Aviso/Warning

Se algum link estiver inacessível envie-nos um email ou deixe-nos um comentário/ If by any chance there is a broken link send us an email or leave us a comment.

Vicky Leandros ‎– Le Disque D'Or de Vicky Leandros (LP 1977)

sábado, 18 de abril de 2020



Vicky Leandros ‎– Le Disque D'Or de Vicky Leandros (LP Philips ‎– 9279 502, Success Series, 08 de Abril de 1977). 
Género: Pop. 

Le Disque D'Or de Vicky Leandros” é um álbum/compilação que reúne alguns dos maiores sucessos de Vicky Leandros, gravados entre 1972 e 1976. 


Vicky Leandros (Paleokastritsa, 23 de agosto de 1949) é o nome artístico da cantora grega Vassiliki Papathanasiou. Vicky revelou o seu talento, muito jovem. Quando tinha apenas 13 anos, produziu o seu primeiro single “Messer, Gabel, Schere, Licht”, que teve sucesso imediato na Alemanha. 
Em 1967, Leandros recebeu o convite para representar o Luxemburgo no Festival Eurovisão da Canção 1967 com a melodia “L'Amour Est Bleu”. Vicky Leandros terminou a competição obtendo um quarto lugar. Em 1972, Vicky Leandros recebeu um segundo convite para representar o Luxemburgo na Eurovisão. Aceitou e venceu o festival com a melodia “Après-Toi”. Essa canção foi um grande êxito em toda a Europa. O total de vendas, até aos nossos dias ultrapassa os 10 milhões de cópias. Vicky canta em oito línguas, com os seus álbuns a serem vendidos em todo o mundo, com enorme sucesso. 
Leandros recebeu inúmeros prémios, discos de ouro e platina, em todo o mundo, tendo vendido mais de 100 milhões de cópias. 
Após um período de inactividade regressou em 1984, com “À l'Est d' Eden”. Volta a ter sucesso mas, por razões familiares, raramente se apresenta em palco. 
Mais informação sobre Vicky Leandros, já se encontra inserida neste blog. 


Faixas/Tracklist: 

A1 - Après Toi (M. Panas, K. Munro, Y. Dessca, Ralph Arnie) 
A2 - Comme Je Suis (M. Panas, K. Munro, P. Brancourt) 
A3 - Ceux Que J'aime (Meine Freunde Sind Die Träume) (L. Leandros, K. Munro, R. Arnie, P.A. Dousset) 
A4 - L'amour Brillait Dans Tes Yeux (O. Kaymos) 
A5 - Le Lac Majeur (M. Shuman, E. Roda-Gil) 
A6 - C'est La Vie Papa (L. Leandros, K. Munro, Y. Dessca) 
B1 - Notre Tango D'amour (Tango D'Amor) (L. Leandros, K. Munro, R. ArnieY. Heuzé) 
B2 - Chante Bouzouki (Die Bouzouki Klang Durch Die Sommernacht) (M. Panas, R. Arnie, K. Munro, A. Dousset) 
B3 - J'aime La Vie (Ich Liebe Das Leben) (K. Munro, L. Leandros, Y. Heuzé, V. Leandros) 
B4 - Reviens Vite (Wie Ein Märchen) (L. Leandros, K. Munro, R. Arnie, P.A. Dousset) 
B5 - Des Amoureux Comme Toi (Anders Als Die Andern) (L. Leandros, K. Munro, P.A. Dousset) 
B6 - Ce Matin-Là (Drehorgelmann) (L. Leandros, K. Munro, J. Demarny) 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Peter Pigeon, a quem agradecemos. 

Morreu o cantor francês Christophe, com 74 anos.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Morreu o cantor francês Christophe, com 74 anos. 

O famoso cantor francês Christophe (Daniel Bevilacqua, o seu verdadeiro nome), de 74 anos, conhecido por diversos sucessos como "Aline" e "Les Mots Bleus", morreu no passado dia 16 de abril de 2020, vítima de um enfisema pulmonar. 
Em 1965, Christophe ficou famoso com a melodiosa canção "Aline" e, a partir daí, soube manter-se em sintonia com as tendências musicais, prosseguindo com a sua carreira.


