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Orchestra Marrabenta Star de Moçambique – Independance (1988)
sexta-feira, 5 de abril de 2019
Orchestra Marrabenta Star de Moçambique – Independance (1988).
Produtor: Aurelio do Libom
Esta é a nossa homenagem ao sofrido povo de Manica e Sofala, especialmente à cidade da Beira, pelas desgraças trazidas pelo ciclone Idai e suas consequências.
A “Orchestra Marrabenta Star de Moçambique” foi formada em 1979 pelos três dos melhores cantores de Marrabenta, Dulce, Mingas e Wazimbo, juntamente com quatro dançarinos da National Dance Troupe e a lendária banda "Grupo R.M." (Grupo Radio Moçambique).
A alegria e a felicidade expressas no ritmo marrabenta são o resultado da firme crença das pessoas num futuro de paz e prosperidade para este seu país. A Marrabenta é o ritmo nacional de Moçambique.
A Orquestra Marrabenta Star de Moçambique foi uma das bandas mais empolgantes de Moçambique nos anos 80 e início dos anos 90, com os seus ritmos enérgicos e ritmados. O estilo de marrabenta do grupo, a música de dança urbana de Moçambique, apresentava duas guitarras principais ajustadas às tensões harmónicas de um teclado, uma secção rítmica que incluía baixo, bateria e percussão e uma secção de metais com dois trompetes e saxofone. Wazimbo, que já se havia apresentado anteriormente no Grupo Radio Moçambique, escreveu a maior parte do material da banda. A sua música de maior sucesso foi "Nwahulwana".
Desde o desmembramento da Orquestra Marrabenta Star de Moçambique, Wazimbo e Mingas seguiram as suas carreiras a solo, com muito sucesso.
Dançando Marrabenta.
Marrabenta é uma forma de música-dança típica de Moçambique e o seu nome foi derivado da palavra portuguesa "rebentar". Incorporou vários ritmos folclóricos como os Magika, Xingombela e Zukuta, sendo também sujeita à influência ocidental. Foi desenvolvida em Maputo, a actual capital de Moçambique, que até à independência daquele país, era conhecida como Lourenço Marques.
Começou no final dos anos 30, com artistas mais antigos como Fany Mpfumo e Dilon Djindji, que iniciaram a sua carreira em 1939. Tornou-se muito popular na década de 50 com conjuntos como Djambu e Hulla-Hoope Harmonia.
A popularidade da marrabenta atinge novo pico na década de 80 com bandas como Eyuphuro e Orquestra Marrabenta Star de Moçambique. Mais tarde, a banda moçambicana Mabulu, mistura o estilo rap e a marrabenta.
Faixas/Tracklist:
01 – Elisa Gomara Saia 5:12
02 – Nhimba Ya ‘Dota 4:36
03 – Parabens 6:35
04 – Marozana 4:06
05 – Valha 5:16
06 – Sapateiro 5:27
07 – Alirandzo 5:27
08 – Tsiketa Kuni Barassara 4:24
09 – Nwahulwana (unfinished) 2:09
Músicos Intervenientes/Personnel:
Zeca Tcheco – Bateria
Milagre – Guitarra baixo
Guimarães – Guitarra ritmo
Sox – Guitarra Solo
Stewart - Percussão
Leman – Trompete
Matchoti – Saxofone
Vozes – Dulce, Mingas.
Álbum gravado nos Shed studios, Harare/ Zimbábue (antiga Salisburia)
Álbum disponibilizado por Carlos Santos.
Publicada por Unknown à(s) 17:00 0 comentários
Etiquetas: Marrabenta, Moçambique, Orchestra Marrabenta Star de Moçambique
Marrabenta... Sempre! (V/A)
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Marrabenta...Sempre! (V/A)
Trata-se de uma compilação pessoal que reúne temas populares de Moçambique.
Trata-se de uma compilação pessoal que reúne temas populares de Moçambique.
Marrabenta ... Ever! It's a personal compilation of popular songs from Mozambique.
