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The Angels ‎– Hully Gully (LP 1962, Brasil).

sábado, 9 de janeiro de 2016


The Angels – Hully Gully (LP Copacabana – CLP 11.344, junho de 1962).
Disco considerado raro.


Trata-se do primeiro álbum desta excelente banda carioca, pioneira do rock brasileiro, The Angels (mais tarde rebaptizados como The Youngsters). 
The Angels foi um grupo formado no Rio de Janeiro pelos irmãos Carlos Eduardo Becker (voz e guitarra ritmo) e Sérgio Becker (sax tenor), e contava ainda com Carlos Roberto dos Santos Barreto (guitarra solo), Jonas Caetano Damasceno (baixo) e Romir Pereira de Andrade (bateria).
Mais tarde ficaram também conhecidos como The Youngsters, e entraram para a história da jovem-guarda acompanhando Roberto Carlos em vários clássicos como, "Quero Que Tudo Vá Para o Inferno" ,"É Proibido Fumar", "Splish Splash", entre outros e acompanharam Wanderléa, Ronnie Von, Erasmo e outros artistas da época, em várias gravações.
O grupo iniciou a sua carreira em 1961, tocando em bares, boates e shows na zona sul carioca. Em 1962, a banda passou a actuar no programa de televisão "Encontro Com os Anjos", no canal 9, dedicado ao público jovem. Com o sucesso alcançado, passou a acompanhar a cantora Célia Villela. Assistido pelo compositor e produtor Nazareno de Brito, o grupo foi apresentado à Copacabana Discos, com a qual assinou contrato de dois anos. O primeiro disco editado foi um EP em 1962, seguido de um LP. Em 1964, gravaram mais dois LPs e, após cumprir o contrato, a banda assinou com a gravadora CBS, trocando o nome The Angels por The Youngsters.
Como The Youngsters, secundarizaram o grupo Renato e Seus Blue Caps na gravação de versões e covers das músicas dos Beatles. 
A biografia deste grupo já se encontra inserida neste blogue.

Dança Hully Gully

Formação:

Carlos (Carlinhos) Eduardo Becker, nascido em 1941 e falecido em 20/7/2009 (líder, voz e guitarra ritmo); 
Sérgio Becker, nascido em 1943 (sax tenor); 
Carlos Roberto dos Santos Barreto, nascido em 1943 (guitarra solo); 
Jonas Caetano Damasceno, nascido em 1942 (baixo); 
Romir Pereira de Andrade, nascido em 1941 (bateria). 


Faixas/Tracklist:

A1 One Mint Julep (R. Toombs)
A2 Hully N' Snappin (Carlos Roberto)
A3 Gravy (Dave Appell, Kal Mann)
A4 Summertime (DuBose Heyward, George Gershwin)
A5 Hully Gully Baby (Carlos Becker)
A6 Dear Waste Basket (B. Bare, C. Leach)
B1 Will You Love Me Tomorrow (King-Coffin)
B2 Hully Guitar (Jonas Damasceno)
B3 Sympathy (B. Bare, C. Williams)
B4 The Hully Gully (Goldsmith, Smith)
B5 Fat's Hully (Sergio Becker)
B6 Hully Gully In China Town (Romir Pereira)

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Luiz Caio Roberto, a quem agradecemos.

The Butterfield Blues Band ‎– In My Own Dream (LP 1968)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016



The Butterfield Blues Band ‎– In My Own Dream (LP Elektra ‎– EKL 4025, 1968).
Produtor – John Court

In My Own Dream” é sexto álbum (1968) do grupo The Butterfield Blues Band. O disco manteve a tendência do seu antecessor The Resurrection of Pigboy, ao direccionar-se para um som mais “soul”, apoiado por uma excelente secção de metais.
No entanto, na época, não foi tão bem recebido como o seu antecessor, tanto pelos críticos como pelo público. A faixa título apresenta um longo solo de Sanborn. A bateria esteve a cargo de Philip Wilson, que passou pelo jazz, no Art Ensemble of Chicago. Este álbum também é notável como sendo a última gravação de Butterfield com os membros originais Mark Naftalin e Elvin Bishop, uma vez que ambos preferiram enveredar por carreiras a solo, de sucesso variável.


