Aviso/Warning

Se algum link estiver inacessível envie-nos um email ou deixe-nos um comentário/ If by any chance there is a broken link send us an email or leave us a comment.

Martinha - ''Como Antigamente'' (LP 1974)

sábado, 3 de maio de 2014



Martinha – "Como Antigamente" (LP Continental SLP-10.143, 1974).

Martha Vieira Figueiredo Cunha, a Martinha (Belo Horizonte, 30 de Julho de 1949), mais conhecida por Martinha, é uma cantora e compositora brasileira.
Foi apelidada de "Queijinho de Minas" pelo rei Roberto Carlos. Destacou-se na Jovem Guarda participando em programas musicais e em entrevistas nas mais importantes emissoras de televisão.
O seu grande sucesso foi “Eu daria a minha vida”, gravada em 1968, depois também gravada por Roberto Carlos, exemplo seguido por outros cantores.
Ao longo da sua carreira, iniciada em 1966 e feita tanto no Brasil como no exterior, gravou 23 LP, que somaram três milhões de cópias vendidas. Alcançou grande êxito na América Latina com canções como "Hoy daria yo la vida", "Llueve" e "Aquí".
Ganhou todos os prémios possíveis no país, e muitos outros no exterior. Como compositora, conseguiu grande êxito, tanto com cantores da Jovem Guarda como com os sertanejos. Actualmente reside na cidade de São Paulo.

Fonte: Wikipedia


Faixas/Tracklist:

01 Como antigamente (Milton Carlos, Martinha)
02 Erros e defeitos (Milton Carlos, Martinha)
03 Eu era você (Milton Carlos, Martinha)
04 Sebastiana da Silva (Rômulo Paes)
05 Un jour un enfant (Eddy Marnay, Emile Stern)
06 Suas maneiras (Milton Carlos, Martinha)
07 Minha casa (Milton Carlos, Martinha)
08 À noite combinamos (Milton Carlos, Martinha)
09 Eu quero (Sergio Bittencourt)
10 Sua foto na parede do meu quarto (Milton Carlos, Martinha)
11 Dream a little dream of me (Gus Kahn, W.Schwandt, F.Andree)
12 Elementar (Milton Carlos)

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Miguel, do Brasil, a quem agradecemos.

Simone de Oliveira - A Saudade Vem Depois (EP 1959)

sexta-feira, 2 de maio de 2014



Simone de Oliveira - A Saudade Vem Depois (EP Alvorada MEP 60230, 1959).
Acompanhada pelo Conjunto de Jorge Machado.


A biografia desta excelente cantora e actriz portuguesa já se encontra inserida neste blogue.


Faixas/Tracks:

01 - A Saudade Vem Depois
02 - Não Há razão
03 - Terra Formosa
04 - A Noite É Bela

EP ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo Nestor Chainho, a quem agradecemos.
Masterização por Carlos Santos.

Tommy James - My Head, My Bed And My Red Guitar [LP 1972]




Tommy James ‎– My Head, My Bed And My Red Guitar (LP Roulette Records ‎– 9045-3007, 1972).

Após conseguir catorze Top 40 hits com o grupo The Shondells , Tommy James iniciou a sua carreira a solo. My Head, My Bed And My Red Guitar, foi um álbum gravado em Nashville , no verão de 1971 e foi apelidado como uma obra-prima pela Rolling Stone Magazine. Este LP foi produzido por Tommy e Bob King que contou com a lendária guitarra de Pete Drake e com alguns dos melhores músicos de música country de todos os tempos, incluindo Scotty Moore (o guitarrista de Elvis Presley) e DJ Fontana, além de Charlie McCoy, Pig Robbins , Buddy Spicher , Buddy Harmon, Russ Leslie e Dave Kirby, entre outros.


