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Fausto – Por Este Rio Acima (2XLP 1982 / Portugal)

terça-feira, 2 de julho de 2024




Fausto – Por Este Rio Acima (LP Triângulo – TR-002/3, 19 de Novembro de 1982 / Portugal).
Produção - Eduardo Paes Mamede.
Género: Folk, MPP.


"Por Este Rio Acima" é o sexto álbum de Fausto, um LP duplo gravado no estúdio Angel em Lisboa, na Primavera e Verão de 1982, lançado em 19 de Novembro desse mesmo ano, pelo selo Triângulo/Sasseti. Entre os muitos músicos de excelência que participaram neste trabalho estão Pedro Caldeira Cabral e Júlio Pereira. É o primeiro disco de uma trilogia que inclui ainda os álbuns “Crónicas da Terra Ardente” (1994) e “Em Busca das Montanhas Azuis” (2011). O LP “Por Este Rio Acima”, que aqui apresentamos, baseia-se nas viagens de Fernão Mendes Pinto, relatadas no seu livro Peregrinação (1614). O álbum é composto por dezasseis temas dos quais destacamos a faixa "O Barco Vai de Saída".
Este disco é considerado um dos álbuns mais marcantes da música popular portuguesa das últimas décadas. É simplesmente um caso ímpar, quer do ponto de vista da complexidade da proposta e da sua genial execução quer da extraordinária profundidade musical da obra, com uma excelente riqueza melódica e harmónica. O disco marca, de forma decisiva, a música popular portuguesa e afirma Fausto como um dos grandes criadores do nosso tempo. Em 2009, este trabalho foi considerado o 4.º melhor álbum da década de 80 pela revista Blitz.
Carlos Fausto Bernardo Gomes Dias, mais conhecido apenas como Fausto, foi um nome importante da música portuguesa, como compositor, músico e intérprete, autor de mais de uma dezena de discos de originais e em parceria. Fausto nasceu em 26 de Novembro de 1948, algures no Oceano Atlântico, a bordo de um paquete em viagem entre Portugal e Angola, tendo sido registado na freguesia de Vila Franca das Naves, no concelho de Trancoso. Em Lisboa, no âmbito do movimento associativo criou afinidades com nomes como os de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira ou Manuel Freire. Em 1969, foi distinguido com o Prémio Revelação, atribuído a Fausto pelo seu primeiro trabalho em disco. Recebeu ainda o Prémio José Afonso (em 1988), Melhor Álbum, “Em Busca das Montanhas Azuis” e Melhor Canção, “E Fomos Pela Água do Rio” (em 2012), o Prémio Carlos Paredes (em 2017), que consagra a carreira do artista. Em 1994, foi condecorado com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade. Fausto faleceu em Lisboa, em 1 de julho de 2024, aos 75 anos. Mais informação sobre este excelente músico português, já se encontra inserida neste blog.


Faixas / Tracklist:

A1 - É o Mar Que Nos Chama (Fausto) 2:43
A2 - O Barco Vai de Saída(Fausto) 3:43
A3 - Porque Não Me Vês (Fausto) 5:12
A4 - A Guerra É a Guerra (Fausto) 4:25
A5 - De Um Miserável Naufrágio Que Passámos (Fausto) 3:02
B1 - Como Um Sonho Acordado (Fausto) 6:00
B2 - A Ilha (Fausto) 3:40
B3 - A Voar Por Cima das Águas (Fausto) 3:52
B4 - Olha o Fado (Fausto) 3:40
C1 - Por Este Rio Acima (Fausto) 4:55
C2 - O Cortejo dos Penitentes (Fausto) 6:14
C3 - O Romance de Diogo Soares (Fausto) 5:31
C4 - Navegar, Navegar (Fausto) 4:05
D1 - O Que a Vida Me Deu (Fausto) 3:37
D2 - Lembra-me Um Sonho Lindo (Fausto) 6:25
D3 - Quando Às Vezes Ponho Diante dos Olhos (Fausto) 7:36

Músicos / Musicians:

Voz, Guitarra Acústica, Arranjos - Fausto
Guitarra Portuguesa, Guitarra (viola de gamba soprano) – Pedro Caldeira Cabral
Trompa – Adácio Pestana, António Costa, Joaquim Correia
Violinos – A. Oliveira e Silva, Ilídio Gomes, Isabel Sorrilha, Luísa Vasconcelos, Zé Ernesto
Guitarra Acústica – Mestre Paulinho das Garotas
Baixo – Pedro Casaes, Xico Zé
Flauta – Ed
Guitarra Braguesa, Cavaquinho, Guitarra Acústica – Júlio Pereira
Percussão (tamborim, bombo, maracas, caixa…) – José Martins, Pintinhas, Rui Júnior
Tabla – Rui Júnior
Acordeão – Jorge Nascimento
Piano, Sintetizador – João Paulo
Bateria – Zé Martins
Coros – Tózé, Ed, Pedro Casaes, Rui Vaz, Isabel, Lena, Toinas, Zélia, Menonos do Meio-Tom
Palmas – Pedro Casaes, Rui Júnior, Xico Zé, Pintinhas
Direcção Musical, Orquestrações, Arranjos e produção - Eduardo Paes Mamede

LP duplo gentilmente cedido pelo nosso amigo Manuel Alves, a quem agradecemos.

Morreu o cantor, músico e compositor português Fausto, aos 75 anos.

segunda-feira, 1 de julho de 2024


Morreu o cantor, músico e compositor português Fausto, aos 75 anos.

Fausto (Carlos Fausto Bordalo Dias) morreu esta noite, 1 de Julho/2024, em sua casa em Lisboa, vítima de doença prolongada. Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias nasceu em 26 de novembro de 1948, em pleno oceano Atlântico, a bordo do navio Pátria, que viajava para Angola, onde viveu a infância e a adolescência e começou a interessar-se por música, assimilando os ritmos africanos que conjugaria com ritmos e modos da tradição popular portuguesa. Porém, a sua primeira banda integrava-se no movimento pop dos anos 60 e tinha por nome Os Rebeldes (de Angola). 


Fixou-se em Lisboa em 1968, quando entrou no antigo Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina, atual ISCSP – Universidade de Lisboa, para se licenciar em Ciências Sociopolíticas. A adesão ao movimento associativo aproxima-o de compositores como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire e, mais tarde, de José Mário Branco e Luís Cília, que já viviam no exílio. É nessa época que grava “Chora, Amigo Chora”, que em 1969 lhe deu o Prémio Revelação do antigo programa de rádio Página Um, transmitido pela Rádio Renascença. Em maio de 1974 foi um dos fundadores do GAC, juntamente com José Mário Branco, Afonso Dias e Tino Flores. Outos trabalhos se seguiram como, “Pró Que Der e Vier” (1974), “Beco Sem Saída” (1975), “Madrugada dos Trapeiros” (1977), que inclui a canção “Rosalinda”, “Histórias de Viajeiros” (1979), “Por Este Rio Acima” (1982), o seu grande sucesso, inspirado na obra “Peregrinação”, de Fernão Mendes Pinto. Com “Para Além das Cordilheiras” (1989) venceu o Prémio José Afonso. “O Despertar dos Alquimistas”, “A Preto e Branco”, “Crónicas da Terra Ardente” são outros dos seus álbuns. Em 2003 compôs “A Ópera Mágica do Cantor Maldito” (2003), uma perspetiva sobre a história portuguesa pós-25 de Abril.


Autor de 12 discos, gravados entre 1970 e 2011 (dez de originais, uma compilação regravada e um disco ao vivo), foi um importante nome da música portuguesa e da música popular em particular. A sua obra tem sido revisitada por nomes como, Mafalda Arnauth, Né Ladeiras, Pedro Moutinho, Teresa Salgueiro, Cristina Branco, Marco Oliveira ou Ana Moura, entre outros. O seu último álbum, “Em Busca das Montanhas Azuis”, foi lançado em 2011 e contou com arranjos musicais de José Mário Branco em quatro faixas. Faleceu a 1 de julho de 2024, aos 75 anos.