Paul Butterfield (17 de dezembro de 1942 - 4 de maio de 1987) foi um músico de blues norte-americano de Chicago e um dos mais inovadores na harmónica, além de grande inspiração para o lançamento do estilo "electric blues".
Nascido em Chicago, Butterfild começou a tocar ainda adolescente, formando de seguida uma banda com Jerome Arnold e Sam Lay. The Paul Butterfield Blues Band assinou contrato com a Elektra Records depois de adicionar o guitarrista Michael Bloomfield. O seu álbum homónimo foi lançado em 1965. Depois de várias alterações na formação e no estilo musical da banda, Paul iniciou uma carreira a solo nos anos 70. Faleceu em 1987.


Faixas/Tracklist:

A1 - Last Hope's Gone (Paul Butterfield, Jim Haynie, David Sanborn) - 4:52
A2 - Mine to Love (Bugsy Maugh) - 4:21
A3 - Get Yourself Together (Bugsy Maugh) - 4:10
A4 - Just to Be With You (Bernard Roth) - 6:12
B1 - Morning Blues (Bugsy Maugh) - 4:58
B2 - Drunk Again (Elvin Bishop[3]) - 6:08
B3 - In My Own Dream (Paul Butterfield) - 5:48

Músicos/Personnel:

Paul Butterfield – voz, harmónica, guitarra ("In My Own Dream")
Elvin Bishop – guitarra, voz ("Drunk Again")
Mark Naftalin – teclados
Bugsy Maugh – baixo e voz ("Mine To Love", "Morning Blues" e "Get Yourself Together")
Phil Wilson – bateria e conga
Gene Dinwiddie – sax tenor, flauta, tamborim, mandolin ("In My Own Dream")
David Sanborn – sax soprano, sax alto sax e sax barítono
Keith Johnson - trompete, piano ("Drunk Again")
Al Kooper - órgão ("Drunk Again" and "Just To Be With You")
"The Icebag Four" (Bugsy Maugh, Gene Dinwiddie, Phil Wilson, John Court) – vozes de apoio/backing vocals.

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Victor Clark, a quem agradecemos.

Procol Harum ‎– Procol Harum (LP 1967)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016



Procol Harum ‎– Procol Harum (LP Deram ‎– DES-18008, 1967 /US).
Gravação efectuada em junho de 1967 nos Olympic Studios, em Londres.
Produtor: Denny Cordell


Procol Harum é o álbum de estreia da banda de rock inglesa com o mesmo nome, Procol Harum. Originalmente, foi lançado em setembro de 1967 no UK pela gravadora Regal Zonophone, logo após o espectacular sucesso do single "A Whiter Shade of Pale". A faixa não consta do alinhamento do álbum original editado no Reino Unido, mas foi incluído na sua edição dos EUA, que é a que aqui se apresenta.
Após a banda de R’n’B “The Paramounts” se ter dissolvido em 1966, o cantor Gary Brooker colaborou na formação dos Procol Harum, no início de 1967.
Procol Harum é uma banda britânica de rock progressivo, formada no início dos anos 60. São mais conhecidos pelo seu single "A Whiter Shade of Pale", número um nas paradas de sucesso inglesas.
A banda, como já foi referido, foi formada das cinzas de um grupo chamado "Paramounts" liderado por Gary Brooker e Robin Trower. A estreia ao vivo dos Procol foi abrir um concerto de Jimi Hendrix, em 1967.