Tommy James (nascido Thomas Gregory Jackson, 29 de Abril de 1947, Dayton, Ohio) é um cantor, músico, letrista e produtor norte-americano.
Aos doze anos, formou a sua primeira banda, chamada Tom and the Tornadoes. Em 1963, mudaram o nome para The Shondells.
Em 1964, um DJ local da rádio WNIL, de Niles, fundou o seu próprio selo, Snap Records. The Shondells foram umas das bandas locais gravadas por ele. Uma das canções ali gravadas foi a obscura "Hanky Panky", de autoria de Jeff Barry e Ellie Greenwich. A canção fez muito sucesso localmente, mas o selo não tinha recursos para promovê-la nacionalmente e foi de imediato esquecida.
Em 1965, um DJ em Pittsburgh, Pennsylvania encontrou uma cópia de "Hanky Panky" e tocou-a como se fosse "exclusiva" da rádio. A resposta dos ouvintes foi positiva, que procuraram saber onde poderiam obter uma cópia do "novo" compacto. Um outro DJ começou a tocar a canção em festas locais. Mais tarde, um pirata local gravou a canção da rádio em fita cassete e começou a fazer cópias da mesma. As vendas da cópia pirata foram estimadas em 80.000 unidades. O DJ de Pittsburgh "Mad Mike" Metro localizou Tommy James e informou-o que a canção era o maior sucesso da cidade. Tommy foi convencido a ir à Pennsylvania e a fazer aparições promovendo o não mais esquecido single. Em seguida, Tommy foi para Nova York vendendo o master original de "Hanky Panky" para a Roulette Records. No final do verão de 1966, era o single mais vendido do país. Como grupo, Tommy James and The Shondells obtiveram diversos êxitos que chegaram aos Tops das paradas de sucessos, entre os quais salientamos, "Hanky Panky" (1966) e "Crimson and Clover" (1969) ou ainda, "I Think We're Alone Now", "Mirage", "Mony Mony", "Sweet Cherry Wine" e "Crystal Blue Persuasion".
Tommy James and The Shondells separaram-se em 1970. Tommy seguiu uma carreira a solo, e alcançou as paradas novamente com "Draggin' the Line" (4º lugar em 1971) e "Three Times In Love" (19º lugar em 1980). Tommy foi premiado com vários discos de ouro e platina e vendeu mais de 100 milhões de discos ao nível mundial. Também escreveu o hit "Tighter, Tighter" em 1970 para o grupo Alive 'N Kickin', que vendeu milhões de cópias.

Músicos intervenientes:

Guitarras eléctricas: Tommy James, Scotty Moore (o guitarrista de Elvis Presley) , Dave Kirby
Guitarra "pedal steel": Pete Drake
Guitarras acústicas: Ray Edenton, Dale Sellers, Linda Hargrove, Tommy James
Teclados: Pig Robbins, George Richey
Baixo: Bob King
Rabeca/violino: Buddy Spicher
Harmónica: Charlie McCoy
Bateria e percussão: DJ Fontana, Buddy Harmon, Russ Leslie
Vozes de apoio: The Nashville Edition


Faixas/Tracklist:

A1 Nothing To Hide 2:43
A2 Tell' Em Willie Boy's A' Comin' 2:47
A3 White Horses 3:41
A4 The Last One To Know 4:29
A5 Rosalee 2:49
A6 Paper Flower 4:37
B1 Walk A Country Mile 2:10
B2 Who's Gonna Cry 4:25
B3 Forty Days And Forty Nights 2:57
B4 Kingston Highway 3:09
B5 I Live To Love A Woman 2:52
B6 Fortunada 3:41
B7 Dark In The Night

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo James Dyson, a quem agradecemos.

Tonicha - A Voz Do Meu Povo (Vários Sucessos)

quinta-feira, 1 de maio de 2014



Compilação particular que reúne algumas das canções mais emblemáticas de Tonicha, uma excelente e versátil cantora portuguesa. Nas faixas 6 e 11, Tonicha aparece integrada conjuntamente com o grupo In-Clave e Fernando Tordo e na faixa 7, realça-se a intervenção de Ary dos Santos (poeta português já falecido).

Tonicha com Ary dos Santos.

Faixas/Tracklist:

01 - Hino do Trabalho
02 - Cantaremos-Lutaremos
03 - Somos Livres
04 - Os Novos Pobres
05 - A Voz do Meu Povo
06 - Canção Combate [Tonicha, In-Clave, Fernando Tordo]
07 - Bandeira da Vitória (Tonicha e Ary dos Santos)
08 - Já Chegou a Liberdade
09 - O Preto No Branco
10 - Obrigado Soldadinho
11 - Portugal Ressuscitado [Tonicha, In-Clave, Fernando, Tordo]
12 - Tanto Me Faz

Algumas faixas foram ripadas do vinil. Compilação com temas retirados de vários discos desta cantora. Agradecimento a Francisco Márzia do Clube de Fãs da Tonicha.
Alinhamento, adaptação das capas e grafismos, por Carlos Santos.