R.I.P.

José Afonso, no Teatro Alcalá Palace/Madrid, 1979.

sábado, 5 de outubro de 2019



José Afonso no Teatro Alcalá Palace/Madrid, 1979
Registo considerado raro. 

Zeca Afonso, juntamente com Fausto e Carlos Meireles, com a apresentação de Luís Pastor, participou num concerto no Teatro Alcalá Palace, em Madrid, em 16 de fevereiro de 1979. 
Do texto do cartaz, pode-se ler: Teatro Alcalá Palace. Calle Alcalá, 90. Viernes 16 de Febrero, 7.30 tarde y 10.30 noche. 2 unicos recitales. Organiza: TAUP promotores. Localidades a la venta con antelacón, en las taquillas del Teatro. Precios desde 100 pts. 
Esta recolha sonora do evento, é considerada rara. 


Mais de 30 anos se passaram sobre o desaparecimento físico de José Afonso, e no entanto parece que foi ontem. Desde então, o mundo mudou muito mas, apesar disso, as canções de José Afonso não ficaram fora de moda nem se tornaram conteúdos inúteis ou considerados meros documentos de um tempo passado. E não só porque a universalidade e a intemporalidade são duas características centrais de toda a obra de Zeca, as suas músicas de há cinquenta anos mantêm hoje a mesma frescura e a mesma modernidade que tinham quando foram escritas, mas porque a vida real se encarregou de negar todos os sonhos que, num dia de Abril, chegámos a acreditar que estavam prestes a concretizar-se. 
Os discos da segunda metade da década de 70, foram muito marcados pelas lutas do período revolucionário, mas as marcas temporais das situações concretas que lhes deram origem não chegam para fazer com que, actualmente, essas músicas percam o interesse ou se nos apresentem como meros documentos testemunhais de uma época. 
Pelo contrário. As canções de Zeca, mesmo aquelas que reflectem e retratam determinados episódios ou momentos históricos específicos, conseguem sempre ter uma dimensão musical e poética que não se confina nunca ao seu próprio tempo. Desde «A Morte Saiu à Rua» até ao mobilizador «Coro da Primavera», todas elas foram capazes de resistir ao grande juízo do tempo e se nos apresentam hoje como obras tão ou mais modernas do que muitas produções dos nossos dias. 
Mais informação sobre o cantor português José Afonso, já se encontra inserida neste blog.


Faixas/Tracklist: 

01 - Apresentação 
02 - A Mulher da Erva 
03 - Arcebispíada (por Luis Pastor, em espanhol, e por José Afonso em português) 
04 - Alípio de Freitas 
05 - Vira de Coimbra 
06 - Venham Mais Cinco 
07 - Rosalinda (Fausto) 
08 - Ir e Vir (Carlos Meireles) 
09 - Se Voaras Tão Perto 
10 - Lá Vai Jeremias 
11 - Milho Verde 
12 - Oh! Que Janela Tão Alta 
13 - Makesu (Fausto) 
14 - Comboio (Carlos Meireles) 
15 - Cantar Alentejano 
16 - Grândola, Vila Morena 
17 - Vira de Coimbra 

Registo sonoro gentilmente cedido pelo nosso amigo M. S., a quem agradecemos. 

Fausto - Fausto (Single 1970)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015



Fausto - Fausto (Single PHILIPS - 369 008, 1970).
Disco considerado raro.
Arranjo e direcção de orquestra por Jorge Machado.

Este single (as duas canções) foi proibido em Portugal, antes da revolução do 25 de Abril/74.

