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Indorock Unreleased (V/A)

sábado, 2 de março de 2013



Indorock Unreleased (V/A) - (CLOUD 6768102, Unreleased).

Indo-Rock é um género conhecido de rock 'n' roll, na Holanda, que floresceu especialmente entre 1955 e 1965, tendo sido introduzido por imigrantes holandeses de origem indonésia. Naquela época, dezenas de singles (de vinil, claro) foram editados por bandas Indo-Rock, algumas delas com muito sucesso. Era um estilo musical muito popular na Holanda e também na Alemanha.
Entre outros, salientaram-se pela sua excelente qualidade The Javalins, The Valiants, The Crazy Rockers ou The Crescendo's.

Faixas / Tracklisting:

The Javalins - Ling Ting Tong
The White Waves - You Win Again
The Crazy Rockers - Cherry Pink
Ricky and The Rhythm Strings - Hello Josephine
The Desmounts - Orange Fire
Frans v.d. Brand - Roll Over Beethoven
The Tielman Brothers - A.A.A.
The Timebreakers - Unchained Melody
Rex Rockets Five - The Third Man
The Tielman Brothers - Java Guitar
The Crazy Rockers - Return To Me
The Desmounts - Tahiti Jungle
Ricky Blake and The Royals - I Want To Love You
The Twangies - Black Eyes
The Crescendo's - Ma, He's Making Eyes To Me
The Twangies - San Antonio Rose
The Eastern Aces - The Way You Treat Me
The Valiants - Carioca
The Timebreakers - Goldfinger

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.

Carlos Fortuna - 52 Anos de Canções (2012)




Carlos Fortuna - "52 Anos de Canções" / "52 Years of Songs" (Outubro/2012).
Gravação efectuada em estúdio, em Johannesburg/South Africa.

Foi-nos dada a oportunidade de, ao fim de 52 anos de carreira e no seu 70º aniversário, homenagear este excelente vocalista e baterista que ao longo da sua vida se soube prestigiar e, simultaneamente, brindar-nos com muitas alegrias. Tanto a solo como integrado em conjuntos, foi sempre um fantástico animador e entusiasta, em que a sua verdadeira imagem de marca seria sempre a qualidade.Entre outros, passou por alguns excelentes e saudosos grupos como o Conjunto Renato Silva, I Cinque di Roma ou os Profile.
Nos anos 60 foi uma reconhecida referência no panorama musical e na juventude moçambicana.
Para nós é um privilégio poder aqui apresentar esta compilação que reúne alguns temas recentemente gravados, mas não editados.A sua carreira fala por si. Parabéns Carlos!


Carlos Fortuna é um cantor e baterista português, nascido em 12 Outubro/1942.
A primeira actuação de Carlos Fortuna em espectáculos ao vivo foi em 1960, ainda em Portugal, mas não teve continuidade, visto que os preparativos para embarcar para Moçambique estavam quase prontos, o que veio a acontecer em 1961. 
Nesse mesmo ano, juntou-se ao conjunto "Os Reis do Ritmo", que actuava no Grande Hotel da Beira e foi a sua estreia como vocalista num conjunto de “boite”. 
No início de 1962 iniciou o seu serviço militar em Lourenço Marques/Moçambique. Formou um conjunto musical com alguns elementos que se encontravam no quartel de Boane. Entre eles, Noel Cardoso (posteriormente veio a integrar os Night Stars) na guitarra e que tinha feito parte daquele mesmo conjunto no Grande Hotel da Beira, Ayires no acordeão, Serra no contra-baixo, Carlos Fortuna na bateria/vocalista e ainda um trompetista. 
Ainda no último ano do serviço militar, fez parte do "cast" de cantores do Rádio Clube de Moçambique, a convite do falecido maestro Artur Fonseca. 
Numa das gravações com o conjunto militar “Gazela” no RCM, o Conjunto Académico convidou-o para vocalista desse grupo, a par com Bob Woodcok (posteriormente vocalista dos Night Stars). 
Mais tarde, o Conjunto Académico sofreu várias alterações, terminando na nova formação do Conjunto Renato Silva, do qual Carlos Fortuna passou a integrar e a ser o único vocalista, alternando como baterista, quando este não podia comparecer, devido também às obrigações do serviço militar. 


Em 1969 recebeu o convite do conjunto profissional “I Cinque di Roma” que actuava no Hotel Polana em Lourenço Marques, para em seguida cumprir um contrato numa boite a estrear em Johannesburg, o Sardi’s By Night, contrato esse que se prolongou por 6 anos e esta foi a sua única vez que participou como músico profissional. 
Desde então, formou e participou em vários conjuntos como os Profile, mas sempre como amador, tal como era anteriormente ao conjunto I Cinque di Roma. 


Mantém a sua actividade até ao momento, estando integrado num trio. 
Embora não sendo baterista de origem, a partir da altura em que o baterista do conjunto I Cinque di Roma deixou a música para regressar a Itália, passou a ocupar a posição dupla de vocalista/baterista. 
Numa altura em que supostamente o seu "hobby" preferido está a chegar ao fim, resolveu fazer esta pequena gravação, antes da sua retirada final. 

Texto biográfico por Carlos Fortuna 

Faixas / Tracklisting: 

1 Came Fly With Me 
2 Fogo e Paixão 
3 Che Sarà 
4 Noche de Ronda 
5 The Shadow of Your Smile 
6 Amor de Mis Amores 
7 Love Me, Please Love Me 
8 Besame Mucho 
9 Crazy Little Thing 

Nota: Toda a gravação foi efectuada numa só noite, umas semanas antes do seu 70º aniversário (12 Outubro 1942).

