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Teresa Paula Brito - Mulheres Guerrilheiras (Single 1974)

sábado, 26 de fevereiro de 2011



Teresa Paula Brito - Mulheres Guerrilheiras (Single Osiris OS 0009 - 1974)
(Arranjos e Direcção de Orquestra de Pedro Jordão. Poemas de Maria Teresa Brito e Músicas de Pedro Jordão).

Teresa Paula Brito (Portugal, 1944 — 2003), inicialmente conhecida apenas como Teresa Paula, foi uma cantora portuguesa.
Depois do 25 de Abril foi editado este single "Mulheres Guerrilheiras", promovido pelo Movimento de Libertação das Mulheres, com poemas de Maria Teresa Horta e músicas, arranjos e direcção de orquestra de Pedro Jordão.
A Movieplay lançou uma compilação dedicada a Teresa Paula Brito na série "Clássicos da Renascença".
Faleceu no ano de 2003.

In Wikipedia
Single gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos. 

The Final Solution (LP 1967 - Puerto Rico)




The Final Solution - The Final Solution (LP Dynarange Records, 1967 / Puerto Rico).

This album is on almost all want-list we have seen but never showed up. A mystery until now, very much like Mystery Meat years ago. 5 guys and a girl recorded this album in 1967 in Puerto Rico. The album was pressed in USA on a private label. The musicians where fellow students at the university of Puerto Rico studying Architecture. Alexy Rodriguez, who was a musician of The Challengers and who designed the cover for Final Solution could not locate an original album to master from. Many years later a well-known collector had the luck of finding a near mint original copy which was the basis of this reissue. Really strong guitar and organ based garage sound, rough and beautiful at the same time. Mostly male vocals, all original 12 songs, English lyrics.

LP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

OsYoungsters / The Sunshines (Jovem Guarda-Brasil 60's)




OsYoungsters / The Sunshines (Jovem Guarda/Brasil 60's) - Compilação que reúne 2 excelentes grupos da Jovem Guarda brasileira.

Trata-se de um álbum constituído por 2 LPs originalmente gravados pela CBS:
Os Youngsters - Os Fabulosos Youngsters - LP CBS 37.377, 1964;
The Sunshines - O Último Trem (LP CBS 37.499, 1967. Produção de Jairo Pires).


Os Youngsters

Banda pioneira do Rock e Surf Music (Pré-Jovem Guarda), inicialmente com o nome de The Angels (1960). Gravaram os principais hits da Jovem Guarda de Roberto Carlos, Wanderléa, Golden Boys, etc… 
Com Roberto Carlos, “Quero Que Vá Tudo Para o Inferno”, todo o LP “Jovem Guarda” e também o LP “É proibido Fumar”.
Com Wanderléa, os álbuns, “Ternura”, “Um Quilo de Doce”, “Um Beijinho Só”, “É Pena”, “Vivendo Sem Ninguém”, “Três Rapazes”, “Boneca de Cera, Boneca de Pano”. Com os Golden Boys, “Erva Venenosa”, “Ai de mim”, “Volte Para Mim”, “Dançando o Surfin’” e “Michael”.
Gravaram também o tema de abertura da novela “Véu de Noiva” da Rede Globo (1969) e o tema de Kiko da novela “Pigmaleão”, também da Rede Globo (1970).

The Sunshines

Grupo carioca formado por Guty, Geraldo Brandão, Rakami, Sérgio e Waltinho D’Ávila que em 1966 estreou, pela independente Rio, com o LP sem título que trazia boas versões de clássicos dos Beatles. O disco não fez sucesso mas a CBS ficou de olho neles, para lançar a Etiqueta/Selo Epic que seria dirigido por Jairo Pires. Leno produziu para eles “O Último Trem”, versão do sucesso “Last Train To Clarksville” (The Monkees), que fez muito sucesso e vendeu bastante bem, o que veio a consagrar este excelente LP produzido por Jairo Pires e lançado no Inverno de 67. 
No seu repertório, versões de grupos ingleses como The Easybeats, Dave Clarck Five e Peter and Gordon, ignorados por “versionistas” como Renato Barros, que anos depois admitiria ter visto nos Sunshines a grande ameaça à liderança dos Blue Caps.
Os Sunshines lançariam mais compactos pela CBS até ao final de 1968, quando a Jovem Guarda acabou e com ela a carreira de diversos grupos pela gravadora do “Rei”.

Álbum gentilmente cedido por Miguel Nunes (do Brasil) a quem agradecemos muito pela sua sempre dedicada colaboração.

Paula Ribas e Luis N'Gambi - Portugal Hoje (LP 1975)




Paula Ribas e Luis N'Gambi - Portugal Hoje (LP Discos MarcusPereira MPL 9330, 1975).

