se o desempenho dos irmãos não for satisfatório (ou seja, gerar um lucro de quatro vezes o valor que vão receber para investir no local) eles não ganham nada e a herança a que teriam direito será entregue ao sobrinho ambicioso que, junto com a mãe, Catarina, nunca mediu esforço para atrapalhar a relação entre avó e netos.  

Inicialmente, a história despertou atenção justamente por sua criativa premissa. E o andamento das situações foi encadeando uma sucessão de trapalhadas dignas de um gostoso filme da "Sessão da Tarde". Vênus, Electra (Juliana Paiva), Plutão (Isacque Lopes), Júpiter (Thiago Martins) e Andrômeda (Ramille) protagonizaram divertidas cenas no casarão abandonado, localizado na zona leste de São Paulo, que virou o novo lar obrigatório dos irmãos, que viviam discutindo e raramente chegavam a um acordo.

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Daniel Ortiz destruiu o arco de Lupita em "Família é Tudo"

 A menos de duas semanas de seu fim, "Família é Tudo" ainda tem para concluir a vingança de Electra (Juliana Paiva) contra Jéssica (Rafa Kalimann), o mistério em torno da troca de identidade entre as gêmeas Frida e Catarina (Arlete Salles), a descoberta da vilanias de Hans (Raphael Logam) e a reconciliação de Tom (Renato Góes) e Vênus (Nathalia Dill). Uma boa quantidade de conflitos. Mas Daniel Ortiz acha que ainda tem tempo para estender o triângulo amoroso formado por Lupita (Daphne Bozaski), Júpiter (Thiago Martins) e Guto (Daniel Rangel). 


A obsessão do autor em triângulos é observada em todas as suas novelas, mas na atual houve o cúmulo do exagero. Praticamente todos os personagens viveram dilemas amorosos que nada acrescentaram ao roteiro e só serviram para demonstrar a fragilidade da história. Ao invés de focar na promissora trama envolvendo a missão dos netos em busca da herança da avó, que não morreu e estava apenas tentando unir a família, Ortiz preferiu focar em idas e vindas de casais. Tantas situações repetidas só resultaram no esgotamento da paciência do público, ao mesmo tempo que enfraqueceram qualquer construção minimamente bem-sucedida, como é o caso do arco dramático de Lupita. 

Em meio a tantos triângulos equivocados, o protagonizado pela personagem, muito bem interpretada por Daphne Bozaski, era o único realmente estruturado. Isso porque Lupita sempre demonstrou um amor platônico por Júpiter, que nunca a viu como mulher. Enquanto sofria pelo seu amado, a guatemalteca mal sabia que era fruto de uma paixão à primeira vista.

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Tudo sobre a coletiva online da terceira temporada de "As Five"

 O Globoplay promoveu nesta terça-feira (27/02) a coletiva online da terceira temporada de "As Five", que marca o fim da série originada do sucesso "Malhação - Viva a Diferença". Participaram as atrizes Heslaine Vieira, Gabriela Medvedovski, Manoela Aliperti, Daphne Bozaski e Ana Hikari. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 


Gabriela Medvedovski falou sobre a sensação de fechamento de ciclo: "Ao mesmo tempo que a gente está muito feliz em entregar esse trabalho, estamos tristes em nos despedir delas. Quando acabamos 'Malhação' sentimos que ainda tínhamos muita história para contar. A Keyla terá uma relação com o personagem do Edu, vivido pelo Samuel de Assis, e existe um processo grande de amadurecimento nela. A vida cobrava isso dela há muito tempo e agora consegue dar uma estabilizada e vai poder aproveitar um pouco os benefícios de ter alguém que cuide de você. Era sempre o filho, o outro, ela nunca era prioridade. Agora terá uma retomada da autoestima", observou.