As músicas foram-nos gentilmente cedidas pelo nosso amigo Carlos Fortuna, a quem agradecemos.
As capas e os grafismos foram produzidos por Carlos Santos.

III Festival da Canção Portuguesa - Figueira da Foz (1961)

sexta-feira, 1 de março de 2013



III Festival da Canção Portuguesa da Figueira da Foz (EP Alvorada, AEP 60429, 1961).

Faixas / Tracks:

01 - Simone de Oliveira - Ontem e Hoje (1º Prémio) (*);
02 - Madalena Iglésias - Dilema (5º Prémio) (**);
03 - Alice Amaro - Bom Dia Lisboa (3º Prémio) (*);
04 - José Manuel Mendes - Porque Voltei (7º Prémio) (**).

(*) - Acompanhamento pelo Conjunto de Mário Simões;
(**) - Acompanhamento pelo Conjunto de Jorge Machado.

O III Festival da Figueira da Foz teve lugar nas noites de 20 a 22 de Agosto de 1961, no acanhado "cassino" da Figueira da Foz e foi o primeiro a ser transmitido em directo pela RTP, além da transmissão simultânea pela Emissora Nacional. Cada espectáculo teve uma parte inicial de variedades parcialmente baseada nos sucessos das edições anteriores, e uma segunda parte em que desfilaram as canções concorrentes: 
"De cá para lá" cantada por Maria Clara, "Coimbra não esquece Inês" por Guilherme Kjölner, "Ontem e hoje" por Simone de Oliveira, "Mais tarde" por Gina Maria, "Canção do passado" por Artur Garcia, "Dilema" por Madalena Iglésias, "Porque voltei" por António Calvário, "Bom dia, Lisboa" por Alice Amaro, "Oração para dois" por Maria de Fátima Bravo (mais tarde êxito na voz de António Calvário) e "Adeus minha mãe, não chore" por Artur Ribeiro (este nome improvável referia-se à partida dos soldados para Angola onde nesse ano tinham começado as operações militares e para cujas vítimas foi doada a receita do espectáculo). 


Na sessão de dia 21, as canções desfilaram por ordem inversa da do dia 20 e, em seguida, foi anunciada a classificação. 
A revista Rádio e Televisão refere-se assim aos resultados: Maria Clara obteve com todo o direito o prémio de interpretação. É, na realidade, uma grande artista e soube interpretar a sua canção, "De cá para lá" que obteve o 2º Prémio das canções. 
Simone de Oliveira cantou excelentemente "Ontem e hoje", a canção que obteve o primeiro prémio. Alice Amaro, figura gentil, interpretou bem a canção "Bom dia, Lisboa" (que obteve o terceiro prémio). Foram bem atribuídos os três prémios. São de facto as melhores das dez canções escolhidas para a prova final. 
E, como epílogo, refira-se que o Festival não foi realizado nos anos seguintes mas a Comissão Municipal de Turismo da Figueira da Foz deve ter apreciado os resultados da cobertura mediática havida em 1961 e em 1963 organizou independentemente o "1º Concurso da Canção da Figueira da Foz".

Texto parcialmente transcrito de um artigo de João Manuel Mimoso (em Os Reis do Vinil).

EP ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo Nestor Chainho, a quem agradecemos.
Masterização por Carlos Santos.

Bruce Haack - The Electric Lucifer (LP 1970)




Bruce Haack ‎– The Electric Lucifer (LP Columbia ‎– CS 9991, 1970) 

The Electric Lucifer é um álbum techno/electónico, gravado em 1968 e 1969 (e lançado em 1970). 
Trata-se de um álbum de originais, tanto na concepção como na realização soberba. Um trabalho eminentemente "listenable" onde a electrónica, o pop-psicadélico e o Moog, constroem sons em torno do conceito central da metafísica de Haack "Powerlove", uma força tão poderosa que poderia acabar com a guerra e unificar a humanidade. 


Bruce Haack Clinton (04 de Maio de 1931, 26 de Setembro de 1988) foi um músico e compositor, considerado um pioneiro dentro do universo da música electrónica, tendo nascido em Alberta, Canadá. 
Haack construiu os seus próprios instrumentos musicais, como o Wand Mágico, o Dermatron (um instrumento que era tocado ligado a uma corrente eléctrica através de uma outra pessoa) e outros. Compôs também a música sob outros nomes como, Wild Jackpine e Jacques Trapp. 
Bruce Haack foi um autêntico pioneiro deste tipo de música electrónica e ficou conhecido pela sua originalidade e o uso inovador de acid rock e sons electrónicos. É também descrito como "um músico psicadélico, com um ciclo de canções anti-guerra e sobre a batalha entre o céu e o inferno. " Haack usou um sintetizador Moog construído por si em sua casa. 
Haack compôs música para teatro e dança, utilizando não só os instrumentos tradicionais, mas também uma panóplia de artefactos electrónicos e fita magnética para produzir sons e música, aproximando-se de forma heterodoxa da estética da música concreta. Escreveu também algumas composições pop, mas que não lhe deram tanta notoriedade como as suas experimentações e invenções, durante os anos 60, as quais o levaram mesmo a participar em programas televisivos de renome, como o Tonight Show com Johnny Carson, onde exibia os seus brinquedos sonoros. Um dos que mais fascinou o público foi o Dermatron, um sintetizador ligado ao corpo de uma pessoa que permitia com o toque e o calor humanos produzir sons inauditos. Importante na sua carreira de músico e inventor foi a sua colaboração com a professora de dança para crianças Esther Nelson, criando música para crianças com propósitos educacionais e de formação musical, registada em vários discos da série Dance, Sing and Listen, nos anos 60. Para além dos instrumentos convencionais, Haack construía os seus próprios instrumentos electrónicos a partir de brinquedos que comprava nos mercados de rua, os quais adaptava para conceber moduladores e sintetizadores. A natureza inovadora das suas invenções atraiu a atenção de algumas empresas, que o contrataram para fazer jingles de publicidade, ao mesmo tempo que lhe permitia promover a música electrónica. Com a influência do rock ácido e da ideologia do flower-power, criou então este fantástico álbum, The Electric Lúcifer. 