Paula Ribas é uma cantora portuguesa. Os pais de Ilídia Dias Ribas (o seu verdadeiro nome) viviam em Lisboa mas fizeram questão que a sua filha nascesse em Faro.
Com 17 anos pede o apoio do Maestro [Nóbrega e Sousa] na preparação para o concurso da Emissora Nacional. Em 1952 tem a sua estreia, actuando no programa "Ouvindo as Estrelas", ao lado de nomes como Luís Piçarra e Margarida Amaral.
Após o casamento abandona a vida artística que retomará três anos mais tarde.
Faz várias digressões pelo estrangeiro, nomeadamente, Europa, Médio Oriente, Estados Unidos e Canadá, onde actua para as colónias portuguesas. Participa no filme “Amor do Céu em Pára-quedas” e grava discos em Barcelona para a Belter.
Em 1965 estava na editora Alvorada.
Em 1970 participou no Festival Internacional da Canção com a "Canção da Paz Para Todos Nós" de Jorge Costa Pinto.
Nesta altura, tinha já mais de 20 discos gravados e tinha actuado em 17 países, cantando em várias linguas (inglês, francês, português, italiano e espanhol). O seu repertório incluia do "Hino ao Amor" a versões da dupla Bacharach/David.
Estabeleceu-se no Brasil, em 1972, com Luis N'Gambi (ex-Os Rocks) e a sua mãe. Fixa-se em São Paulo onde foi contratada pelo restaurante "Abril em Portugal".
Em 1974 grava, para a editora Discos Marcus Pereira, o LP "Fados Brasileiros" (com composições e poemas de Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, Marcos Calazans, Chico Buarque, Chico Alves, Carlos Pena Filho, Caco Velho, Dorival Caymmi e Caetano Veloso.


Pela mesma editora foi editado, ainda nesse ano, o disco "Portugal Hoje", feito em colaboração de Luis N’Gambi, composto apenas por versões de temas de José Afonso.

Luís N`Gambi é músico e compositor e nasceu em Luanda (Angola),onde iniciou a sua carreira ainda muito jovem, tendo formado depois com mais 2 irmãos e Eduardo Nascimento, o conjunto “Os Rock`s”com o qual fez muito sucesso em Angola,Portugal,Holanda e gravaram vários discos.Mais tarde parte para o Brasil onde em companhia de Paula Ribas, forma uma dupla com a qual produziu vários discos importantes e viajou por vários países assim como:quase todo o Brasil,Argentina,Estados Unidos,França tendo gravado também ainda no Brasil,um disco de raízes Afro-Brasileiras,(Angola Folclore e Canções Tradicionais).Actualmente toca também Baixo de Fado e tem acompanhado os mais diversos Fadistas e continua fazendo espectáculos com Paula Ribas por esse Mundo Fora.
Em 1981 gravou o disco "Tudo Isto É Fado".
Com Luis N'Gambi lança o disco "Navegar é preciso". Regressa a Portugal em meados da década de 1980.
"Eu e Você", versão do tema de Elisa na telenovela Tieta, da autoria de Renato Barros e Vadinho, foi editado em single pelo duo Paula Ribas e Luís N'Gambi. No lado B do disco aparece "Felizes Seremos", uma adaptação portuguesa da música Happy "Together", do filme Tartarugas Ninja.

Cinema
"O Amor Desceu de Pára-quedas" (1968)
"Férias em Lisboa"
"Sarilhos de Fraldas" (1967)
Portugal Hoje" - Discos Marcus Pereira, 1974
Tudo Isto É Fado (LP, Eldorado/EMI-Odeon, 1981)
Navegar é preciso"

Vasta discografia.

Fonte: Wikipedia

LP gentilmente cedido por Roberto Alves, a quem agradecemos.
Ripado, digitalizado e masterizado do vinil, por Carlos Santos.

Ed Wilson - Verdadeiro Amor (1966)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011



Edson Vieira de Barros (Rio de Janeiro, 29 de Julho de 1945 - 4 de Outubro de 2010), mais conhecido como Ed Wilson, foi um cantor e compositor brasileiro. Fez parte do movimento da Jovem Guarda. Fundou a banda Renato e Seus Blue Caps juntamente com o seu irmão Renato Barros e no final da sua carreira esteve ligado à música gospel. Foi vitimado por um cancro na tiróide, durante cerca de três meses.
Ed Wilson foi criado no bairro carioca de Piedade, Rio de Janeiro. Os seus irmãos Renato Barros e Paulo César Barros, fazem parte do grupo Renato e Seus Blue Caps onde Ed Wilson iniciou a sua carreira musical e permaneceu até 1961. Em 1962, Ed Wilson iniciou a sua carreira a solo e posteriormente o próprio grupo Renato e Seus Blue Caps gravou uma das suas músicas, denominada "Comanche". Nos anos 90, Ed Wilson regravou uma colectânea de sucessos da Jovem Guarda ao lado de artistas da MPB como Erasmo Carlos, Leno e Lilian, Wanderléia e Golden Boys. Teve algumas das suas músicas regravadas por Alex Gonzaga, vocalista da banda Novo Som.
O cantor passou também por diversas gravadoras como RCA, Odeon, CBS, Line Records e Top Gospel.
Foi um dos criadores da banda The Originals em 2005 onde gravou os três CDs/DVDs da banda.
Faleceu na madrugada do dia 4 de Outubro de 2010.

