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Parafuso (Romão Félix) - Parafuso Em Lisboa (Single 1976).
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Parafuso (Romão Félix) - Parafuso Em Lisboa (Single Fontana 6139002, 1976).
Faixas/Tracks: Parafuso Em Lisboa (Parte I e II) (Romão Félix).
Manuel Romão Félix, nasceu em Lisboa no dia 20 de Janeiro de 1936, tendo casado com a sua Josefina, Manuela Félix em 1961.
Foi para Lourenço Marques/Moçambique em 1943, onde esteve até 1976, ano em que regressou a Lisboa.
Em 1955, o Rádio Clube de Moçambique/RCM, abriu um concurso para cançonetistas, instrumentistas, e imitadores, classe a que concorreu, tendo ficado em 1º lugar imitando um negro na sua maneira típica de falar o Português e assim nasceu “O Parafuso”.
Em Lisboa, o Parafuso, também teve um sucesso enorme. Gravou dois discos single, sendo o primeiro “Parafuso em Lisboa” o disco mais vendido em Portugal, com cerca de 60.000 exemplares, bastante para a época.
Em 1984 o “Parafuso” cessou a sua actividade, mas ainda vai fazendo algumas “gracinhas”, nem que seja para os netos…e não deixa de conviver com os seus amigos e fãs moçambicanos.
A biografia deste brilhante artista já se encontra inserida neste blog.
Single disponibilizado por Carlos Santos.
Digitalização e masterização por Carlos Santos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 08:00 0 comentários
Etiquetas: Moçambique, Parafuso, Parafuso (Romão Félix), Portugal, Romão Félix
Parafuso - A Saudade (Single 1981)
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Parafuso – A Saudade (Single Fontana 6031 192, 1981).
Faixas/Tracks:
01 – A Saudade (Romão Félix) – acompanhado por Armando Gama ao piano;
02 – Radiografia do Parafuso (Romão Félix) – acompanhado pelo Conjunto de Renato Silva.
Em meados da década de 70 Portugal vivia a euforia da liberdade e uma série de transformações sociais motivadas pelo regresso de milhares de portugueses vindos das ditas "ex-colónias", na época apelidados de “retornados”.
Mas nem o constrangimento motivado por esta situação evitou a continuação do sucesso de um humorista moçambicano em terras da “metrópole”,
Romão Félix (Parafuso) neste single, apresenta dois lados substancialmente diferentes no seu contexto e conteúdo. Em "Saudade", uma espécie de melancólica despedida definitiva, retrata a mágoa e a saudade da terra e das gentes que deixou, assim como a forma como alguns foram encarados no seu regresso.
O lado B, "Radiografia do Parafuso", é um tema mais brejeiro e mais ao estilo descontraído de Romão Félix, com o seu humor e alegria inseridos numa fantástica marrabenta bem batida, com o acompanhamento do excelente Conjunto de Renato Silva.
A biografia deste artista já se encontra inserida neste blog.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 19:00 0 comentários
Etiquetas: Moçambique, Parafuso, Portugal, Romão Félix
Parafuso (Romão Félix) Canta Trinitá (Single 1973)
sábado, 9 de novembro de 2013
Parafuso (Romão Félix) Canta Trinitá (Single Fonoplays FLS-002, 1973).
Acompanhamento pelo Conjunto Renato Silva.
Fabricado pela Companhia de Discos de Moçambique.
Faixas/Tracks:
01 - Trinitá - Fabião (Aniballe) (Romão Félix com o Conjunto Renato Silva);
02 - Hambanini /Mensagem de Despedida (Romão Félix) (Voz de Romão Félix)
Ainda que Português, pela nacionalidade, Romão Félix foi, é e será sempre moçambicano pelo "tudo mais" que fica para além do que oficialmente reza o bilhete de identidade de um cidadão.
E foi-o, também, na graça com que captou, de muito novo ainda, o linguarejar descuidado do Povo das ruas e bazares, das palhotas ao longo dos carreiros de areia, ao balcão das cantinas da terra portentosa que foi colónia e hoje é nação: Moçambique.
Com esse mesmo povo se identificando como um irmão entre irmãos, retratou-o (não com a intenção de o menosprezar ou escarnecer, antes com a ternura sadia com que um brasileiro imita o "portuga" ou vice-versa, brincando sem ofender) na personagem que se tornou ídolo de negros e brancos na terra moçambicana: o "Parafuso".
Parafuso foi um personagem criado por Romão Félix que fez grande sucesso em Moçambique e depois em Portugal.
Nele estava simbolizado o "mainato" - Lavadeiro, o contínuo, o cozinheiro, o aldeão-que-vem-para-a-cidade, com seus risos, suas lágrimas, suas dores e alegrias, suas esperanças, ilusões e encantamentos.