Faixas/Tracklisting: 

A1 Electric To Me Turn 1:50 
A2 The Word (Narration) - Narrator – Bruce Haack 0:30 
A3 Cherubic Hymn 2:20 
A4 Program Me 4:37 
A5 War - Voice [Child] – Gary Dersarkissian 3:43 
A6 National Anthem To The Moon 2:38 
A7 Chant Of The Unborn - Effects [Vocals] – Chris Kachulis 1:22 
B1 Incantation 3:15 
B2 Angel Child 1:01 
B3 Word Game 3:48 
B4 Song Of The Death Machine 3:00 
B5 Super Nova - Arthur Kendy 5:22 
B6 Requiem 3:21 

Intervenientes: 

Baixo, Moog, electronica e todos os outros instrumentos - Bruce Haack 
Voz – Bruce Haack (faixas: B3, B4, B5), Chris Kachulis (faixas: A6 a B1, B4 a B6), Farad (faixas: A1, B1, B3), Jon St. John (faixas: A3, A4, B4, B6), Tony Taylor (faixas: A3, A4, B2, B4, B6)

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Paul "Hippie" Joe, a quem agradecemos.

Elizeth Cardoso - Super Divas

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


AQUI:  

Mais um excelente disco desta fantástica série, para dar a conhecer, especialmente às novas gerações, as estrelas do passado através de algumas faixas bem conhecidas e outras bastante raras ou inéditas, desta cantora.

Elizeth Cardoso (Rio de Janeiro, 16 de Julho de 1920 — 7 de Maio de 1990) foi uma cantora brasileira. Conhecida como A Divina, Elizeth é considerada uma das maiores intérpretes da música brasileira e um das mais talentosas cantoras de todos os tempos, reverenciada pelo público e pela crítica.
Elizeth Moreira Cardoso nasceu na rua Ceará, no subúrbio de São Francisco Xavier, e cantava desde pequena pelos bairros da Zona Norte carioca, cobrando ingresso (10 tostões) das outras crianças para ouvi-la cantar os sucessos de Vicente Celestino. O pai, seresteiro (cantor popular/serenata), tocava violão e a mãe gostava de cantar.


Em 1960, gravou "jingles" para a campanha vice-presidencial de João Goulart. Nos anos 1960 apresentou o programa de televisão Bossaudade (TV Record, Canal 7, São Paulo). Em 1968 apresentou-se num espectáculo que foi considerado o ápice da carreira, com Jacob do Bandolim, Época de Ouro e Zimbo Trio, no Teatro João Caetano, em benefício do Museu da Imagem e do Som (MIS) (Rio de Janeiro). Considerado um encontro histórico da música popular brasileira, no qual foram ovacionados pela plateia. LPs (long plays) foram lançados em edição limitada pelo MIS. Em Abril de 1965, conquistou o segundo lugar na estreia do I Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) interpretando Valsa do Amor Que Não Vem (Baden Powell e Vinícius de Moraes). O primeiro lugar foi para a estreante Elis Regina, com Arrastão. Serviu também de influência para vários cantores que viriam posteriormente, sendo uma das principais a cantora Maysa.
Elizeth Cardoso lançou mais de 40 LPs no Brasil e gravou vários outros em Portugal, Venezuela, Uruguai, Argentina e México.
Em 1987, quando estava numa excursão no Japão, os médicos japoneses diagnosticaram um carcinoma gástrico, o que obrigou a cantora a uma cirurgia. Apesar disso, a doença ainda a acompanharia durante os três últimos anos de vida. A cantora faleceu no dia 7 de Maio de 1990, na Clínica Bambina, no bairro carioca de Botafogo. Foi velada no Teatro João Caetano, onde compareceram milhares de fãs. Foi sepultada, ao som de um surdo portelense, no Cemitério do Caju.

Fonte: Wikipedia

Faixas / Tracklist: 

1. Tem Que Rebolar (Elizeth Cardoso e Cyro Monteiro)
2. Entenda a Rosa 
3. É Luxo Só (ao vivo) 
4. Mulata Faceira (Elizeth Cardoso e João Nogueira)
5. Eu Bebo Sim 
6. Aviso Aos Navegantes 
7. Corrente de Aço 
8. Meiga Presença 
9. Saudade de Amar 
10. Cidade Vazia 
11. Quem Foi 
12. Água de Sereno 
13. Tentação do Inconveniente 
14. Pra Machucar Meu Coração 
15. Peso dos Anjos 
16. A Flor da Laranjeira 

C.S.    

Jacques Dutronc - Jacques Dutronc [1966]




Jacques Dutronc - Et Moi, Et Moi, Et Moi (1966).
Álbum de estreia originalmente lançado em LP pela editora francesa Vogue ‎– CLD 70130, 1966. 

