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Tantra - Mistérios e Maravilhas (LP 1977)
domingo, 16 de junho de 2013
Tantra – Mistérios e Maravilhas (LP V.C./EMI 8E 068 40454, 1977 )
Tantra é um grupo português dos finais da década de 1970. Lançado em Novembro de 1977, pelo selo Valentim de Carvalho/EMI, o álbum contém fortes influências de bandas como Genesis, Yes e Pink Floyd. É quase todo instrumental, somente duas faixas possuem letras: “À beira do fim” e “Partir Sempre”. Trata-se de um excelente álbum de rock progressivo onde se podem encontrar, faixas longas, com belas harmonias instrumentais e (embora poucas) vocais, farto uso de sintetizadores, etc. Todas as seis faixas são excelentes, tendo destaque para as faixas “À beira do fim” com um belo trabalho vocal, a faixa-título “Mistérios e Maravilhas” com uma empolgante linha de sintetizador e “Máquina da Felicidade”. O álbum ganhou reconhecimento em todo o país e, posteriormente, ao nível mundial, sendo considerado um dos cem maiores da música portuguesa.
Músicos:
Américio Luís – Viola baixo
Armando Gama – Piano, cravo, synthorquestra, vozes
Manuel Cardoso – Viola solo, sintetizador Top Gear TG 55, guitarra acústica, vozes
Tózé Almeida – Bateria, percussão, sintetizador.
Faixas / Tracklist:
1. A Beira do Fim ( Manuel Cardoso) 11:01
2. Aventuras de Um Dragão Num Aquário (Manuel Cardoso) 2:09
3. Mistérios e Maravilhas (A. Luís, A.Gama, M. Cardoso, Tózé) 6:19
4. Máquina da Felicidade (Tózé) 13:39
5. Variações Sobre Uma Galáxia (Armando Gama) 1:24
6. Partir Sempre (M. Máximo, A. Gama) 9:29
Os Tantra iniciaram a sua actividade em 1976, quando Manuel Cardoso e Armando Gama se juntam e formam um duo. Manuel Cardoso (guitarrista) tinha passado por outro grupo famoso na época, os Beatnicks, numa altura em que a vocalista era Lena D'Água. A este núcleo inicial juntar-se-iam mais tarde Américo Luís (baixo), Rui Rosas (bateria) e Firmino (percussão). Com esta formação gravam um single, "Novos Tempos", que permite que o grupo se afirme como um dos primeiros grupos portugueses a seguir a corrente progressiva praticada na época por bandas como os Yes ou os Genesis. A banda estreia-se ao vivo juntamente com os Beatnicks e, após a saída de Rosas e de Firmino, entra um novo baterista, ToZé Almeida (futuro Heróis do Mar), famoso por tocar, quase sempre, em contratempo com uma bateria gigantesca. Com esta nova formação o grupo grava, em 1977, o seu primeiro LP, "Mistérios e Maravilhas", hoje considerado, mesmo a nível internacional, um "clássico" do rock progressivo. Ao contrário do que acontecia em Inglaterra, onde o progressivo estava em declínio, os Tantra arrastavam multidões em Portugal, enchendo salas como o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, facto nunca ocorrido com um grupo rock. Tony Moura (ex-Psico) entra na formação do grupo com vista ao reforço das vozes e o grupo começa a ensaiar os primeiros passos dum espectáculo com muito de teatral. Manuel Cardoso começa a usar a máscara de um velho no tema "À Beira do Fim", nos espectáculos ao vivo, facto que se tornará uma imagem de marca do projecto. Armando Gama abandona e, para o seu lugar, entra Pedro Mestre que, logo depois será substituído por Pedro Luís (futuro Da Vinci). Em 1978 os Tantra editam "Holocausto", um disco mais amadurecido, em que as vozes já começam a sobressair. Nova tournée nacional e o sucesso continuou, só que o rumo musical mudou. Manuel Cardoso aproveitou os novos ventos que sopravam de Inglaterra e começou a enveredar pelo estilo new wave. A língua portuguesa, usada até aqui nas canções do grupo, cedeu lugar ao inglês. O novo disco intitulado "Humanoid Flesh" revelou-se um fracasso comercial. Já não participa no mesmo Américo Luís que havia sido substituído no baixo por Dedos Tubarão (aka Pedro Ayres Magalhães, futuro Faíscas, Corpo Diplomático, Heróis do Mar, Madredeus). Atacados pela crítica e desprezados pelo público, os Tantra terminam a sua carreira em 1981, sem honra nem glória. O projecto ressuscitará em 2003, numa fase nostálgica, editado a expensas próprias, uma série de CDs, um dos quais ao vivo, com o registo de 1977. A banda era formada por Manuel Cardoso (voz e guitarra), Armando Gama (piano e teclas), António José de Almeida (bateria) e Américo Luís (baixo), ou seja a mesma formação que gravaria o aclamado "Mistérios e Maravilhas.
Por Aristides Duarte, no blog Under Review
LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 09:00 0 comentários
Etiquetas: Portugal, Rock Progressivo, Tantra
Carlos Alberto Vidal - Changri-lá (LP 1976)
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Carlos Alberto Vidal - Changri-Lá (LP Imavox - IM 30 008, 1976 - Rock Progressivo).
Excelente álbum, muito evoluído e progressista para a época, do conhecido e actual "Avô Cantigas".
Carlos Alberto Vidal é um músico português, nascido na Lousã em 1954.
Em 1973 grava o disco "As Filhas da Tia Anica".
"Changri-Lá", editado em 1976, é um disco singular na sua carreira. É considerado um marco em termos de rock progressivo feito em Portugal.
Em 1978 gravou para a Orfeu o disco "Em Mangas de Camisa". Em 1981 participou no programa "Palhaços À Solta" da RTP. Nesse ano obteve grande sucesso com o tema "A Cantiga do Chouriço".
Em 1982, já com 8 discos gravados, gravou o disco "As cantigas do Avô Cantigas". O Avô Cantigas é um alter-ego do músico. Personagem criada, em 1982, por António Avelar de Pinho e Carlos Alberto Vidal para o programa "Passeio dos Alegres" de Júlio Isidro. Participou, com Sofia Sá da Bandeira, no programa "Vitaminas". Cria uma nova personagem com o Guarda Vidal.
Em 2007 obtém um grande sucesso com "Fantasminha Brincalhão" com permanência durante vários meses no top nacional de vendas. O disco foi reeditado com mais temas e foi editada uma versão em DVD. "Atchim" torna-se mais outro grande sucesso.
Vasta discografia.
Fonte: In Wikipedia
Leia mais sobre Carlos Vidal no blog Bissaide (http://bissaide.blogspot.com/2006/03/primeira-vida-de-carlos-alberto-vidal.html)
Faixas/Tracks:
01 Corpo de mulher sem mal (Changri-Lá)
02 Venho por Cristo Dizer
03 Bárbara
04 Emanuel
05 O meu nome somos nós (Maharaj-Ji)
06 Luisa vai para a escola
07 Era uma vez uma flôr
08 Mariazita
09 Nascer
Participação de Nuno Pimentel, colaboração de Rui Pedroso e Maria Luísa. Instrumentos e coros: Mané, Necas, Rakar, Zé Alberto, Carlos Alberto Vidal, Rui Cardoso, Correia Martins e Rogério Barroso.
Direcção musical de Carlos Alberto Vidal.
LP gentilmente cedido por José Ferraz, a quem muito agradecemos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 18:47 2 comentários
Etiquetas: Carlos Alberto Vidal, Portugal, Rock Progressivo
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