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"Os Boas Pintas" se apresentam no Programa Eli Corrêa na TV (Brasil) neste final de semana

sexta-feira, 29 de julho de 2011

“Os Boas Pintas” se apresentam no Programa Eli Corrêa na TV neste final de semana. 
A dupla que emplacou o sucesso “Coruja” nos anos 50 e 60 embalará a manhã de domingo na Rede TV! (Brasil)

No próximo domingo, dia 31, a dupla Deny & Dino, estará no Programa do Eli Corrêa, na Rede TV!, a partir das 7h00. Participantes do Programa Jovem Guarda e conhecidos como “Os Boas Pintas”, os cantores lançaram composições como “Eu Não Me Importo” e “Lição de Moral”, incluídas no LP Coruja, que vendeu mais de 2 milhões de cópias na época, além de terem conquistado vários discos de ouro e troféus como os famosos Chico Viola e Roquete Pinto. Após a morte de Dino, em 1994, Deny continuou carreira com outro parceiro que desde então mantêm o codinome Dino. 

A partir das 10hs, Dom Fernando Figueiredo, apresenta o “Deus Médico dos Médicos”, que falará a respeito da desconfortável mordida aberta. Para esclarecer dúvidas e falar sobre os tipos de tratamento, os dentistas Rafael Tescaro e Daniel Ianni Filho foram os convidados para conversar com Dom Fernando sobre o tema. 

Produzidos e patrocinados pela Ultrafarma, os dois programas vão ao ar todos os domingos pela Rede TV! (Brasil).

Fonte: Assessoria Márcia Stival

FÉRIAS / HOLIDAYS

quinta-feira, 28 de julho de 2011
Cliff Richard and The Shadows - Summer Holiday (from Youtube)
FÉRIAS / HOLIDAYS
Amigos(as), 
Chegou a hora de também nós irmos para férias. Depois do trabalho desenvolvido neste blog, com muito prazer, empenho e carinho, e com a colaboração de todos os nossos amigos e colaboradores, aqui vamos nós para um merecido descanso. 
Por isso, este blog não postará novos álbuns a partir de 29 de Julho até 30 de Agosto. Entretanto, vocês poderão sempre rever e consultar os conteúdos deste blog. Mas depois voltaremos!!!
Desejamos também umas boas férias para todos os que tiverem esse período agora. 
Até lá, muito obrigado pela vossa compreensão, apoio e preferência. 
Obrigado e abraços! 
Dear friends, 
 It's also time for us to go on vacation. After our work on this blog, with great pleasure, commitment and affection, and with collaboration of all our friends and assistants, here we go for a deserved rest.
So this blog will not post new albums from July 29 until August 30. However, you can always review and check the contents of this blog. Soon after we return!
We also wish a good vacation for all of you.
Until then, thank you for your understanding, support and preference.
Thanks and hugs!
João Romão e Carlos Santos

Soul Braza - Brazilian 60's & 70's Soul Psych (LP Vol. 1)




Soul Braza - Brazilian 60's and 70's Soul Psych, V/A (LP Nosmoke NS009LP - Vol. 1).

Esta compilação é um resumo do que se passou durante o período da ditadura brasileira, quando a música soul estava em toda a parte, das favelas para as partes mais elegantes e populares nas cidades brasileiras. Aqui irá encontrar algumas das melhores faixas da música psicadélica Soul brasileira, bem como rock, soul music com um "cheirinho" a James Brown, Otis Redding e Aretha Franklin que tiveram grande impacto na cena musical brasileira dos anos 60. O Soul music foi introduzido no Brasil por cantores como Gerson King Combo, que lançou em 1969 o disco Gerson Combo Alma Brasileira, com sucessos brasileiros como, Asa Branca executados com uma batida importada dos EUA. Tim Maia, Carlos Dafe, e Tony Tornado começaram a tocar sucessos soul também e tomaram atitudes ao estilo dos americanos Black Power, que instituiu o movimento Black Rio. A grande musa desse período foi Lady Zu de São Paulo. Traços do ritmo negro dos EUA também podem ser detectados nalgumas das primeiras canções de Jorge Ben Jor (Agora Ninguém Chora Mais, Negro É Lindo, Que Nega É Essa) e, ainda noutros como Wilson Simonal durante a sua fase "Pilantragem" (como Mamãe Passou Açúcar em Mim, País Tropical, Tributo a Martin Luther King). Outras bandas e artistas mais obscuros também tiveram o seu momento e importância na história da soul brasileira. Músicos como O Incrivel Manito, The Pops, a soul de fusão, rock samba e música psicadélica, e Tony Frankye, Trio Ternura, e, claro, alguns outros, como Vanusa Araujo ou Eduardo, que lançaram alguns dos melhores registos da música brasileira nos anos 60 e 70.


This compilation is a summary of what went on during the brazilian dictatorship period when soul music was everywhere, from the favelas to the most fashionable and popular parties in Brazilian cities. Here you will find some of the best tracks of Brazilian psychedelic soul music, a fusion of fuzz, sweat and dancing!
As well as rock, soul music by the likes of James Brown, Otis Redding, and Aretha Franklin also had a big impact in the Brazilian music scene of the 60s. Soul music was introduced in Brazil by singers such as Gerson King Combo, who released in 1969 the record Gerson Combo Brazilian Soul, featuring Brazilian hits like Asa Branca performed with a US-imported beat. Tim Maia, Carlos Dafe, and Tony Tornado started playing soul hits too and took on the attitude and style of US Black Power, establishing the Black Rio movement. The great muse of that period was Lady Zu from Sao Paulo. Traces of the black US rhythm can also be detected in some of the first songs by Jorge Ben Jor (Agora Ninguem Mais Chora, Negro E Lindo, Que Nega E Essa), and, even more so, in others by Wilson Simonal during his Pilantragem phase (such as Mamae Passou Acucar em Mim, País Tropical, Tributo a Martin Luther King). Other more obscure bands and artists also had their moment and importance in the history of Brazilian soul. Musicians like O Incrivel Manito, The Pops, fusing soul, samba rock, and psychedelic music, Tony e Frankye, Trio Ternura, and, of course, a few others like Vanusa or Eduardo Araujo, who released some of the best Brazilian music records in the '60s and '70s.