Marrabenta
Dança e género musical do sul de Moçambique e, em particular de Maputo, que surgiu no início da 2.ª metade do século XX, na época áurea colonial de Lourenço Marques (actual Maputo). Conhecida internacionalmente, a marrabenta teve origem nos meios urbanos.
Este género surgiu de uma fusão da música europeia com os ritmos tradicionais de Moçambique. Normalmente, era tocada por um cantor masculino, acompanhado por um coro de mulheres, e tocada com instrumentos feitos de materiais improvisados, como latas de óleo, fios de pesca e pedaços de madeira.
A palavra marrabenta tem origem no verbo "rebentar" ("arrebentar", em vernáculo local), numa provável referência às guitarras baratas cujas cordas rebentavam com facilidade. As letras das canções, frequentemente em dialectos locais, cantavam o amor, a vida quotidiana, a história de Moçambique e faziam também críticas sociais inerentes ao desejo de liberdade do povo moçambicano. Por esta razão, os Portugueses consideravam a marrabenta subversiva e difusora de ideais revolucionários, ordenando, muitas vezes, o encerramento de locais onde esse tipo de música era produzida. Apesar de tudo, a marrabenta animava a capital moçambicana e atraía pessoas até aí devido ao seu ritmo vivo e intenso e às suas melodias arrebatadoras. Para além desse ritmo, refira-se ainda a forma extremamente sensual da dança à qual a marrabenta está também associada. A dança marrabenta, onde participam homens e mulheres, consiste em produzir deslizamentos com os pés, no sentido lateral, e em criar fortes movimentos do corpo, no sentido ântero-posterior.
Nos anos 70, a marrabenta conheceu uma enorme projecção quando a "Produções 1001" começou a realizar as primeiras gravações e a organizar vários concertos. A consolidação deste género musical ficou a dever-se aos músicos pioneiros Francisco Mahecuane e Dilon Djindji e a sua difusão internacional, à Orchestra Marrabenta Star, liderada por Wazimbo. Ainda dessa geração de músicos destaca-se Fany Pfumo, Alexandre Langa, Lisboa Matavele e Abílio Mandlaze. Actualmente, este género tem influenciado músicos da nova geração, como Elvira Viegas, Stewart Sukuma, Mingas, Chico António, José Mucavel e o grupo Mabulu. Com o passar do tempo, a marrabenta tornou-se um símbolo cultural nacional e uma referência da identidade moçambicana.
Fonte: Infopedia - marrabenta
Temas cedidos, alinhamento e capas/grafismo, por Carlos Santos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 11:00 0 comentários
Etiquetas: Marrabenta, Marrabenta...Sempre, Moçambique, V/A
Orquestra Djambo - Marrabenta (EP 60's)
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Orquestra Djambo - Marrabenta (EP Alvorada AEP 60693 - 60's)
Faixas/Tracks: Elisa Gomara Saia / Bambatela Sábado / Laurinda e Xinwanana.
Quatro fantásticas "marrabentas" dos anos 60 interpretadas pela excelente Orquestra Djambo, de Lourenço Marques (actual Maputo)/Moçambique.
Em Moçambique há vários estilos musicais. No entanto, o ritmo que mais se destacou e percorreu o mundo foi a Marrabenta. Dança e género musical do sul de Moçambique e, em particular da antiga Lourenço Marques (hoje Maputo), que surgiu no início da segunda metade do século XX, nos meios urbanos. Este género surgiu de uma fusão da música europeia com os ritmos tradicionais de Moçambique. A palavra marrabenta vem do verbo "rebentar" ("arrebentar", em vernáculo local).
Orquestra Djambo
Moisés Ribeiro da Conceição (com mais de 90 anos) é um dos sobreviventes da Orquestra Djambo (que começou por ser conjunto) e conta-nos a história desta grande orquestra de Moçambique:
Moisés é o único sobrevivente dos primórdios da orquestra, banda ícone da música moçambicana, especialmente no que ao estilo da Marrabenta diz respeito. O ano do nascimento não sabe precisar com exactidão: “Só sei que foi na primeira metade da década de 50”, refere vasculhando no baú da memória. E continua: “Nessa altura era eu na viola, Mabombo, falecido, no piano; José Mondlane, falecido, na bateria, Assam, falecido, no trompete número um; José Manuel, falecido, no trompete número dois, Tiago Bila, falecido, no trombone e Ussufo, falecido, no saxofone.”