Jacques Dutronc (Paris, 28 de abril de 1943) é um cantor, compositor e actor francês. É casado com a cantora Françoise Hardy, desde 1981, com quem teve um filho, Thomas Dutronc, guitarrista de jazz, nascido em 1973. 
Jacques Dutronc participou nos anos 60 do movimento musical francês yéyé com a banda El Toro et les Cyclones. Nessa época, ele foi co-diretor das edições fonográficas Alpha que trabalhavam também para a gravadora Vogue. Portanto, ele apoiou alguns artistas e compôs, entre outras, uma canção para Françoise Hardy. Jacques Dutronc compôs também a música da letra de Jacques Lanzmann para um jovem cantor. Porém a gravação desta música por esse jovem cantor não foi apreciada como boa e, finalmente, o single Et Moi, et moi, et moi será gravado pelo próprio Jacques, tendo sido lançado no verão 1966. É o início do sucesso musical. 
Em 1973, o amigo ex-fotógrafo da revista Salut Les Copains, Jean-Marie Périer convida Dutronc para actuar no filme Antoine et Sébastien. É o início do seu sucesso cinematográfico. 
Dutronc mora em Monticello, na Córsega.

Fonte: Wikipedia.


Faixas / Track List: 

1 Les Play Boys 
2 L'Espace D'Une Fille 
3 Sur Une Nappe De Restaurant 
4 J'Ai Mis Un Tigre Dans Ma Guitare 
5 Les Cactus 
6 Et Moi, Et Moi, Et Moi 
7 L'Opération 
8 On Nous Cache Tout, On Nous Dit Rien 
9 La Fille Du Père Noël 
10 Les Gens Sont Fous, Les Temps Sont Flous 
11 La Compapade 
12 Mini, Mini, Mini 

Álbum disponibilizado por Carlos Santos.

Os Terríveis - Barra Limpa (LP 1967)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013




Os Terríveis – Barra Limpa (LP lançado pela Odeon/Parlophone PBA-13005, em 1967).

Os Terríveis foi um grupo da Jovem Guarda formado em Recife, Pernambuco, que foi para o Rio de Janeiro em 1965 procurar um maior espaço no cenário musical. Inicialmente chamavam-se "Os Lords", mas como já existia uma banda com o mesmo nome e mais famosa, foram obrigados a mudá-lo para "Os Terríveis". O empresário do grupo era Galindo. Ao chegar ao Rio de Janeiro, o grupo apresentou-se nos programas de Rádio de José Messias e Célia Mara, na Rádio Mauá e nos Programas de TV (Rio Hit Parade) no canal 13, chegando a acompanhar Roberto Carlos na música "É Papo Firme". Também tocaram no Programa de Jair de Taumaturgo. 


Os integrantes da Banda por ocasião da gravação do seu primeiro L.P. - “Hit Parade”, selo SBA, eram: Heronildes Alves Ferreira, apelidado de "Nido Mau" (guitarra solo), Beto (baixo), Geo (sax), Nado (guitarra ritmo) e Nando (bateria). Na gravação do segundo disco, "Onda Jovem", selo SBA, saiu o guitarrista Nado e entrou o Milton, apelidado de "Zé Colmeia", na guitarra base. 
Já na gravação do terceiro disco "Barra Limpa", selo Parlophone, pela gravadora Odeon e que aqui apresentamos, saiu o saxofonista Geo, não sendo substituído. Marcos Fontenely, o "Nely", foi o guitarra ritmo neste disco, substituindo o guitarrista Nilton. 


O grupo gravou também um E.P. (compacto duplo) com músicas de natal, hoje raríssimo.
O conjunto dissolveu-se em 1968.

Fonte:  Livro “O Rock and Roll – origem, mitos e o rock instrumental no Brasil e em outros países”, de Laércio Pacheco Martins, editora própria.)

Faixas / Tracklist: 

1. Georgy Girl
2. Ciao Amore Ciao
3. Eu Não Presto, Mas Eu Te Amo
4. I’m a Believer
5. Sunny
6. Ma (he’s making eyes at me)
7. No Milk Today
8. Barra Limpa
9. Penny Lane
10. Faça Alguma Coisa Pelo Nosso Amor
11. Quando Dico Che Ti Amo
12. A Praça 
13 - A Casa do Sol Nascente (bonus).

Agradecimento ao nosso amigo Hedson, do blog La Playa Music – Oldies.

The Fevers - Onde Estão Teus Olhos Negros [Single 1977]





The Fevers - Onde Estão Teus Olhos Negros [Single Odeon 8E 006420100 F, 1977].
Edição portuguesa.

Faixas / Tracks:
 Onde Estão Teus Olhos Negros / Mãe (mother of mine)

A biografia deste grupo brasileiro já se encontra inserida neste blog.

Single gentilmente cedido pelo nosso amigo da Madeira, António Carpinteiro, a quem agradecemos.

Shanana - The Best... (LP 1976 / Live)




Sha Na Na ‎– The Best... (Live) (LP Kama Sutra ‎– KSBS 2609-2, 1976) 

Sha Na Na foi um grupo divertido de rock, formado na cidade de Nova York e que tocava versões de sucessos do "Doo-Wop" dos anos 50, além de interpretar a cultura urbana daquela época nos seus shows. 
A banda teve início em 1968 sob o nome The Kingsmen enquanto os integrantes estudavam na Universidade de Colúmbia, mas o nome foi alterado pois já existia um grupo homónimo  A formação original era constituída pelos vocalistas Rob Leonard, Scott Powell, Johnny Contardo, Frederick "Denny" Greene, Richard "Ritchie" Joffe e Don York, e ainda os guitarristas Chris Donald, Elliot Cahn e Henry Gross, o baixista Bruce Clarke, o baterista John "Jocko" Marcellino, os pianistas "Screamin'" Scott Simon e John "Bowzer" Bauman e o saxofonista Leonard Baker. 
Tornaram-se conhecidos em 1969 depois de participarem no Festival de Woodstock. 
Com o advento nos anos 70 da onda de nostalgia pela década de 50, o nível de popularidade do Sha Na Na aumentou rapidamente, inspirando o surgimento de grupos similares na América do Norte e no Reino Unido. A banda ainda continua a apresentar-se com alguns dos membros originais. 