LP gentilmente cedido por Luís Futre. 
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Paulo de Carvalho - Corre Nina (single 1970)



Paulo de Carvalho - Corre Nina (Festival RTP 1970 - From Youtube).


Paulo de Carvalho - Corre Nina (Single SP 20.010, Movieplay, 1970). 
Faixas/Tracks: Corre Nina /A Casa da Praia

Manuel Paulo de Carvalho Costa (Lisboa, 15 de Maio de 1947) é um cantor português.
Paulo de Carvalho começou como baterista. Em 1962 foi um dos fundadores dos Sheiks. O sucesso da carreira da banda, a que chamaram «os Beatles portugueses», pôs-lhe fim às veleidades futebolísticas nos juniores do Benfica.
Só em 1970 inicia uma carreira verdadeiramente a solo ao ser convidado, por Pedro Osório e Carlos Portugal, para cantar "Corre Nina", no Festival RTP da Canção. 
Obtém o Prémio Casa da Imprensa para melhor intérprete, pelo seu trabalho de vocalização em "Corre, Nina" e "A Casa da Praia" (este da autoria de Vasco Noronha e Paulo de Carvalho).
Mantém-se em actividade. Vasta discografia.

Fonte: Wikipedia

Single gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos. 
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Álbum da Canção - Simone de Oliveira


Simone de Macedo e Oliveira (Lisboa, 11 de Fevereiro de 1938), cantora, actriz de teatro e de televisão portuguesa.


Biografia 
Filha de pai belga e mãe portuguesa, cresceu em Lisboa. Na sequência de uma depressão, aos 19 anos, o médico aconselhou-a a distrair-se tendo optado por matricular-se no Centro de Preparação de Artistas da Emissora Nacional. Começou por se apresentar nos programas de Motta Pereira.

A estreia da cantora em público ocorreu, em Janeiro de 1958, no primeiro Festival da Canção Portuguesa, realizado no cinema Império, em Lisboa. Nos dois anos seguintes iria vencer esse mesmo Festival.


Em 1959, a editora Alvorada lança um EP com 4 artistas. Simone de Oliveira aparece com a canção "Sempre que Lisboa Canta". É lançado também um EP com os temas "Amor à Portuguesa" (La Portuguesa), "Tu", "Nos Teus Olhos Vejo o Céu" (Nel Blu Dipinto di Blu) e "Tu e Só Tu" (Love Me For Ever).

Estreia-se no teatro de revista em 1962. Vence também, nesse ano, o Festival da Canção da Figueira da Foz.

Recebe o Prémio de Imprensa do ano de 1963.

Em 1964 grava um EP com os temas "Canção Cigana", "Sempre Tu Amor", "Quero e Não Quero" e "Alguém Que Teve Coração".

Na 1ª edição do Grande Prémio TV da Canção Portuguesa Festival RTP da Canção fica em 3º lugar com "Olhos Nos Olhos". "Amar É Ressurgir", o outro tema apresentado, fica em 8º lugar.

António Calvário e Simone gravam um EP com versões do filme "My Fair Lady".


Em Março de 1965 recebe o Prémio de Imprensa de 1964 para melhor cançonetista. Vence o Festival RTP da Canção de 1965 com o tema "Sol de Inverno", de Nóbrega e Sousa e Jerónimo Bragança, enquanto "Silhuetas Ao Luar" fica em 4º lugar. Representa Portugal no Festival da Eurovisão realizado em Nápoles. É eleita Rainha da Rádio.

É editado o EP "IV Festival da Canção Portuguesa" com os temas "Nem Tu Nem Vocês", "Se Tu Queres Saber Quem Sou", "Quando Será" e "Canção do Outono" e o EP "Praia de Outono" onde é acompanhada pelo Thilo's Combo e pela Orquestra de Jorge Costa Pinto. Lança também alguns discos com versões da banda sonora do filme "Música No Coração". Além do tema "Música No Coração" grava canções como "Onde Vais" (Edelweiss), "As Coisas De Que Eu Gosto" e "Dó-ré-mi".

Participa com "Começar de Novo", de David Mourão Ferreira e Nóbrega e Sousa, no primeiro Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro, realizado em 1966. Amália Rodrigues fez parte do júri e escolheu Simone de Oliveira como representante de Portugal.

Ainda em 1966, Simone grava uma versão de "A Banda" de Chico Buarque e faz parte do elenco do musical "Esta Lisboa Que Eu Amo" que esteve em cena no Teatro Monumental.

Lança um EP com "Marionette", uma versão de "Puppet On A String" de Sandie Shaw, e "Esta Lisboa Que Eu Amo". Lança também o disco "A Voz E Os Êxitos" que inclui uma versão de "Yesterday" dos Beatles, entre outros temas.


Amália Rodrigues inicia uma temporada no Olympia, em França, como primeira figura do espectáculo "Grand Gala du Music-Hall Portugais", inteiramente composto por um elenco português. Simone de Oliveira é um dos nomes convidados ao lado do Duo Ouro Negro, Carlos Paredes, entre outros.