Faixas/Tracks:

A1 - África (Fausto) 
B1 - Ó Pastor Que Choras (José Gomes Ferreira, Fausto)

Fausto, nome artístico de Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias (Oceano Atlântico, registado em Trancoso, Vila Franca das Naves, 26 de Novembro de 1948) é um compositor e cantor português.
Registado em Vila Franca das Naves, nasceu a bordo do navio Pátria, em viagem entre Portugal e Angola. Foi naquela ex-colónia portuguesa que formou a sua primeira banda, "Os Rebeldes". Veio para Lisboa com vinte anos, onde se licenciou em Ciências Políticas e Sociais, no então Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina da Universidade Técnica de Lisboa.
Estudava ainda quando lançou o primeiro álbum "Fausto" e venceu o Prémio Revelação em 1969. No âmbito do movimento associativo em Lisboa, aproximou-se de nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire, juntamente com José Mário Branco ou Luís Cília, que viviam no exílio.
Autor de doze discos, gravados entre 1970 e 2011 (dez de originais, uma coletânea regravada e um disco ao vivo), é presentemente um importante nome da música portuguesa e da música popular em particular.
A sua obra tem sido revisitada por nomes como, Mafalda Arnauth, Né Ladeiras, Teresa Salgueiro, Cristina Branco ou Ana Moura, entre outros.
A 9 de Junho de 1994 foi feito Oficial da Ordem da Liberdade.

Fonte: Wikipedia

Single ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo André Gorjão, a quem agradecemos. Masterização por Carlos Santos.

Fausto - P'ró Que Der E Vier (LP 1974)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011




Fausto - P'ró Que Der E Vier - Álbum Original em LP Orfeu STAT 025, 1974.
É o 2º álbum de Fausto. 

Músico português, Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias nasceu a 26 de Novembro de 1948, a bordo do navio "Pátria", que viajava entre Portugal e Angola. Ao fim de vinte anos em terra africana, viajou para Lisboa onde fixou residência. Estudou no Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina e iniciou a sua carreira musical como cantor e compositor com um dos melhores agrupamentos angolanos. 
A sua vinda para a capital portuguesa permitiu-lhe conhecer novos meios artísticos e editar o seu primeiro grande sucesso, "Chora, amigo chora" - que o levou a ganhar o Prémio Revelação em 1969 - assim como aproximar-se de nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e Manuel Freire. 
Fausto, dedicado sobretudo ao canto de intervenção, é considerado um dos mais criativos e expressivos criadores e intérpretes da música popular portuguesa.


Destacam-se os álbuns Pró que Der e Vier (1974) e Beco sem Saída (1975), dois trabalhos marcados pela sua experiência revolucionária; Madrugada dos Trapeiros (1977), que inclui o famoso tema "Rosalinda"; Histórias de Viajeiros (1979), abordando, pela primeira vez, o tema das Descobertas; Por este Rio Acima (1982), baseado na obra Peregrinação de Fernão Mendes Pinto; O Despertar dos Alquimistas (1985), onde tenta descrever o país após a revolução do 25 de abril; Para Além das Cordilheiras (1989), que ganha o Prémio José Afonso; Crónicas da Terra Ardente (1994), onde volta ao tema dos descobrimentos portugueses; e A Ópera Mágica do Cantor Maldito (2003), uma perspectiva sobre a história portuguesa pós-25 de Abril.
Já existem reedições em formato digital de alguns álbuns deste excelente cantor. A não perder.  

Faixas /Tracks:

(Letras e música por Fausto, excepto onde especificamente indicado) 

1. "Daqui Desta Lisboa" (letra de Alexandre O'Neill, música de António Pedro Braga e Fausto) – 3:07 
2. "É Tão Difícil" – 1:40 
3. "Carta De Paris" (letra de Daniel Filipe) – 2:53 
4. "Não Canto Porque Sonho" (letra de Eugénio De Andrade, música de António Pedro Braga e Fausto) – 3:20 
5. "Venha Cá Sr. Burguês" – 3:02 
6. "P'ró Que Der E Vier" (letra de António Pedro Braga) – 2:29 
7. "Marcolino" – 4:31 
8. "O Patrão E Nós" - 1:46 
9. "Comboio Malandro" (letra de António Jacinto) - 4:05 
10. "O Homem E A Burla" (letra de António Pedro Braga) - 2:58 
11. "A Flóber" (letra de António Pedro Braga e Mário Henrique Leiria) – 1:54 

Ficha técnica: 