Fonte: Wikipedia 

Faixas / Tracklist: 

A1 Get A Job (Silhouettes, The) 2:17 
A2 Heartbreak Hotel (Presley, Axton, Durden) 2:27 
A3 Little Darling (M. Williams) 2:05 
A4 Blue Moon (Rodgers/Hart) 2:36 
A5 Yakety Yak (Leiber/Stroller) 1:50 
B1 Rock Around The Clock (DeKnight, Friedman) 2:14 
B2 Tell Laura I Love Her (Raleigh, Barry) 3:20 
B3 Chantilly Lace (J.P. Richardson) 2:15 
B4 Why Do Fools Fall In Love (Limon, Levy) 1:54 
B5 Teenager In Love (Pomus, Shuman) 2:43 
C1 Great Balls Of Fire (Hammer, Blackwell) 2:03 
C2 16 Candles (Kent, Dixon) 2:57 
C3 (Just Like) Romeo and Juliet (Hamilton, Gorman) 3:10 
C4 Earth Angel (Belaris) 1:46 
C5 Breakin' Up Is Hard To Do (Greenfield, Sedaka) 2:13 
D1 Rock 'N' Roll Is Here To Stay (White) 2:00 
D2 Young Love (Joyner, Cartey) 2:20 
D3 At The Hop (Sinclair, White, Medora) 1:55 
D4 Silhouettes (Crewe, Slay) 2:45 
D5 Come Go With Me (Quick) 2:28 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Vicky Paes Martins, a quem agradecemos.

Os Chinchilas - Antologia (1967-1970)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


Os Chinchilas - Antologia (1967-1970), é uma compilação particular que reúne os temas interpretados por esta excelente banda portuguesa, entre 1967 e 1970.

Os Chinchilas foi uma banda portuguesa liderada pelo “grande” Filipe Mendes (Phil Mendrix), um verdadeiro ícone da «arte eléctrica de ser português», considerada das poucas bandas que abraçou o som psicadélico em Portugal. De 1967 a 1970, editaram 1 EP e 3 singles, todos para a editora Tecla. Participaram ainda em duas colectâneas. 
A banda de Filipe Mendes actuou gratuitamente no Festival de Vilar de Mouros de 1971, extra concurso.
O grupo durou de 1965 a 1970. Filipe Mendes, era apelidado de “Mendrix” devido à admiração que tinha por Jimi Hendrix. Outros elementos foram Victor Mamede (bateria, mais tarde ligado à televisão), Zé Chopin (que mais tarde foi director da programação musical do Casino Estoril) e o baixista dos Ferro e Fogo. O maior sucesso do grupo foi uma versão de «I’m a Believer» dos Monkees. 


Os Chinchilas foram a primeira plataforma para o talento de Filipe Mendes. Depois dos Chinchilas, havia de formar os míticos Heavy Band no início dos anos 70. Segundo ele, as suas influências foram os Beatles e os Stones e mais tarde os Cream e o Jimi Hendrix. Continua activo e tornou-se um verdadeiro militante da causa rock em Portugal. Com os Chinchilas editou em 1971 o single «Barbarella», que Filipe Mendes ainda hoje considera o melhor dos seus registos na década de 70, explorando o formato de power-trio que continuaria com a Heavy Band, grupo que criou em 1972 com Zé Nabo e João Heitor. Esta formação ganharia mesmo estatuto mítico, por causa de distantes relatos de incendiários concertos e também porque os dois singles que gravaram só tiveram edição em Angola, factor que contribuiu para uma certa raridade e consequente procura. Filipe Mendes faria ainda parte da única formação dos Psico que ficou registada para a posteridade (com a edição do single «Al» em 1978) e dos Roxigénio, que editariam já depois do virar da década, em 1980. O nome de Phil Mendrix começou também a constar no line-up dos Irmãos Catita e Ena Pá 2000. 


Em resumo: 

1967 - Formação: em Carcavelos, os Chinchilas foi um grupo pioneiro da onda do rock psicadélico em Portugal. Gravam o EP – I’m a Believer/Take That train/Crying/Marry me. 
1968 – Gravam 2 singles: Calmas São as Imagens/Don’t Want You No More e Ring Stone Eyes/O Urso Ki. 
1970 – Gravam o single D.João/Barbarela.
1971 - Os Chinchilas tocam no primeiro festival de Vilar de Mouros. Sai o único single editado pelos Chinchilas, com os temas «Barbarella» e «D. João» (Tecla). O disco surge já numa fase descendente da banda.
1972 - 0 grupo dissolve-se e Filipe Mendes parte para outras iniciativas musicais. Hoje continua activo. Toca com os irmãos Catita e participou, em Março de 1977, numa homenagem a Jimmy Hendrix organizada pelos Chinchilas. 
Os “Chinchilas” participaram ainda no “Grande Concurso Yé-Yé” realizado em Lisboa em 1966, no Teatro Monumental, tendo obtido o 6º lugar. A classificação final foi a seguinte:

1.° Claves, 55 pontos (pontuação máxima)
2.° Rocks (de Angola, com Eduardo Nascimento), 45
3.° Night Stars (de Moçambique – Prémio Peninsular), 39,5
4.° Jets, 35
5.° Ekos, 29,5
6.° Chinchilas, 29
7.° Espaciais, 18
8.° Tubarões, 18. 

Fonte: Texto retirado do blog Under Review, site Lastfm e Reis do Yé Yé.