Fonte: In Wikipedia

Álbum disponibilizado por João Romão.

Haymarket Square - Magic Lantern (1968)



Haymarket Square - Magic Lantern (US 1968)

Haymarket Square was a Chicago (US)-based psychedelic rock band in the late sixities. The band's name is a reference to the 1886 Haymarket Square Riot, in which eight policemen were killed and seven workers sentenced to death. The album, Magic Lantern (originally issued in 1968) was a major hit, and is well considered by fans of psychedelic rock music even today. The music of the album was used to accompany the original Baron and Bailey Light Circus in the Museum of Contemporary Art, Chicago.

Members:
Gloria Lambert (vocals)
Marc Swenson (guitar, vocals)
Robert Homa (bass, vocals)
John Kowalski (drums, percussion)

Tracks:
01. Elevator (Lambert) - 7:06
02. The Train-Kept-A-Rollin' (Bradshaw/Howie/Sydney) - 7:20
03. Ahimsa (Homa/Kowalski/Swenson) - 8:14
04. Amapola (Swenson) - 10:43
05. Phantasmagoria (Lambert) - 4:08
06. Funeral (Lambert) - 9:23 

J.R.

The Everly Brothers (EP 1966)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011



Faixas:
01 - Somebody Help Me
02 - I'm Movin' On
03 -The Collector
04 - Pretty Flamingo

Don (1 de Fevereiro de 1937 em Brownie, uma pequena província - já extinta - perto de Central City, Kentucky), e Phil Everly (nascido em 18 de Janeiro de 1939 em Chicago, Illinois), são músicos de rock and roll com influência de música country que alcançaram o sucesso nos anos 50.

Com um som leve, calcado mais no violão e em harmonias vocais, e com os seus versos inocentes e caras limpas, os Everly Brothers nunca foram, no seu auge, considerados uma ameaça à sociedade (como acontecia por exemplo com Chuck Berry e Little Richard). Eles foram um dos grupos de rock mais importantes da música pelas suas canções, que ajudaram a fazer a ponte entre o rock e a música country de uma maneira que agradasse os fãs de ambos os estilos. Além disso, seu estilo de cantar harmonicamente influenciou praticamente quase todas as bandas de rock dos anos 60.

A dupla separou-se em 1973, mas regressou em 1983 com um novo álbum produzido por Paul McCartney e Dave Edmunds. On The Wings Of A Nightingale foi sucesso tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido.

Em 1990, os A-Ha regravaram um dos sucessos da dupla, "Crying In The Rain", uma canção que fez muito êxito com eles também.

Os Everly Brothers tiveram um total de 26 canções no top 40 da Billboard Hot 100. Em 1986 eles estavam entre os 10 primeiros artistas a entrarem para o Hall da Fama do Rock and Roll, e seriam também incluídos no Hall Da Fama da Música Country em 2001. Ainda se apresentam como uma dupla ao redor do mundo.

Vasta discografia.

In Wikipedia

The Rokes - I Grandi Successi (1965)



AQUI:   e   ALI:

The Rokes foi uma banda britânica que alcançou bastante sucesso em Itália, vendendo mais de 5 milhões de discos, ombreando com o grupo Equipe 84, como sendo as principais bandas da “Pop/Beat” italiana.
O grupo formou-se em Inglaterra em 1960 com o nome Shel Carson Combo, com Shapiro (voz e guitarra ritmo), Posner no baixo, Shepstone (bateria) e Vic Briggs (viola solo), sendo posteriormente substituído por Johnny Charlton.
Chegaram a Itália em 1963 e tiveram um enorme sucesso durante cerca de 8 anos.
Ganharam discos de ouro, produziram 70 singles e EPs, 5 albuns/LP e mais tarde numerosas compilações em CD,. Apareceram em Shows televisivos, fizeram várias Tournées e conseguiram encher Estádios.
Possuíam até o seu próprio modelo de guitarra e tiveram tudo para poderem ter e fazer fama e fortuna.


Formação/Line Up:

Norman David Shapiro, "Shel": vocalista e viola ritmo
Robert Posner, "Bobby" - viola baixo
Johnny Charlton: viola solo
Mike Shepstone - bateria.

Álbum disponibilizado por Carlos Santos.

Teddy Robin And The Playboys (60's Hong Kong)




Teddy Robin and the Playboys was a 1960s HK English pop band. The most notable members were Teddy Robin (vocal and guitar), who has a successful career as a singer/songwriter and as actor/filmaker; and Norman Cheng (father of actor/singer Ronald Cheng) (lead guitar), who later in the 1970s went on to become a top executive in charge of the Southeast Asian operations of Polydor Records. Teddy Robin Kwan's two brothers were also part of the band, with Raymond Kwan on rhythm guitar and William Kwan on bass.
In Wikipedia 

Album
gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.

Ronnie Bird - Chante (5º EP, 1966)



AQUI:

Ronnie Bird - Chante - (5º EP Philips 437220, 1966).

EP gentilmente cedido por Luís Futre.