Em julho de 1967, a banda teve o seu primeiro hit nº 1 "A Whiter Shade of Pale", co-escrito por Brooker e Reid, tornando-se uma das primeiras verdadeiras músicas de "rock sinfónico". Muitos outros álbuns e singles foram lançados depois, mas nunca com o sucesso do seu primeiro single.
Durante os anos 70 o grupo Procol Harum permaneceu mais popular do que algumas outras bandas de rock progressivo mais sofisticadas, como Emerson, Lake and Palmer. O grupo manteve-se em actividade, apesar das diversas mudanças na sua formação, mas o declínio das vendas decretou o fim da banda em 1977. Ainda se reuniram em 1991 para o lançamento do álbum “Prodigal Stranger”, que não obteve muita repercussão. 
Uma nova “encarnação” dos Procol Harum, liderada por Brooker, está em digressão pelos EUA, desde 1992.
A banda ficará para sempre famosa por sucessos como, A Whiter Shade Of Pale, Homburg, A Salty Dog, Conquistador ou Whisky Train, entre outros.


Faixas/Tracklist:

A1  A Whiter Shade Of Pale     4:04
A2  She Wandered Through The Garden Fence     3:18
A3  Something Following Me     3:37
A4  Mabel     1:50
A5  Cerdes (Outside The Gates Of)   5:04
B1  A Christmas Camel     4:48
B2  Conquistador     2:38
B3  Kaleidoscope     2:56
B4  Salad Days (Are Here Again)      3:40
B5  Repent Walpurgis     5:04
Bonus:
C - Good Captain Clack     1:33

Músicos:

Voz e Piano – Gary Brooker
Guitarra baixo – David Knights
Guitarra solo – Robin Trower
Órgão [Hammond] – Matthew Fisher
Percussão – B.J. Wilson

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo John Davies, a quem agradecemos.

Jefferson Airplane ‎– Surrealistic Pillow (LP 1967)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016



Jefferson Airplane ‎– Surrealistic Pillow (LP RCA Victor LSP 3766‎, fevereiro de 1967).
Produtor - Rick Jarrard

Surrealistic Pillow é o segundo álbum da banda de rock americana Jefferson Airplane, lançado em fevereiro de 1967. É o primeiro álbum da banda com a vocalista Grace Slick e o baterista Spencer Dryden. O álbum alcançou a posição nº 3 nas tabelas de álbuns da Billboard, e foi premiado com um disco de ouro pela RIAA. 
O baterista original Alexander "Skip" Spence tinha deixado a banda em meados de 1966, sendo substituído por Spencer Dryden, um sobrinho do cineasta Charlie Chaplin. Slick, a nova vocalista, que anteriormente trabalhava com uma outra banda de rock de San Francisco (The Great Society ), juntou-se-lhes no outono de 1966. Slick, Dryden e o guitarrista e compositor Paul Kantner formaram o núcleo duro da formação do grupo, que permaneceria estável até à partida de Dryden, no início de 1970.
O álbum é considerado uma das obras de excelência do início do rock psicadélico e contracultura dos anos 60.

Jefferson Airplane foi uma banda norte-americana de rock psicadélico formada em São Francisco no verão de 1965, considerado um grupo pioneiro do psicadelismo. Várias formações posteriores do grupo original continuaram a tocar sob nomes diferentes, um reflexo do passar dos anos e das alterações à sua formação como, Jefferson Starship, mais tarde somente Starship e posteriormente Jefferson Starship The Next Generation.
Os seus êxitos mais famosos ainda como Jefferson Aiplane são, “Somebody to Love” (1966), “White Rabbit” (1967) ou “Volunteers” (1969), entre outros.


Faixas/Tracklist :

A1 She Has Funny Cars (Jorma Kaukonen, Marty Balin) 3:03
A2 Somebody To Love (Darby Slick) 2:54
A3 My Best Friend (Skip Spence) 2:59
A4 Today (Marty Balin, Paul Kantner) 2:57
A5 Comin' Back To Me (Marty Balin) 5:18
B1 3/5 Of A Mile In 10 Seconds (Marty Balin) 3:39
B2 D.C.B.A. – 25 (Paul Kantner) 2:33
B3 How Do You Feel (Tom Mastin) 3:26
B4 Embryonic Journey ( Jorma Kaukonen) 1:51
B5 White Rabbit (Grace Slick) 2:27
B6 Plastic Fantastic Lover (Marty Balin) 2:33

Grace Slick

Músicos Intervenientes:

Marty Balin – voz e guitarra
Jack Casady – guitarra baixo, baixo fuzz e guitarra ritmo
Spencer Dryden – bateria e percussão
Paul Kantner – guitarra ritmo e voz
Jorma Kaukonen – guitarra solo, guitarra ritmo e voz
Grace Slick – vocalista, piano, órgão
Jerry Garcia – guitarra (músico de apoio) 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Larsen Jovis, a quem agradecemos.