Neste single, para além de adaptar a figura jocosa de Trinitá (o do filme) à personagem do “domingueiro” Fabião, Félix acrescenta uma outra faixa que é também uma adaptação da mensagem de fim de emissão do RCM, à realidade mundana e diária da vida de um povo, com os sons, as malandrices e outras situações do dia a dia…, nessa época. Uma preciosidade!
Fonte: Texto parcialmente retirado e adaptado do site de Romão Félix: O Parafuso!
Single gentilmente cedido pelo nosso amigo Victor Ribeiro, a quem agradecemos.
Ripado do vinil e masterizado por Carlos Santos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 19:00 0 comentários
Etiquetas: Moçambique, Parafuso, Portugal, Romão Félix
Parafuso (Romão Félix)
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
No Cinema Dica, em Lourenço Marques, com o Conjunto Renato Silva (1970)
Não poderíamos deixar de relembrar com saudade este grande comediante que tantas alegrias e bons momentos nos trouxe na nossa juventude. Para ele a nossa singela homenagem e um Bem Haja.
Carlos Santos
História inédita do Grande Parafuso contada pelo seu próprio punho
Manuel Romão Félix (Parafuso), nascido em Lisboa no dia 20 de Janeiro de 1936, casado com a minha Josefina, Manuela Félix desde 1961.
Fui para Moçambique, Lourenço Marques em 1943, onde estive até 1976, ano em que tive de regressar a Lisboa pelos motivos que são do conhecimento de todos.
Não posso dizer que foi difícil a minha adaptação a Lisboa, embora como todos os "retornados", tenha passado as passas do Algarve, como se costuma dizer.
Voltando ao "meu Moçambique" ali passei os meus melhores anos da minha vida, andei na escola Paiva Manso onde fiz a minha primária, frequentei durante algum tempo a Escola Especial, onde o director era o Sr. Malveiro, depois fui para a Escola Comercial onde fiquei só até ao 3º ano…
Aos 15 anos comecei a trabalhar num despachante oficial (Hélder Barata), estive por lá dois anos e tal e o meu vencimento na altura eram uns 500 escudos, , depois passei para uma firma de transitários a "Fred Cohen Goldnan" e já lá trabalhava o Bebé Carreira que já ganhava umas "massitas".
Em 1955, o Rádio Clube de Moçambique, fez um concurso para cançonetistas, instrumentistas e imitadores, classe em que eu concorri.
Fiquei em 1º lugar imitando um negro na sua maneira típica de falar o Português e assim nasceu "O Parafuso".
Dali para a frente, felizmente o sucesso foi grande, fui então convidado pelo RCM e passei a fazer parte do seu Cast Artístico, participando nos famosos programas de variedades, ás terças e sextas feiras.
Depois, passei a fazer espectáculos em todas as grande e famosas salas de Lourenço Marques, percorri todo o Moçambique, fiz muitos espectáculos na África do Sul, (Johannesburg, Pretória, Durban, Cape Town).
Em Moçambique, gravei 18 discos, o maior numero até á data e todos eles atingiram RECORDE DE VENDAS...
Durante a minha fase artística, trabalhei na Delta Publicidade, que era dos meus amigos Carlos Albuquerque e Graça.
O Albuquerque fazia ali diverso serviço publicitário e tinha também, para além dum programa do Parafuso, colaboração em locução noutros programas.
Em 1955 fui para Boane para cumprir o serviço militar e ali conheci a minha mulher Manuela, o grande suporte da minha vida, e este ano iremos fazer 47 anos de casados…
Em Lisboa o Parafuso, também teve um sucesso enorme, gravei dois discos single, sendo o 1º "Parafuso em Lisboa" o disco mais vendido em Portugal, qualquer coisa como 60 000 exemplares na época era muito disco… depois fiz ainda um espectáculo na TV e diversas actuações pelo País…
Em 1984 o "Parafuso" arrumou as botas, mas não quer dizer que de vez em quando não faça umas gracinhas, nem que seja para os meus netos…
Naturalmente a minha vida artística foi muito completa e muito ficou por dizer, mas por estas linhas, certamente que muitos ficarão a saber um pouco da vida do PARAFUSO.
"A si argúem ficaste chatiado com este mensagem do Parafuso, descurpa…
Sim…chi…mas cada um és como cada qual, mas ninguém és como evidentemente….ambanine e qui o chicuembo proteja todos vocês..."
Ambanine tátá...
Fonte: Blog de rogertutinegra7 e Malhanga(Magno)
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 09:06 0 comentários
Etiquetas: Moçambique, Parafuso, Portugal, Romão Félix
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