Vieira da Silva - Para a Construção da Cidade Necessária (EP 1970).




Vieira da Silva - Para a Construção da Cidade Necessária (EP RRdiscos – RREP 9971, 1970).

Faixas/Tracks:

01 – Canção para uma manhã diferente (V. da Silva)
02 – Para a construção da cidade necessária (V. da Silva)
03 – Porque é urgente cantar (V. da Silva)
04 – Da solidão e do trigo (V. da Silva)

Da contracapa deste EP retirámos a citação de Vieira da Silva:

““Para a Construção da Cidade Necessária” e “Da Solidão e do Trigo” são duas canções construídas para Mirene Cardinalli. Canto-as, trazendo a toda a gente parte do seu sonho não realizado. Inútil, já que póstumo, é este o meu grito de saudade-revolta”.

Na realidade, Mirene Cardinalli faleceu no dia 19 de Dezembro/1969 (juntamente com o marido) aos 27 anos, vitima de um brutal acidente de viação na “recta do Cabo”, no qual faleceu também o jovem cantor Carlos Belo. Mirene tinha em preparação com o compositor de baladas e canções de intervenção Vieira da Silva (também jornalista da revista Mundo da Canção), um disco precisamente onde incluiria entre outras a canção “Para a construção da cidade necessária”.


Vieira da Silva é um cantor português, nascido em 11 de Julho de 1946, natural da Freguesia de S. Salvador, Concelho de Ílhavo/Portugal.
A biografia deste excelente cantor de intervenção e poeta já se encontra inserida neste blogue.

Para a Construção da Cidade Necessária (Letra: Vieira da Silva)

Tu
que acreditas
que a bruma
vai rasgar-se em dia aberto

tu
que acreditas
que o vento
vai quebrar-se em mar de calma

porque te ficas sentado
à janela da quimera
porque não vens para a rua
provocar a primavera

vem
vem desenhar o futuro
na morte deste presente
vem
vem mostrar a madrugada
e vem dá-la a toda a gente

tu
que adivinhas 
que as nuvens
vão desfazer-se em azul

tu 
que adivinhas
que a noite
vai resolver-se em luar

porque te deixas dormir
na cama da tradição
porque não fazes do sonho
o grito duma canção

vem
vem transformar o amor
até hoje inexistente
vem
vem construir a cidade
e vem dá-la a toda a gente.

EP ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo António Portela, a quem agradecemos.
Masterização por Carlos Santos.

Julie London - Calendar Girl (LP 1956)

quarta-feira, 30 de abril de 2014



Julie London ‎– Calendar Girl (LP Liberty ‎– SL 9002, 1956).

Calendar Girl foi um álbum/LP de Julie London, lançado pela Liberty Records em 1956. De acordo com o nome do álbum, cada uma das primeiras doze faixas tem o nome de um mês, finalizando e completando o LP com uma canção intitulada "décimo terceiro mês " (The Thirteenth Month). Duas das canções foram compostas especialmente para este álbum pelo marido de London, Bobby Troup, que também o produziu, tal como fez com outros discos da mulher.



Julie London (Santa Rosa, 26 de Setembro de 1926 - Encino, 18 de Outubro de 2000) foi uma cantora de jazz e actriz norte-americana.
Nascida Gayle Peck, iniciou a sua carreira artística no cinema nos anos 40, muito antes de se tornar famosa como cantora.
Com uma beleza singular, actuou em mais de 20 filmes e fez grande sucesso contracenando com Gary Cooper em O Homem do Oeste (1958). A sua carreira de actriz de cinema e de televisão durou mais de 35 anos.
Em 1955, gravou o seu primeiro disco, Julie Is Her Name, que foi seguido de muitos outros. Célebre pela sua voz sensual, foi a primeira intérprete da canção Cry Me a River. Foi uma das artistas mais populares dos anos 50, sendo considerada a melhor cantora dos Estados Unidos em 1955, 1956 e 1957, pela revista Billboard. Ao longo da sua carreira, gravou 32 álbuns. Entre os seus maiores sucessos, figuram canções como, Cry Me a River (que fez parte do seu primeiro disco, gravado em 1955), Sway, Desafinado e Fly Me To The Moon. Intérprete versátil, gravou também Light My Fire, dos Doors e Yummy Yummy Yummy do grupo Ohio Express.
Em meados da década de 90, London sofreu um derrame cerebral, o que fragilizou muito a sua saúde nos anos seguintes, contribuindo para a sua morte em 18 de Outubro de 2000.