Los Yorks - Los Yorks ' 67 (LP 1967)




Los Yorks - Los York's 67 (LP M G LPN - 2257 - 1967).
Álbum considerado raro.

Los York's came out of the Rímac district of Lima, Peru to give us some of the wildest tracks ever cut to vinyl.
Los York's were one of Peru's leading rock and roll bands of the 1960s and '70s, and one of the few who developed an audience in North America during the garage rock revival of the 1990s and 2000s. Fronted by vocalist Pablo Luna, the group also featured Walter Paz on lead guitar, Roman Palacios on rhythm guitar, Jesus Vilchez on bass, and Pacho Aguilar on drums. While the group began in 1966 playing fairly typical fare inspired by the British Invasion and American garage rock hits of the day, Luna was a powerful vocalist not afraid to make with some freaked-out emoting, and as the band began experimenting with its sound as the decade wore on, Paz started working noise and feedback into his solos. The group's first album, Los York's 67, was a strong but straightforward affair; they began dipping their toes into psychedelia and other more adventurous sounds on their next LP, Los York's 68, which featured a bizarre cover of Cream's "Sunshine of Your Love" as well as some of Paz's best guitar work. By the time their final album was released, Los York's 69, Paz had parted ways with Los York's, and Roman Palacios moved up to lead guitar, with new member Miguel Quiroz taking over on rhythm guitar. Los York's continued performing and releasing singles until they called it quits in 1974.

Fonte: In Discogs

Ripado, digitalizado e masterizado do vinil, por Carlos Santos.

Maria Pereira - Cor É Vida ( EP 60's - 3 temas)








Maria Pereira - Cor É Vida (EP 60's) com apenas 3 temas:
Faixas/Tracks: Cor É Vida / O Fado De Quem Ama / Siga a Marcha.
Acompanhamento pela Orquestra de Salão e Ligeira com coro dirigida pelos Maestros António Melo e Tavares Belo.

Apresentam-se aqui 3 edições diferentes do mesmo disco:

1 - Capa e contracapa do EP com a etiqueta "A Voz do Dono" (EP 7 LEM 3055)
2 - Disco de vinil preto com etiqueta "A Voz do Dono"
3 - Capa e contracapa sem etiqueta/selo e sem referência (2 discos de capas iguais))
4 - 2 discos de vinil colorido (dos primeiros a serem prensados coloridos em Portugal), cada um deles com cores diferentes e com a etiqueta/símbolo "Galo de Barcelos".


EPs gentilmente cedidos por Heitor de Vasconcelos, a quem agradecemos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

The Fleur de Lys - The Two Sides Of The Fleur de Lys (EP 1966)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011



The Fleur de Lys - The Two Sides Of The Fleur de Lys (EP Acid Jazz AJX225S, 1966)


Les (The) Fleur de Lys were a British band originally formed in late 1964, in Southampton, Hampshire, England. They recorded singles beginning in 1965 in the mod-psychedelic music genre, later known as freakbeat. The band had varied line-ups; only drummer Keith Guster was a member throughout their history. They finally disbanded in 1969. Keyboardist Pete Sears went on to play with Jefferson Starship.

Les Fleur de Lys were managed by Atlantic Records' Frank Fenter, who had also discovered Sharon Tandy, the first white artist to record for Stax Records. Together, they produced a string of near-chart hits which later became collectable discs. Sweet Feeling's manager Howard Conder recruited the band to record the song "Reflections of Charles Brown", which was the rework of "Charles Brown", under the name 'Rupert's People'. This single, heavily reminiscent of Procol Harum's "A Whiter Shade of Pale", failed to chart (except in Australia where it reached #13 in August 1967) despite receiving airplay but is now considered a collectable item according to Record Collector Magazine (Issue c. 1992). The band recorded a B-side, "Hold On" which was their last work with Conder.

Jimmy Page produced their first single and co-produced their second release with Glyn Johns. They are featured on Hip Young Guitar Slinger and other reissues of 1960s British rock. A compilation of their work was issued in 1996 under the name Reflections.

They backed John Bromley on his only album.
Fonte: Wikipedia

EP gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos. 
 

Los Sinners - Rebelde Radiactivo (Single 1965)




Los Sinners - Rebelde Radiactivo (Single E-Electro Harmonix - EH 016, 1965).

Los Sinners es un grupo mexicano de rock and roll surgido en 1960. Comienzan teniendo varios éxitos entre 1960 y 1961, con la formación original que se modifica varias veces.

Grupo pionero del rock mexicano que desde 1960 grabó discos con éxitos en los mismos. Su primer LP en la compañía Dimsa, tuvo éxitos como Donna, Pobre Muchacho, La carrera del oso y La fiesta de la muñeca. En 1961 cambian a RCA y logran participaciones esporádicas de Diego de Cossío hasta la llegada de Federico Arana (ex requintista de Los Sonámbulos) y es aquí donde el grupo toma su confirmación más conocida: Gustavo Velázquez (batería), Olaf de la Barreda (guitarra acompañamiento y futuro miembro de los Canned Heat al igual que Fito de la Parra ex baterista de Los Sparks), Horacio Reni (voz) y Federico Arana (guitarra requinto). Los primeros Sinners fueron: Saty Guzmán (+), José Silva "Archi", Fernando Vahauks, Antonio Flores "el Tibio" y Horacio Reni.

