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Secos E Molhados ‎– Secos E Molhados (LP 1973, Brasil)

domingo, 16 de fevereiro de 2020



Secos E Molhados ‎– Secos E Molhados (LP Continental ‎– SLP 10.112, 1973, Brasil). 
Produção: Moracy Do Val. 
Género: Rock, MPB. 


Em 1972, o encontro de João Ricardo, Gérson Conrad e Ney Matogrosso pôs em andamento uma pequena revolução na cultura e nos costumes brasileiros…” (frase retirada da contracapa do livro de Miguel de Almeida, “Primavera Nos Dentes” – A História do Secos E Molhados). 
O grupo brasileiro “Secos E Molhados” originário de São Paulo, era formado por Ney Matogrosso, João Ricardo, Gérson Conrad e Marcelo Frias, este último o baterista que não aceitou integrar o grupo. Foi João que, sozinho, criou o nome da banda, em 1970. 
O lançamento deste LP de estreia do grupo “Secos e Molhados”, que toma o nome do grupo, impressionou o público brasileiro. Era um grupo completamente diferente de tudo o que se conhecia na época. Trazia o incrível Ney Matogrosso na voz, letras contra a política dos militares, com temas poéticos, liberdade de expressão, o racismo, as guerras, num estilo marcado pela MPB e pelo rock progressivo. Além do conceito visual, traduzido através das máscaras que o quarteto usava (ao estilo dos Kiss) e da interpretação em palco nunca antes visto no Brasil. O álbum já mostrava toda a originalidade de um dos maiores fenómenos da música brasileira e vendeu mais de mais de 300 mil cópias em apenas dois meses, atingindo um milhão de cópias em pouco tempo. 
O som é genial que floresce nos ouvidos do público, com o uso da flauta em várias canções. Mistura MPB, danças, glam rock, folk, rock progressivo poesias e canções do folclore português, como o "O Vira", aliados às críticas sobre a Ditadura Militar, tudo isso como base num som de rock pesado, até então inédito no Brasil! O som da banda fez a transição da bossa nova à Tropicália e depois o rock brasileiro, que explodiu nos anos 80. 
Do LP destacamos, “O Vira”, “Sangue Latino”, “Mulher Barriguda”, “Assim Assado” e uma melancólica versão de “Rosa de Hiroshima” (Gerson Conrad/Vinicius de Moraes) interpretada pela inesquecível voz de Ney Matogrosso. 
O grupo esteve em actividade entre 1971 e 1974 e, posteriormente, 1977–1988, 1999, 2011-2012. 


Faixas/Tracklist: 

A1 Sangue Latino (João Ricardo, Paulinho Mendonça) 2:07 
A2 O Vira (João Ricardo, Luli) 2:14 
A3 O Patrão Nosso de Cada Dia (João Ricardo) 3:30 
A4 Amor (João Apolinário, João Ricardo) 2:15 
A5 Primavera Nos Dentes (João Apolinário, João Ricardo) 4:46 
B1 Assim Assado (João Ricardo, Luli) 2:50 
B2 Mulher Barriguda (João Ricardo, Solano Trindade) 2:35 
B3 El Rey (Gerson Conrad, João Ricardo) 0:57 
B4 Rosa De Hiroshima (Gerson Conrad, Vinicius De Moraes) 1:59 
B5 Prece Cósmica (Cassiano Ricardo, João Ricardo) 2:00 
B6 Rondó do Capitão (João Ricardo, Manuel Bandeira) 1:00 
B7 As Andorinhas (Cassiano Ricardo, João Ricardo) 0:53 
B8 Fala (João Ricardo, Luli) 2:58 

Álbum gravado nos Estúdios Prova. 

Músicos Intervenientes/Personnel: 

Voz – Ney Matogrosso 
Guitarra acústica [6 e 12 cordas], Harmónica, Voz – João Ricardo 
Guitarra acústica [6 e 12 cordas], Voz – Gerson Conrad 
Baixo – Willi Verdaguer 
Bateria e Percussão – Marcelo Frias 
Flauta, Flauta [Bambu] – Sérgio Rosadas 
Guitarra, Guitarra de 12 cordas – John Flavin 
Piano – Emilio Carrera 
Piano, Ocarina, Sintetizador – Zé Rodrix 
Arranjos por Secos E Molhados. 

Formação clássica (1973-1974): 

João Ricardo (vocais, violão 6 e 12 cordas e harmónica) 
Gérson Conrad (vocais e violão de 6 e 12 cordas) 
Ney Matogrosso (vocais) 
Tato Fischer (piano) 
Marcelo Frias (bateria e percussão) 
Zé Rodrix (piano e ocarina) 
Emilio Carrera (piano e órgão) 
Sérgio Rosadas (flauta transversal e flauta de bambu) 
John Flavin (guitarra) 
Willy Verdaguer (baixo) 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Jason Varella, a quem agradecemos. 
Agradecimento especial à nossa grande amiga do Brasil, H.C., pela oferta do livro “Primavera Nos Dentes” – A História do Secos E Molhados (de Miguel de Almeida).