E assim se vai recordando de outros elementos da Orquestra Djambo, Clementina, Cecília, Magaia, Palma, Ema, Milagre, Policarpo, o decano, Moisés e ainda falta o Raimundo”.
“No princípio eu integrava um conjunto manjacaziano [de Manjacaze, Gaza]. Eu era o único daqui. Os outros cinco eram todos de lá.” Nessa altura, Moisés tocava sobretudo nas associações de classe como pintor, pedreiro, mainato, carpinteiro. “Era aos sábados e domingos. Foi aí que o Young Ussufo me convidou para tocar no Centro” refere Moisés.
Ussufo tinha quase todos os instrumentos necessários para actuação de uma banda e o Centro possuía piano. “Começámos a ensaiar em casa dele e a tocar no Centro.” O público começou a gostar das actuações da banda e os responsáveis do Centro propuseram-lhe um contrato. “Ussufo não quis. Disse que queria ser livre para decidir as coisas por si. Não queria estar agarrado a contratos”, conta Moisés. E acrescenta: “Depois disso zangou-se e levou todos os instrumentos consigo. Ficámos de mãos a abanar”, recorda.
Os músicos foram falar com a direcção e conseguiram obter financiamento para comprarem os seus instrumentos. “Comprámos tudo na mesma casa excepto a viola. Logo a seguir começámos a tocar.”
Nesta altura, o conjunto ainda não tinha nome. “Um dia, no final de um ensaio, resolvemos que todos tínhamos que puxar pela cabeça para dar um nome à orquestra. Mas das nossas cabeças não saiu nada. Até que Mabombo tinha um disco cubano com uma música intitulada Mambo Djambo e adoptámos por chamar Djambo ao conjunto.”
No início (anos 50) a Orquestra Djambo tocava música internacional. Portuguesa, espanhola e italiana, sobretudo. Policarpo, que entrou para a banda em 1962 como dançarino e que hoje é o principal vocalista, recorda-se de cantar músicas do Elvis Presley, Beatles, Cliff Richard, Cinco de Roma, etc. “Mais tarde começamos a tocar Marrabenta nos bairros.”
Em 1965, a Orquestra sofre novo revés: por ordens da PIDE (a polícia secreta do tempo colonial) o Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique encerra as portas. “Aquilo foi por razões políticas. Não foi por acaso que 70% dos dirigentes da Frelimo passaram pelo Centro”, esclarece Policarpo. Moisés recorda que “nem nos deixaram levar os instrumentos. Perdemos a nossa casa. A partir daí houve uma paragem.”
Em 1969, João Watt, após terminar o serviço militar, desafiou a banda para tocar com ele. “Nessa altura já era muito difícil reunirmo-nos porque muitos assumiram compromissos profissionais fora da capital, outros aventuraram-se para outras paragens”, conta Moisés. O Watt disse-nos que as pessoas já se tinham esquecido do Djambo por isso a partir dali a orquestra passava-se a chamar Djambo 70”, conta Policarpo.
Na época a Orquestra ensaiava muito em casa de Cecília Xavier. “Juntava-nos lá em casa e tocávamos uns batuques. O meu marido, José Mondlane, era o dançarino do grupo”, adianta Cecília. Os palcos eram casas particulares de gente endinheirada, casamentos e outras festas. Depois da independência veio a confusão.”
A independência, na ânsia de servir o povo, transformou o Centro em posto de saúde e a Orquestra continuou desabrigada. Os anos passaram e, com a guerra e as restrições, a actividade da banda foi pouco regular...