Al respecto menciona Diego de Cossío: "... Antonio 'Tony' Flores, "el Tibio" (Vocalista y bajista) fundador y director musical de Los Sinners en 1959, excelente persona, músico y amigo, siempre de trato amable y conciliador. Me invitó a unirme al grupo en 1961. Estuve una temporada de aprox. 10 meses con ellos. Fuimos a una gira de dos meses a Nogales. Actuamos en el restaurante bar "Sky Room" del hotel Fray Marcos de Niza. Al regreso de la gira actuamos en eventos particulares y en hoteles de Acapulco y en programas de radio en el D.F.. Grabé con ellos para la RCA Victor el éxito ya clásico "La Novia de mi mejor amigo", La "Batalla de New Orleans" y dos o tres temas más cuyos títulos no recuerdo. El representante del grupo era el cómico Juan Kahan. A Tony lo conocí vía Horacio Grotewold (después Horacio Reni) el vocalista del grupo cuando Los Black Jeans (después llamados Los Camisas Negras) los invitamos a participar en nuestras tardeadas en casa de César Roel (después Costa). Ahí se iniciaron Los Sinners en 1959, cuyo baterista fue Fernando Vahauks, quien se perfiló como el mejor baterista de Rock que ha dado México). Desde el '62 participaron en diversos programas de TV, teatro, centros nocturnos y un 3er LP. Durante 1965 realizaron diversas giras (y más cambios entre los músicos del grupo original) llegando a actuar como grupo de soporte de Olivia Molina y actuando en los EEUU con el nombre de "Los Tequilas". Dicho grupo estuvo conformado en su primera etapa por Fito de la Parra, Antonio 'Olaf' de la Barreda, Fernando Vahauks, Federico Arana, Jon Novi y Baltasar Mena. Estando ya en los Estados Unidos, sale Baltasar y en su lugar entra Salvador Martínez, 'El Tijuano'.

Sobre la segunda etapa del grupo, menciona Federico Arana: "Casi de inmediato sale Diego de Cossío -quien prefirió las cursiladas de los Hermanos Carrión al rock más o menos correcto de los Sinners, y entra el que escribe. Mas la formación no duraría demasiado por los afanes solistas del cantante y, en cuestión de meses, se concretan: Renato López (cantante), Ramón Rodríguez (bajo), Fito de la Parra (batería), Gustavo Velázquez (piano), Jon Novi (saxofón y guitarra hawaiiana) y Federico Arana (guitarra)."

En 1964 justo después de participar en (la película) Simón del Desierto, nos fuimos de dioses a Estados Unidos. Nuestro ingenuo razonamiento era "si los Beatles, los Rolling y los Kinks pudieron, nosotros 'iguanas'". Luego vendrían los sacrificios, los éxitos relativos sin casi esperanzas de llegar a más, los permisos de trabajo que nunca aparecieron, el trabajo clandestino y la deportación por cuenta de la border patrol. Al regresar a México habíamos crecido demasiado para un público azteca ávido de 'Juanitas bananas' y 'Yumis yumis'. Luego vivimos a salto de mata y, quien más quien menos, tratamos de abrirnos camino por rutas menos inclementes. No todos lo logramos y a la larga, nos transformamos en Naftalina, esforzado grupo que, ante el asombro del respetable, ha logrado llegar dando patadas de ahogado, al finisecular año 2000."

Sobre la película "Simón del desierto" de Luis Buñuel, dice Federico que "Buñuel llegó a nosotros preguntando. Necesitaba un tugurio adecuado para la escena final y llegó al Café Milleti y donde, por fortuna, actuabamos nosotros. Don Luis nos pidió que tocáramos rock tremendista. Le pregunté si quería algo cantado o instrumental y dijo que instrumental, pero muy fuerte. Quería decir muy siniestro y muy bestia. Le ofrecí 'Rebelde radioactivo' y no solo encontró adecuada la pieza, sino que me comunicó su intención de ponerle a la película el nombre de la no muy fina e inspirada melodía. Lo malo es que Gustavo Alatriste productor en turno, dijo que ni hablar, porque entonces tendrían que pagarme muchísimo mas por los derechos y el horno no estaba para bollos....cómo estaría el tal horno que la película tuvo que ser suspendida abruptamente y no llegó a largometraje. Con todo, dejó en los diálogos constancia de su intención..."

Actualmente tocan en México presentándose como "Los nuevos Sinners", con Ramón Rodríguez al frente. Siguen activos con nuevos integrantes, entre ellos, Pepe Negrete (pianista fundador de Los Locos del Ritmo) y el Dr. Alvarez del Castillo ex requinto de Los Crazy Boys. En la batería, toca en ocasiones Fernando Vahauks. Federico Arana está retirado del medio, y vende memorabilia de los sesenta (tanto películas como fotografías y revistas) así como discos y sus propias publicaciones, tanto de rocanrol mexicano como Historia de la lucha libre en México (este es su libro más reciente).