Christophe, nome artístico de Daniel Bevilacqua (Juvisy-sur-Orge, 13 de outubro de 1945 – Brest, 16 de abril de 2020), foi um excelente cantor, compositor e actor francês. O seu primeiro grande sucesso foi "Aline", em 1965. No mesmo ano, lançou "Les Marionettes", que também foi uma das suas principais canções. Além de cantar em francês, também interpretou temas em alemão e italiano. O cantor desapareceu do cenário musical francês no final dos anos 60, voltando somente em 1973 com o seu álbum “Les Paradis Perdus”. Devido a problemas de saúde, Christophe só voltaria a lançar um álbum inédito em 1996, intitulado “Bevilaqua” (sobrenome do seu pai) e outro em 2001. Em 2002, realizou em Clermont-Ferrand o seu primeiro show ao vivo em 27 anos, seguido de duas passagens pelo Olympia, no mesmo ano. Em 2008, o cantor lançou o décimo-quinto disco da sua carreira, “Aimer Ce Que Nous Sommes”. Gravou ainda outros 2 álbuns, Paradis Retrouvé (2013) e Les Vestiges du Chaos (2016), além de um trabalho ao vivo, Intime (2014). 
Além de cantar, Christophe também foi actor participando em seis filmes. 

R.I.P. 

Em sua homenagem, apresentamos esta rara compilação editada em Portugal, em 1966. 



Christophe ‎– Christophe (LP Disc'Az ‎– AZ-SB-201, Series: Super Budget, 1966/Edição Portuguesa). 
LP considerado raro. 
Género: Pop, Balada, Chanson. 



Faixas/Tracklist: 

A1 Les Amoureux Qui Passent 
A2 Je Suis Parti 
A3 Aline 
A4 Cette Vie-là 
A5 À Ceux Qu'On Aime 
A6 Je Chant Pour Un Ami 
B1 Je Ne T'Aime Plus 
B2 Maman 
B3 J'Ai Entendu La Mer 
B4 Cette Musique 
B5 Avec Des Mots D'Amour 
B6 Les Marionnettes 

LP gentilmente disponibilizado pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.

The Walker Brothers ‎– Introducing The Walker Brothers (LP 1965)




The Walker Brothers ‎– Introducing The Walker Brothers (LP Smash Records/MGS-27076, 1965). 
Produtor: John Franz, Nick Venet. 
Género: Pop/Rock. 

Introducing The Walker Brothers” é o álbum de estreia do trio The Walker Brothers nos EUA, lançado pela Smash Records, em 1965. No Reino Unido, onde o álbum foi originalmente editado, o LP chamou-se “Take It Easy with the Walker Brothers”. A versão alternativa americana alterou a ordem das músicas e substituiu alguns temas. 
O LP também inclui algumas faixas interessantes, especialmente a obscura composição de Randy Newman "I Don't Want to Hear It Any More" e o original de Scott Engel "You're All Around Me", ambas ao estilo de balada pop/rock que era o forte do grupo. 


The Walker Brothers foi uma banda de música pop americana em actividade nas décadas de 60 e 70, formada por Scott Engel, John Maus e Gary Leeds, com muito sucesso, especialmente no Reino Unido. Mais informação sobre este trio, já se encontra inserida neste blog. 


Faixas/Tracklist: 

A1. My Ship Is Coming In (Joey Brooks) 3:15 
A2. Doin' the Jerk (Scott Engel) 2:25 
A3. Love Her (Barry Mann, Cynthia Weil) 3:23 
A4. Dancing in the Street (Marvin Gaye, Ivy Hunter, William "Mickey" Stevenson) 3:50 
A5. I Don't Want to Hear It Any More (Randy Newman) 3:48 
A6. Love Minus Zero (Bob Dylan) 3:05 
B1. Make It Easy on Yourself (Burt Bacharach, Hal David) 3:14 
B2. Land of a 1,000 Dances (Chris Kenner) 2:35 
B3. There Goes My Baby (George Treadwell, Lover Patterson, Benjamin Nelson) 3:08 
B4. Pretty Girls Everywhere (Eugene Church, Thomas Williams) 2:30 
B5. Here Comes the Night (Mort Shuman, Doc Pomus) 2:27 
B6. You're All Around Me (Scott Engel, Lesley Duncan) 2:39 

Músicos/Personnel: 

Scott Walker – Voz, guitarra e teclados 
Gary Walker – Bateria e voz 
John Walker – Guitarra e voz 
The Quotations – Grupo de acompanhamento 
Jack Nitzsche – Arranjos e Condução 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Jimmy Dixon, a quem agradecemos.

Tommy Roe ‎– 12 In A Roe A Collection Of Tommy Roe's Greatest Hits (ABC Records ‎– ABCS-700, 1969)

quinta-feira, 16 de abril de 2020



Tommy Roe ‎– 12 In A Roe A Collection Of Tommy Roe's Greatest Hits (ABC Records ‎– ABCS-700, 1969). 
Produção: Felton Jarvis, Steve Barri, Steve Clark. 
Género: Pop/Rock. 


