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Beatniks - Glória (EP 1968, Brasil)

domingo, 11 de setembro de 2011


Beatniks ‎– Gloria (EP Mocambo ‎– 3.145, 1968, Brasil). 
Género: Rock, Rock de Garagem. 

Faixas/Tracklist: 

A1 – Glória (Morrison) 
A2 – Fire (Hendrix) 
B1 - Eu Te Encontro (In The Country) (Hebb, Welch, Marvin) 
B2 - Alligator Hat (Milton, Beatniks) 

EP gravado na Fábrica De Discos Rozenblit Ltda./Brasil. 
Vocalista: Márcio. 

Beatniks, foi o grupo brasileiro que acompanhava em 1965 Roberto Carlos no programa Jovem Guarda (TV Record), e que gravou excelentes e raríssimos compactos, pelo selo Mocambo/Rozenblit. 
Passando por diversas formações, o conjunto Beatniks nasceu Analphabeatles e mudou de nome por existir mais bandas homónimas, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.
Os Beatniks seguiam o modelo do rock inglês, do rock de garagem e do psicadelismo lado B, diferente das muitas bandas da jovem guarda.
Eles nunca gravaram um LP, mas presentearam-nos com três compactos que são muito importantes para o garage rock brasileiro. Só gravaram versões, mas algumas chegam a superar as originais. 
A versão da música “Glória”, dos irlandeses do Them, chega a ser mais violento do que a música original. Outras músicas se seguem, “Fire”, do Jimi Hendrix, que é tão pesada quanto a original, ou “Eu te encontro”, um modzinho nacional no típico modelo jovenguardiano e a violentíssima “Alligator Hat”, a música mais garageira que alguma banda do Brasil já fez, com direito a uma bateria bem "puxada", um forte vocal e guitarra fuzz. 
Com Bogô, guitarra, vocal e cabeça pensante da banda; Márcio, guitarra e voz, Nenê, baixo, depois Incríveis; e Nino gravaram ‘Cansado de Esperar’ e ‘Este Lugar Vazio’, compacto originalmente lançado em 66, pela CBS. E, depois pela Mocambo, em 68, ‘Era um Rapaz que Como Eu Amava Os Beatles e Os Rolling Stones’ e ‘Outside Chance’, uma versão dos Turtles.
Também passaram pela banda Mário Lúcio, no baixo, e Pandinha na bateria. 
Com a formação: Márcio e Tuca, guitarras e vocais; Cláudio, baixo e Norival na bateria gravaram também pela Mocambo em 68, os temas ‘Glória’, ‘Fire’ , ‘Eu Te Encontro’ e ‘Alligator Hat’.

Retirado e adaptado do texto de Luiz Calanca, publicado no site Senhor F.
EP gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.

Beatniks - Money (Single 1972)

sexta-feira, 8 de julho de 2011



Beatniks - Money (Single, Tecla, 1972)

Os Beatniks (depois Beatnicks), um dos grupos importantes do Pop/Rock nacional, passaram pelas décadas de 60, 70 e 80.Com diferentes formações e diferentes estilos de música, os Beatnicks começaram em 1965 como um projecto incipiente.A sua primeira formação incluía João Ribeiro e Manuel Paulo, que apenas efectuaram alguns espectáculos, sem grande capacidade de surpreender.A segunda fase dos Beatnicks começa em 1971, com Ribeiro, Rui Pipas (precocemente falecido num acidente de viação), Mário Ceia (que, mais tarde pertenceria a uma formação dos Hosanna) e José Diogo.O grupo elege o inglês como língua das suas canções. Tocam no Festival de Vilar de Mouros e em Vigo (Espanha). Gravam um EP que contém "Cristina Goes To Town" (tema incluído na colectânea editada em CD " Biografia do Pop/Rock"), que é complementado com " Little School Baby" e "Sing it Along". Nesta fase chamavam-se Beatniks.Em 1972 editam o single “Money”, com o lado B a ser ocupado por “Back In Town”, na mesma linha Hard Rock.Nesta fase, o grupo está próximo de uma corrente Hard Rock. Há quem diga que poderiam ser os Black Sabath portugueses.Ramiro Martins (que tinha entrado no grupo algum tempo antes em substituição de Pipas) reforma o grupo (que esteve parado por problemas relacionados com o serviço militar), já depois do 25 de Abril. Entram Jorge Casanova, Tó Leal e uma jovem actriz, filha do futebolista José Águas. Esta última era Helena Águas (mais tarde conhecida por Lena D'Água). O grupo tinha 2 vocalistas e actuava, sobretudo, em Festas de Finalistas, com incidência no distrito de Castelo Branco.A partir de 1976 a banda envereda por um estilo "progressivo", muito próximo de uns Yes, Genesis, ou, em Portugal, Tantra.Jorge Casanova começa a compor temas como "Cosmonicação" ou "Somos o Mar" e os espectáculos do grupo incluem projecção de slides e fumos carbónicos, uma novidade total em Portugal, só vista no concerto que os Genesis deram em 1975, no Pavilhão de Cascais.A banda actua em vários festivais ao lado de Tantra, Hosanna, Psico, Arte & Ofício e Waveband. Este último grupo constituído por músicos alemães que se radicam em Portugal, tem a participação de um membro dos Beatnicks como músico convidado. Foram inúmeros os espectáculos que os dois grupos fizeram em conjunto.Os Beatnicks gravam um single com "Somos o Mar" e "Jardim Terra", em 1978 durante a fase "progressiva", mas sem Lena D’Água, que tinha já abandonado a banda.Ramiro lança-se num projecto efémero chamado Doyo (que inclui quase todos os membros dos Beatnicks com pseudónimos como Jedo ou Doio Kaosos), e grava e edita um dos piores discos (um LP intitulado “A Quem Doer”) da fase do "boom" do Rock português, em 1981.Os Beatnicks, com Ramiro, ainda regressarão para gravar um single “Blue Jeans”/ "Magia", precisamente na avalanche de bandas de Rock dos anos 80, com o qual não conseguirão nenhum sucesso (o qual não trazia nada de novo em relação a outras bandas). A banda ainda editará o LP “Aspectos Humanos”, na linha do single anterior, no qual se nota a decadência da banda. Completamente desactualizados e com o público interessado em Rui Veloso, GNR e UHF, os Beatnicks acabam por morrer de morte natural.Ramiro faleceu há mais de 10 anos.Em 2009, a companhia discográfica Portuguese Progressive Pearls edita um LP em vinil intitulado “Heavy Freaks Are Back In Town”, com todos os temas que os Beatnicks editaram em single e EP, excepto “Blue Jeans”/”Magia”. Importante foi, sobretudo, a sua fase "progressiva".