Miembros:
Horacio Reni (Cantante Principal)
Ramón Rodríguez (Bajo)
Fernando Vakjauz (Batería y Cantante)
Diego de Cossío (Requinto)

Discos:
Grabaron 1 LP en Orfeón (10 melodías), 12 melodías en Peerless (1 LP y 1 sencillo) y 5 sencillos en RCA Victor, compilados en 1 LP de 1965.

Éxitos:
La Novia de mi Mejor Amigo
La Carrera del Oso
Donna
Blue Moon
Largas Vacaciones
Caravana
Rebelde Radioactivo

Fonte: Wikipedia, la enciclopedia libre

Single gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado, digitalizado e masterizado do vinil (capas e áudio) por Carlos Santos. 

Los Saicos (Single 1965)




Los Saicos – Single "Demolición" / "Lonely Star" (E.Flores-R.Carpio) (1965 - Dis Perú).

Los Saicos fue un grupo de rock & roll y proto-punk peruano formado en 1964 en Lima. A pesar de su corta existencia, fue uno de los grupos más exitosos de su época. Fue la primera banda en Sudamérica en grabar sólo sus propias composiciones y una de las primeras en escribir sus propios temas en español. Tenían un estilo visceral pero a la vez divertido. De sus singles el más conocido es "Demolición", el cual se ha convertido en un himno del punk peruano (aunque lo curioso es que el punk como género apareció diez años después), y el cual es interpretado actualmente por diversas bandas (como lo ha hecho Voz Propia, Faco & sus Pibinhos de Varsovia, y Leusemia, entre las más representativas). Con el tiempo el grupo ha adquirido una reputación de ser misterioso, y underground; a pesar de que en su época aparecieron en todas las radios y programas de televisión locales. Actualmente la revista ABC ha publicado una noticia en la que dice que el punk fue originado en Perú la fecha de formación de la banda, 1964.

Fonte: Wikipedia, la enciclopedia libre. 

Single gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado, digitalizado e masterizado do vinil (capas e áudio) por Carlos Santos. 

Frei Hermano da Câmara - Vem Senhor Jesus (EP 1973)



AQUI:

Frei Hermano da Câmara - Vem Senhor Jesus (EP EMI/V.C. 8E 01640314 - 1973).

Frei Hermano da Câmara nasceu em 12/06/1934. O seu primeiro disco foi editado em 1959. Com 27 anos decide tornar-se monge beneditino. Retomou a carreira musical após a abertura proporcionada pelo Concílio Vaticano II. Em 1978 editou o duplo-álbum "O Nazareno" que foi um enorme êxito. Tem publicado vários discos ao longo dos anos. O último, foi editado em 2006.
O EP que aqui se apresenta é um dos dois que foram extraídos do álbum, Bruma Azul do Desejado (LP, EMI-VC - 1973), com a participação do Quarteto 1111.

Faixas / Tracks: 
Hino da Esperança: Vem Senhor Jesus / Graças Ao Senhor / Hino da Esperança / O Sonho.

O outro EP (Bruma Azul do Desejado ) apresenta os seguintes temas: Bruma Azul do Desejado / Saudai o Senhor / Estrela do Mar / Paz Na Terra.
José Cid toca "moog" neste disco, um tipo de sintetizador que Manfred Mann tinha usado dois anos antes no festival de Vilar de Mouros. O primeiro exemplar em Portugal foi adquirido por Miguel Graça Moura (ex-Pop Five) que iria formar, nesse ano de 1973, os Smoog.
As gravações contaram também com a colaboração do Coro da Escola Claustral de Singeverga (mosteiro onde estava recolhido Frei Hermano da Câmara).

"Nesta obra, o 1111 tem um papel sóbrio mas bem interveniente para a formação do som universal do álbum. Por outro lado, as passagens e pequenos solos de sintetizador são a cor nova que desperta as atenções dos curiosos."

António A. Duarte, A Arte Eléctrica de Ser Português - 25 Anos de rock'n Portugal (1984)
e Wikipedia.

EP gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Antoinette - Les elucubrations d'Antoine (single 1966)




AQUI:

Antoinette - Les Elucubrations d'Antoine
(Single Panorama Pan nº 2 - 1966)
- Pop 60's beat -


Faixas/Tracks:
 01 - Antoinette - Les élucubrations d'Antoine
02 - Orchestre Samy Cates - Rock On The Beach

Single gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

António Rios - Teu Corpo Em Minha Mão (single 1972)



AQUI:

António Rios - Teu Corpo Em Minha Mão (Single Alvorada N-97-62 - 1972)
Produção de Carlos Portugal


Faixas / Tracks:
 01 - Teu Corpo Em Minha Mão (Snow Bird)
02 - O Mar É Largo (I Hear You Knocking)