12 In a Roe a Collection of Tommy Roe's Greatest Hits” é um álbum/compilação de Tommy Roe que reúne sucessos do cantor gravados entre 1962 e 1969 e lançado pela ABC Records, em 1969. 
Tommy Roe (Thomas David Roe) cantor e compositor conhecido pelos seus álbuns “bubblegum“, nasceu em 9 de maio de 1942, Atlanta, Geórgia, EUA. O seu primeiro êxito foi "Sheila", gravado em 1960 mas que só teve sucesso dois anos depois. Sheila é uma reminiscência dos anos 50, ao estilo de Buddy Holly. 
A sua carreira esteve suspensa entre 1963-66 enquanto Roe servia como electricista no exército dos EUA. O cantor teve vários outros sucessos durante os anos 60, incluindo o famoso número um, de 1969, "Dizzy". Para além desta canção, destacamos também “Sweet Pea”, lançada em 1966, alcançou o número 1 no Canadá, o número 1 na Nova Zelândia, o número 7 na Austrália e o número 8 na Billboard Hot 100, em 1966. A música foi produzida por Gary S. Paxton. 
Mais informação sobre Tommy Roe, já se encontra inserida neste blog. 


Faixas/Tracklist: 

A1 - Sheila (T. Roe) 2:00 
A2 - Everybody (T. Roe) 1:50 
A3 - The Folk Singer (M. Kilgore) 2:54 
A4 - Party Girl (B. Buie, W. Gilmore) 2:33 
A5 - Carol (C. Berry) 2:34 
A6 - Sweet Pea (T. Roe) 2:10 
B1 - Hooray For Hazel (T. Roe) 2:29 
B2 - It's Now Winter's Day (T. Roe) 3:04 
B3 - Dizzy (F. Weller, T. Roe) 2:58 
B4 - Heather Honey (T. Roe) 2:52 
B5 - Jack And Jill m(F. Weller, T. Roe) 2:42 
B6 - Jam Up and Jelly Tight (F. Weller, T. Roe) 2:23 

BONUS: 

C1 - Baby I Love You (Jeff Barry, Ellie Greenwich, Phil Spector) 2:31 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Steve Rooney, a quem agradecemos.

Kay Starr ‎– The Hits Of Kay Starr (LP 1964)

quarta-feira, 15 de abril de 2020



Kay Starr ‎– The Hits Of Kay Starr (LP Capitol Records ‎– DT 415, 1964). 
Género: Jazz, Pop, Big Band, Swing. 


The Hits Of Kay Starr” é um álbum/compilação que reúne diversos sucessos da cantora americana Kay Starr, gravados entre 1950 e 1954. 
Katherine Laverne Starks (Doughery, Oklahoma/EUA, 21 de julho de 1922 - Bel Air, Califórnia, 3 de novembro de 2016), conhecida profissionalmente como Kay Starr, foi uma cantora americana de pop e jazz que teve um sucesso considerável no final das décadas de 40 e 50. 
Durante os anos cinquenta teve vários sucessos nas tabelas dos EUA, entre eles os N º 1 “Wheel of Fortune”' e “Rock and Roll Waltz”. 
Kay Starr também foi uma das primeiras artistas a fazer o mix da música country e o swing. A cantora atravessou vários estilos musicais, o jazz, country, pop, blues e rock ‘n’ roll, especialmente na década de 50. 
Os primeiros discos de Starr foram “Baby Me” e “Love With a Capital You”, gravados com a Orquestra de Glenn Miller quando Kay tinha apenas 16 anos, depois de Miller a ter contratado para substituir Marion Hutton. 
Já em 1946, a solo, Starr assinou contrato com o recém-formado selo Capitol Records. 


Kay Starr teve um sucesso decisivo com “You Were Only Fooling (While I Was Falling In Love)” em 1948, seguido por outras excelentes canções, “Oh, Babe!” e “Hoop-Dee- Doo.” 
A sua grande oportunidade chegou com a gravação da canção country “Bonaparte’s Retreat”. 
A sua interpretação vendeu um milhão de cópias. 
Os sucessos continuaram com “Come On-a My House”, que chegou ao No. 8 da tabela de música pop em 1952, e nesse mesmo ano Kay lançou a que provavelmente seria a sua música mais conhecida ”Wheel of Fortune “, que foi o número 1 por 10 semanas. 
Em 1957, o seu último grande sucesso foi “My Heart Reminds Me”, mantendo-se em actividade. Kay cantou em Las Vegas e Atlantic City, fez diversas digressões pelo país até à década de 90. Starr gravou um dueto com Tony Bennett no seu álbum de 2001 “Playin ‘With My Friends: Bennett Sings the Blues”. 
Kay Starr morreu em 3 de novembro de 2016, aos 94 anos, vítima de Alzheimer, em Bel Air, Califórnia. 
Mais informação sobre esta cantora, já se encontra inserida neste blog.