Ana Hikari fez um balanço da série e de sua personagem: "A gente está muito feliz porque a temporada está muito bonita e profunda. Conseguimos aprofundar bastante a questão de cada uma nessa temporada. Fica a sensação de felicidade e dever cumprido, mas um luto também. Uma das minhas cenas mais emocionantes foi quando a Tina entrou no restaurante dos pais na segunda temporada.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Tudo sobre a segunda coletiva online de "Família é Tudo", a próxima novela das sete

 A Globo promoveu na quinta-feira passada, dia 8, a segunda coletiva online de "Família é Tudo", a próxima novela das sete, escrita por Daniel Ortiz e dirigida por Fred Mayrink. Participaram o autor, o diretor e os atores Jayme Matarazzo, Cris Vianna, Thiago Martins, Henrique Barreira, Rafa Kalimann, Daphne Bozaski, Daniel Rangel, Cláudio Torres Gonzaga, Gabriel Godoy, Ramille, Grace Gianoukas, Cristina Pereira, Ramille, Thaila Ayala, Rafael Logam, Mila Carmo, Guilherme Canellas, Caio Giovani, Juliana Paiva e Arlete Salles. Fui um dos convidados e conto neste texto sobre o bate-papo. 


Arlete Salles estava animada: "É a primeira vez que interpreto duas personagens e são perfis de personalidades totalmente diferentes. Uma é empresária vitoriosa e a outra tem um lado sombrio. É trabalhoso, mas muito prazeroso. Quero agradecer ao autor e ao diretor. Trabalhar com o Fred Mayrink é um sonho. Quero agradecer também a turminha que me abraçou, uma delas a Raquel, da equipe de caracterização e maquiagem. Me sinto muito acolhida, o elenco é muito bacana".

Fred Mayrink agradeceu o carinho de Arlete: "Ela é um resumo da harmonia do nosso trabalho. 'Família é Tudo' tem ingredientes de uma boa novela. Temos núcleos de comédia muito potentes e histórias emocionantes", finalizou o diretor. Já Daniel Ortiz rasgou elogios para a veterana e falou um pouco de sua história: "Arlete representa bem o que é a Frida, essa avó maternal que quer tanto fazer o bem para os netos. Alguns deles são muito mimados pelo dinheiro dela.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

"Nos Tempos do Imperador" apresentou seu melhor capítulo com o embate entre Nélio, Dolores e Tonico

 Nesta segunda-feira, dia 10, "Nos Tempos do Imperador" apresentou um capítulo repleto de ação e ótimas cenas. Não por acaso, a trama foi quase toda voltada para o embate do casal Nélio (João Pedro Zappa) e Dolores (Daphne Bozaski) com Tonico Rocha (Alexandre Nero). A novela de Alessandro Marson e Thereza Falcão, dirigida por Vinícius Coimbra, viveu seu momento de maior catarse até então. 

Não por acaso, a trama finalmente colocou o casal que roubou a cena em um momento de grande destaque de movimentação do roteiro. Após um longo tempo escondidos, Dolores e Nélio foram descobertos por Tonico, que não perdoou a traição da dupla. Em meio a dois casais protagonistas que falharam, os dois coadjuvantes viraram os mocinhos do folhetim das seis e nada mais natural que o embate com o maior vilão do enredo era algo bem esperado pelo público. 

Os autores se inspiraram claramente na sequência mais emblemática de "Além do Tempo", novela de sucesso de Elizabeth Jhin, exibida em 2015: quando os mocinhos Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso) acabaram encurralados pelo vilão Pedro (Emílio Dantas) em um penhasco.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Dolores e Nélio viraram os mocinhos de "Nos Tempos do Imperador"

 A atual novela das seis vem passando por muitos problemas. A trama escrita por Alessandro Marson e Thereza Falcão, dirigida por Vinícius Coimbra, sofreu rejeição do público e a audiência não tem sido satisfatória. A ausência de bons casais protagonistas é um dos erros de "Nos Tempos do Imperador". Mas a trama vem acertando em cheio na construção de um par secundário que vem crescendo a cada semana: Dolores e Nélio. 

O casal interpretado por Daphne Bozaski e João Pedro Zappa vem sendo muito bem construído. É justamente por isso que há um encantamento em torno do nascimento da relação, algo que nunca aconteceu com Pilar (Gabriela Medvedovski) e Samuel (Michel Gomes), além de Pedro (Selton Mello) e Luísa (Mariana Ximenes), que se apaixonaram subitamente e logo ficaram juntos. Há um cuidado na construção do vínculo entre os perfis mais menosprezados da trama. 