Colaboração do nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.
Masterização, adaptação das capas e grafismos por Carlos Santos.

The Fevers - Jovem Guarda (Vol. 2)



The Fevers - Jovem Guarda (Vol. 2)

The Fevers surgiram ainda no tempo da Jovem Guarda brasileira. Excelente grupo, tornar-se-ia numa banda romântica com grandes vendas de discos durante os anos 70, 80 e 90.
Obtiveram inúmeros êxitos, alguns deles incluídos nesta fantástica colectânea dupla. Em Portugal, conseguiram igualmente grande sucesso, especialmente na década de 80 com as músicas “Onde estão teus olhos negros”, “Sou assim”, “Mar de Rosas”, entre outros.
A biografia deste grupo já se encontra inserida neste blog.

Faixas / Tracklisting:


1. Já cansei 
2. Vem me ajudar 
3. Mar de rosas 
4. De que vale tanto amor
5. Paloma blanca 
6. Angel baby 
7. Guerra dos sexos
8. Elas por elas 
9. Você pode esquecer-me 
10. Sou assim 
11. Não devo mais ficar 
12. Não devia contar 
13. Onde estão teus olhos negros 
14. Ninguém vive sem amor


1. Agora eu sei 
2. Cândida
3. Hey girl
4. Sou feliz 
5. Sinto mas não sei dizer 
6. Barbarella
7. Se você me quiser 
8. Tijolinho 
9. O telegrama 
10. Lady madonna 
11. Você morreu pra mim
12. Deus 
13. Nathalie
14. Marcas do que se foi

Álbum duplo gentilmente cedido pelo nosso amigo Miguel, do Brasil, a quem agradecemos.

Os Objectivo - Out Of Darkness (Single 1972)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013



Os Objectivo - Out Of The Darkness (Single Nexus, NX-20.001, 1972) 

Faixas / Tracks:  Out Of The Darkness / Music 

O grupo Objectivo formou-se a partir da extinção de grupos como os Ekos e os Showmen, nos anos 60. Era um grupo português, mas que tinha a particularidade de incluir no seu seio músicos norte-americanos e ingleses. A sua primeira formação só tinha músicos portugueses: Mário Guia (bateria), Zé Nabo (baixo), Tó Gândara (guitarra) e Luís Filipe (guitarra e teclas). Passado pouco tempo Gândara e Filipe seriam substituídos por Mike Seargent e Kevin Hoidale. Seargent era escocês e tinha pertencido ao grupo Hedghoppers Anonymous, chegando a gravar vários discos em Inglaterra, antes de se radicar definitivamente em Portugal. Hoidale era norte-americano. O nome do grupo foi escolhido por votação dos telespectadores do lendário programa de televisão "Zip-Zip". O seu primeiro EP incluía os temas "At Death's Door", "A Place In The Sun", "Gin Blues" e "I Know That".



Mário Guia abandona a formação para dar lugar a Zé da Cadela, um lendário baterista do meio musical português que já tocou com quase toda a gente . Em 1970 foi gravado o primeiro disco estéreo em Portugal e os autores foram os Objectivo. O disco, um single, continha os temas "Dance of Death" e "This Is How We Say Goodbye". O grupo toca no Festival de Vilar de Mouros, em 1971, e obtém muito boas críticas da imprensa especializada (com destaque para a revista "Mundo da Canção") e uma grande aderência do público às suas propostas musicais. As mudanças de line-up voltam à ordem do dia e Mike Seargent abandona, entrando para o seu lugar Dick Stubbs, que sairá, também, passados 3 meses. Para o seu lugar entra Bas Riche, que não ficaria muito tempo na banda. Finalmente, adere ao grupo o guitarrista Jim Cregan, que seria mais tarde membro dos Cockney Rebel de Steve Harley e músico da banda de Rod Stewart. Esta formação ainda gravará o single "Gloria", com "Keep Your Love Alive" no lado B. Cregan parte para Inglaterra (o grupo colocava anúncios na imprensa inglesa, tentando recrutar músicos, mas eles não paravam cá muito tempo porque o meio musical português, bem ao contrário do inglês, não lhes permitia a sobrevivência) e será substituído por Terry Thomas, ao mesmo tempo que Zé da Cadela sai para dar lugar na bateria a Guilherme Inês. Mike Seargent ainda regressaria à banda para gravar o seu último disco "Music" e "Out Of The Darkness" e pouco depois o grupo daria por terminadas as suas actividades. Hoje todos os seus registos discográficos são consideradas verdadeiras raridades e procuradas por coleccionadores. [Groovie Records]

Texto retirado do blog Under Review 

Single gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.
Masterização por Carlos Santos.

Leonard Cohen - The Songs of Leonard Cohen (LP 1967)




Leonard Cohen ‎– Songs Of Leonard Cohen (LP CBS – S 63241, 1967). 

Songs of Leonard Cohen é o álbum de estreia do canadiano Leonard Cohen, lançado em 1967. Ele prenunciava o caminho futuro da sua carreira, com menos sucesso nos Estados Unidos do que na Europa, alcançando a 83ª  posição na Billboard, conseguindo o disco de ouro apenas em 1989, e atingindo a 13ª  posição no Reino Unido, tendo passado quase um ano e meio nas paradas de álbuns do Reino Unido.