Concorre ao Grande Prémio TV da Canção de 1968 com os temas "Canção Ao Meu Piano Velho" e "Dentro de Outro Mundo".

É editado um EP com os temas "Viva O Amor", "Nos Meus Braços Outra Vez", "Quando Me Enamoro" e "Para Cada Um Sua Canção" e outro com os temas "Cantiga de Amor", "Amanhã Serás O Sol" e "Não Te Peço Palavras".

Lança um disco com os temas "Aqueles Dias Felizes", "Pingos de Chuva" e "Fúria de Viver".

Vence o Festival RTP da Canção de 1969 com o maior êxito da sua carreira - "Desfolhada Portuguesa", da autoria de José Carlos Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes. Perde a voz, um incidente que se prolongará por cerca de dois anos. Nesta fase aceita tudo o que lhe oferecem para sobreviver. Desde o jornalismo, à rádio, à locução de continuidade ou à apresentação do concurso Miss Portugal e de espectáculos no casino da Figueira da Foz.


Recupera do problema que lhe tinha afectado as cordas vocais: a voz era mais grave, mas podia continuar a cantar. Grava um EP com temas de José Cid. O tema principal é "Glória, Glória Aleluia" que Tonicha levou ao 1º Festival da OTI.

Participa no Festival RTP da Canção de 1973 com "Apenas O Meu Povo", onde recebe o Prémio de Interpretação.

A sua carreira estava marcada por músicas e letras compostas por autores de qualidade, muitos deles anti-fascistas. Isso ajuda a que, após o 25 de Abril de 1974, continue a sua carreira e participe em revistas como "P'ra Trás Mija a Burra".

Em 1977 é convidada para participar no espectáculo do Jubileu de Isabel II de Inglaterra.

Vence o 1º prémio de interpretação do Festival da Nova Canção de Lisboa, de 1979, com "Sempre Que Tu Vens É Primavera".

Em 1980 representa Portugal no Festival da OTI, em Buenos Aires, com "À Tua Espera". Durante os ensaios a orquestra levantou-se para a aplaudir. Arrecadaria o prémio de interpretação do Festival Ibero-Americano da Canção.

O álbum Simone é editado em 1981. Para este disco grava "À Tua Espera" e "Quero-te Agradecer", da dupla Tozé Brito e Pedro Brito, e temas de António Sala ("Auto-retrato"), Paulo de Carvalho ("Canção") e Varela Silva ("Espectáculo"). Outros temas são as versões de "Pela Luz Dos Olhos Teus" de Vinícius de Morais e Tom Jobim e "Il S'en Va Mon Garçon" de Gilbert Bécaud. Anteriormente já gravara temas como "Reste" e "C'est Triste Venice".


No teatro faz de "Genoveva" na peça "Tragédia da Rua das Flores" baseada na obra homónima de Eça de Queirós. Participa também na série "Gente Fina É Outra Coisa" da RTP onde contracena com nomes como Nicolau Breyner e Amélia Rey Colaço.

Comemora as bodas de prata da sua carreira com o programa televisivo "Meu Nome é Simone".

O disco Simone, Mulher, Guitarra, editado em 1984, é uma incursão da cantora no Fado, com produção de Carlos do Carmo. Cinco dos temas pertencem a José Carlos Ary dos Santos e os restantes são de Luís de Camões ("Alma Minha Gentil Que Te partiste"), Fernando Pessoa ("Quadras"), Cecília Meireles ("Canção"), Florbela Espanca ("Amiga, Noiva, Irmã") e Miguel Torga ("Prece").

Em 1988 apresenta o programa de televisão "Piano Bar" da RTP.


Em 1988 ainda, Simone venceu um cancro de mama, passando a ser reconhecida também por tal, dado a ser uma doença ainda bastante dizimatória nesse tempo. É a viúva do actor Varela Silva.

Faz parte do elenco do musical "Passa por Mim no Rossio" (1991).

Em 1992 é editado o álbum Algumas Canções do Meu Caminho. Apresenta este espectáculo ao vivo no Teatro Nacional São João, TEC e no Funchal.

Filipe La Féria convida Simone para "Maldita Cocaína" de 1993.

Em 1997 celebra os seus 40 anos de carreira com um espectáculo na Aula Magna, de Lisboa. É lançado o duplo CD Simone Me Confesso. O espectáculo "Simone Me Confesso" é apresentado na Expo-98.

O álbum Mátria de Paulo de Carvalho, editado em 1999, com letras de várias mulheres portuguesas, inclui um tema com letra de Simone.

Em 2000, Simone de Oliveira participa no tema "Sem Plano" dos Cool Hipnoise. O convite surgiu após se terem conhecido em Beja, numa comemoração do dia mundial do livro.


"Kantigamente" é o nome do espectáculo apresentado no São Luiz, com produção de Fátima Bernardo (Casa das Artes). Os discos Simone e Simone, Mulher, Guitarra foram reeditados, em Abril de 2003, pela Universal. Em Julho de 2003 é editado o livro "Um País Chamado Simone" (Garrido Editores) do jornalista Nuno Trinta de Sá. Trata-se da segunda Biografia depois de "Eu Simone Me Confesso" de Rita Olivais.

Em 2003 lança o livro "Nunca Ninguém Sabe" (Publ. D. Quixote) onde relata a sua luta contra o cancro da mama.

Simone grava um CD e um DVD, ambos com o nome Intimidades, que registam dois dias de espectáculos ao vivo, no Auditório do Fórum Cultural da Cidade do Seixal, acompanhada por José Marinho (piano) e Andrzej Michalczyk (violoncelo).