Aliás, é a humilhação constante que ambos sofrem a principal responsável pela aproximação dos personagens, que também se assemelham na personalidade: tímidos, introspectivos e um pouco atrapalhados. Eles são até parecidos fisicamente. Um telespectador que não acompanha a história pode achar que são irmãos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

"As Five" tem boas qualidades, mas não foi feita para quem acompanhou "Viva a Diferença"

 O título do texto parece contraditório. Afinal, todo spin-off que se preza é oriundo de um produto de imenso sucesso com o intuito de agradar aos fãs 'órfãos', após o fim de uma determinada série, novela ou filme. Porém, "As Five" foge da regra. A série, escrita por Cao Hamburger e dirigida por José Eduardo Belmonte, é repleta de qualidades e merece o sucesso que vem fazendo na Globoplay (a primeira temporada, exibida semanalmente pelo serviço de streaming da Globo, chegou ao fim nesta semana). A questão é que os problemas do roteiro ficam evidentes para o telespectador de "Malhação - Viva a Diferença". 

O primeiro e mais perceptível é o arco temporal. A série é exibida seis anos após o encerramento de "Malhação". E a história foi exibida pela Globo (reprisada atualmente, já na reta final) em 2017. Mas a trama de "As Five" é de 2019 (ano em que foi gravada) e as personagens se referem ao passado como se fosse por volta de 2012 ou até na década de 90. Vide uma fala de Keyla (Gabi Medvedovski) dizendo que a última vez que saiu para dançar a banda Jota Quest estava no auge. Parece bobagem, mas é justamente através dos pequenos diálogos que a confusão do período do enredo sobressai. 

Outro fato impossível de não ser questionado é a premissa da série. As cinco protagonistas se reencontram no enterro da mãe de uma delas (Tina - Ana Hikari), após seis anos de afastamento e três sem mensagens enviadas no grupo de WhatsApp. A ideia é ótima, pois retrata o oposto do primeiro encontro do quinteto em "Malhação": o nascimento de uma criança.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

"As Five" mantém a qualidade de "Malhação - Viva a Diferença"

 A Globoplay disponibilizou o primeiro episódio de "As Five", série exclusiva do serviço de streaming e derivada de "Malhação - Viva a Diferença" (2017/2018), no dia 12 de novembro, meia noite em ponto. Isso após um protesto dos fãs da trama contra o horário estipulado anteriormente (às 17h), mesmo sendo uma produção para assistir a hora que quiser. E a estratégia é exibir um episódio por semana, atraindo mais engajamento e audiência em uma determinada hora. 

A Globo também exibiu o primeiro capítulo nesta segunda-feira (16/11); mas neste caso, sim, valeria um protesto dos fãs. O episódio foi ao ar depois da meia noite, em um horário ingrato para a audiência. A faixa logo depois da reprise de "A Força do Querer" seria bem mais adequada. Porém, a série é exclusiva da Globoplay e a exibição foi apenas um chamariz para mais assinantes. O que é possível observar da nova saga das protagonistas de "Malhação", escrita por Cao Hamburger, é a permanência de todas as características já observadas no seriado adolescente vespertino. Tanto na essência das personagens quanto na elaboração de seus dramas. E, como a temporada foi primorosa, não é um demérito.

É no momento mais conturbado da vida de Tina (Ana Hikari) que as cinco jovens se reencontram após seis anos sem se verem e cerca de três desde a última mensagem no grupo "As Five". As amigas se mobilizam para estarem presentes no velório da mãe de Tina. Morando nos Estados Unidos, Ellen (Heslaine Vieira) volta ao Brasil especialmente para acompanhar a cerimônia.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Tudo sobre a coletiva de lançamento de "As Five", nova série da Globoplay

 A Globo promoveu nesta terça-feira, dia 10, mais uma coletiva para o lançamento de "As Five", série exclusiva da Globoplay, que estreia no dia 12, oriunda da temporada de sucesso de "Malhação - Viva a Diferença", exibida entre 2017 e 2018. Também escrita por Cao Hamburger, a série será exibida semanalmente no serviço de streaming da Globo. É a primeira vez que algo do tipo acontece. Normalmente, em qualquer plataforma do gênero, a temporada é disponibilizada completa. O objetivo, claro, é segurar a audiência. Fui um dos convidados do bate-papo e conto um pouco tudo o que foi falado. 