Alexis Korner Blues Inc. ‎– Sky High (LP 1966)

terça-feira, 5 de janeiro de 2016



Alexis Korner Blues Inc. ‎– Sky High (LP Spot ‎– JW 551, 1966). 
Álbum gravado nos Ryemuse Studios, London, entre abril e junho de 1965.
Produtor: Jack Winsley

Sky High” é um excelente álbum de Alexis Korner, onde predominam os solos de guitarra, violão, harmónica, baixo e bateria, mas também o sax tenor e o trombone.
Neste disco, cada músico/cantor envolvido demostra, com toda a franqueza, o que ele sente sobre as coisas que toca. Não importa se é uma sensação "country", como em "Louise", ou um Jazz contemporâneo como em " Honesty ", mas ainda assim, o blues mantém-se.
Há uma tremenda espontaneidade neste disco. Os desempenhos individuais falam por si!


Alexis Korner (19 de abril, 1928 - 1 de Janeiro 1984) foi um músico de blues britânico e radialista, que por vezes tem sido referido como "um dos fundadores do blues britânico" e que influenciou decisivamente o som da cena musical britânica, na década de 60.
Alexis foi um excelente guitarrista que apostou toda a sua carreira no chamado Blues Britânico, lançando dezenas de músicos talentosos nas suas diversas bandas. Pelas suas bandas passaram, entre muitos outros, Jack Bruce, Ginger Baker, Graham Bond, Robert Plant, Terry Cox, Paul Jones, Andy Fraser, Victor Brox e Long John Baldry, além de vários membros dos Rolling Stones.


Faixas/Tracklist:

A1. Long Black Train (Korner/Power) 3:01
A2. Rock Me (Jackson) 3:45
A3. I'm So Glad (James) 2:47
A4. Wednesday Night Prayer Meeting (Mingus) 3:51
A5. Honesty (Baker) 5:02
A6. Yellow Dog Blues (Handy) 3:36
B1. Let The Good Times Roll (Theard/Moore) 2:12
B2. Ooo-Wee Baby (Turner/Johnson) 2:16
B3. River's Invitation (Mayfield) 3:05
B4. Money Honey (Stone) 2:52
B5. Big Road Blues (Johnson) 2:35
B6. Louise (Temple) 4:49
B7. Floating (Korner) 2:56
B8. Anchor 5 Miles (Korner) 1:26
B9. Daph's Dance (Korner) 1:21

Músicos Intervenientes:

Vocalista e Guitarra – Alexis Korner
Voz e Harmónica – Duffy Power (vocalista convidado)
Baixo – Danny Thompson
Bateria – Terry Cox
Saxofone Tenor – Alan Skidmore
Trombone – Chris Pyne

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Frank Fox, a quem agradecemos.

Michel Delpech ‎– Inventaire 66 (EP 1966)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016



Michel Delpech ‎– Inventaire 66 (EP Disques Festival ‎– FX 1499 M, 1966).
Acompanhamento pela Orquestra de Roland Vincent.

Faixas/Tracklist:

A1 Quand On S'aime Comme On S'aime (C. Daubisy, R. Vincent) 3:11
A2 Faudra Qu'j'en Parle Avec (M. Delpech, R. Vincent) 2:13
B1 Inventaire 66 (M. Delpech, R. Vincent) 2:34
B2 Les Enfants Du Temps D'Aujourd'hui (Ch. Level, R. Vincent) 2:30


