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Plexus (Symphonic Raga Blues Band) - Paraíso Amanhã (EP 1969)
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Plexus - Paraíso Amanhã (EP RCA Victor TP-505 - 1969)
Faixas / Tracks: Paraíso Amanhã / Uba Budo / Waiting / Plexus I
Formação:
Formado em 1967 com os seguintes elementos:
Pedro: piano, flauta, voz e bateria;
Jorge: percussão, voz e efeitos especiais;
Zé: guitarra acústica,voz e guitarra de 12 cordas;
Carlos Zingaro: violino e violino eléctrico;
Celso Carvalho: violoncelo, violoncelo eléctrico e baixo Fender.
Na altura o único grupo Português a desenvolver uma nova abordagem musical baseada na música contemporânea, improvisação e rock.
Único disco que teve a supervisão e direcção musical de José Cid e António Moniz Pereira.
Os Plexus foram um dos grupos mais atípicos e menos convencionais no cenário rock português. À época da gravação do seu único disco – o inclassificável EP “Paraíso Amanhã”, de 1969 - eram constituídos por Carlos Zíngaro, Celso de Carvalho, Luís Pedro Fonseca, Jorge Valente e José Alberto Teixeira Lopes. Inclassificáveis? Talvez, mas não para eles, que se auto-intitulavam como uma “Symphonic RagaBlues Band”. Se falássemos num cruzamento entre os Mothers of Invention e a pop psicadélica britânica, não andaríamos longe do retrato sonoro destas quatro faixas de eleição. Na época, ainda se falou de um segundo disco, mas tanto quanto se sabe e a memória dos seus intervenientes se recorda, a história gravada ficou-se por aqui. Com a ajuda de José Cid e de António Moniz Pereira, do Quarteto 1111, verdadeiras eminências pardas da música pop rock portuguesa de então – nunca é demais dizê-lo! Zíngaro e Celso de Carvalho continuariam depois com o grupo numa vertente cada vez mais experimentalista, tendo ainda ambos integrado a Banda do Casaco em meados da década de 1970, grupo onde Celso permaneceu até ao final, em meados da década seguinte. Pelas fileiras dos Plexus passariam assim Carlos Bechegas, Nelson Portelinha, Paulo Gil, David Gausden, Carlos Alberto Augusto, Rui Neves e Miguel Campina, entre outros. Zíngaro manteve-se como motor do projecto e é hoje em dia uma das figuras mais destacadas no quadro da música improvisada europeia. Celso de Carvalho deixou-nos a 10 de Agosto de 1998, passam agora pouco mais de dez anos.
Fonte: Texto de João Carlos Callixto
EP gentilmente cedido por Luís Futre.
Digitalização das capas e áudio, assim como a masterização, por Carlos Santos.
Fotos dos Plexus , do blog Os Reis do Yé Yé.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 18:00 0 comentários
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