É no momento mais conturbado da vida de Tina (Ana Hikari) que as cinco jovens se reencontram após seis anos sem se verem e cerca de três desde a última mensagem no grupo "As Five". As amigas se mobilizam para estarem presentes no velório da mãe de Tina. Morando nos Estados Unidos, Ellen (Heslaine Vieira) volta ao Brasil especialmente para acompanhar a cerimônia. Keyla (Gabriela Medvedoski) leva Tonico (Matheus Dias), agora com sete anos, para rever as madrinhas, mas o garoto prefere fazer bagunça a interagir com elas, de quem mal consegue lembrar. Lica (Manoela Aliperti) chega sozinha ao local e fica constrangida quando seu olhar cruza com o de Samantha (Giovanna Grigio). Já Benê (Daphne Bozaski) conta com a companhia de Guto (Bruno Gadiol) e nem imagina que seu casamento está com os dias contados. 

Perguntei a todas o que não imaginavam estar na sinopse de "As Five". "Difícil responder sem dar spoiler, mas foi a autoestima da Keyla. Era algo que não esperava. Mas o resto só vendo a série porque é spoiler", contou Gabi. "Me surpreendeu a Lica continuar tendo uma atitude de adolescente à flor da pele. O pouco que posso dizer é isso", disse uma envergonhada Manu.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Daphne Bozaski fez de Benê um dos trunfos de "Malhação - Viva a Diferença"

"Malhação - Viva a Diferença" fez um justo sucesso de público e crítica. A escolha para ser reprisada durante a paralisação das gravações nos Estúdios Globo por conta da pandemia do novo coronavírus não foi por acaso. As razões para tamanho êxito foram muitas e uma delas a escolha certeira do time de protagonistas. Tanto na escalação das atrizes, quanto na construção das cinco personagens. O autor Cao Hamburger e o diretor Paulo Silvestrini foram muito felizes. Entretanto, embora todas as meninas tenham sido apaixonantes, recheadas de qualidades e defeitos, houve uma que sempre se destacou em virtude da sua 'diferença', que acabou sendo a mais visível: a fofa Benê.


Daphne Bozaski esteve perfeita na composição primorosa de sua personagem, que tinha o sério risco de virar uma caricatura pouco crível. A menina doce, extremamente carente e com aspecto de nerd sofria de Síndrome de Asperger, um grau mais leve de autismo. Esse transtorno neurobiológico é pouco conhecido e o autor acertou em cheio quando o colocou em uma de suas protagonistas. Embora só tenha sido falado claramente na trama perto da reta final, o problema foi exposto através das atitudes da menina.

Benedita tem problemas de convívio social e sempre foi uma pessoa solitária. Tudo mudou quando conheceu Lica (Manoela Aliperti), Ellen (Heslaine Vieira), Keyla (Gabriela Medvedovski) e Tina (Ana Hikari) no metrô, fazendo questão de adicioná-las no WhatsApp, organizando um novo quinteto que se tornou inseparável. Contudo, as dificuldades da frágil menina sempre se mostraram presentes, apesar dessa evolução em torno de um maior vínculo de amizade.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Quinteto central foi a melhor surpresa de "Malhação - Viva a Diferença"

"Malhação - Viva a Diferença" (exibida entre 2017 e 2018) marcou a estreia de Cao Hamburger na Globo com o pé direito. A temporada, dirigida por Paulo Silvestrini, abordou temas importantes de forma séria e o enredo muito bem escrito pelo autor foi repleto de qualidades. A audiência correspondeu (a média de 20 pontos é um excelente índice e o maior em dez anos de "Malhação", até hoje não superado). A reprise, por conta da pandemia do coronavírus, ajuda a reforçar os inúmeros acertos da trama. E um dos muitos foi a escolha (e construção) das cinco protagonistas.