Michel Delpech (Jean-Michel Delpech, 26 Janeiro de 1946 – 2 Janeiro de 2016) nasceu em Courbevoie, França. Foi actor, compositor e cantor francês, de voz melodiosa. Os temas que cantava continham arranjos sensíveis bem apropriados para a sua voz doce e sensual.
Foi um ídolo da pop francesa durante os anos 60 e 70. Ainda como adolescente, formou uma pequena banda com um grupo de colegas de escola, e aos 17 anos assinou com a gravadora Vogue iniciando assim a sua estreia a solo, com o single, "Anatole". 
Ainda nos anos 60 fez as aberturas de concertos para Jacques Brel. Em 1967, assinou contrato com o empresário Johnny Stark, que o colocou na abertura de shows numa digressão de Mireille Mathieu que se estendeu por inúmeros países. Delpech saltou para a fama vencendo o Grand Prix du Disque e o Prémio da Academia Charles-Cros, com o seu êxito de 1968, "Il ya des Jours où on Ferait Mieux de Rester au Lit", incluído no seu 2º LP de 1969. 
Outros êxitos se seguem como, "Wight Is Wight" (1969) ou "Paul Chantait Yesterday" (uma homenagem aos Beatles). Em 1971, o clássico "Pour un Flirt". 
Delpech também actuou em 1972 no Olympia, como atracção principal.


Seguem-se outros grandes sucessos como, " Les divorcés "," Que Marianne était Jolie "," Le Chasseur " ou "Quand J'étais Chanteur ". Após se ter divorciado da sua esposa Chantal Simon, em 1975, entrou num período de depressão, tendo procurado refúgio no Budismo e mais tarde no Catolicismo, em busca de um sentido pessoal e espiritual. Esteve algum tempo sem gravar e finalmente, ressurgiu em 1983 com o single "Animaux, Animaux". Nesse mesmo ano, conheceu a pintora Geneviève Garnier-Fabre, que se tornou sua esposa, dois anos depois. O seu novo romance pareceu reacender a paixão de Delpech para fazer música, e em 1985 ele editou Loin d'Ici, o seu novo LP em quase uma década.
Seguiram-se outros álbuns mas sem o fulgor dos anos 60 e 70 que nunca mais se repetiria.

Prestamos assim a nossa homenagem a este excelente intérprete francês que nos deixou no início deste novo ano.

EP gentilmente cedido por Nuno Morais, a quem agradecemos.

Morreu o cantor francês Michel Delpech, aos 69 anos.


Morreu o cantor francês Michel Delpech, aos 69 anos.

Jean-Michel Delpech, mais conhecido apenas por Michel Delpech (26 Janeiro de 1946 – 2 Janeiro de 2016), foi um cantor, compositor e actor, um ídolo com muito sucesso em França nos anos 60 e 70. Um dos seus principais êxitos foi "Chez Laurette", em 1965. 
Delpech faleceu no sábado passado aos 69 anos de um cancro na garganta e na língua. 
Delpech lutava contra o cancro que lhe havia aparecido em fevereiro de 2013 e, em 2015, o cantor sofreu uma recaída. Estava internado há um ano num hospital de Puteaux, em Paris.


Nascido em 26 de janeiro de 1946 em Courbevoie, uma cidade próxima a Paris, ganhou fama com apenas 18 anos, graças ao seu disco "Chez Laurette", de 1965. Depois continuou na senda do êxito com "Wight is Wight", "Pour un flirt" (ambos em 1968), "Les divorcés" (1973), "Que Marianne était Jolie", "Le Chasseur" (em 1974), "Quand j'étais chanteur" (1975) e "Le Loir et Cher" (1977), entre outros.

C.S.

The Mothers of Invention – Absolutely Free (LP 1967).