Fonte: Wikipedia.


Faixas/Tracklist:

A1 June In January (Robin-Rainger) 2:05
A2 February Brings The Rain (Bobby Troup) 2:19
A3 Melancholy March (Saunders-Langdon) 2:20
A4 I'll Remember April (Ray-Paul-Johnston) 1:58
A5 People Who Are Born In May (Earl Brent) 1:39
A6 Memphis In June (Paul Francis Webster, Hoagy Carmichael) 1:58
B1 Sleigh Ride In July (Burke, Van Huesen) 2:20
B2 Time For August (Arthur Hamilton) 1:59
B3 September In The Rain (Warren-Dubin) 1:36
B4 This October (Bobby Troup) 1:46
B5 November Twilight (King-Webster) 3:18
B6 Warm December (Bob Russell) 1:55
B7 The Thirteenth Month (Arthur Hamilton) 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Steve Miles, a quem agradecemos.

Censurar Ninguém Se Atreve / Pioneiros Da Jovem Guarda V/A (2 LPs)

terça-feira, 29 de abril de 2014



Censurar Ninguém Se Atreve/ Pioneiros Da Jovem Guarda V/A (2 LPs em 1 CD)

Trata-se de uma compilação que agrega 2 fantásticos LPs, “Censurar Ninguém Se Atreve”(LP WOP BOP, 1989) e “Pioneiros da Jovem Guarda” (Bruno Discos LPBDL 0002, 1994) abrangendo o pioneirismo do rock brasileiro e o início da Jovem Guarda, num único álbum. A compilação reúne raridades do rock brasileiro, com a participação de diversos intérpretes. Algumas das músicas dos 2 LPS já referidos foram recolhidas de singles ou 78 rpm bastante raros. 
Juntamos como bónus extra à compilação original que nos foi cedida, o tema nº 30 (Rock de Morte, de Sérgio Murilo) que aliás faz parte do alinhamento do LP "Censurar Ninguém Se Atreve".

Albert Pavão foi um dos pioneiros do rock brasileiro ao lado da irmã Meire Pavão

Recordando a história da época, o pioneirismo do rock e os primórdios da Jovem Guarda brasileira, através de um brevíssimo apontamento, o "pontapé inicial" do rock no Brasil foi Nora Ney (conhecida cantora de samba-canção) quando gravou o considerado primeiro rock, "Rock Around the Clock", de Bill Haley and His Comets.
Em 1957, foi gravado o primeiro rock original em português, "Rock and Roll em Copacabana", escrito por Miguel Gustavo (futuro autor de "Pra Frente Brasil") e gravada por Cauby Peixoto. Entre 57 e 58, diversos artistas gravaram versões de músicas americanas, como "Até Logo, Jacaré" ("See You Later, alligator"),"Meu Fingimento" ("The Great Pretender" dos The Platters) e "Bata Baby" (Long Tall Sally de Little Richard).


Embora em 1957 o grupo Betinho e Seu Conjunto, de "Enrolando o Rock" tenha alcançado grande fama, os primeiros ídolos do rock brasileiro foram os irmãos Tony e Celly Campelo que, em 1958, lançaram o single/compacto Forgive Me/Handsome Boy, que vendeu 38 mil cópias. Tony gravaria mais dois singles até ao seu álbum de 1959, e Celly atingiu o auge em 1959 com "Estúpido Cupido" (120 mil cópias vendidas).
O começo da década de 60 foi marcado pelo surgimento de grupos instrumentais como The Jet Black's, The Jordans e The Clevers (futuros Os Incríveis), e do cantor Ronnie Cord, que lançaria dois verdadeiros "hinos", a versão "Biquíni de Bolinha Amarelinha" e a rebelde "Rua Augusta".
Até que surge Roberto Carlos, que conseguiu dois hits em 1963: "Splish Splash" e "Parei na Contramão"…mas essa é uma outra história…A Jovem Guarda...