Leonard Norman Cohen (Montreal, 21 de Setembro de 1934) é um cantor, compositor, poeta e escritor canadense. 
Embora seja mais conhecido pelas suas canções, que alcançaram notoriedade tanto na sua voz como na de outros intérpretes, Cohen passou a dedicar-se à música apenas depois dos 30 anos, já consagrado como autor de romances e livros de poesia. 
Leonard Cohen nasceu em Montreal, província de Quebec, Canadá, de uma família judia de origem polaca. A sua infância foi marcada pela morte do seu pai quando Cohen tinha apenas 9 anos, facto que seria determinante para o desenvolvimento de uma depressão que o acompanharia durante boa parte da vida.


Aos 17 anos, ingressa na Universidade McGill e forma um trio de música country. Paralelamente, passa a escrever os seus primeiros poemas, inspirado por autores como García Lorca. 
Já estabelecido como escritor, Cohen decide tornar-se compositor. Para isso, muda-se para os Estados Unidos, onde conhece a cantora Judy Collins, que grava duas das suas composições ("Suzanne" e "Dress Rehearsal Rag") no seu disco In My Life, de 1966. 
No ano seguinte, Cohen participa do Newport Folk Festival, onde chama a atenção do produtor John Hammond, o mesmo que antes havia descoberto, de entre outros, Billie Holiday e Bob Dylan. 
Songs of Leonard Cohen, o seu primeiro disco, é lançado no final do ano, sendo bem recebido pelo público e crítica. 
O seu próximo disco, Songs from a Room, seria produzido por Bob Johnston, produtor dos principais trabalhos de Dylan nos anos 60. Embora não tão bem recebido quanto o anterior, contém a canção "Bird on the Wire", que o próprio Cohen disse ser a sua favorita de entre as suas composições. Em 1971, lança Songs of Love and Hate, um disco mais sombrio que os anteriores. 


Após o disco de 1974, Cohen decide afastar-se do mundo da música, resultado não só de uma confessa falta de inspiração, mas também de sua insatisfação com as exigências do mercado. 
O seu retorno dar-se.-ia em 1977 com Death of a Ladies' Man, produzido por Phil Spector, que foi também o co-autor de quase todo o repertório do disco. Em 1979 reaproxima-se do estilo dos seus primeiros trabalhos com Recent Songs, cuja digressão foi registada no disco Field Commander Cohen, Tour of 1979, lançado apenas em 2001. 
Após a turnê, seguiu-se mais um período de reclusão, no qual se dedicou à escrita e ao estudo do budismo. Só voltaria a lançar novos trabalhos em 1984, com o disco Various Positions e o livro de poemas Book of Mercy. 
Em 1988, retorna com o álbum I'm Your Man, aclamado pela crítica e público. 
No ano seguinte lançaria The Future e, em 1994, Cohen Live, contendo registos de apresentações ao vivo entre os anos de 1988 e 1993. 
Em 1994, consolidando a sua aproximação com o budismo, Cohen passa a viver no mosteiro de Mount Baldy Zen Center, próximo de Los Angeles. Em 1996, seria ordenado monge zen, e ganharia o nome Dharma de Jikan ("silencioso"). 
Em 2001, lança Ten New Songs, o seu primeiro disco de inéditos em sete anos, feito em parceria com Sharon Robinson. Em 2004 seria a vez de Dear Heather. 


Em Maio de 2006 é lançado o disco Blue Alert da cantora Anjani Thomas, a sua namorada e ex-vocalista da sua banda de apoio. Cohen foi o produtor e co-autor de todas as faixas do disco. 
Em 2008, Leonard Cohen andou em digressão pelo mundo com o repertório de canções e foi com essa tournée que esteve três vezes em Portugal.

Faixas / Tracklist: 

A1 Suzanne 3:47 
A2 Master Song 5:58 
A3 Winter Lady 2:14 
A4 The Stranger Song 5:05 
A5 Sisters Of Mercy 3:30 
B1 So Long, Marianne 5:37 
B2 Hey, That's No Way To Say Goodbye 3:05 
B3 Stories Of The Street 4:35 
B4 Teachers 2:58 
B5 One Of Us Cannot Be Wrong 4:25 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Manuel Alves, a quem agradecemos.

Raimundo - Cidade Em Flor (EP 1971)

domingo, 24 de fevereiro de 2013



Raimundo - Cidade Em Flor (EP Marfer MEL. 2198, 1971). 
Acompanhado pela Orq. Marfer. 
Arranjos e Direcção de Ferrer Trindade. 

(EP que se insere na linha da chamada música ligeira portuguesa) 


Faixas/Tracks: Cidade em Flor / Menina de Olhos Gaiatos / Cantigas à Tôa / Jovem 

Raimundo nasceu em Viana do Castelo, a 23 de Julho de 1951, e cedo descobriu o prazer da música... 
A biografia deste cantor português já se encontra inserida neste blog. 

EP gentilmente cedido pelo nosso amigo Nestor Chainho, a quem agradecemos. 
Ripado do vinil.

Leno - Vida e Obra de Johnny Mccartney (1971)




Leno - Vida e Obra de Johnny McCartney  (1971). 
LP gravado originalmente de novembro de 1970 a janeiro de 1971, nos Estúdios CBS/Brasil. 