Em 1955 David Bartholomew and Pearl King escreveram a canção “I hear you knocking”, gravada pela primeira vez por Smiley Lewis, que de imediato a transformou num enorme êxito, tendo chegado a número #2 das tabelas de Rhythm and Blues, logo no ano da sua gravação. Tal canção foi posteriormente versionada por dezenas de artistas americanos, em vários estilos e ritmos, sendo talvez a sua versão mais conhecida a de Dave Edmunds de 1970. Contudo, também em Portugal, um cantor de nome António Rios, cantou essa canção na versão de Carlos Portugal, cuja letra foi radicalmente transformada para o título de “O mar é largo”.
Gravada em 1972, fazendo parte do single “Teu corpo em minha mão”, “O Mar é largo” não se limita apenas ser uma canção sobre a imensidão do mar. É também, um tema com uma mensagem bem direccionada para todos que encontravam no outro lado do mar uma fuga da realidade portuguesa da época. Versos como os seguintes ilustram bem esse facto: "Se todo o teu passado foi navegar/ se a vida deste lado não tem lugar/ o mar é largo/ tem a onde ir dar/ O mar é largo/ não queiras ficar”, conduzindo o pensamento do ouvinte para outras geografias, nomeadamente o outro lado do Atlântico, onde era possível evitar, por exemplo, entre outras situações, a guerra colonial. “O mar é largo” é pois uma canção de esperança e um convite à fuga, através do apelo rítmico do blues, em manifesto contraste com os outros ritmos que se ouviam em Portugal.

De destacar nesta canção é ainda o sentido poético e irónico que Carlos Portugal (outro nome cuja música urge descobrir futuramente) introduz nesta versão de “I hear you knocking”, de modo que esta letra pode ser interpretada, por um lado, de uma forma mais contestatária e por outro lado como um belo poema sobre as possibilidades e a beleza que o mar nos oferece.
Sobre António Rios pouca ou nenhuma informação possuímos. Sabemos que, para além deste single, tem pelo menos mais dois singles lançados pela etiqueta Alvorada. Não possuímos qualquer informação adicional sobre a sua biografia e o seu percurso artístico. Contudo, a falta de informação sobre o artista jamais nos poderia impedir de divulgar esta extraordinária interpretação vocal, na qual a ironia da letra é assimilada em pleno pela voz de António Rios.


Fonte: No Bairro do Vinil

Single gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

The Flames - Burning Soul! (LP 1968 - South Africa)

The Flames Burning Soul album autographed by Blondie Chaplin, Steve Fataar and Ricky Fataar.




AQUI:

The Flames - Burning Soul! (LP Rave SRMG 51232 - 1968 (South Africa)

The Flames was a musical group from Durban in South Africa. The band was originally formed in 1963 by guitarist Steve Fataar, bassist Brother Fataar (real name Edries Fataar), drummer George Faber and guitarist Eugene Champion.

Curiosidade: LP adquirido na Companhia Ultramarina de Comércio, Lda, em Lourenço Marques/Moçambique.

LP gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado, digitalizado e masterizado do vinil (capas e áudio) por Carlos Santos.

Sérgio Borges e o Conjunto João Paulo (LP 1970)



AQUI:

Sérgio Borges e o Conjunto João Paulo
- LP Columbia 8E 062 40072, 1970.

É o segundo LP deste conjunto. Trata-se de uma compilação de temas que foram editados entre 1967 e 1970, tanto em EPs como em singles. Inclui o tema vencedor do Festival da Canção de 1970, "Onde Vais Rio Que Eu Canto", interpretado por Sérgio Borges. É considerado um LP raro.

LP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Digitalização (capas e áudio), por Carlos Santos.

Saudades de Moçambique - VOL. 8 (60/70's)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011



Saudades de Moçambique - VOL. 8 (60/70's).

Mais um volume desta compilação pessoal. Trata-se agora do 8º Volume , em homenagem aos grupos e artistas de Moçambique dos anos 60 e 70.

Ficha Técnica e outras informações:

Recolha, digitalização, masterização e alinhamento, por Carlos Santos;
- Arranjos gráficos (capas), por João Romão.

Temas “Bootleg” (gravações fora de estúdio e não editadas): Faixas – 08, 10, 14, 20, 22 e 24.


Agradecimento a todos os que, de alguma forma, colaboraram para tornar possível a realização desta compilação.Um grande abraço e um muito obrigado a todos.

João Romão e Carlos Santos

Maria Pereira - Cor É Vida (EP 60's)




Maria Pereira - Cor É Vida (EP etiqueta/símbolo Galo de Barcelos - MP 19. 60's).

Nota: Este EP diz respeito a uma das várias edições feitas para o tema principal - Cor é vida. Este, tem 4 temas.Do que julgamos saber, existem mais 3 edições semelhantes (mas com diferenças) mas apenas com 3 temas. Logo que possível, postaremos informação sobre as outras 3 edições e apontaremos as diferenças entre elas.