No ano 2008 Simone integra o elenco da nova versão de Vila Faia na RTP, onde vai encarnar Efigénia dos Santos Marques Vila, papel que na versão anterior era desempenhado pela actriz Mariana Rey Monteiro. No dia 25 de Fevereiro Simone comemorou os 50 anos de carreira, num grandioso concerto no Coliseu de Lisboa.

Simone de Oliveira tem dois filhos, Maria Eduarda e António Pedro. Recebeu vários prémios de que destaca os Prémios de Imprensa, Popularidade, Interpretação e ainda o Prémio Pozal Domingues. Foi condecorada com a Grande Ordem do Infante.

Em 2007, Simone comemorou os seus 50 anos de carreira fazendo o seu primeiro Coliseu, já em 2008, com o espectáculo "Um País chamado Simone".

Vasta discografia. É editada a compilação Perfil com os seus maiores sucessos.

Actriz 
A nível do teatro, Simone estreou-se nos anos 60 ainda como atracção de revista, posteriormente no inicio dos anos 70 deu início, na peça "O Contrato" (dirigida por Ribeirinho), ao desenvolvimento das suas características de actriz, tendo na peça A Tragédia da Rua das Flores, atingido um enorme sucesso de público e de crítica, revelando as suas potencialidades de actriz dramática. Participou no Teatro Nacional D. Maria II na peça "Passa por mim no Rossio" e no Teatro Politeama em Maldita Cocaína. Já nos primeiros anos do século XXI encarnou as personagens de Marlene Dietrich e Alma Mahler-Werfel (2003, Convento dos Inglesinhos, Lisboa). Actualmente, encontra-se com o seu espectáculo em digressão, "Conversas de Camarim", espectáculo de homenagem a poetas e a gente do teatro na companhia de Vítor de Sousa e Nuno Feist.

Em homenagem às cantoras da década de 1960 (Madalena Iglésias e Simone de Oliveira), a sua personalidade foi retratada na peça musical What happened to Madalena Iglésias" de Filipe La Féria.

Simone de Oliveira participou em pelo menos quatro filmes:

Simone de Oliveira tem participação em várias telenovelas e em séries televisivas, nomeadamente nas seguintes:

Na televisão apresentou nos anos oitenta do século XX o programa Piano Bar e fez vários programas da RTP Internacional. Foi ainda membro do júri da 1ª edição do concurso Chuva de Estrelas da SIC. Participa em 2009 no programa Fátima como comentadora e no Sic ao Vivo como entrevistadora.

Biografia In Wikipedia

Revista Álbum da Canção, nº 5, de 01/07/1963, gentilmente cedido por Luís Futre.

Nascido Para Matar (Full Metal Jacket - 1987)



Nascido Para Matar (Stanley Kubrick's Full Metal Jacket - 1987). Trata-se de uma compilação com os principais temas do filme com o mesmo nome.

Sinopse do filme:
Nascido para Matar (no original: Full Metal Jacket) é um filme norte americano de 1987, do género drama de guerra, dirigido por Stanley Kubrick (Warner Home). O roteiro é baseado num romance de Gustav Hasford, The Short Timers.
Um sargento (R. Lee Ermey) treina de forma fanática e sádica os recrutas numa base de treinos, na intenção de transformá-los em máquinas de guerra para combater na Guerra do Vietnam. Após serem transformados em fuzileiros navais, eles são enviados para a guerra e quando lá chegam deparam-se com os seus horrores.

Faixas / Tracks: 

1. Hello Vietnam, escrita por Tom T. Hall e interpretada por Johnny Wright 
2. These Boots are made for walking, escrita por Lee Hazlewood e interpretada por Nancy Sinatra 
3. Wooly Bully, escrita por Domingo Samudio e interpretada por Sam the Sham e The Pharoahs 
4. The Marines Hymn, interpretada por The Goldman Band 
5. Chapel of Love, escrita por Jeff Barry, Ellie Greenwich e Phil Spector e interpretada por The Dixie Cups 
6. Surfin Bird, escrita por A. Frazier, C. White, T. Wilson Jr. e J. Harris e interpretada por The Trashmen 
7. Chris Kenner - I Like It Like That, de Chris Kenner and Allen Toussaint
8. Paint It Black, escrita por Mick Jagger e Keith Richards e interpretada por The Rolling Stones

Compilação gentilmente cedida por Carlos Santos  

Elizabeth - Antologia (Jovem Guarda / Brasil)

quarta-feira, 27 de julho de 2011



Elizabeth - Sou Louca Por Você (from Youtube)



A cantora e compositora Elizabeth Sanchez, mais conhecida apenas por Elizabeth, nasceu no Rio de Janeiro/Brasil.
Foi lançada pela gravadora Continental em 1966 como cantora de samba, mas o que fez o povo adorar Elizabeth foram as suas fantásticas músicas com letras e melodias apaixonadas. 
No começo da carreira, Elizabeth necessitou de usar recursos comuns na profissão, como imitar a cantora Maysa, naquele momento a maior cantora do Brasil.


Integrante da Jovem Guarda, foi "apadrinhada" pelo compositor Braguinha em 1966 e, três anos depois, lançou o seu grande sucesso, "Sou Louca por Você", que lhe rendeu um disco de ouro. 
As revistas estampavam Elizabeth semanalmente, transmitindo aos fãs da cantora o seu percurso na carreira. 
A sua beleza e o seu talento levou muitos jovens apaixonados aos shows e programas de auditório na televisão. Ao longo da carreira, gravou dez LPs e muitos EPs e Singles que ficaram nas paradas de todo o Brasil. 
Elizabeth fez muito sucesso no México, Argentina, Portugal, Angola e noutros países. 
Mesmo sem uma constância de aparições na mídia, a obra produzida pela cantora e compositora ganha uma nova vida na Internet, onde a própria estrela conversa com os seus admiradores. 
"Sou Louca Por Você" é a música mais conhecida de Elizabeth. 

