Aviso/Warning

Se algum link estiver inacessível envie-nos um email ou deixe-nos um comentário/ If by any chance there is a broken link send us an email or leave us a comment.
Mostrar mensagens com a etiqueta Intervenção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Intervenção. Mostrar todas as mensagens

José Afonso ‎– Cantigas do Maio (LP 1971)

sexta-feira, 1 de maio de 2020



José Afonso ‎– Cantigas do Maio (LP Orfeu ‎– STAT 009, 5 November 1971). 
Produtor: José Mário Branco. 
Género: Intervenção, Folk, MPP. 


Cantigas do Maio” é um extraordinário álbum de José Afonso, editado e lançado no Natal de 1971 que é, certamente, um dos melhores que alguma vez um artista português produziu. Um disco intemporal, com soberbas canções, letras penetrantes e uma excelente produção de José Mário Branco. Este também foi o responsável pelo arranjo e direcção musical do álbum. 
Este LP é apontado como um marco e ponto alto na carreira do artista, músico, cantor e poeta José Afonso. Trata-se de um álbum inovador a vários níveis dentro da carreira do seu autor. Foi gravado nos Strawberry Studios na localidade de Herouville, em França, em 1971. Teve o acompanhamento de Carlos Correia, Francisco Fanhais, José Mário Branco e alguns músicos franceses. O carácter verdadeiramente revolucionário, sobre todos os aspectos, palavras, voz, arranjos, melodia, continuam a colocar “Cantigas do Maio” no que melhor de sempre se fez na música popular portuguesa. Na época, o disco foi proibido pela Censura da Emissora Nacional, aquando do seu lançamento, sendo concedida uma excepção na Rádio Renascença à canção "Grândola, Vila Morena". 
Em 1978, um painel de 25 críticos reunidos pelo semanário “Se7e” atribui-lhe o estatuto de Melhor Álbum de Sempre da Música Popular Portuguesa. Venceu também o Prémio Alemão do Disco da Academia Fonográfica Alemã. 
Informação sobre José Afonso, já se encontra inserida neste blog. 


Faixas/Tracklist: 

A1 Senhor Arcanjo (José Afonso) 
A2 Cantigas do Maio (José Afonso, Popular) 
A3 Milho Verde (Popular, Arr. José Mário Branco) 
A4 Cantar Alentejano (José Afonso) 
B1 Grândola, Vila Morena (José Afonso) 
B2 Maio Maduro Maio (José Afonso) 
B3 Mulher da Erva (José Afonso) 
B4 Ronda das Mafarricas (José Afonso, com letra do pintor António Quadros) 
B5 Coro da Primavera (José Afonso) 

Álbum gravado nos Strawberry Studios, Herouville/França, de 11 de Outubro a 4 de Novembro de 1971. 

Músicos Intervenientes/Personnel:

Voz – José Afonso 
Acordeão, Órgão Hammond, Piano Eléctrico, Voz de apoio, Arranjos e Director Musical – José Mário Branco 
Baixo Eléctrico – Christian Padovan 
Flauta – Jacques Granier 
Guitarra, Coro – Carlos Correia (Bóris) 
Percussão – Michel Delaporte 
Trompete – Tony Branis 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos. 

Pedro Barroso ‎– Lutas Velhas Canto Novo (LP Ao Vivo, 1976)

sábado, 25 de abril de 2020



Pedro Barroso ‎– Lutas Velhas Canto Novo (LP Diapasão/Sassetti ‎– DIAP 16003/T - Ao Vivo, 1976). 
Género: Intervenção, Folk. 

Lutas Velhas Canto Novo“ é o primeiro álbum de Pedro Barroso, que tem a participação de Pedro Osório, José Luís Iglésias, Carlos Alberto Moniz, Guilherme Inês e Hélder Reis, gravado ao vivo e editado em 1976 pela Diapasão/Sassetti. A capa e o arranjo gráfico são de Victor Mesquita, um conhecido autor de BD portuguesa. 
“Lutas Velhas Canto Novo”, foi gravado ao vivo e editado pós-revolução, em 1976. O LP abre com o tema que dá nome ao disco. Ladeado por acordes de guitarra portuguesa, Pedro Barroso discorre versos em rima de índole contestatária política. O disco é testemunho do activo empenhamento cívico e político de Barroso que, apesar disso, não se reduz a um disco de simplistas canções panfletárias. Como disse Mário Correia, «"Lutas Velhas Canto Novo" introduz-nos um autor diferente do que nos era dado ouvir: musicalmente mais complexo, menos directo e circunstancial nas palavras, pesquisando grandes espaços sonoros, por vezes quase epopeicos/sinfónicos, a inserção de um canto que mais tarde, se viria a revelar profundamente ligado à terra» (in "Música Popular Portuguesa: Um Ponto de Partida", Centelha/Mundo da Canção, 1984). 