Por Aristídes Duarte, in Rock em Portugal

Single gentilmente cedido por Luis Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Beatniks - Cristine Goes To Town (EP 1971)

sexta-feira, 25 de março de 2011


AQUI:

Beatniks - Cristine Goes To Town (EP Tecla TE 1077 - 1971)

O primeiro grito de rebelião pós-Hippie em Portugal. Influenciados pela parte mais bluesy dos Black Sabbath e Cream, os Beatniks davam o pontapé de saída para um dos primeiros discos de Hard Rock da história neste país, hoje em dia considerado uma mega raridade.
Os Beatnicks (mais tarde Beatniks), um dos grupos importantes do Pop/Rock nacional, passaram pelas décadas de 60, 70 e 80. Com diferentes formações e diferentes estilos de música, os Beatnicks começaram em 1965 como um projecto incipiente, incluindo João Ribeiro e Manuel Paulo, que apenas efectuaram alguns espectáculos. Inspiravam-se na psicadelia-hippie (rock-psicadélico).
A segunda fase dos Beatnicks começa em 1971, com Ribeiro, Rui Pipas (precocemente falecido num acidente de viação), Mário Ceia (que mais tarde pertenceria a uma formação dos Hosanna) e José Diogo.
O grupo elege o inglês como língua das suas canções. Tocam no Festival de Vilar de Mouros e em Vigo (Espanha). Gravam em 1971 um EP "Christine Goes To Town", que é complementado com "Little School Baby" e "Sing it Along". Nesta fase, o grupo está próximo de uma corrente hard Rock.
Ramiro (que tinha entrado no grupo algum tempo antes em substituição de Pipas) reforma o grupo (que esteve parado por problemas relacionados com o serviço militar) já depois do 25 de Abril de 1974. Entram Jorge Casanova e uma jovem actriz, filha do futebolista José Águas. Esta última era Helena Águas (mais tarde conhecida por Lena D'Água). O grupo tinha 2 vocalistas e actuava , sobretudo, em Festas de Finalistas, com incidência no distrito de Castelo Branco.
A partir de 1976 a banda envereda por um estilo "progressivo", muito próximo de uns Yes, Genesis, ou, em Portugal, Tantra. Jorge Casanova começa a compor temas como "Cosmonicação", "Somos o Mar" e os espectáculos do grupo incluem projecção de slides e fumos carbónicos, uma novidade total em Portugal, só vista no concerto que os Genesis deram em 1975, no Pavilhão de Cascais.
A banda actua em vários festivais ao lado de Tantra, Hosanna, Psico, Arte & Ofício e WaveBand. Este último grupo constituído por músicos alemães que se radicam em Portugal, tem a participação de membros dos Beatnicks como músicos convidados. São inúmeros os espectáculos que os dois grupos fazem em conjunto. Os Beatnicks gravam, finalmente, um single com "Somos o Mar" e "Jardim Terra", durante a fase "progressiva", em 1977.
Em 1978 Lena D'Água abandona o grupo e este entra em colapso. Ramiro lança-se num projecto efémero chamado Doyo, que grava um dos piores discos da fase do "boom" do Rock português, em 1981.
Os Beatnicks, com Ramiro, ainda regressarão para gravar um single "Blue Jeans" e "Magia", (aproveitando a avalanche de bandas de Rock que se seguiu ao êxito de Rui Veloso), com o qual não conseguirão nenhum sucesso. Em 1982 ainda editariam um LP intitulado "Aspectos Humanos", na linha do "single" anterior. Completamente desactualizados e com o público mais interessado em Rui Veloso, GNR ou UHF, os Beatnicks acabam por morrer de morte natural. Importante foi, sobretudo, a sua fase "progressiva".
A colectânea "Biografia do Pop-Rock", publicada pela Movieplay em 1997, incluiu “Cristine Goes To Town” dos Beatnicks
Fonte: Aristides Duarte in Nova Guarda

EP gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.