Faixas/Tracklis: 

A1 Wheel Of Fortune (Bennie Benjamin, George Weiss) - 1952 
A2 Comes A-Long A-Love (Al Sherman) - 1952 
A3 Three Letters (Billy Rose, Hal Stanley) - 1952 
A4 Boneparte's Retreat (Pee Wee King) - 1950 
A5 Fortune In Dreams (Hal Stanley, Raymond Karl) - 1954 
A6 The Man Upstairs (Stanley, Manners, Morgan) - 1954 
B1 I Waited A Little Too Long (Donald O'Connor, Sidney Miller) - 1952 
B2 Kay's Lament (Voz de Apoio – The Lancers, com Lee Young And His Band) (Hal Stanley, Kay Starr) - 1952 
B3 Half A Photograph (Bob Russell, Hal Stanley) - 1953 
B4 Fool, Fool, Fool (Voz de Apoio – The Lancers, com Lee Young And His Band (A. Nugetre) - 1952 
B5 Allez-Vous-En, Go Away (Cole Porter) - 1953 
B6 If You Love Me (Really Love Me) (Piaf, Parsons, Monnot) - 1954 
BONUS: 
C1 – Come On-A My House (Ross Bagdasarian, William Saroyan) – 1951 

Intervenientes/Personnel: 

Voz – Kay Starr 
Condução de Orquestra e Coros: Harold Mooney (faixas/tracks: A1 a A3, A5 a B1, B3, B5 a B6) 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Ben M. Preston, a quem agradecemos.

Morreu Moraes Moreira, cantor e compositor brasileiro, aos 72 anos.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Morreu Moraes Moreira, cantor e compositor brasileiro, aos 72 anos. 

O cantor e compositor brasileiro Moraes Moreira morreu na madrugada desta segunda-feira (13) aos 72 anos, no Rio de Janeiro, após ter sofrido um enfarte agudo do miocárdio. 
Antonio Carlos Moreira Pires nasceu em Ituaçu, no interior da Bahia, em 8 de julho de 1947. Começou a tocar sanfona de doze baixos em festas de São João e outros eventos na cidade. Na adolescência, aprendeu a tocar violão enquanto fazia o curso de ciências em Caculé, na região sudoeste da Bahia, em 1967. Aos 19 anos, foi para Salvador, onde começou a estudar no Seminário de Música da Universidade Federal da Bahia. Aí, conheceu os seus futuros companheiros da banda “Novos Baianos”, Luiz Galvão e Paulinho Boca de Cantor, além de Tom Zé. 
Em 1968, eles criaram o espectáculo que deu origem aos Novos Baianos, “Desembarque dos Bichos depois do Dilúvio Universal”. O grupo já tinha também a participação de Baby do Brasil (Baby Consuelo, na época) na voz, e o guitarrista Pepeu Gomes, quando foi participar no popular Festival da Música Popular Brasileira na TV em 1969, com a música “De Vera”, de Moreira e Galvão. 
No ano seguinte, o grupo lançou o seu disco de estreia, “Ferro Na Boneca”. Mas a sua grande obra viria após uma visita de João Gilberto à casa em que eles moravam juntos, já no Rio de Janeiro. Em 1972, lançaram o álbum “Acabou Chorare”, que consagrou os Novos Baianos. O trabalho juntava samba, rock, bossa nova, frevo, choro e baião. 
Deste álbum de 1972, destacamos as faixas “Brasil Pandeiro”, de Assis Valente, além de “Preta Pretinha”, “Mistério do Planeta”, “A Menina Dança”, “Besta É Tu” e a faixa título, todas de coautoria de Moraes Moreira. Este LP é reconhecido como um dos melhores, senão o melhor, do pop brasileiro. Foi um passo adiante do tropicalismo de Caetano, Gil e Tom Zé, no abraço ao rock e à psicadélica hippie, na fusão de ritmos brasileiros, na recusa a seguir padrões no período mais duro da ditadura militar. O grupo mudou-se para Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, onde seguiam a cultura hippie dos EUA e da Europa em plena ditadura militar brasileira. Lançaram ainda três discos, cujo sucesso não foi tão grande, o que levou a desentendimentos. Moreira permaneceu no grupo de 1969 até 1975, quando saiu para iniciar a sua carreira a solo. No entanto, já em 1997, ele ainda reuniu o grupo Novos Baianos para lançar o disco ao vivo “Infinito Circular”, com canções dos discos anteriores e algumas inéditas. Em 2007, Moraes Moreira publicou o livro A História dos Novos Baianos e Outros Versos, escrito em linguagem de cordel, que conta a história dos Novos Baianos. 
Em 2017, ele lançou outro livro, o "Poeta Não Tem Idade", com cerca de 60 textos sobre homenagens a Luiz Gonzaga, Machado de Assis, Gilberto Gil e muitos outros. 
Nos últimos anos, Moraes Moreira envolveu-se em shows de reunião dos Novos Baianos e também em trabalhos a solo. No total, o artista lançou mais de 60 discos entre a sua carreira a solo, Novos Baianos, Trio Elétrico Dodô e Osmar, além da parceria com o guitarrista Pepeu Gomes. 
Na passada segunda-feira (13), Moraes Moreira faleceu aos 72 anos. 
Em sua homenagem apresentamos aquele que foi considerado o seu melhor álbum. 