The Mothers of Invention – Absolutely Free (LP Verve Records, V6-5013, junho de 1967).
Produção de Tom Wilson

Absolutely Free” é o segundo álbum do grupo The Mothers of Invention, liderado por Frank Zappa. O álbum reúne novamente composições complexas, de sátira política e social. A formação da banda foi aumentada desde o álbum anterior, “Freak Out!”, com a entrada de novos elementos, Bunk Gardner (metais), o tecladista Don Preston, o guitarrista Jim Fielder e o baterista Billy Mundi. Fielder deixou o grupo antes do álbum ter sido lançado e por isso o seu nome foi removido dos créditos do álbum.
O disco insere uma das mais famosas canções do início da carreira de Zappa, "Brown Shoes Don't Make It", uma faixa que tem sido descrita como sendo um "condensado musical de duas horas".
De certa forma, é um LP contestatário, em que a censura foi aplicada nalgumas situações, ao nível das capas.
"Absolutely Free" foi gravado no T.T.G. em Los Angeles, durante a semana de Acção de Graças, em novembro de 1966. O lançamento deste trabalho foi adiado até maio/junho de 1967, uma vez que a editora pretendia aplicar a censura a algumas palavras inseridas no trabalho. 

The Mothers of Invention foi uma banda de rock com elementos de jazz, música erudita e humor à mistura que esteve em actividade durante as décadas de 60 e 70. A maior parte do material era de autoria do seu líder, Frank Zappa, mas outros membros também tinham participado nos trabalhos.
Inicialmente, a banda chamava-se "The Soul Giants", e era formada pelo baterista Jimmy Carl Black, o baixista Roy Estrada, o saxofonista Davy Coronado, o guitarrista Ray Hunt e o vocalista Ray Collins. Após uma discussão entre Collins e Hunt em 1964, Hunt saiu da banda, sendo substituído por Frank Zappa, que rapidamente se tornou o líder do grupo. O nome da banda mudou nessa altura para "The Mothers".
No final de 1965, o produtor Tom Wilson passou por um bar aonde os Mothers estavam a tocar e ofereceu-lhes um contrato e um adiantamento em dinheiro.
The Mothers e Wilson passaram vários meses em estúdio, gravando e preparando o lançamento do disco de estreia da banda, um LP duplo chamado Freak Out!. Por insistência da gravadora, MGM, os Mothers foram obrigados a mudar novamente de nome, desta vez para o definitivo, The Mothers of Invention.
O primeiro álbum “Freak Out!” foi lançado em 1966 e, em seguida, os Mothers of Invention saíram em digressão.
As vendas de Freak Out! foram fracas. A banda lançou o segundo album, “Absolutely Free” em 1967 e We're Only in It for the Money, em 1968.
En 1969, os Mothers of Invention separaram-se. Em 1970, Zappa recriou a banda com uma nova formação, juntamente com Aynsley Dunbar, George Duke, Howard Kaylan e Mark Volman, formação que em seguida viria a gravar vários álbuns, até se separarem definitivamente.


Faixas/Tracklist:

Lado 1 - Absolutely Free (19:34)

A1 Plastic People 3:40
A2.a The Duke Of Prunes 2:12
A2.b Amnesia Vivace 1:01
A2.c The Duke Regains His Chops 1:45
A2.d Call Any Vegetable 2:19
A2.e Invocation And Ritual Dance Of The Young Pumpkin 6:57
A2.f Soft-Sell Conclusion 1:40

Lado 2 - The M.O.I. American Pageant (18:35)

B1 America Drinks 1:52
B2 Status Back Baby 2:52
B3 Uncle Bernie's Farm 2:09
B4 Son Of Suzy Creamcheese 1:33
B5 Brown Shoes Don't Make It 7:26
B6 America Drinks and Goes Home

Composições, arranjos e condução por Frank Zappa.

Formação:

Frank Zappa – guitarra, voz e condução musical
Jimmy Carl Black – bateria, voz
Ray Collins – voz, tamborim
Roy Estrada – baixo e voz
Billy Mundi – bateria e percussão
Don Preston – teclados
Jim Fielder – guitarra, piano
Bunk Gardner – instrumentos de sopro (flautim, sax soprano e clarinete)

Nota: O grupo contou com a participação de muitos outros músicos de apoio, dos quais salientamos: Jim “Motorhead” Sherwood (sax barítono e sax soprano), John Rotella (clarinete e percussão), Don Ellis (trompete), James Getzoff (violino), Marshall Sosson (violino), Alvin Dinkin (viola), Armond Kaproff (violoncelo), Lisa Cohen e Pamela Zarubica (vozes).