Maria Pereira (Vila Nova de Cerveira, 4 de Fevereiro de 1914 — Lisboa, 9 de Janeiro de 2003), foi uma fadista portuguesa.
Maria José Pereira Damasceno Covão, que viria a ser conhecida pelo nome artístico de Maria Pereira, foi muito nova para Lisboa e aos 20 anos de idade já cantava nas mais diversas casas de fado existentes na Capital. Não tardou a conquistar grande popularidade junto do público, por que, em plenos anos de ouro da rádio portuguesa, foi convidada a estrear-se aos microfones da Rádio Peninsular, cantando em directo para o imenso auditório radio-ouvinte, transmissão que se traduziu num enorme êxito, já que, nessa altura, não havendo ainda televisão em Portugal, a rádio era ouvida com grande interesse e avidez. De resto, quando a TV chegou ao nosso País, Maria Pereira foi uma das primeiras artistas a actuar em directo na RTP. Cantora de rara sensibilidade, que soube dar às suas interpretações uma expressão especial que encantava quem a ouvia, Maria Pereira tinha o dom mágico da versatilidade, pois a sua voz fresca e bem timbrada parecia chorar acompanhando a tristeza das melodias que interpretava, mas, por outro lado, também conseguia apresentar-se alegre e cheia de vida, transmitindo a quem a ouvia todo o colorido de uma canção ou de uma marcha popular. Dado o estilo invulgar de Maria Pereira, o então muito popular produtor e apresentador Igrejas Caeiro convidou-a a integrar o Elenco Fundador dos Companheiros da Alegria, um "Espectáculo" diário que iria acompanhar a Volta a Portugal em Bicicleta, a partir de 11 de Agosto de 1951. Terminada a Volta, e face ao sucesso obtido, os Companheiros da Alegria prosseguiram, em digressões pelo País, com lotações esgotadas, até que, em 1953, aproveitando a grande popularidade conquistada, Igrejas Caeiro decidiu alugar o Teatro da Trindade (em Lisboa), para criar uma companhia de teatro, dispensando quaisquer subsídios estatais. Assim, o Elenco Artístico dos Companheiros da Alegria ia apresentar-se numa opereta cómica durante o Carnaval de 1954, com lotações esgotadas para todos os espectáculos previstos. Quando tudo se encaminhava para um êxito clamoroso, eis que o governo de Salazar determinou a suspensão de toda a actividade da companhia artística de Igrejas Caeiro que dependesse da Inspecção dos Espectáculos. Maria Pereira, que, desde a primeira hora, integrou os Companheiros da Alegria, foi uma das artistas que mais desgostosa ficou com a situação. Refira-se, ainda, que Maria Pereira (grande entusiasta do ciclismo) gravou um disco alusivo à Volta a Portugal, com letra do poeta Aníbal Nazaré e música do maestro António Melo. Figura carismática da Música Portuguesa, Maria Pereira atingiu o auge da sua carreira nos anos 60, sendo vasto o reportório gravado em disco, pois interpretou os mais prestigiados compositores da época, acompanhada pelos mais categorizados conjuntos e orquestras. Dentre os grandes êxitos alcançados por Maria Pereira. destaque para a sua grande criação "Primeiro Amor" (também conhecido pelo Fado dos Vinte Anos), com letra de Nelson de Barros e música de Frederico Valério, de que gravou um LP em 1967. Também em Espanha, a sua projecção foi de tal forma relevante que uma produtora espanhola a convidou a filmar "Un Fado Tres Canciones", a que se seguiu "Maria Pereira y Su Espectáculo", após o que foi gravado um LP com a banda sonora do filme. Ao longo da sua carreira, em que conquistou diversos prémios, Maria Pereira apadrinhou as mais diversas iniciativas de cariz popular, nomeadamente as "Marchas de Lisboa". Foi madrinha de algumas marchas, tendo gravado "Madragoa Noiva do Tejo" (Marcha da Madragoa-1967). Apesar de ter começado a sua carreira como fadista, e, como tal, alcançado grande sucesso não só em Portugal Continental, mas também na Madeira, Açores, Guiné, Angola e Moçambique, Maria Pereira, seguindo uma evolução artística natural, levou ao estrangeiro um pouco do seu País e da suas Gentes, através da expressão inconfundível da Música Popular Portuguesa. Fosse em Portugal, Espanha, França ou nas Américas do Sul e do Norte, só cantava Música da sua Terra, Música de Portugal.
(Este "histórico" foi elaborado com base no depoimento de Maria Pereira, ainda em vida, ao autor desta peça José Ezequiel, com vista à publicação de um livro ilustrado sobre a vida artística da cantora.)

Fonte: SAPO Saber.

Nota: Teve um contrato em exclusivo com a ROBBIALLAC, para umas dezenas de espectáculos, dedicados aos funcionários e aos clientes da marca, tendo até gravado um disco para a referida marca de tintas. Quem não se lembra…

Pinta, pinta, pinta com a tinta Robbiallac
Que é a tinta que mais pinta, que mais dura
Quem não pinta com a tinta Robbiallac
Pinta, pinta para borrar sempre a pintura…


EP gentilmente cedido por Heitor de Vasconcelos para o qual vai um agradecimento muito especial (um dos maiores coleccionadores de discos de música portuguesa).
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.