Fontes: Sites Wikipedia e Extra Globo.

Álbum duplo que nos foi gentilmente cedido pelo nosso amigo Miguel Nunes, do Brasil e Comunidade-MC E JG (Orkut), a quem muito agradecemos.

Álbum da Canção - Paula Ribas


Iniciamos hoje a apresentação de algumas revistas "Álbum da Canção" dedicadas a artistas portugueses e  estrangeiros dos anos 60, uma gentileza de Luís Futre. O Álbum da Canção era uma revista dedicada aos ídolos da canção (da época). Certamente serão hoje já consideradas autênticas "raridades". Não nos será possível transcrever todo o material nelas inserido, mas contamos postar algumas fotos e a respectiva biografia. Hoje, começamos por Paula Ribas!

Biografia: 
Paula Ribas, Ilídia Dias Ribas, embora gerada em Lisboa onde seus pais habitavam, estes que são algarvios fazem questão que a sua filha venha a nascer no Algarve mais propriamente em Faro. Após a instrução primária entrou para o Conservatório Nacional para o curso de piano. Paula Ribas iniciou a sua carreira no início dos anos 60, tendo-se popularizado quer como cantora yé-yé, quer como cantora romântica. Aos 17 anos, pela mão do Maestro Nóbrega e Sousa, que a apoia na preparação para se apresentar ao júri da Emissora Nacional, ficando classificada logo à primeira audição. Faz a sua primeira actuação na rádio actuando ao lado de Luís Piçarra e Margarida Amaral no programa “Ouvindo as Estrelas”, sendo considerada por muitos admiradores como a revelação desse ano. Entretanto casa, e decide abandonar por uns tempos a vida artística (cerca de 3 anos). Mas o “bichinho” das palmas chamava por ela e regressa, sem que tenha perdido a popularidade que já tinha alcançado. Actuou no Luxemburgo, França, Espanha, Holanda, Bélgica, Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia, numa digressão que durou 10 meses. Fez uma digressão de 4 meses em Israel, onde obteve um assinalável êxito, assim como aos Açores e à Madeira e teve actuações na América Latina e nos Estados Unidos. Por proposta sua ao Ministério do Ultramar, é incumbida de organizar uma digressão com outros artistas a Angola e a Moçambique que durou cerca de 4 meses. Algumas das suas criações foram, Amor e Chá Chá, Ao Longe da Vida Ri, Nasci para cantar, Bambino, Lisboa é minha e Tua, Isto é Lisboa, Não Quero, Portuguesinha, Quem és Tu, Poema do Fim, Dame Felecidad, etc. Editou nessa década mais de 40 discos, dos quais 10 LPs, em 5 línguas diferentes. Gravou pela Editora Alvorada e mais tarde passou a gravar em Barcelona para a espanhola Belter. Em 1970 participou no Festival Internacional da Canção com a "Canção da Paz Para Todos Nós" de Jorge Costa Pinto. Nesta altura, tinha já mais de 20 discos gravados e tinha actuado em 17 países, cantando em várias línguas (inglês, francês, português, italiano e espanhol). O seu repertório incluía agora o "Hino ao Amor" a versão da dupla Bacharach/David. Estabeleceu-se no Brasil, em 1972, com Luis N'Gambi (ex-Os Rocks) e a sua mãe. Fixa-se em São Paulo onde foi contratada pelo restaurante "Abril em Portugal". Em 1974 grava, para a editora Discos Marcus Pereira, o LP "Fados Brasileiros" (com composições e poemas de Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, Marcos Calazans, Chico Buarque, Chico Alves, Carlos Pena Filho, Caco Velho, Dorival Caymmi e Caetano Veloso. Pela mesma editora foi editado, ainda nesse ano, o disco "Portugal Hoje", feito em colaboração de Luis N’Gambi, composto apenas por versões de temas de José Afonso. Em 1981 gravou o disco "Tudo Isto É Fado". Com Luis N'Gambi lança o disco "Navegar é preciso". Regressa a Portugal em meados da década de 1980. "Eu e Você", versão do tema de Elisa na telenovela Tieta, da autoria de Renato Barros e Vadinho, foi editado em single pelo duo Paula Ribas e Luís N'Gambi. No lado B do disco aparece "Felizes Seremos", uma adaptação portuguesa da música Happy "Together", do filme Tartarugas Ninja. Participou no filme “Amor do Céu em Pára-quedas”.

In Wikipedia

Revista "Álbum da Canção" nº 9, de 01/11/1963, gentilmente cedida por Luís Futre.

Mini Pop - Days Of Summer Sun (Single 1974)



AQUI:    ou    ALI:

Mini Pop - Days Of Summer Sun (Single Movieplay SP 20.099, 1974). Single considerado raro.
Adaptação de: Mike Britton e Thilo Krasmann.

Faixas/tracks: Days Of Summer Sun / Vaya Con Dios

Mini Pop: Conjunto dos irmãos Barreiros que nos anos 80 daria origem ao projecto Jafumega.