Keyla (Gabriela Medvedovski), Tina (Ana Hikari), Ellen (Heslaine Vieira), Lica (Manoela Aliperti) e Benê (Daphne Bozaski) são perfis cativantes e totalmente verossímeis, representando a adolescência de uma forma nada maniqueísta. Não há boazinha e nem malvada, há meninas em busca de seus desejos e com muitos dilemas, repletas de virtudes e defeitos. São todas cem por cento humanas, precisando lidar todos os dias com as diferenças que tinham tudo para separá-las, mas que só as unem mais.

Os perfis foram construídos com extrema habilidade pelo autor e a escalação podia colocar tudo a perder. Afinal, atrizes fracas não conseguiriam passar todas as nuances das protagonistas, aniquilando o DNA do roteiro da temporada. E o risco era elevado, pois "Malhação" lança talentos desde a sua estreia, em 1995. Os escolhidos são sempre novatos, implicando em uma chance maior de tropeços.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

"Malhação - Viva a Diferença" é uma reprise muito bem-vinda

A pandemia do coronavírus fez a Globo interromper as atividades nos Estúdios Globo e a principal prejudicada foi "Malhação - Toda Forma de Amar". Ao contrário de "Salve-se Quem Puder" e "Amor de Mãe", a temporada não será continuada depois que o caos passar. Seu fim foi antecipado em um mês e o desfecho da história de Emanuel Jacobina se mostrou deprimente. Como medida de emergência, a emissora escolheu "Malhação - Viva a Diferença" para ser reprisada, uma das mais elogiadas fases do seriado adolescente.


Vencedora do Emmy Internacional Kids na categoria Séries, a trama, brilhantemente escrita por Cao Hamburger e dirigida com talento por Paulo Silvestrini, foi uma seleção muito acertada da Globo. Além de ter sido um dos maiores sucessos recentes de público e crítica, a produção gerou um uma série exclusiva da Globo Play prevista para estrear no segundo semestre com o título de "As Five". Isso porque os telespectadores se apaixonaram pela saga de cinco amigas totalmente diferentes que estabeleceram um elo que originou uma sucessão de dramas e conflitos arrebatadores. A reprise serve para angariar ainda mais audiência para essa espécie de continuação criada para o serviço de streaming.

Assim que estreou, no dia 8 de maio de 2017, "Malhação - Viva a Diferença" deixou a melhor das impressões. Pela primeira vez na história do seriado adolescente não havia um casal protagonista e, sim, cinco meninas totalmente diferentes que se conheceram em um vagão de metrô, inciando um laço futuramente indestrutível graças ao parto de uma delas.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Sucesso de "Malhação - Viva a Diferença" ainda rende frutos para a Globo

O sucesso de "Malhação - Viva a Diferença" ainda rende frutos. A temporada de maior audiência do seriado adolescente desde 2009 chegou ao fim em março, com 21 pontos de média, e deixou um gosto de quero mais. Isso porque, embora neguem, a trama foi encurtada pela Globo em um mês por causa da Copa do Mundo. A história muito bem escrita por Cao Hamburger conquistou o público com a saga de cinco garotas totalmente diferentes que criaram um vínculo de amizade lindo. A produção foi indicada ao Emmy Internacional Kids em outubro e a boa notícia é que agora vai virar série.


Vários veículos divulgaram a boa nova na segunda feira (26/11). O autor está trabalhando nos episódios de um revival chamado "As Five", como ficaram conhecidas as protagonistas Benê (Daphne Bozaski), Lica (Manoela Aliperti), Tina (Ana Hikari), Keyla (Gabriela Medvedovski) e Ellen (Heslaine Vieira). As gravações devem começar no próximo trimestre e a série será exibida primeiro na plataforma Globo Play, serviço de streaming da emissora. Depois fará parte da programação da tevê aberta, ao que tudo indica ainda em 2019.