Fausto – voz, guitarra acústica, guitarra de 12 cordas, percussão, palmas 
Adriano Correia de Oliveira - voz 
José Afonso - voz 
Vitorino - voz, palmas, moog 
Paco Belenguer - percussão 
F. Medina - baixo 
Yório - guitarra acústica 
Santiago Rico - percussão 
Agostinho Canovas - harmónica, harmónica baixo 
Puertas - vibrafone 
Mafalda - voz 
Luís Duarte - baixo 
Pintinhas - percussão, bateria 
Júlio Pereira - guitarra eléctrica 
Patrício - baixo 
Kinito - percussão 
Fausto - Arranjos e Direcção Musical 
Pepe Fernandez, Paco Molina, Manuel Cunha - Som 
Adriano Correia de Oliveira, José Niza - Produção 
Luís Martins, P. Almeida - Fotografias e arranjo gráfico do original.

Fonte: Wikipedia

Temas do álbum gentilmente cedidos pelo nosso amigo Manuel Alves, a quem agradecemos.

Fausto - Fausto [1970 - 1º LP]

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011



Fausto - Fausto [1970 - 1º LP PHILIPS 6330 001, 1970]

Fausto, é um cantor português com 10 álbuns de originais num total de 12 discos publicados em 30 anos.  É esta a face palpável da carreira daquele que é hoje, possivelmente, o compositor e intérprete mais carismático da Música Popular Portuguesa.
A discografia de Fausto Bordalo Dias, iniciou-se em 1970 com um LP (“Fausto”, edição Philips) que incluía diversos textos de poetas portugueses.

Este 1º LP (1970), é considerado um disco bastante raro. Foi editado na Holanda em 1970  (refª. PHILIPS 6330 001 ).
Lado A:
Madrugada (B. da Câmara/Fausto) - Vem Amiga (B. da Câmara/Fausto) - Denúncia Involuntária da Atracção (António Pinho/Luís Linhares) - Chora, Amigo, Chora (Fausto) - Quando Um Homem Quer Partir (Fausto) - África (Fausto)
Lado B:
Depois (Fausto) - Homens (Fausto) - Quando Eu Morrer Um Dia (B. da Câmara/Fausto) - Criança Mulher-Parte I (Fausto) - Ó Pastor Que Choras (José Gomes Ferreira/Fausto) - Criança Mulher-Parte II (Fausto)

Arranjo e direcção de orquestra: Jorge Machado
Assistência musical: J. Beckman
Som: Moreno Pinto
Produção: João Martins

Luís Waddington (guitarra), Edmundo Silva (baixo) e António Maurício (bateria)
Voz de José Manuel Nunes em "Madrugada".

Nos anos que se seguiram a esse trabalho de estreia, Fausto dedicou-se sobretudo ao canto de intervenção – juntamente com Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire e José Afonso, entre outros – actuando em inúmeras colectividades populares, universidades e espectáculos de carácter político.

A cantiga era uma arma e assim continuou a ser depois do 25 de Abril. A Revolução dos Cravos acontece numa altura em que Fausto se encontrava a gravar um novo álbum, produzido por Adriano Correia de Oliveira, que também participava (no tema «Daqui Desta Lisboa», com texto de Alexandre O’Neill), tal como José Afonso. Chamar-se-ia «Pró Que Der e Vier» (ed. Orfeu, 1974) e acabaria também por incluir alguns temas de carácter circunstancial, produto da vivência revolucionária da época.

No ano seguinte, Fausto edita «Beco Com Saída», um disco profundamente marcado pelas transformações sócio-políticas da época. Era o tempo da canção-ao-serviço-da-revolução, e o disco retrata com fidelidade essas vivências únicas da nossa história recente.

«Madrugada dos Trapeiros», editado em 1977, inclui aquele que permanece como um dos maiores êxitos do músico: «Rosalinda», um belíssimo manifesto ecológico, que foi, inclusivamente regravado em Espanha por Luís Pastor. É, ainda, um disco com uma profunda carga política, mas onde é já possível vislumbrar as novas preocupações estéticas do seu autor, nomeadamente através da utilização sistemática de elementos tradicionais – o embrião, afinal, daquilo que virá a ser conhecido como Música Popular Portuguesa.