Pedro Barroso, 1974.

António Pedro da Silva Chora Barroso (Lisboa, 28 de novembro de 1950), mais conhecido apenas por Pedro Barroso, é um cantor português, tendo editado nove discos de longa-duração. 
Em 1965 estreou-se na Emissora Nacional fazendo Teatro radiofónico com Odette de Saint-Maurice. Foi um dos muitos cantautores revelados no programa Zip-Zip de Fialho Gouveia, Raul Solnado e Carlos Cruz. Apresentou-se num dos últimos programas, em dezembro de 1969. 
Em 1970 gravou o seu disco de estreia, o EP "Trova-dor" (1970). Entrou para o Teatro Experimental de Cascais, sob a direcção de Carlos Avilez, onde participa como actor, músico e cantor em várias peças como "Fuenteovejuna", "Sotoba Komachi", "Breve Sumário da História de Deus" (Gil Vicente), esta com José Jorge Letria e António Macedo. Colaborou ainda com o Orfeão Académico de Lisboa. 
Gravou alguns singles para a Valentim de Carvalho. O seu primeiro álbum de longa duração é editado em 1976, pela Diapasão/Sassetti, com o título "Lutas Velhas, Canto Novo", seguido do álbum "Água Mole Em Pedra Dura", de 1978. No ano de 1979 lança o single "Em Ferrel/Canção Para o Rio Almonda". Seguem-se outros discos. Participa no Festival da Nova Canção de Lisboa. 
Mantém-se em actividade, desde 1969. 


Faixas/Tracklist: 

A1 - Lutas Velhas, Canto Novo (Pedro Barroso) 3:48 
A2 – Autobiocanção (Pedro Barroso) 3:19 
A3 - Canção da Ti Angelina (Pedro Barroso) 3:02 
A4 - O 25 De Novembro (Pedro Barroso) 2:50 
A5 - O Capital Tem Mil Caras (Pedro Barroso, Ti Angelina) 5:31 
B1 - As Pombinhas da Cat'rina (Pedro Barroso) 3:13 
B2 - Sai Um Voto Puladinho (O Pula-Pula Do Voto) (Pedro Barroso) 3:26 
B3 - Os Caciques e o Povo Trabalhador (Pedro Barroso) 2:59 
B4 - Hino dos Explorados (Pedro Barroso) 3:13 
B5 - Canção Longe (Pedro Barroso) 2:26 
B6 - Post Scriptum (Pedro Barroso) 0:58 

Músicos Intervenientes/Personnel: 

Voz, Viola Acústica e Percussão - Pedro Barroso 
Acordeão - Hélder Reis 
Guitarra Acústica – Carlos Alberto Moniz, Zé Luís Iglésias 
Percussão (Bombo) – Guilherme Batum 
Piano e acordeão – Pedro Osório 
Vozes de Apoio – Pedro Barroso 
Arranjos por Pedro Barroso, Pedro Osório (tracks: A3, B1, B3) 
Poemas, composições e direcção musical por Pedro Barroso. 

LP ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos. 
Masterização por Carlos Santos. 

Luis Cilia ‎– Meu País – Portugal-Angola (LP 1973)

terça-feira, 24 de maio de 2016



Luis Cilia ‎– Meu País – Portugal-Angola (LP Le Chant Du Monde ‎– LDX 74308, Le Nouveau Chansonnier International, 1973).
Género: Intervenção

No seu primeiro disco (cuja 1ª edição é de 1964), Luís Cília musicaliza alguns poetas portugueses como José Gomes Ferreira, António Borges Coelho, Rui Namorado e Manuel Alegre, outros angolanos como, Geraldo Bessa-Victor, Jonas Negalha ou o cabo-verdiano Daniel Filipe. 


Luís Fernando Cília, mais conhecido apenas por Luis Cilia, nasceu em Nova Lisboa/Angola, em 1943. É um compositor e cantor de intervenção português que no exílio, em França, denunciou a guerra colonial e a falta de liberdade em Portugal. Veio para Portugal em 1959, para prosseguir os seus estudos. Em 1962 conheceu o poeta Daniel Filipe que o incentivou a musicar poesia. Datam desse ano as suas primeiras experiências nesse campo ("Meu País", " O Menino Negro Não Entrou na Roda", entre outras), mais tarde incluídos no seu primeiro disco, gravado em França, para a editora Chant du Monde. Em Abril de 1964 partiu de novo para Paris, onde viveu até 1974. Em França estudou guitarra clássica com António Membrado e composição com Michel Puig. Entre 1964 e 1974 realizou recitais em quase todos os países da Europa.
Depois do seu regresso a Portugal continuou a gravar discos, como compositor e intérprete e a realizar recitais. Como intérprete, gravou dezoito discos, alguns dos quais dedicados a vários poetas como, Eugénio de Andrade ("O Peso da Sombra") Jorge de Sena ("Sinais de Sena"), ou David Mourão Ferreira ("Penumbra").
Nos últimos anos tem-se dedicado apenas à composição, nomeadamente para Teatro, Bailado e Cinema.
A 9 de Junho de 1994 foi feito Oficial da Ordem da Liberdade.
A biografia deste cantor português já se encontra inserida neste blogue.