R.I.P. 




Os Novos Baianos ‎– Acabou Chorare (LP Som Livre ‎– SSIG-6004, 1972/Brasil).
Produtor – Eustaquio Sena.
Género: Samba, MPB, Pop.


Acabou Chorare” é o segundo álbum do grupo brasileiro 'Novos Baianos', que se formou na Bahia/Brasil na década de 60. Este grupo vocal e instrumental era constituído por Galvão (letrista), Moraes Moreira (vocal e violão), Paulinho Boca de Cantor (vocal e pandeiro), Baby Consuelo (vocal e percussão, hoje Baby do Brasil), Pepeu Gomes (guitarra, viola, violão e bandolim), Dadi (baixo e violão), Jorginho (bateria, guitarra, cavaquinho, uculelê e bongô), Baixinho (bateria e bombo) e Bolacha (bongô e percussão). É considerado um dos grupos mais importantes e revolucionários da música brasileira. 'Acabou Chorare' foi lançado em 1972 pela gravadora Som Livre após o sucesso do seu primeiro LP 'É Ferro Na Boneca!', em 1970. O LP de 1972, é considerado um dos álbuns mais importantes e influentes de toda a carreira da banda, tendo alcançado o primeiro lugar no ranking dos 100 melhores álbuns brasileiros da Rolling Stone Brasil. A canção 'Preta, Pretinha' ficou em 20º lugar na mesma lista de publicações das melhores músicas brasileiras de todos os tempos. Após o lançamento do LP, "Acabou Chorare" ficou quase no topo nas paradas de álbuns, por mais de trinta semanas e recebeu enorme apoio da rádio em todo o Brasil. Também se tornou muito popular na Europa, pouco depois. O som único deste disco é o resultado da fusão do samba, MPB, rock 'n' roll e bossa nova e fortes influências de João Gilberto, que frequentemente tocava com o grupo, assim como da lenda da bossa nova, Gilberto Gil.


Faixas/Tracklist: 

A1 - Brasil Pandeiro (Assis Valente) 
A2 - Preta Pretinha (Galvão, Morais) 
A3 - Tinindo Trincando (Galvão, Morais) 
A4 - Swing de Campo Grande (Galvão, Morais, Paulinho) 
A5 - Acabou Chorare (Galvão, Morais) 
B1 - Mistério do Planeta (Galvão, Morais) 
B2 - A Menina Dança (Galvão, Morais) 
B3 - Besta É Tu (Galvão, Morais, Pepeu) 
B4 - Um Bilhete P'ra Didi (banda de apoio - A Cór Do Som) (Galvão, Morais) 
B5 - Preta Pretinha (Galvão, Morais) 

Músicos Intervenientes/Personnel: 

Vozes – Baby Consuelo, Morais, Paulinho Boca de Cantor 
Baixo – Dadi 
Bongos – Bolacha 
Guitarra Clássica - Morais 
Guitarra Clássica Solo – Pepeu 
Bateria, Bongos, Cavaquinho – Jorginho 
Bateria, Bongos, Percussão – Baixinho 
Guitarra e arranjos– Pepeu 
Voz, Maracas, Ferrinhos – Baby Consuelo 
Pandeiro – Paulinho Boca de Cantor 
Arranjos por Moraes Moreira

LP gravado no Estúdio Somil, Rio de Janeiro, Brasil. 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Jacon Varella, a quem agradecemos. Agradecimento também ao nosso amigo Candido Cesar pela informação.

Sheila ‎– Long Sera L'Hiver / La Vamp (LP 1968)




Sheila ‎– Long Sera L'Hiver / La Vamp (LP Disques Carrere ‎– 844.898 BY, 1968). 
Produtor: Claude Carrère. 
Género: Pop, Chanson. 


"Long Sera l’Hiver / La Vamp", é o sexto álbum de estúdio de Sheila, que inclui as duas músicas-títulos do LP, lançado em 1968, pelo selo Carrère. 
Na capa traseira do álbum podemos ler a seguinte frase: "Longo será o inverno, meu amor, mas jurei que, ao primeiro raio de sol, te irei encontrar". Sheila. (‘Long sera l'hiver, my love mais je me suis juré qu'au premier soleil j'irai te retrouver’. Sheila). 
Antes de serem reunidas neste álbum, as novas canções foram lançadas em single na época. 
Mais informação sobre a cantora francesa Sheila, já se encontra inserida neste blog. 