Os Mini Pop, quarteto de crianças com idades compreendidas entre os 7 e os 11 anos de idade, formou-se no ano de 1969. Os irmãos Barreiros (Pedro, Mário e Eugénio) e o amigo Abílio foram basicamente um produto impulsionado pelo desejo do pai dos primeiros, Mário Barreiros, de gerir um projecto diferente dos demais. O que é certo é que o grupo beneficiou, durante parte da década de 70, de algum sucesso comercial. Gravaram dois singles para a editora Zip-Zip tendo o seu maior sucesso sido uma versão de "A Casa" (Era Uma Casa Muito Engraçada). Chegaram também a actuar na edição de 1971 do Festival de Vilar de Mouros. Em 1972 assinam pela Movieplay, selo para o qual gravam um primeiro single com os temas "Delta Queen" e "Beggars Can't Be Choosers". Participam no Festival RTP da Canção de 1973 com "Menina de Luto". Em 1974 editam o single "Days Of Summer" e, finalmente, no ano seguinte, lançam "My Holiday Girl", com temas de Paulo de Carvalho e Mike Britton. Durante dez anos de carreira gravaram sete singles e participaram em cerca de 300 espectáculos. Também tentaram entrar em Espanha sob a designação de "Tanga", nome escolhido para a internacionalização. Após o fim do grupo transformaram-se nos Jáfumega, uma das bandas que marcou a década de 80 em termos musicais. Abílio, um dos seus elementos, integrou os Roxigénio.

Fonte: Under Review

Single gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos. 
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Evento DJ set "Mecãnico do Amor" e "Campeões do Yé Yé" (groovie records).



DJ set "Mecãnico do Amor" e "Campeões do Yé Yé" (Groovie Records)

Trata-se de uma festa/evento que se vai realizar na próxima Sexta-feira (29/07) às 23:30 - Sábado às 4:00, no Lounge - Rua da Moeda, número 1, Cais do sodré - Lisbon / Portugal.
Nesta festa, que se espera muito "sessentista", serão passados temas só em 45's r.p.m.originais (da época), de 60's Soul, Yé Yé, 60's Garage, Beat, R&B, Mod, early Funk, northern soul, Freakbeat, Psych, heavy soul, Garage, Transworld beat, etc.

Participação de DJ set "Mecãnico do Amor"(Tiago Santos) e "Campeões do Yé Yé" (Groovie Records - Luis Futre e Edgar Raposo).

Agradecimento a Lu'is Futre pela informação.

Os Tornados - Dinamite (EP 2011)



Os Tornados - Dinamite (EP Bronca Discos BRC001EP - 2011)

Faixas / Tracks: «Dinamite», «Baby Baby», «Balada do Pecador» e o instrumental «Angola 67»

Excelente EP de uma banda atual com muito "cheirinho" aos anos 60. É de estar muito atento a este grupo!

Os Tornados estão de volta com um novo disco. «Dinamite!» é o nome do EP e é composto por quatro novas canções.
Dois anos após a estreia com o longa duração «Twist do Contrabando», a banda portuense lança agora um EP através da sua própria editora, a Bronca Discos. 
Esta banda portuguesa disponibilizou gratuitamente, no seu sítio na Internet, este novo EP "Dinamite!", que foi apresentado no dia 17, no Armazém do Chá, no Porto.
A edição de "Dinamite!" é a primeira a ser feita através do selo próprio de Os Tornados, de nome "Bronca Discos!", e conta com a impressão de 300 cópias numeradas do EP em vinil, que só será comprado através do sítio da banda. 
 Este é o seu "Site" Oficial:  site oficial d'Os Tornados .
Os Tornados recuperam essa tradição do verdadeiro rock português, o ié-ié dos salões de baile, com reminiscências da fúria rebelde e adolescente do Victor Gomes e dos seus Gatos Negros (vide o single «Catraia», com um belíssimo teledisco), a pop das canções ligeiras do Conjunto Académico João Paulo, ou as guitarras surf de Os Ekos. No entanto, tudo aquilo soa extremamente actual, com um pouco mais de distorção, um theremin que dá um toque cinemático à coisa e a linguagem mais desavergonhada. “Twist do Contrabando”, foi o disco de estreia.

Membros:
Hélder Coelho - Bateria
Manuel Oliveira - Percussões e voz
Marco Oliveira - Órgão, harmónica e voz
Miguel Lourenço - Baixo e voz
Nuno Silva - Voz e guitarra elétrica
Tiago Gil - Guitarra elétrica e voz.

Agradecimento aos Tornados e a Luís Futre.

Carlos Santos

A lenda do Rock Português existiu mesmo!

O rock chegou a Portugal através do realizador Leitão de Barros, que organizava umas festas à noite no Jardim da Estrela


Antes do "Chico Fininho", a história do rock português já ia longa. Primeiro no MySpace e depois em secretas edições em vinil, a Groovie Records anda a desenterrar a história ignorada, mas épica, do tempo em que o rock ainda era "pouco edificante". 

Quem tem memória visual de Lisboa nos anos de viragem 80-90 só pode lembrar-se dessa figura exótica e camaleónica de Luís Futre (primo do ex-jogador, e também ele vindo do Montijo), que encarnava com exuberância de acessórios e indumentária numa expressão petrificada, o imaginário marginal do rock. Luís Futre nunca tocou numa banda, mas apadrinhou a existência de várias e a sua colecção de discos anda por aí espalhada aos quatro ventos, a divulgar o rock e a inspirar a criação de novas bandas. Aos 44 anos, agora com o cabelo curto, uns óculos de massa e roupa mais discreta, a fazer lembrar os mods dos anos 60, Futre trabalha com Edgar Raposo na Groovie Records - que no mês passado esteve no Atelier Real, em Lisboa, promovendo uma série de encontros e sessões de trabalho com figuras centrais e marginais do rock português desde os anos 50.