Esta opção acentua-se no trabalho seguinte de Fausto, «Histórias de Viajeiros» (ed. Orfeu, 1979), onde a temática das Descobertas é abordada pela primeira vez («Peregrinações», «Nau Catrineta») e que marca, por assim dizer, o fim de um ciclo na sua obra.

Com a publicação de «Por Este Rio Acima» (ed. Sassetti, 1982), inicia-se uma nova era, não apenas na carreira de Fausto, como na música portuguesa em geral. Inspirado numa das obras maiores da nossa literatura (a «Peregrinação», de Fernão Mendes Pinto), «Por Este Rio Acima» tornou-se um verdadeiro ex-libris da MPP. Fausto conquistava, finalmente, o lugar que lhe cabia na história da música portuguesa.

Em 1985 surge «O Despertar dos Alquimistas» (ed. CBS), uma crónica pessoalíssima do percurso português pós-25 de Abril, onde Fausto retoma e desenvolve os conceitos musicais dos seus discos anteriores. Conceitos que se mantém em «Para Além das Cordilheiras» (ed. CBS, 1987), talvez o mais «europeu» de todos os discos de Fausto – e que lhe valeu ser designado vencedor da primeira edição do Prémio José Afonso, atribuído no âmbito do Festival de Música Popular da Amadora.

Em 1989, Fausto grava «A Preto e Branco», um disco de homenagem a alguns dos poetas africanos que mais marcaram a sua juventude – António Jacinto, Ernesto Lara Filho, Viriato da Cruz, Rui Nogar, Alexandre Dáskalos, Craveirinha, entre outros.

O duplo CD «Crónicas da Terra Ardente», editado em 1994 pela Sony, retoma a temática dos Descobrimentos, desta vez tendo por «fonte» privilegiada a «História Trágico-Marítima» de Bernardo Gomes de Brito. Segundo o próprio Fausto, este trabalho é a segunda parte de uma trilogia sobre a Diáspora lusitana, a completar em meados da primeira década do século XXI.

De então para cá, Fausto publicou «Atrás dos Tempos Vêm Tempos» (ed. Sony, 1996), uma colectânea com novas gravações de alguns dos seus temas antigos rearranjados e reinterpretados, e «Grande, Grande é a Viagem» (ed. Sony 1999), registo dos espectáculos que realizou, em Abril desse ano, no Centro Cultural de Belém e que repetiu no XI Festival Intercéltico do Porto, em 2 de Abril de 2000.

Fonte: Por Viriato Teles e in Wikipedia

Este álbum foi partilhado pelos Users Soulseek – Mondego e Queimador

Fausto - Fausto (1º EP - 1969)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011



FaustoFausto (1º EP Philips 431928 PE, 1969).
É em plena vida académica que grava o primeiro 45 rotações, a que se segue o álbum homónimo, Fausto. 

Fausto Bordalo Dias, de seu nome completo Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias, também conhecido simplesmente por Fausto (nasceu em Vila Franca das Naves, 26 de Novembro de 1948) é um compositor e cantor português.
Em Angola formou o primeiro grupo chamado "Os Rebeldes".
Em 1968 começa em Lisboa os seus estudos universitários. Grava o seu primeiro álbum em 1970.
Com 12 discos gravados entre 1970 e 2005 (dez de originais, uma colectânea regravada e um disco ao vivo), Fausto é presentemente um dos mais importantes nomes da música em geral e da música popular portuguesa em particular.
A sua obra tem sido revisitada por nomes como Mafalda Arnauth, Né Ladeiras, Teresa Salgueiro ou Cristina Branco.

Álbuns de Originais:
Fausto (1970)
Pró que der e vier (1974)
Beco com saída (1975)
Madrugada dos trapeiros (1977)
Histórias de viajeiros (1979)
Por este rio acima (1982)
O Despertar dos alquimistas (1985)
Para além das cordilheiras (1987)
A preto e branco (1988)
Crónicas da terra ardente (1994)
A Ópera mágica do cantor maldito (2003)

Fonte: Wikipedia

EP gentilmente cedido por Luis Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.