Faixas/Tracklist: 

A1 - Long Sera L'hiver (Claude Carrère, Jacques Plante) 3:07 
A2 - Oui C'est L'amour (André Salvet, Claude Carrère, Jacques Plante) 2:18 
A3 - Dalila "Delilah" (Mason, Carrère, Plante, Les Reed) 3:12 
A4 - Quand Une Fille Aime Un Garçon (Claude Carrère, Georges Aber, Jacques Plante) 3:25 
A5 – Isabelle (Claude Carrère, Gérard Layani) 2:23 
A6 - La Petite Eglise (Claude Carrère, F. Harvel, J. Schmitt) 3:13 
B1 - La Vamp (C. Carrère, G. Robert, J. Plante) 2:30 
B2 - Petite Fille De Français Moyen (Claude Carrère, G. Aber, J. Monty) 3:00 
B3 - Au Milieu Des Nuages (A. Schneider, C. Carrère) 2:13 
B4 - En Maillot De Bain (Claude Carrère, Georges Aber, J. Monty) 2:18 
B5 - Le Grand Défilé "American Girl" (Claude Carrère, Georges Aber, Les Reed) 2:12 
B6 - L'Ane, Le Boeuf Et Le Petit Mouton (André Salvet, Claude Carrère, Jacques Plante) 2:02 

Álbum gravado no Studio Davout, pelo selo Carrère, em 1968. 
Sheila é acompanhada por Jean Claudric Et Son Orchestre (faixas/tracks: A1, A2, A5, A6, B1 a B4), e "Le Grand Sam" (faixas/tracks: A3, A4, B5, B6). 

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Pierre Lacroix, a quem agradecemos.

The Mamas and The Papas ‎– The Papas and the Mamas (LP 1968)

segunda-feira, 13 de abril de 2020



The Mamas and The Papas ‎– The Papas and the Mamas (LP Dunhill ‎– DS-50031, 1968). 
Produtor – Lou Adler. 
Género: Folk Rock, Rock Psicadélico. 

The Papas and The Mamas” é um álbum lançado em 1968, pelo grupo americano The Mamas and the Papas. Foi o quarto e o último álbum juntos antes de o grupo se separar temporariamente, juntando-se mais tarde em 1971, para uma breve reunião. 
Diferentemente dos álbuns anteriores gravados em estúdio, "The Papas and The Mamas" foi gravado na casa de John e Michelle Phillips, embora com a mesma equipe de produção dos álbuns anteriores. 
Com excepção da bem-sucedida versão de "Dream a Little Dream of Me" (que não é representativa do resto do álbum), os temas do resto do álbum são por vezes tristes, principalmente no conteúdo lírico como em "Safe in My Garden", "Mansions", "Too Late" e "Rooms". 
No álbum, todo o material é novo, com excepção de "Twelve Thirty", que foi lançado como single em agosto de 1967 como "Twelve Thirty (Young Girls Are Coming to Canyon)". 
Como curiosidade, as vozes para o tema "For the Love of Ivy" levaram um mês a serem gravadas. 
Embora tenha sido o primeiro LP do grupo a não chegar aos tops 10 de álbuns, ainda assim foi um sucesso comercial após o seu lançamento, tornando-se o quarto e último álbum dos 20 melhores da banda nos Estados Unidos, dando origem a dois singles de grande sucesso (um dos quais, "Dream a Little Dream of Me", que iniciaria a carreira a solo de Cass Elliot). 


The Mamas and The Papas foi um excelente grupo vocal folk americano, líder na década de 60. Foi um dos grupos representantes do folk rock californiano e um dos poucos grupos americanos que mantiveram o seu sucesso durante a chamada “Invasão Britânica”, juntamente com The Beach Boys ou The Byrds. O grupo gravou e actuou desde 1965 a 1968, lançara cinco álbuns de estúdio e dezassete singles, seis dos quais ficaram entre os dez primeiros das tabelas. Venderam quase 40 milhões de discos em todo o mundo. Apesar da sua curta carreira, o grupo ainda mantém a fama e o reconhecimento de muitos fãs. 
O grupo era composto por John Phillips (1935–2001), Denny Doherty (1940–2007), Cass Elliot (1941–1974) e Michelle Phillips (nascido Gilliam, em 1944). Em 1965, os três elementos foram para St. Thomas, nas Ilhas Virgens, para escrever e ensaiar. A eles juntou-se a cantora Cass Elliot (Mama Cass). Então, o quarteto mudou-se para Los Angeles, onde assinou contrato com o selo Dunhill, de Lou Adler. Depois de se chamarem brevemente “Magic Circle”, acabaram por adoptar finalmente o nome de Mamas and Papas. O seu som era baseado em harmonias vocais organizadas por John Phillips, compositor, músico e líder do grupo que adaptou o folk ao novo estilo de batida do início dos anos sessenta. 
The Mamas e The Papas foram introduzidos no Hall da Fama do Rock And Roll, em 1998 (Intérpretes). 