Rock português, anos 50. Isso existe? Para a geração do Futre e do Edgar, que cresceu a ouvir dizer que o pai do rock português era o Rui Veloso, parece uma incongruência, mas a história do rock é um conto de fadas ruidoso e a realidade confunde-se com as lendas. A Groovie Records tem vindo a desenterrá-las do esquecimento. Primeiro no MySpace, depois em secretas edições em vinil, a editora anda a revelar o rock que se praticou em Portugal na transição para os anos 60 (Portuguese Nuggets), e também o que era tocado em Angola, Moçambique, África do Sul, Madagáscar (Cazumbi)! Em 2008, quando morreu Joaquim Costa, esse renegado do rock'n'roll, publicaram-lhe o primeiro disco.

Luís Futre conheceu Joaquim Costa (1936-2008) em 1985, na Feira da Ladra. "Estava com uma camisola dos Cramps, um cota veio ter comigo e perguntou: ‘Não me consegues arranjar a compilação ‘Rockabilly Psychosis', que tem o Phantom?' Fiquei fascinado pela pessoa, em virtude de acompanhar o rock'n'roll e a cena underground desde a década de 50." Joaquim Costa contou-lhe a história do rock português, a esquecida, a ignorada e a desconhecida. Ficou a saber que o rock chegou a Portugal através do cinema, e que foi o realizador Leitão de Barros a divulgá-lo, através das noites de Verão que organizava no Jardim da Estrela. Com o dinheiro que ganhou a actuar nessas festas, Joaquim Costa financiou sessões no estúdio da Rádio Graça, fez três acetatos e criou as capas dos discos que haveriam de ficar inéditas até ao ano da sua morte. Futre ficou assim a conhecer aquele que foi um pioneiro da ética de trabalho "do-it-yourself" , que ele mesmo haveria de fomentar em meados dos anos 90 com a editora Beekeeper, quando, associado a Elsa Pires, lançou o álbum "Teenagers from Outerspace".

Edgar Raposo, fundador da Groovie Records, era vizinho de Joaquim Costa. Actualmente trabalha com Pedro Carvalho Costa num documentário sobre ele: "O Joaquim foi um punk na atitude ‘do-it-yourself', na rebeldia, no anti-sistema. Dizia que o rock era para ser cantado em inglês, que cantar rock em português era uma palhaçada. Tinha uma opinião muito própria e um conhecimento muito vasto sobre a história do rock'n'roll." 

Daniel Bacelar (n. 1943) gravou o seu primeiro disco aos 17 anos, partilhando esse EP com Os Conchas(1). O seu percurso é exemplar do contexto sócio-profissional em que surgiram os pioneiros do rock em Portugal: empregado na TAP desde os 22 anos, com possibilidades para viajar, comprar discos e equipamento, o seu primeiro contacto com o rock foi através de uma "pen-pal" (amiga por correspondência para praticar inglês), que lhe enviou, era ele adolescente, duas canções de Ricky Nelson. A estreia de Daniel Bacelar em palco foi "pouco edificante", num programa da RTP ao vivo na Feira das Indústrias, acompanhado de Jorge Machado e o seu Conjunto. Tinham acabado de gravar um disco juntos e acharam que não era preciso ensaiar. "No dia seguinte telefonei para o Sr. Melo Pereira, director do departamento de programas recreativos da RTP, e ele respondeu-me: ‘Pois é Daniel,o Jorge realmente meteu uma aguada desgraçada e todos nós vimos isso, mas quem se lixa é o mexilhão!' Vi imediatamente que seria muito difícil ter uma carreira artística. A aviação deu-me aquilo que muita gente não teve a oportunidade de ter: meter-me no avião e ir ver este ou aquele espectáculo em sítios bem longe, e conhecer gente bem interessante." O rock, para ele, passou a ser uma reunião entre amigos, nos intervalos do trabalho.

Um mundo desconhecido
Em colaboração com a Iplay, a Groovie Records prepara entretanto os discos dos grandes grupos da segunda geração de rock português (Quarteto 1111 e Filarmónica Fraude), assim como uma série de bandas portuenses originalmente editadas pela Rapsódia e a Belter: Jess & James, Tártaros, Espaciais. "Existe mais um punhado de bandas que gostaríamos de ver disponíveis em formato LP, mas as negociações com as editoras responsáveis estão complicadas. Preferem ter o material guardado a apodrecer do que relançá-lo. Por vezes parece que a tal ditadura rígida e inflexível [dos "anos de chumbo" do rock português] permanece, de alguma forma", lamenta Edgar Raposo.

Para João Carlos Calixto, investigador e documentalista musical (colabora com a RTP na série em produção "Estranha Forma de Vida", dedicada à música popular portuguesa desde a década de 30), José Cid é o nome transversal a muitos dos projectos que aconteceram nessa época: "Muitos foram os cantores e grupos que gravitavam na sombra do Quarteto 1111, ensaiando na garagem de Michel Mounier (baterista) e gravando discos produzidos por José Cid e por António Moniz Pereira (guitarrista). Contam-se nomes como Tonicha, José Cheta, Simone de Oliveira, José Jorge Letria e projectos mais experimentais, como Evolução ou Plexus. Em termos de festivais, houve o Festival dos Salesianos, em 1969, que no próprio dia foi impossibilitado de se realizar por carga policial sobre a multidão, e que estava a ser organizado por José Cid; e o Festival de Vilar de Mouros de 1971, em que participaram o Quarteto 1111, os Pop Five Music Incorporated, Chinchilas, Sindicato e Pentágono." 

E estudos sobre essa época? "Tudo está por fazer! Está agora a ser elaborada uma tese na Universidade Nova sobre o rock português na década de 70, por Ricardo Andrade, e há textos soltos aqui e ali". Há, por exemplo, "Nova Vaga - O Rock em Portugal - 1955-1974 - História e Catálogo de Edições Nacionais" (Groovie Records, 2008).