Faixas/Tracklist:


Coletânea gentilmente cedida pelo nosso amigo Leandro Fregulha (Brasil) a quem agradecemos.

Deniz Cintra - Deniz Cintra (EP 1969)




Deniz Cintra – Deniz Cintra (EP Philips 431932 PE, 1969).

Faixas/Tracklist:

01 – Manuel
02 – Pobre Velho
03 – Balada dos Homens e Mulheres Sentados
04 – Maria do Ó

(Todas os temas foram compostos por Deniz Cintra).

Deniz Cintra (n. 1952), irmão do actor e encenador Luís Miguel Cintra, foi um cantautor falecido precocemente em 1990, com 38 anos, um cantor de intervenção e baladeiro português e hoje praticamente esquecido da memória musical deste país.
Em 1972, a Orfeu indicou-o, sem sucesso, para o Festival RTP da Canção, nesse ano ganho por "A Festa da Vida", de Carlos Mendes.
Iniciou-se num Convívio de Medicina e depois num Convívio do liceu que frequentava interpretando canções suas e de Luís Cília. Enveredou pelo “folk”. A sua primeira balada, “O Homem”, tinha ainda muita influência de Cília. Publicou também poemas em vários jornais.
Em Junho de 1969 o “Zip” convida-o a actuar, o que vem a acontecer em Julho (“Testamento de um velho” e “Venho aqui exactamente”). Em Agosto desse ano grava o seu primeiro disco que só será lançado em Junho de 1970. Neste seu EP que aqui apresentamos, é acompanhado por orquestra.
Chegou a ser actor do Grupo de Teatro do Ateneu Cooperativo. 
Faleceu em 1990.


Da contracapa transcrevemos parcialmente o interessante texto escrito por Nuno Portas (adaptado de um depoimento publicado em “A Mosca” em 13 de Setembro de 1969):

“A balada, prenúncio de uma nova geração, não tem tido as mesmas condições de expressão de outras espécies de música dita ligeira mais ou menos comercial quer pelo desconforto temático que introduz, quer pela perturbação que poderia introduzir, quando atingida dimensão popular, nos interesses organizados da indústria e no clima passivo dos espectáculos musicais. Por este motivo interessa discuti-la – não na base das duas intenções mas antes nas potencialidades de comunicação-participação, ou de outro modo, na força que contenha ou possa desenvolver para a criação de um espaço cultural de gente nova acordada - em ritmo-comum. Daí a dívida que temos pelo arranque dado por um José Afonso ou um Adriano Correia de Oliveira.
Dylan, Baez, Gil ou deste lado os Beatles, são chefes de fila, ou melhor, interpretes privilegiados de movimentos culturais avassaladores que estão abalando relações sociais e valores tradicionais…(…).
Na nova canção (balada será termo demasiado particular de um género demasiado revivalista) o intérprete é a chave do elemento significante ao mesmo nível das palavras e do tema musical. A sua forma de cantar é já em si mesma parte decisiva da mensagem: a que nos permite perceber a autenticidade, o inconfundível. Por isso senti na força irresistível vocal do Deniz Cintra, quando o ouvi ao vivo, potencialidades para romper com a relativa passividade, talvez de ilustradores de poema, que me parece dominar na actual fase desta forma de comunicação, a que atribui uma importância cultural própria para além de uma intenção de alargamento do consumo da poesia-escrita que me parece bem secundária e mesmo esteticamente equívoca. O suporte poético usado (cantado) na nova canção não pode senão sofrer nela uma metamorfose, não pode senão ser traído, em nome de outra vontade e de outra forma e de outro tempo de comunicar. É a incessante re-descoberta da comunicação colectiva, feliz, que a todos importa.”

EP ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo e coleccionador, António Portela, a quem agradecemos. Masterização por Carlos Santos.