Faixas/Tracklist:

A1 Meu País / Mon Pays (Daniel Filipe, Luis Cilia) 2:25
A2 A Bola / La Balle (Jonas Negalha, Luis Cilia) 1:25
A3 Basta / Cela Suffit (Daniel Filipe, Luis Cilia) 1:15
A4 Resiste / Résiste (Luis Cilia) 2:20
A5 Duas Melodias / Deux Mélodies (Luis Cilia) 2:25
A6 Exilio / Exile (Manuel Alegre, Luis Cilia) 1:50
A7 Canta / Chante (Daniel Filipe, Luis Cilia) 2:15
A8 Aqui Ficas / Reste Ici (Jose Gomes Ferreira, Luis Cilia) 2:35
B1 Canto Do Desertor / Chant Du Déserteur (Luis Cilia) 2:10
B2 Bairro De Lata / Bidonville (Jonas Negalha, Luis Cilia) 2:10
B3 Sou Barco / Je Suis Une Barque (Antonio Borges Coelho, Luis Cilia) 2:45
B4 O Que Menos Importa / Qu'Importe (Daniel Filipe, Luis Cilia) 1:50
B5 Guitarras Como Tristeza / Guitares, Comme Tristesse (Rui Namorado, Luis Cilia) 1:55
B6 O Menino Negro Não Entrou Na Roda / Le Négrillon N'Entre Pas Dans La Ronde (Geraldo B. Victor, Luis Cilia) 3:40
B7 Regresso / Retour (Jonas Negalha, Luis Cilia) 1:20
B8 Canção Final Canção de Sempre / Chanson Finale, Chanson De Toujours (Manuel Alegre, Luis Cilia) 2:25

LP ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo Allex Freitas, a quem agradecemos.
Masterização por Carlos Santos.

Vieira da Silva - Canção Para Um Povo Triste (EP 1969)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013



Vieira da Silva - Canção Para Um Povo Triste (EP RR RREP 0059, 1969).

Faixas/Tracks:

01 - Canção Para Um Povo Triste
02 - Balada Para Um Menino Do Dia De Hoje
03 - Balada Do Soldadinho
04 - Auto-Retrato Para Uma Humanidade

António Manuel Vieira da Silva, mais conhecido apenas por Vieira da Silva (Ílhavo, 11 de Julho de 1946), é um médico, poeta, compositor e cantautor português.
Nos anos 60, enquanto estudante de Medicina em Coimbra participou activamente no movimento de renovação musical iniciado por Adriano Correia de Oliveira e José Afonso.Entre 1968 e 1976 gravou diversos discos. Foi director da revista Mundo da Canção e em 2002 publicou a colectânea de poesia Marginal - Poemas breves e cantigas.
Em Agosto de 1969 venceu o 1º. Festival de Música Popular Portuguesa realizado no Casino da Figueira da Foz.
Em Novembro de 1969 foi editado o seu primeiro disco pela editora “RRdiscos”, com o título “Canção para um povo triste”, que veio a ser apreendido pela PIDE.
Em Dezembro de 1969 foi editado um single com uma canção sua (“Canção para um Natal”) e uma canção interpretada por Rute (“O Natal dos simples”, de José Afonso).
Em Janeiro de 1970 foi editado o seu segundo disco (pela mesma editora), com o título “Para a construção da cidade necessária”).
Ainda em 1970 foi editado o seu terceiro disco (“Canto da hora chegada”).
Em Abril de 1975 foi editado o seu disco “Os lobos: eles estão aí”, pela Valentim de Carvalho (com arranjos do José Cid e capa de sua autoria).
Em Outubro de 1976 obteve o 2º. e o 3º. lugares no IV Festival da Canção do Illiabum Clube (Ramisote e Geraldo venceram o Festival com a canção “Ana Vida”, em cujo coro colaborou).
Em Abril de1977, lançamento na FIL do seu último disco “A Sudoeste” (com arranjos do José Cid e capa sua) editado pela Valentim de Carvalho.

A biografia completa deste excelente cantor de intervenção encontra-se na sua página pessoal, em: 

EP ripado, masterizado e disponibilizado por Carlos Santos.