Moisés é o único sobrevivente dos primórdios da orquestra, banda ícone da música moçambicana, especialmente no que ao estilo da Marrabenta diz respeito. O ano do nascimento não sabe precisar com exactidão: “Só sei que foi na primeira metade da década de 50”, refere vasculhando no baú da memória. E continua: “Nessa altura era eu na viola, Mabombo, falecido, no piano; José Mondlane, falecido, na bateria, Assam, falecido, no trompete número um; José Manuel, falecido, no trompete número dois, Tiago Bila, falecido, no trombone e Ussufo, falecido, no saxofone.”
E assim se vai recordando de outros elementos da Orquestra Djambo, Clementina, Cecília, Magaia, Palma, Ema, Milagre, Policarpo, o decano, Moisés e ainda falta o Raimundo”.
“No princípio eu integrava um conjunto manjacaziano [de Manjacaze, Gaza]. Eu era o único daqui. Os outros cinco eram todos de lá.” Nessa altura, Moisés tocava sobretudo nas associações de classe como pintor, pedreiro, mainato, carpinteiro. “Era aos sábados e domingos. Foi aí que o Young Ussufo me convidou para tocar no Centro” refere Moisés.
Ussufo tinha quase todos os instrumentos necessários para actuação de uma banda e o Centro possuía piano. “Começámos a ensaiar em casa dele e a tocar no Centro.” O público começou a gostar das actuações da banda e os responsáveis do Centro propuseram-lhe um contrato. “Ussufo não quis. Disse que queria ser livre para decidir as coisas por si. Não queria estar agarrado a contratos”, conta Moisés. E acrescenta: “Depois disso zangou-se e levou todos os instrumentos consigo. Ficámos de mãos a abanar”, recorda.
Os músicos foram falar com a direcção e conseguiram obter financiamento para comprarem os seus instrumentos. “Comprámos tudo na mesma casa excepto a viola. Logo a seguir começámos a tocar.”
Nesta altura, o conjunto ainda não tinha nome. “Um dia, no final de um ensaio, resolvemos que todos tínhamos que puxar pela cabeça para dar um nome à orquestra. Mas das nossas cabeças não saiu nada. Até que Mabombo tinha um disco cubano com uma música intitulada Mambo Djambo e adoptámos por chamar Djambo ao conjunto.”
No início (anos 50) a Orquestra Djambo tocava música internacional. Portuguesa, espanhola e italiana, sobretudo. Policarpo, que entrou para a banda em 1962 como dançarino e que hoje é o principal vocalista, recorda-se de cantar músicas do Elvis Presley, Beatles, Cliff Richard, Cinco de Roma, etc. “Mais tarde começamos a tocar Marrabenta nos bairros.”
Em 1965, a Orquestra sofre novo revés: por ordens da PIDE (a polícia secreta do tempo colonial) o Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique encerra as portas. “Aquilo foi por razões políticas. Não foi por acaso que 70% dos dirigentes da Frelimo passaram pelo Centro”, esclarece Policarpo. Moisés recorda que “nem nos deixaram levar os instrumentos. Perdemos a nossa casa. A partir daí houve uma paragem.”
Em 1969, João Watt, após terminar o serviço militar, desafiou a banda para tocar com ele. “Nessa altura já era muito difícil reunirmo-nos porque muitos assumiram compromissos profissionais fora da capital, outros aventuraram-se para outras paragens”, conta Moisés. O Watt disse-nos que as pessoas já se tinham esquecido do Djambo por isso a partir dali a orquestra passava-se a chamar Djambo 70”, conta Policarpo.
Na época a Orquestra ensaiava muito em casa de Cecília Xavier. “Juntava-nos lá em casa e tocávamos uns batuques. O meu marido, José Mondlane, era o dançarino do grupo”, adianta Cecília. Os palcos eram casas particulares de gente endinheirada, casamentos e outras festas. Depois da independência veio a confusão.”
A independência, na ânsia de servir o povo, transformou o Centro em posto de saúde e a Orquestra continuou desabrigada. Os anos passaram e, com a guerra e as restrições, a actividade da banda foi pouco regular...
Texto parcialmente retirado e adaptado de um post de Cristóvão Araújo
EP gentilmente cedido por Carlos Santos
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização por João Romão.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 15:55 1 comentários
Etiquetas: Marrabenta, Moçambique, Orquestra Djambo
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