A nova produção vai mostrar as vidas das cinco garotas após uma passagem de tempo. Anos depois e já jovens adultas, elas vão se reencontrar no enterro de Mitsuko (Lina Agifu), mãe de Tina, e terão que reaprender a conviver porque suas vidas mudaram muito. Vale lembrar que no final de "Viva a Diferença", as meninas reafirmaram o pacto de amizade que as uniram na temporada, mas seguiram rumos distintos.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Primorosa, "Malhação - Viva a Diferença" honrou seu subtítulo e será eternamente lembrada pelo conjunto de qualidades

Assim que estreou, no dia 8 de maio de 2017, "Malhação - Viva a Diferença" deixou a melhor das impressões. Pela primeira vez na história do seriado adolescente não havia um casal protagonista e, sim, cinco meninas totalmente diferentes que se conheceram em um vagão de metrô, inciando um laço futuramente indestrutível graças ao parto de uma delas. O nascimento do pequeno Tonico (Danilo Castro de Souza), ao som de Trem Bala (cantada por Ana Vilela), marcou o primeiro capítulo, arrebatando o público imediatamente, que logo se apaixonou pela forma como o quinteto central se conheceu. Uma promissora fase se anunciava.


E a promessa de uma grande história acabou sendo cumprida ao longo dos meses. A estreia de Cao Hamburger como autor solo na Globo se mostrou a melhor possível, após brilhantes trabalhos na TV Cultura, como o icônico "Castelo Rá-Tim-Bum" (1994/97), "Um Menino Muito Maluquinho" (2006), "Pedro & Bianca" (2012) e "Que Monstro Te Mordeu?" (2014). O escritor até já tinha trabalhado na Globo escrevendo a série "Cidades dos Homens", em parceria com outros roteiristas, entre 2002 e 2005, além de ter sido redador dos infantis "Disney Club" e "Disney Cruj" (1997 - 2002) no SBT. Acostumado a escrever para crianças, ele mostrou ter total habilidade para representar o mundo jovem e construir adolescentes reais, sem fantasiar ou fugir de temas mais densos.

Além da ousadia em ter cinco meninas protagonizando seu enredo e não um casal, Cao ainda trouxe a trama para São Paulo, após 24 temporadas tendo o Rio de Janeiro como ambientação. Essa mudança pode parecer boba, mas ajudou bastante para ''oxigenar'' o formato, principalmente através de vários diálogos tendo gírias paulistas sendo usadas, como o termo "treta" para se referir a brigas, pouco utilizada pelos cariocas.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Irretocável como Benê, Daphne Bozaski é o grande destaque de "Malhação - Viva a Diferença"

"Malhação - Viva a Diferença" vem fazendo um justo sucesso de público e crítica. As razões para tamanho êxito são muitas e uma delas é a escolha certeira do time de protagonistas. Tanto na escalação das atrizes, quanto na construção das cinco personagens. O autor Cao Hamburger e o diretor Paulo Silvestrini foram muito felizes. Entretanto, embora todas as meninas sejam apaixonantes, recheadas de qualidades e defeitos, há uma que sempre se destacou em virtude da sua 'diferença', que acaba sendo mais visível: a fofa Benê.


Daphne Bozaski está simplesmente perfeita na composição primorosa de sua personagem, que tinha o sério risco de virar uma caricatura pouco crível. Afinal, a menina doce, extremamente carente e com aspecto de nerd sofre de Síndrome de Asperger, um grau mais leve de autismo. Esse transtorno neurobiológico é pouco conhecido e o autor acertou em cheio quando o colocou em uma de suas protagonistas. Embora ainda não tenha sido falado claramente na trama, o problema vem sendo exposto através das atitudes da menina.

Benedita tem problemas de convívio social e sempre foi uma pessoa solitária. Tudo mudou quando conheceu Lica (Manoela Aliperti), Ellen (Heslaine Vieira), Keyla (Gabriela Medvedovski) e Tina (Ana Hikari) no metrô, fazendo questão de adicioná-las no WhatsApp, organizando um novo quinteto que se tornou inseparável. Contudo, as dificuldades da frágil menina sempre se mostraram presentes, apesar dessa evolução em torno de um maior vínculo de amizade.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Guto e Benê esbanjam delicadeza em "Malhação - Viva a Diferença"

"Malhação - Viva a Diferença" não é uma trama sobre casais. Ela se diferencia das demais temporadas por focar nas questões individuais dos personagens, tendo cinco protagonistas e não um ou dois pares. O foco é a força da amizade, tendo vários conflitos e dramas pessoais correndo por fora, incluindo os relacionamentos amorosos, obviamente. Mas o espaço para momentos românticos existe e a melhor relação da história é a de Guto (Bruno Gadiol) e Benê (Daphne Bozaski).