Vítor Gomes e "Franjas", convidados para integrarem o ciclo de conversas no Atelier Real são, segundo Edgar Raposo, as primeiras referências no que diz respeito à noção de "undergound" e psicadelismo: "O Franjas teve os Steamers, que foi das poucas - talvez a única - bandas com essa coisa de garage psych, inspirada no rock californiano dos Seeds ou Blues Magoos. Pena só terem gravado um disco. Ainda tivemos os The Jets, um pouco antes, que deram início a esse movimento. A primeira capa de disco com influência psicadélica em Portugal é deles."

A Groovie Records especializou-se na música obscura dos anos 60, reeditando excentricidades de todo o mundo (inlcuindo Ásia e Norte de África) nas áreas do garage rock e do psicadelismo. Dir-se-ia uma editora revivalista, não se desse o caso da música que editam ser praticamente desconhecida: "Essa história da nostalgia é uma desculpa, falta de informação por vezes. Agora anda toda a gente aí nos anos 80, a década em que a música pop e mainstream foi a pior dos últimos 50 anos. Isso sim é um revivalismo, com grandes objectivos económicos por trás".

Por Rui Catalão (21.07.2011), com a devida vénia de Caderno Ípsilon/Jornal Público.


(1) - Rectificação pontual efectuada por este blog.

Prata da Casa - Pérolas da Música Portuguesa (VOL. 5)

terça-feira, 26 de julho de 2011



Prata da Casa - Novo volume, o 5º desta compilação pessoal, constituída por alguns dos sucessos dos nossos artistas nacionais.
Nunca é demais recordá-los, prestigiá-los e homenageá-los.
Temas que fizeram sucesso especialmente nas décadas de 60 e início de 70, para recordar e reviver.

Alinhamento por Carlos Santos. Capas e Grafismo por João Romão.

Turquoise - The Further Adventures Of Flossie Fillett (1966-1969)



Turquoise was a British pop-psych group who only officially released two singles in their short existence as a band, but the four songs on those two releases became beloved by collectors of the genre, and led to a complete album of the band's surviving recordings being released some 40 years later. The group, who initially called themselves the Brood, was formed in North London's Muswell Hill area in 1966 by Jeff Peters, Ewan Stephens, and Vic Jansen (a fourth member, Barry Hart, was added later), who were all friends and neighbors of the Kinks' Ray and Dave Davies. Dave Davies produced a batch of demos for the Brood in 1966, and a second batch was produced by the Who's Keith Moon and John Entwistle a year later in 1967. Eventually the Brood was signed to Decca Records, and after a name change to Turquoise, released two wonderful double-sided singles, "'53 Summer Street"/"Tales of Flossie Fillett" and "Woodstock"/"Saynia," but neither release really took off, and the band called it quits in 1969. Peters and Hart went on to form Slowbone, releasing an album, Tales of a Crooked Man, in 1974. Collectors of the Kinks/Who/Small Faces/Move style of 1960s British pop discovered the two singles, however, and Turquoise became a sort of long-lost cult band, resulting in Rev-Ola releasing all of the Brood's and Turquoise's surviving demos, alternate takes, and of course, the two singles, on disc in 2006 as The Further Adventures of Flossie Fillett: The Complete Recordings (1966/69). 

By Steve Leggett, Rovi

Álbum gentilmente cedido por Luís Futre.

Stella - Tout Va Bien (EP 1967)





Stella - Tout Va Bien (EP RCA Victor TP 323 - 1967)


Stella Vander est une chanteuse française. Stella Vander, née le 12 décembre 1950, de son vrai nom Stella Zelcer, de parents juifs, est une chanteuse des années 1960 qui écrivait des parodies de chansons yéyé sur des musiques de son oncle Maurice Chorenslup : Le folklore auvergnat en référence à Sheila et son folklore américain, Les parents twist (pour se moquer des parents qui veulent être aussi jeunes que leur fils), Pauvre Figaro (pour les jeunes à cheveux longs), etc. A cette époque, elle n'est connue que sous le nom de Stella.
Elle enregistre son premier 45 tours à l'âge de treize ans, et obtient une notoriété rapide avec la production d'une douzaine d'albums pendant cinq ans. Sa carrière sous le nom de Stella s'arrête en 1969.
Les années 1970.
Au début des années 1970, elle se marie avec le batteur Christian Vander et rejoint le groupe Magma avec lequel elle chante et dont elle fait toujours partie (elle y incarne l'Organïk Kommandeür), ainsi que le groupe Offering en tant que chanteuse soliste. Elle participe en 1978 au spectacle de France Gall Made in France en tant que choriste.
En 1991 elle compose son premier album solo depuis son enfance, D'épreuves d'amour , avec Christian Vander et les musiciens d'Offering où elle reprend le standard Nature Boy qu'on entend dans le film Peindre ou faire l'amour. Elle participe au quartet de la pianiste Lydia Domancich avec qui elle enregistre deux albums, ainsi qu'à d'autres projets et enregistrements avec entre autres les pianistes Patrick Gauthier etPierre-Michel Sivadier, les guitaristes Bertrand Binet et Alex Ferrand, les batteurs Simon Goubert et Michel Altmayer (du groupe Troll), le groupe Odeurs de Ramon Pipin, le bassiste Frédéric Briet.
Avec Francis Linon, elle crée et co-dirige le label Seventh Records en 1990, et le label Ex-Tension en 2002.
Abondante discographie.

Fonte: Wikipedia.

EP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos. 
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.