Rock 'N' Roll - 6 Top Rock Groups - V/A (LP 1961 South Africa)

segunda-feira, 28 de abril de 2014



Rock 'N' Roll - 6 Top Rock Groups - V/A  (LP Renown NLP196, 1961).
Disco considerado muito raro.

Excelente e rara compilação maioritariamente instrumental gravada em 1961 e que reúne seis fantásticos e populares grupos de rock and roll sul africanos da época. Neste disco facilmente constatamos a boa forma e pujança da música rock na África do Sul nesse tempo, com grupos bem estruturados e perfeitamente ao nível do que de melhor se fazia no resto do mundo, especialmente nos países anglo-saxónicos. Destacamos particularmente os grupos, The Silhouettes e The Cavaliers que apresentam sonoridades e estilos aproximados aos “Shadows”.

The Silhouettes (South African Group)

Faixas/Tracks:

1. Guitar Boogie - The Silhouettes
2. Bouncing Halos - The Blue Angels
3. Send Me Some Loving - Al Bentley and the Silhouettes
4. Birks Works - The Cavaliers
5. Baby You Said No - The 5 Teens with Brian Stein
6. Boiler Shop - The Rousers
7. Asteroid - The Silhouettes
8. Rocking Angels - The Blue Angels
9. Money Money - The Rousers with Tony Blight
10. You Break Me Up - The Big Horns
11. Bull Fight - The Cavaliers
12. When the Saints Go Marching In - The Big Horns

Ripado do vinil. LP gentilmente cedido pelo nosso amigo sul africano, John Lyle, a quem agradecemos.

Saint Preux - Atlantis (LP 1979)

domingo, 27 de abril de 2014



Saint-Preux ‎– Atlantis (LP Héloïse Disques ‎– HEL 727.07, 1979 - France).

Saint-Preux (nome artístico de Christian Langlade) nasceu em 1950. É um compositor francês de música clássica contemporânea, combinando elementos da música popular e da música eletrónica.
Saint-Preux cresceu na pequena cidade de Mervent . Em 1968, ele já tinha lançado alguns discos 45 rpm com as suas canções, incluindo Une Étrange Musique (Uma Estranha Música), a qual alcançou o #71 lugar no ranking francês de discos daquele ano . 


Em Agosto de 1969, participou no Festival Internacional da Canção de Sopot (Polónia), com a sua primeira importante composição La Valse de L'enfance (A Valsa da Juventude). A canção foi defendida por Henri Seroka e o próprio Saint-Preux regendo a orquestra sinfónica. A sua música recebeu o prémio Grand Prix de la Presse (Grande Prémio da Imprensa) no festival e foi lançada no mesmo ano no Festival Seroka e gravada em single. Durante a sua estadia na Polónia, compôs o que veio a ser o seu maior sucesso o Concerto Pour Une Voix (Concerto Para Uma Voz).
Quando Saint-Preux regressou a França, René Boyer, líder da gravadora Fantasia, convenceu-o a gravar o seu "concerto para uma voz". Apesar de escrito originalmente para trompete e cordas, Saint-Preux ouviu a cantora francesa Danielle Licari ensaiando num outro estúdio, decidiu gravá-lo com a sua voz fazendo parte do trompete usando uma técnica vocal similar à scat singing do jazz. A canção, lançada pelo selo DiscAZ em 1969, tornou-os famosos, tanto a carreira dele como a dela.


Faixas/Tracklist:

Partie I

A1 Ouverture 2:38
A2 Sunken Continent 2:45
A3 From The Seven Cities 5:49

Partie II

A4 The Last Day 4:11
A5 Atlantis March 3:33

Partie III

B1 Sea Of Vision (1) 3:21
B2 Sea Of Vision (2) 2:54
B3 Chimere 3:45
B4 Atlantis (5:06)
B5 Orichalc 3:20
B6 The Secret Of Atlantis 4:35

Músicos:

Voz – Arthur Simms
Baixo – Bernard Paganotti
Bateria – Jo Hammer
Guitarra eléctrica – Patrice Tison
Percussão – Emmanuel Roche
Piano – Saint-Preux
Sintetizador – Jean-louis Bucchi e Max Gazzola

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Fabian Laroux, a quem agradecemos.