Primeiramente, porque Benedita é o perfil mais cativante do quinteto central, apresentando particularidades apaixonantes, como levar tudo o que é dito ao pé da letra, além de jogar verdades na cara dos outros de forma natural e até inocente. Ela sofre de Síndrome de Asperger, um grau leve de autismo, mas o 'problema' nunca foi dito no enredo. Todos sabem que a menina é diferente, embora ninguém saiba exatamente o porquê. Sua dificuldade com o toque e o barulho sempre foi seu maior obstáculo, provocando alguns surtos, inclusive. 

Já Guto é um dos tipos masculinos mais complexos da história, carregando um nuvem de incertezas consigo. Tímido e retraído, o rapaz nunca teve facilidade em socializar com as meninas, mesmo sendo considerado o bonitão da escola. O fato de nunca ser visto namorando, por sinal, começou a despertar desconfianças de alguns.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Briga do quinteto central promove boa virada e comprova o talento das atrizes em "Malhação - Viva a Diferença"

Quando há assunto de sobra para ser comentado sobre uma trama é sinal de que a produção está no caminho certo. "Malhação - Viva a Diferença" já provou e comprovou isso várias vezes desde a sua estreia, em maio. Após abordagens precisas sobre o uso de drogas na adolescência e racismo, a temporada apresentou uma grande virada na história: o rompimento da amizade do quinteto protagonista. E a cena fez jus ao aguardado clímax.


Cao Hamburger esbanjou criatividade na semana passada, quando resolveu contar o drama de cada personagem em um dia da semana. Para isso, o autor usou o telefonema de Benê (Daphne Bozaski), expondo a tristeza das cinco meninas, plantando a dúvida na cabeça do telespectador a respeito do que teria acontecido com elas. E a 'saga' das explicações começou na terça-feira passada (07/11), com o conflito de Tina (Ana Hikari), sendo obrigada pela mãe a viajar para o Japão, após ter sido flagrada com Anderson (Juan Paiva) em seu quarto.

O drama de Lica foi exposto na quarta, com a garota conversando com Tina, e contando os problemas que enfrentou no período 'pós-balada em seu apartamento', confessando ainda que beijou Deco (Pablo Morais) em outra 'festinha'. A quinta foi o dia de Ellen, protagonizando o capítulo mais dramático. A garota se viu mais uma vez humilhada pelas colegas de escola, sendo vítima do preconceito social e do racismo.

terça-feira, 20 de junho de 2017

"Malhação - Viva A Diferença" apresenta protagonistas bem construídas e cinco atrizes talentosas

No ar há pouco mais de um mês (estreou no dia 8 de maio), "Malhação - Viva a Diferença" já pode ser considerada um acerto. A temporada de Cao Hamburger, dirigida por Paulo Silvestrini, vem abordando temas importantes de forma séria e o enredo muito bem escrito pelo autor é repleto de qualidades. A audiência, por sinal, está correspondendo (a média está acima dos 20 pontos, excelente índice e o maior em dez anos de "Malhação"). E um dos muitos êxitos da atual fase é a escolha (e construção) das cinco protagonistas.


Keyla (Gabriela Medvedovski), Tina (Ana Hikari), Ellen (Heslaine Vieira), Lica (Manoela Aliperti) e Benê (Daphne Bozaski) são perfis cativantes e totalmente verossímeis, representando a adolescência de uma forma nada maniqueísta. Não há boazinha e nem malvada, há meninas em busca de seus desejos e com muitos dilemas, repletas de virtudes e defeitos. São todas cem por cento humanas, precisando lidar todos os dias com as diferenças que tinham tudo para separá-las, mas que só as unem mais.

Os perfis foram construídos com extrema habilidade pelo autor e a escalação podia colocar tudo a perder. Afinal, atrizes fracas não conseguiriam passar todas as nuances das protagonistas, aniquilando o DNA do roteiro dessa temporada. E o risco era elevado, pois "Malhação" lança talentos desde a sua estreia, em 1995. Ou seja, os escolhidos são sempre novatos, implicando em uma chance maior de tropeços.