Ephedra – Ephedra (2008).
Produção de Xico Zé e Diogo Sotto-Mayor.
Gravação efectuada entre julho e outubro de 2008 no estúdio DSM.
- Rock Progressivo -
No final da década de 60 um grupo de alunos do Liceu de Oeiras decide formar um grupo rock, cujas referências musicais eram os Pink Floyd, os King Crimson, os Soft Machine, Frank Zappa e músicos do “jazz-rock”, como Chick Corea, Stanley Clarke e Miles Davis.
Ephedra, destacou-se no princípio da década de 70, tocando um "rock-progressivo" que então era uma novidade em Portugal. O grupo esteve na linha da frente da inovação durante cerca de sete anos, com actuações ao vivo de grande projecção mediática e tendo influenciado vários grupos portugueses. No entanto, a banda nunca viria a gravar qualquer disco. Quase 40 anos depois, a banda voltou a reunir-se para o lançamento do disco "Ephedra", um conjunto de 10 temas exclusivamente instrumentais baseados nas músicas originais dos anos 70, completamente reorquestradas por Xico Zé Henriques.
Em 2007, o grupo regressa ao “rock-progressivo” com Xico Zé – baixo, Paulo Viana – teclas, Manecas (António Monteiro) - guitarra eléctrica, José Machado – violino, Jorge Pinheiro - vibrafone e percussão e João Pinheiro – bateria.
Nos finais dos anos 60, um grupo de alunos do Liceu de Oeiras (Portugal), decide formar um grupo rock. A formação inicial era constituída por Xico Zé Henriques - guitarra eléctrica, Paulo Viana – teclas, Luís Piques - guitarra baixo e José Carlos Oliveira – bateria. A estes elementos juntou-se posteriormente Manuel Baião, nos sopros.
Ephedra realiza o seu primeiro concerto no local de ensaio, na cave da casa dos pais do Paulo Viana, em 1970, seguindo-se shows em diversos locais.
A banda é contactada para integrar o "Lisboa 70", um evento pluridisciplinar, comissariado por Luís Stau Monteiro, tendo participado nos ensaios. O evento não se chegou a realizar por ter sido proibido pela censura política.
Entre 1971 e 1974, a banda sofre alteração na sua composição. Com a saída do baterista, o lugar é ocupado por Xico Zé. Entram António Monteiro (Manecas), para a guitarra eléctrica e Jorge Pinheiro para as percussões e, mais tarde, para o vibrafone.
A música passa definitivamente a ser "conceitual", procurando atingir sonoridades extra-sensoriais e experimentais. Desenvolvem-se peças com diversos andamentos, à semelhança das peças clássicas. São exemplos, "Morte dos Elefantes num Templo Gótico" e "Sodoma e Gomorra", cuja duração média era de cerca de meia-hora. Simultaneamente começou a impor-se uma estética "barroca", bem representada nos cartazes publicitários do grupo e nos cenários das actuações.
O principal concerto deste período realiza-se a 22 de Maio de 1972 no Auditório do Colégio Alemão de Lisboa, do qual existe apenas uma gravação fragmentada.
Pouco depois o grupo reforça-se com a entrada de José Machado para o violino. A sonoridade torna-se cada vez mais distante das bandas convencionais de rock. O vibrafone, o violino e os sopros permitiam a utilização de sonoridades mais "jazzie" e, simultaneamente, mais psicadélicas. Essa fusão passou a ser explorada nas performances que se seguiram, em diversos espectáculos realizados.
Desde a fundação até 1974 as músicas eram exclusivamente instrumentais e a grande maioria das composições eramdo Xico Zé ou do Paulo Viana.
Entre 1974 e 1977 produziram-se alterações profundas na orientação musical da banda. Inicia-se uma viragem para as canções. As músicas passam, na sua generalidade, a ser cantadas e a ter menor duração. Surge nova alteração à formação do grupo.
Os concertos passam a ser a abordados como performances compostas, integrando, para além da música, poesia, texto, projecção de slides e pintura.
Entre 1977 e 1989, o grupo inicia um período mais intimista, mantendo uma composição activa que se manifesta na gravação de um conjunto de canções de índole mais popular e que culmina em 1984, com uma gravação produzida por José Maria Tavares Rosa: "Ephedra 84". São deste período temas como "Grilos do Campo", "Navega", "Erva do Mato" e "Martinho", de Marcial Rodrigues, "Sem Sossego" e "Beatriz", de Paulo Viana ou "Caligaera", de Luís Piques.
Em 1987 a banda está limitada a um "núcleo duro" constituído por Paulo Viana, Luís Piques, Jorge Pinheiro, Isabel Montellano e Rodrigo Montellano. É gravada uma cassete, "Ephedra 87", com músicas como "Primitivo-Futurista", "Paraíso", "O Jogo" e "O Último a Rir".
A banda mantém-se em actividade.
Nota: A biografia integral do grupo Ephedra encontra-se na sua página oficial que sugerimos seja consultada:
Faixas/Tracklist:
01 – 8765
02 – Cromatona
03 – Tanana
04 – Anjos
05 – Zagreb Blues
06 – Minha Prima
07 – Solavanco
08 – Tiruri
09 – Pré-árabes
10 – Cidade
OBS.: Neste álbum todas as músicas de autoria de Ephedra, foram reescritas e arranjadas por Xico Zé, a partir de originais dos anos 70.
Agradecimento a todos os elementos do grupo Ephedra, especialmente aos nossos amigos Manuel Mota e a Jorge Pinheiro que nos ofereceram este CD e nos prestaram toda a colaboração e apoio.