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Steve Ray, a quem agradecemos.

Dusty Springfield ‎– Stay Awhile / I Only Want To Be With You (LP 1967)

domingo, 3 de janeiro de 2016


AQUI:     ou     ALI:

Dusty Springfield ‎– Stay Awhile / I Only Want To Be With You (LP Mercury/Wing Records ‎– SRW 16353, edição de 1967).
Produção de Johnny Franz.

Stay Awhile/I Only Want to Be with You é o primeiro álbum da cantora Dusty Springfield lançado nos EUA, cuja primeira edição remonta a 1964. O LP inclui alguns temas já editados em singles como, "I Only Want To Be With You", "Stay Awhile" e "Wishin' and Hopin'".
A edição inglesa do álbum "A Girl Called Dusty" foi lançada em abril de 1964. A estreia nos EUA, com o álbum Stay Awhile/I Only Want to Be with You , aconteceu cerca de três meses depois, e é considerado tecnicamente uma compilação de algumas faixas do referido álbum britânico (A Girl Called Dusty), com os seus dois primeiros singles do Reino Unido, e outras gravações de Springfield. A sua gravadora norte-americana, decidiu incluir os singles no álbum, em vez de seguir a prática britânica de deixá-los apenas como singles.


Mary Isabel Catherine Bernadette O’Brien (Londres, 16 de abril de 1939 – Henley-on-Thames, 2 de março de 1999), conhecida profissionalmente como Dusty Springfield, foi uma cantora britânica de música pop e música soul.
Dusty Springfield foi eleita pela revista Rolling Stone, uma das melhores vozes de todos os tempos, estando na 35ª posição dos melhores cantores.
Em 1958, Dusty entrou para o grupo vocal Lana Sisters, onde permaneceu até 1960, ano em que formou o trio The Springfields com seu irmão Dion O'Brien e Tim Feild. Iniciou a sua carreira a solo em 1963, lançando o sucesso "I Only Want to Be With You", inspirada no estilo "Wall of Sound" de Phil Spector. Entre os seus outros singles, destacam-se "Wishin' and Hopin'", "I Just Don't Know What to Do with Myself" (1964), "You Don't Have to Say You Love Me" (1966) e "Son of a Preacher Man" (1969).
Dusty trabalhou de forma a tornar os artistas de soul music mais conhecidos no Reino Unido, desenvolvendo e apresentando em 1965 o programa The Sound of Motown, uma edição especial da série de TV Ready Steady Go, com os melhores artistas da Motown Records.
Entre as cantoras da Invasão Britânica, Dusty foi a que obteve mais impacto no mercado norte americano. De 1963 a 1970, conseguiu colocar 18 singles no "Hot 100" da Billboard, além de ter sido votada como a "Melhor Cantora Britânica" pelos leitores da New Musical Express, em 1964, 1965 e 1968.
Na década de 80 gravou em dueto com os Pet Shop Boys, o tema "What Have I Done to Deserve This?"
Ela continuou a gravar até lhe ser diagnosticado um cancro da mama em 1995. Morreu em 2 de março de 1999, na cidade de Henley-on-Thames, Inglaterra.


Faixas/Tracklist:

A1 I Only Want To Be With You 2:32
A2 Stay Awhile 1:58
A3 Mama Said 2:03
A4 Anyone Who Ever Had A Heart 2:55
A5 When The Lovelight Starts Shining Thru His Eyes 2:56
B1 Wishin' And Hopin' 2:55
B2 Mocking Bird 2:35
B3 You Don't Own Me 2:29
B4 Something Special 2:20
B5 Every day I Have To Cry 2:23

Originalmente gravado em Olympic Studios, Carton Street, Londres, entre outubro de 1963 e janeiro de 1964.

Músicos Intervenientes:

Dusty Springfield – Vocalista
The Breakaways – vozes de apoio / background vocals
Madeline Bell, Doris Troy, Dusty Springfield – vozes de apoio em "Baby Don't You Know" e "If It Hadn't Been For You"
Ivor Raymonde – Regente de Orquestra

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Steve Ray, a quem agradecemos.