Faixas/Tracklist: 

A1 - The Right Somebody To Love (Shirley Temple) 0:34 
A2 - Safe In My Garden (John Phillips) 3:10 
A3 - Meditation Mama (Transcendental Women Travels) (John Phillips, Lou Adler) 4:19 
A4 - For The Love Of Ivy (Denny Doherty, John Phillips) 3:40 
A5 - Dream a Little Dream Of Me (F. Andre, G. Kahn, W. Schwant) 3:14 
A6 – Mansions (John Phillips) 3:43 
B1 - Gemini Childe (John Phillips) 4:05 
B2 - Nothing's Too Good For My Little Girl (Ned Wynn) 3:05 
B3 - Too Late (John Phillips) 4:07 
B4 - Twelve Thirty (John Phillips) 3:22 
B5 – Rooms (John Phillips) 2:45 
B6 - Midnight Voyage (John Phillips) 3:11 

Álbum gravado nos Honest John Studios. 

Músicos Intervenientes/Personnel: 

Denny Doherty – Vocalista e voz de apoio 
Cass Elliot – Vocalista e voz de apoio 
John Phillips – guitarra, vocalista e voz de apoio 
Michelle Phillips – Vocalista e voz de apoio 

Músicos de Apoio/ Supporting Musicians: 

"Doctor" Eric Hord - guitarra 
Hal Blaine - percussão 
Larry Knechtel - Teclados 
Joe Osborn – Guitarra baixo 
Paul Downing - guitarra 
John York – Guitarra baixo 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Nick Adams, a quem agradecemos.

Roberto Carlos ‎– Roberto Carlos (LP 1970).

domingo, 12 de abril de 2020


Roberto Carlos ‎– Roberto Carlos (LP CBS ‎– 137695, dezembro de 1970).
Género: MPB, Pop/Soul, Balada.

Roberto Carlos - Jesus Cristo (1970), from Youtube.

Roberto Carlos” (às vezes também sub-titulado “Ana” ou “Jesus Cristo”) é o décimo segundo álbum do cantor e compositor Roberto Carlos, lançado em dezembro de 1970 pela CBS.
O “Rei” tinha saído do maravilhoso movimento da Jovem Guarda dos anos 60 e entrara numa nova era, num momento de sofisticação do seu trabalho. Este primeiro álbum da década de 70 traz alterações radicais ao repertório do cantor. É o primeiro disco que contém canções de cunho religioso. O sucesso "Jesus Cristo" ficará para sempre recordado pelos seus fãs. Além disso, o álbum marca a sua imersão na música romântica, sem deixar de lado o soul, presente noutros discos. O disco apresenta-nos uma leve roupagem de soul, repleto de excelentes interpretações como "Jesus Cristo", primeira canção de Roberto nesse estilo e com a qual normalmente encerra os seus shows. Os destaques vão também para "Pra Você", "Preciso Lhe Encontrar", "Minha Senhora" ou "Meu Pequeno Cachoeiro".


Faixas/Tracklist:

01 Ana (Roberto Carlos; Erasmo Carlos)
02 Uma Palavra Amiga (Getúlio Côrtes)
03 Vista a Roupa, Meu Bem (Roberto Carlos; Erasmo Carlos)
04 Meu Pequeno Cachoeiro (Raul Sampaio)
05 O Astronauta (Édson Ribeiro; Helena dos Santos)
06 Eu Preciso Voltar no Tempo (Pedro Paulo; Luiz Carlos Ismail)
07 Preciso lhe Encontrar (Demétrius)
08 Minha Senhora (Roberto Carlos; Erasmo Carlos)
09 Jesus Cristo (Roberto Carlos; Erasmo Carlos)
10 Pra Você (Silvio Cesar)
11 120.. 150... 200Km por Hora (Roberto Carlos; Erasmo Carlos)
12 Maior que o Meu Amor (Renato Barros)


Músicos Intervenientes/Personnel:

Roberto Carlos: voz
Acompanhamento de membros da banda RC-7
Orquestra de Metais e Cordas da CBS
José "Gato" Provetti: Guitarra
Paulo César Barros (Renato e Seus Blue Caps): baixo
Tony (Renato e Seus Blue Caps): bateria
Dom Salvador : piano em "Jesus Cristo"
Músico Convidado:
Lafayette: teclados

LP gentilmente cedido pelo nosso Amigo Jason Varella, a quem agradecemos.

