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Parafuso (Romão Félix) - Parafuso (LP 1977)

sexta-feira, 16 de maio de 2014
 



Parafuso (Romão Félix) – Parafuso (LP Fontana 6472700, 1977).


Faixas/Tracks:

01 – Parafuso No England (Romão Felix)
02 – Rapsódia Portuguesa (Popular, adaptação de Romão Felix)
03 – Parafuso Em Lisboa (Romão Felix)
04 – Radiografia (Romão Felix)

Da esq. para a dta: António Calvário, Romão Félix (Parafuso) e Eusébio.

Em meados da década de 70 Portugal vivia a euforia da liberdade e uma série de transformações sociais motivadas pelo regresso de milhares de portugueses vindos das chamadas "ex-colónias". Mas nem o constrangimento motivado por esta situação evitou o sucesso deste humorista moçambicano, Romão Felix.
Neste LP com 4 faixas, podemos assistir aos monólogos e canções bem humoradas do "Parafuso", destacando-se por exemplo “Parafuso Em Lisboa” (onde, com piadas simples mas certeiras, traça um retrato caricato da vida lisboeta). Ele telefona para casa, em Moçambique, e descreve à sua maneira, de forma hilariante, o que tem visto na capital portuguesa, coisas novas para ele, como o metro, a televisão, a publicidade, etc.
"Parafuso" foi gravado em disco a partir de uma apresentação televisiva. No início da gravação pode ouvir-se a apresentação feita por Fialho Gouveia. 
Ele aqui está!!


Manuel Romão Félix, nasceu em Lisboa no dia 20 de Janeiro de 1936. É casado com a sua “Josefina”, Manuela Félix, desde 1961.
Ainda que português pela nacionalidade, Romão Félix foi, é e será sempre moçambicano pelo "tudo mais" que fica para além do que oficialmente reza o bilhete de identidade de um cidadão.
E foi-o, também, na graça com que captou, de muito novo ainda, o linguarejar descuidado do povo das ruas e bazares, das palhotas ao longo dos carreiros de areia, ao balcão das cantinas da terra portentosa que foi colónia e hoje é nação: Moçambique.
Com esse mesmo povo se identificando como um irmão entre irmãos, retratou-o (não com a intenção de o menosprezar, ridicularizar ou escarnecer, antes com a ternura sadia com que um brasileiro imita o "portuga" ou vice-versa, brincando sem ofender) na personagem que se tornou ídolo de negros e brancos na terra moçambicana: o "Parafuso".
Nele estava simbolizado o "mainato", o lavadeiro, o contínuo, o cozinheiro, o aldeão que vem para a cidade, com os seus risos, as suas lágrimas, as suas dores e alegrias, as suas esperanças, ilusões, encantamentos.
Romão Félix é hoje um português que regressou a Portugal. Mas não veio só. Com ele veio o seu outro eu: o "Parafuso". E não podíamos deixar de acrescentar...“Cada um és como cada qual, mas ninguém és como evidentemente...”
A biografia deste humorista já se encontra inserida neste blogue.

LP ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo Victor Ribeiro, a quem agradecemos.
Masterização por Carlos Santos.

José Vasconcellos - E o Espetáculo Continua... (LP 1964)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011




José Vasconcellos - E O Espetáculo Continua... (LP Odeon MOFB 3238, 1964).

Alinhamento:

O artista e o público (3m59s)
Sede no trem (2m13s)
O italiano e o macaco (8m27s)
A história da música (8m21s)
Os portugueses e o navio (0m23s)
Os portugueses e o navio 2 (0m38s)
Caçador (1m44s)
Imitações (4m44s)
Ensinando bossa (2m26s)
Ensinando bossa aos russos (4m00s)
Ensinando bossa aos alemães (1m33s)
Homenagens a Portugal (10m00s)

A nossa homenagem a esse excelente humorista brasileiro, José Vasconcellos.
LP disponibilizado por Carlos Santos. Ripado  e masterizado do vinil.