Leno (Gileno Osório Wanderley de Azevedo, nascido em Natal, 25 de Abril de 1949), é um cantor, compositor e guitarrista brasileiro. 
Aos 5 anos radicou-se com a família no Rio de Janeiro. Aos 14 anos, voltou a Natal e formou a banda The Shouters, uma das primeiras bandas de rock do Noroeste. 
Começou a sua carreira musical durante a Jovem Guarda (anos 60). Após participação em bandas, foi descoberto por produtores da antiga CBS (actual Sony BMG) e formou com Lílian Knapp a dupla Leno e Lilian, que conseguiu sucessos como "Pobre Menina" e "Devolva-me". 
Desentendimentos entre a dupla originaram a sua separação ainda no período da Jovem Guarda. Porém, antes, Leno já tinha lançado dois trabalhos a solo em 1968 e 1969. 
Em 1968 iniciou a sua carreira a solo com o tema “A Pobreza”. Essa canção alcançaria o primeiro lugar em todo o Brasil e seria lançada em espanhol e em italiano. Além disso, era compositor de músicas para diversos artistas da época, principalmente a banda carioca Renato e Seus Blue Caps. 
Em 1971, edita o primeiro disco gravado em 8 canais no Brasil, Vida e Obra de Johnny McCartney, que contou com a produção do até então desconhecido compositor baiano Raul Seixas e do cantor e compositor gaúcho Luís Vagner, além da colaboração do letrista Arnaldo Brandão. Porém, na época foi lançado apenas um compacto duplo com quatro canções do álbum, e o álbum completo viria a ser lançado apenas em 1995. 
Em 1972, reuniu-se com Lílian e retomaram a dupla, mas sem o brilho de outrora. 
Em 1976, lança Meu Nome É Gileno, com músicas próprias (como a regravação de "Grilo City", do disco de 1971) e regravações como "Luar do Sertão" (do poeta Catulo da Paixão Cearense) e "Me deixe mudo", do compositor e músico experimentalista Walter Franco. 
Nos anos 80, mantém a actividade, lançando alguns discos. Nos anos 90, participou numa série de homenagens feitas à Jovem Guarda, ao lado de outros grandes nomes do movimento como Jerry Adriani, Wanderléa e a sua ex-parceira Lílian, com quem mantém relação amistosa até hoje. 
Actualmente, continua dedicado à música. Faz shows por todo o Brasil. Lançou um DVD comemorativo dos seus anos de estrada. 


"Vida e Obra de Johnny McCartney" é um álbum de Leno (o seu terceiro disco a solo) gravado nos Estúdios CBS de Novembro de 1970 a Janeiro de 1971 com participação de Raul Seixas (conhecido como Raulzito Seixas na época) na produção, arranjo, composição, tocando violão e, também, nos vocais, tendo como bandas de apoio A Bolha, Renato e Seus Blue Caps e a banda do Uruguai, Los Shakers. O disco, no entanto, somente seria lançado em 1995, quando as fitas originais foram encontradas nos arquivos da Sony, sucessora da CBS, onde o disco havia sido gravado. 
O motivo do álbum não ter sido lançado na época da gravação foi o facto de que várias letras do disco (principalmente as letras das canções com parceria de Raul Seixas, mas também "Pobre do Rei", de Paulo Sérgio Valle) foram censuradas pelo governo militar da época. Ao verificar o motivo de tantos cortes (nas letras), a directoria da CBS teria resolvido não lançar o disco, concluindo que ele fugia aos padrões comerciais da época. Tempos depois, Leno seria informado pela CBS de que as fitas master do álbum seriam apagadas. Entretanto, isso não aconteceu e, tendo sido as fitas encontradas 25 anos depois pelo jornalista Marcelo Fróes, o disco chegaria ao mercado através de um lançamento independente do próprio cantor Leno através da sua recém inaugurada gravadora, a Natal Records. 
Sendo o primeiro álbum brasileiro gravado em 8 canais e, ainda, contendo sonoridades muito diferentes do rock brasileiro da época, Leno esperava que Vida e Obra de Johnny McCartney fosse um divisor de águas na sua carreira e na música brasileira. O não-lançamento do álbum, entretanto, não permitiu que isto acontecesse, o que não impediu, porém, que ele se tornasse um objecto de culto para alguns aficionados. 

Fonte: Wikipedia.

Faixas / Tracklisting: 

1. "Johnny McCartney" Leno / Raul Seixas 2:15 
2. "Por Que Não?" Leno 3:34 
3. "Lady Baby" Carlos Augusto / Raul Seixas 4:31 
4. "Sentado no Arco-íris" Leno / Raul Seixas 3:22 
5. "Pobre do Rei" Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle 2:50 
6. "Peguei uma Apollo" Arnaldo Brandão 3:40 
7. "Sr. Imposto de Renda" Leno / Raul Seixas 1:15 
8. "Não Há Lei em Grilo City" Leno 3:09 
9. "Conite para Ângela" Leno / Raul Seixas 1:33 
10. "Deixo o Tempo Me Levar" Leno 3:12 
11. "Contatos Urbanos" Ian Guest 2:29 
12. "Bis" Leno / Raul Seixas 2:21 
13. "Johnny McCartney" Leno / Raul Seixas 0:33 

Músicos intervenientes: 

Leno: voz, guitarra e violão 
Raul Seixas: voz de apoio, guitarra e violão 
A Bolha: banda de apoio nos temas, Johnny McCartney, Por que não?, Sentado no Arco-íris e Peguei uma Apollo; 
Los Shakers: banda de apoio em Não Há Lei em Grilo City e Contatos Urbanos; 
Renato e Seus Blue Caps: banda de apoio em Bis; 
Marcos Valle: piano elétrico em Pobre do Rei; 
Paulo César Barros: voz de apoio em Convite para Ângela; 
Trio Ternura: vozes de apoio em Lady Baby e Contatos Urbanos; 
Golden Boys: vozes de apoio em Pobre do Rei e Deixo o Tempo me Levar. 

Ficha Técnica: 

Direcção Artística: Renato Barros 
Gravado nos Estúdios CBS de novembro de 1970 a Janeiro de 1971 

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Jota, do blog RatoRecords, a quem agradecemos. 
Agradecimento também ao nosso amigo Miguel, do Brasil, que nos incentivou e nos deu a conhecer este excelente álbum.