Feliz Páscoa para todos, dentro dos condicionalismos actuais...


Carlos Santos e João Romão

The Pilgrims - Telling Youth... The Truth (1962-67)




The Pilgrims - Telling Youth... The Truth (1962 - 1967). 

Telling Youth... The Truth“ é uma compilação do grupo britânico de cariz religioso, The Pilgrims, que reúne 21 faixas gravadas entre 1962 e 1967. O álbum foi dedicado ao membro original da banda John Hubbard, que escreveu grande parte do material antes de ter falecido de leucemia, em 1966. 
The Pilgrims foi uma banda britânica originária de Londres, formada em 1961. Tiveram o seu primeiro ensaio numa pequena igreja em Catford, a sudeste de Londres. Foi o primeiro grupo de rock a tocar em igrejas e em clubes seculares, com uma forte inclinação para o R’n'B, ocasionalmente usando uma abordagem mais baseada em Merseybeat, com material original e uma instrumentação enérgica. O grupo era constituído por Don Sanders - Guitarra Solo (1962-66) e Baixo (1966-69), Derrick Phillips – Guitarra Ritmo (1962-67), Ian Wilkie - Bateria, John Hubbard - Baixo (1962-66), Chris King - Voz e Harmónica (1962-64) e Tony Goodman - Voz, Harmónica e Guitarra (1966-1971). Derrick Phillips passou sete anos a catequizar, levando o evangelho a casas nocturnas sombrias, grandes salas de concerto, igrejas e todo o tipo de locais em Inglaterra, nos EUA e na Irlanda. 
Em vários aspectos, The Pilgrims eram muito parecidos com diversos outros grupos britânicos da década de 60. A grande diferença com outras bandas inglesas é que The Pilgrims escreveram e executaram um repertório totalmente religioso, com canções sobre como unir a fé cristã à devoção a Deus e a Jesus Cristo. As bandas de rock (chamadas cristãs) eram muito mais raras no início dos anos 60, quando The Pilgrims se formaram em Londres, do que seriam nas décadas posteriores. Nessa época outras bandas do mesmo género surgiram em todo o país como The Crossbeats and Witnesses, de Liverpool, The Persuaders de Stockport e que pregavam o Evangelho aos jovens. 
Num concerto em 1966, num auditório com 2.500 lugares em frente à Abadia de Westminster, o grupo foi considerado uma das melhores bandas do género. 
O som dos Pilgrims inclina-se para o início do R’nB / Beat no Reino Unido, mas mais próximo das bandas americanas de garagem. Do álbum destacamos as faixas "Hey You", "Thank You Lord" ou "There Something In Your Life" que são excelentes, numa batida de garagem, crua e selvagem. Ao longo da sua carreira, a banda apresentou diferentes formações. 


Faixas/Tracklist: 

01 - Hey You! 
02 - Thank You Lord 
03 - Heaven's The Place For Me (Version 2) 
04 - There's Someone In Your Life 
05 - I Didn't Care 
06 - Think It Over (Version 2) 
07 - Wait And See 
08 - Do You Believe In God? 
09 - Heard It All Before 
10 - Any Time Of The Day 
11 - Who's Your Lord? 
12 - I Know I'm Going To Heaven 
13 - He Wants You 
14 - I Don't Need You 
15 - What Are You Doing With Your Life? 
16 - Think Of God's Love 
17 - I Praise The Lord 
18 - Don't You Think It's Time 
19 - Heaven's The Place For Me • Version 1 
20 - I Found A Special Friend 
21 - Think It Over (Version 1)


Músicos/Personnel: 

Chris King - vocalista 
Derrick Phillips - guitarra rimo e voz 
Don Sanders - guitarra solo 
Ian Wilkie - bateria, voz 
John Hubbard – baixo, voz 
Tony Goodman - voz, guitarra solo e harmónica 

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Bob Fuller, a quem agradecemos.

Feliz Páscoa / Happy Easter 2020


Feliz Páscoa / Happy Easter 2020!

A Páscoa, é um tempo para agradecer, discretamente, tudo aquilo que temos. A família e os amigos são, sem dúvida alguma, o nosso maior bem, apesar dos condicionalismos actuais... Muito obrigado pela força de sempre amigos…
Neste domingo de Páscoa homenageamos o amor, a amizade, o renascimento, a alegria e a força de uma maneira geral. Feliz Páscoa, meus amigos!


Desejamos a todos os seguidores, colaboradores, parceiros, amigos e visitantes deste blog, uma Páscoa muito Feliz.

We wish all followers, cooperating partners, friends, Partners and visitors of this blog, a very Happy Easter.

Feliz Páscoa / Happy Easter!

Abraços/Hugs,

Carlos Santos e João Romão