Morreu o Humorista Brasileiro José Vasconcellos (São Paulo, 11 de outubro de 2011)




José Vasconcellos - Eu Sou o Espetáculo (LP Odeon ‎– MOFB 3.187, 1960).
Produtor – Aluysio De Oliveira.
Género: Comédia, Humor.

Faixas/Tracklist:

A. Parte 1             
B. Parte 2 - Aquarela do Brasil 

Musica por: Ary Barroso (faixa/track: B).

 


José Vasconcellos - O Mundo Alegre de José Vasconcellos (LP Odeon 3456, 1966).

Faixas/Tracklist:

Lado A - O Mundo Alegre de José Vasconcellos (1ª parte) - Figuram neste lado trechos musicais de autoria de José Vasconcellos e da música “Juazeiro”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.

Lado B - O Mundo Alegre de José Vasconcellos (2ª parte) - Os acordes musicais que figuram neste lado são todos de autoria de José Vasconcellos

O humorista José Vasconcellos morreu na madrugada desta terça-feira (11), aos 85 anos. O actor estava internado na UTI do sector de geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e sofreu uma paragem cardíaca.
José Thomaz da Cunha Vasconcellos Neto (Rio Branco, 20 de março de 1926 — São Paulo, 11 de outubro de 2011) foi um actor, radialista e humorista brasileiro, considerado pelos seus colegas de profissão como o pioneiro mundial no género "stand up comedy".


Começou na rádio, meio em que se tornou célebre por fazer imitações das vozes de outros locutores e artistas em geral, como a imitação de Ari Barroso apresentando um programa de calouros.
Tornou-se famoso pelas suas piadas de gagos, sendo o "esquete" "O Locutor de Futebol Gago" um de seus maiores êxitos. A sua habilidade de imitador proporcionou um desempenho inigualável imitando gagos, transformando estas imitações na sua marca particular.
Produziu e actuou no primeiro programa humorístico da televisão brasileira, A Toca do Zé, exibido pela TV Tupi de São Paulo em 1952.


Em 1960 gravou um disco pela Odeon, "Eu Sou o Espectáculo", baseado no show de mesmo nome que apresentou por muitos anos em teatros de todo Brasil. Provavelmente foi o primeiro humorista a vender mais de 100 mil cópias de um LP do género. O disco tinha duração de 55 minutos, sendo o mais longo LP de humor já feito no país. O seu sucesso abriu caminho para que outras gravadoras investissem no segmento, mas o próprio Vasconcelos não conseguiu repetir o êxito de sua primeira gravação.
Também nos anos 60, esteve à frente de um projecto chamado Vasconcelândia, um parque de diversões temático, que acabou não se concretizando.


Continuou trabalhando na TV, em papéis como o do gago "Rui Barbosa Sa-Silva" na Escolinha do Professor Raimundo, além de se apresentar em casas de espetáculos por todo o Brasil.
Em 2009 foi lançado em DVD o documentário Ele é o Espetáculo, do cineasta Jean Carlo Szepilovski, uma homenagem ao conjunto da sua obra. Narrado pelo próprio humorista, apresentava depoimentos de Jô Soares, Chico Anysio e trecho de filmes e programas de rádio e TV em que atuou durante a carreira.
Afastado da televisão devido ao mal de Alzheimer, passou seus últimos anos em sua casa na cidade de Itatiba, interior de São Paulo.
Morreu em 11 de outubro de 2011 em consequência de uma paragem cardíaca.

Fonte: Wikipedia.

Nota do Blog: 
Conheci desde jovem (por disco, é claro) parte da carreira deste grande artista/humorista.
Cheguei a ter 2 dos seus LPs e ainda hoje, passados cerca de 50 anos, ainda me recordo sorrindo, de alguns dos seus "gags" e imitações, como aquela história de "mudar o pneu" no seu carro "rabo de peixe"... entre muitos outros "sketchs". Ainda hoje se ouve com muito agrado a obra discográfica deste humorista. 

Carlos Santos.