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Sergio Murilo E Snakes (2 LPs - Jovem Guarda 1961 / 1962)
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Sergio Murilo - Baby - LP Columbia 37174, Julho de 1961 (com Orq. e Conjunto de Bob Rose).
The Snakes - Só Twist (com Orq. sob a Direção de Astor Silva) - LP Columbia 37227, 1962.
Sergio Murilo - Marcianita (from Youtube) - Foi o primeiro grande sucesso de Sérgio Murilo, então com 18 anos de idade, lançado pela Columbia em Outubro de 1959 num 78 rpm 3104-B, matriz CBO-2212, integrando mais tarde o primeiro LP do cantor.
CD 1: Sérgio Murilo (Baby LP 1961)
Sergio Murilo foi um cantor e compositor que fez parte da Jovem Guarda. Morreu em 1992 aos 51 anos vitima de um acidente de automóvel (02/08/1941-19/02/1992).
Carioca, começa a sua carreira artística aos 12 anos, como apresentador infantil da TV Rio. Poucos anos depois ganha prémios como cantor em programas de rádio, participando do elenco do programa Trem da Alegria, da Rádio Tamoio.
Em 1958 estreia-se no cinema, com o filme "Alegria de Viver", e no ano seguinte canta na Rádio Nacional e é contratado pela Columbia, onde lança "Menino Triste" e "Mudou Muito". Em seguida, graças a outros sucessos como Broto legal, "Rock de Morte" e "Marcianita" (regravada mais tarde por Caetano Veloso), surge o primeiro LP, "Sergio Murilo".
A Revista do Rock elegeu-o Rei do Rock pelas suas versões de sucessos norte-americanos, especialmente de Paul Anka e Neil Sedaka. Nos anos 60 apresentou o programa Alô Brotos com Sónia Delfino da TV Tupi, mas depois perdeu espaço no meio artístico e transferiu-se por algum tempo para o Perú.
Fonte: Wikipedia
The Snakes, os primeiros acordes de Erasmo Carlos:
Em meados dos anos 50 o rock and roll tomou de assalto o mundo, o Brasil e todas as esquinas das periferias das grandes cidades. Uma delas, em especial, localizada no Rio de Janeiro, tornou-se famosa pelo que o futuro reservou aos integrantes mais ilustres. Mais exactamente, a esquina da Hadock Lobo com Matoso, onde, segundo Tim Maia, "toda confusão começou". Ali, por volta de 1956, um grupo de jovens reunia-se para conversar sobre garotas, aprontar pequenas estrepolias e, claro, trocar experiências sobre a grande novidade sonora do momento.
A turma, baptizada de Turma do Matoso, contava com Erasmo Carlos, Tim Maia, Jorge Bem – o "Babulino” (de Bop a Lena, de Ronnie Self) - Wilson Simonal, Edson Trindade, Wellington, Arlênio e China, entre outros. Da turma e suas relações, que ainda contou com a presença do visitante Roberto Carlos, nasceram os grupos The Sputniks, com Tim Maia e Roberto Carlos, Os Terríveis, também com Roberto, e The Snakes (marca de uma guitarra da época), com Erasmo, Arlênio, Edson Trindade e China. Inicialmente, The Snakes acompanhou Roberto Carlos, quando o futuro "rei" da Jovem Guarda participava do programa Clube do Rock, de Carlos Imperial.
“Eu nunca participei dos Sputniks. Os Sputniks eram um conjunto com Arlênio Lívio, Wellington e Tim Maia. Eu nem cantava nessa época, sequer vi um show dos Sputniks. Na época soube é que eles tinha brigado: o Tim Maia foi cantar sozinho, o Roberto foi cantar sozinho e o Arlênio, que adorava esse negócio de conjunto vocal, me convidou para fazer parte dos Snakes, um grupo vocal. E montámos os Snakes: eu, Arlênio, o Édson Trindade e o Zé Roberto, o Chininha”, conta Erasmo Carlos em entrevista em seu site oficial.
”Aí começamos a ensaiar nossas músicas e fomos fazer vocais para o Roberto Carlos, que já cantava sozinho, era o "Elvis Presley brasileiro" (o nome que o Carlos Imperial deu), e para o Tim Maia, que era o "Little Richard brasileiro". A gente participava de shows do Clube do Rock. Os Snakes faziam a primeira entrada, cantando Del Vikings, depois acompanhávamos o Tim, e depois Roberto Carlos. Então, eu nunca participei dos Sputniks e o Roberto Carlos nunca participou dos Snakes. Ele cantava acompanhado dos Snakes, era diferente”, completa ele.
Com isso, depois de muita televisão, rádio e festinhas, o grupo conquistou espaço próprio, lançando, em 1960, o álbum ‘Só Twist’, contendo covers para clássicos da época, como os doo wop ‘Sh-Boom’ e ‘At The Hop’, e originais como ‘Namorando’, de Carlos Imperial - espécie de cronica daqueles anos dourados. Com excepção dos covers de ‘Blue Moon’ e ‘Runaway’, incluídas na colectânea ‘As 14 Mais - Volume 6’, o disco permaneceu inédito até o início do ano 2000, quando a Sony resolveu relançá-lo em um "dois em um", ao lado de Sérgio Murilo. O álbum mostra um grupo maduro, apesar da juventude de seus integrantes, especialmente Erasmo Carlos, ainda um garoto.
Entre os anos de 1962 e 1963, The Snakes ainda acompanham o cantor Reynaldo Rayol, e Erasmo tem canções próprias e versões gravadas por Cleide Alves e pelo mesmo Reynaldo Rayol, abrindo o caminho para a carreira individual. Erasmo ainda cantou com o grupo Renato e Seus Blue Caps, com quem gravou um álbum, em 1962, também já relançado em versão digital. E em 1964, lança seu primeiro compacto, com ‘Jacaré’/’Terror dos Namorados’, abrindo o caminho para a carreira na Jovem Guarda, que fez dele um dos mais famosos ex-integrantes da Turma do Matoso, que deu génios como Jorge Ben e Tim Maia, especialmente.
Por Fernando Rosa (In Senhor F).
Outro excelente álbum gentilmente cedido por Miguel Nunes e a comunidade-MC e JG (Orkut) / Brasil. Agradecimento especial para todos, pela colaboração.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 15:14 1 comentários
Etiquetas: Brasil, Jovem Guarda, Sérgio Murilo, Sergio Murilo E Snakes, The Snakes
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