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Edith Veiga - Canta Fados (Uma Homenagem a Amália Rodrigues)
quarta-feira, 14 de março de 2012
Excelente álbum lançado por esta cantora brasileira cantando o internacionalmente reconhecido "Fado".
Torna-se diferente e engraçado ouvir o fado com sotaque brasileiro, mas muito agradável!
Neste álbum, Edith interpreta espectacularmente, entre outras maravilhas, Foi Deus, Tudo Isto é Fado, Nem Às Paredes Confesso, Só Nós Dois, Coimbra e Lisboa Antiga, uma clara homenagem à "Grande Senhora do Fado, Amália Rodrigues".
A cantora brasileira Edith Veiga nasceu na cidade de Juquiá, SP/Brasil, em 15 de fevereiro de 1939.
Fez sucesso com "Faz-me Rir" na década de 60, vendendo 500 mil cópias e ficando nas paradas por dois anos. Na mesma época ganhou prémios como o Troféu Roquette Pinto, na categoria revelação. Participou em quase todos os programas de televisão da época e ganhou o apelido de "As Pernas que Cantam". Em 2003, Edith retornou aos palcos e actualmente faz apresentações por todo o país.
Em 2003, lançou o CD "Edith Veiga canta Amália Rodrigues - Eternamente o Fado".
Nascida no interior paulista, teve uma infância simples e com 15 anos, devido à morte de seu pai, mudou com a família para São Paulo. Ali trabalhou como demonstradora de artigos electrodomésticos e cabeleireira.
Começou a participar de programas de caloiros, entre os quais, "O telefone está chamando" e "A Hora do Pato". A sua carreira despertou em 1961, quando obteve o segundo lugar no concurso "A Voz de Ouro ABC", programa que era líder de audiência da TV Record de São Paulo, cantando o samba-canção "Castigo" (Dolores Duran), sucesso da cantora Marisa Gata Mansa. Esta apresentação foi vista pelo diretor artístico da gravadora Chatecler, o cantor e compositor Diogo Mulero, o Palmeira, que gostou de seu timbre de voz e resolveu contratá-la. Na ocasião, gravou o bolero "Faz-me rir (Me da Risa)" (F. Yoni e E. Arias - versão de Teixeira Filho) e o fox "Never on Sunday" (M. Hadjidakis e Steve Bernard - versão de Valéria). "Faz-me rir" tornou-se um dos maiores sucessos do ano e o disco vendeu 500 mil cópias, sendo o principal êxito da carreira de Edith Veiga. Em seguida, gravou o bolero "De quem estás enamorado" (Rafael Ramirez e Alba Prado) e a balada "Rumores" (de Joaquim Prieto - versão: Palmeira), e o samba "Volta" (Ruth Amaral e Manoel Teixeira) e o bolero "Minha vida em tuas mãos" (Nízio). "Faz-me rir", "Rumores" e "Tua vida em minhas mãos" fizeram muito sucesso e foram incluídas juntamente como o bolero "Vivemos para amar" (Luiz Mergulhão, Toso Gomes e Umberto Silva) em um compacto duplo.
Por conta do sucesso alcançado, a gravadora Chantecler lançou no mesmo ano o LP "Faz-Me Rir e outros sucessos". Com o sucesso obtido com seus primeiros discos foi agraciada com os troféus "Roquete Pinto" e "Chico Viola", na categoria de "Cantora Revelação".
Em 1962, estreou como compositora gravando o bolero "Saia da frente" em disco que trazia no lado A o bolero "Sozinha" (Rago e Teixeira Filho), que fez sucesso e propiciou o lançamento de um LP com o mesmo título. Nesse disco, fizeram sucesso as músicas "Acho graça", e a música título, que foi tema da novela "A canção que a noite levou", da TV Tupi, na qual ela chegou a atuar ao lado do cantor Hugo Santana.
No ano de 1963, a carreira de Edith Veiga se encontrava no auge e ela era considerada uma das principais cantoras do país, tendo feito shows no Japão, Europa e em quase toda a América Latina. Ainda em 63 lançou o LP "Noite Sem Ninguém". Também em 1963, passou a apresentar, no Canal 2 de São Paulo, o programa "Edith Veiga em Dois Tempos", que ficou mais de um ano no ar, onde recebia personalidades da época, e nele apresentou pela primeira vez ao público o cantor Altemar Dutra.
Casou-se em 1967, diminuindo o ritmo das apresentações. Com o nascimento da primeira filha no ano seguinte, praticamente se afastou das gravações.
Retornou aos discos em 1972, quando lançou, pela gravadora Sinter, dois compactos simples.
Em 1974, lançou novo LP, "Edith Veiga", mais de dez anos após ter lançado o último. Na década de 1970, participou de importantes programas na televisão como "Almoço com as Estrelas", "Globo de Ouro", "Silvio Santos", e "Chacrinha". Em 1974, teve a composição "Menino" incluída na trilha sonora do filme "A força do sexo".
Em 1976, fez sucesso com a música "Eu te amei, eu te amo, eu sempre te amarei", de Silfrancis e Jean Garfunkel, lançada em compacto simples. Em 1977, lançou o LP "Eu te amei, eu te amo, eu sempre te amarei".
Apresentou no Carnegie Hall, nos EUA, em1980. No mesmo ano, gravou directamente de Nova York dois "clips" para o programa "Fantástico" da TV Globo interpretando as músicas "Fim de comédia", de Ataulfo Alves, e "Não lhe quero mais". Em 1982 lançou o LP "Pensando em ti".
Em 1987 gravou o LP "Como Se Fosse". No mesmo ano foi lançado o LP "Faz-me-rir e outros sucessos de Edith Veiga". Em 1988 lançou pela RGE o LP "Começo da Vida".
Casou-se pela segunda vez em 1989 e, por imposição do marido, abandonou a carreira artística e passou a residir em sua cidade natal. Entretanto, no ano de 2001, retornou à carreira artística realizando shows por todo o Brasil.
Em 2003, lançou o CD "Edith Veiga canta Amália Rodrigues - Eternamente o Fado".
Nas décadas de 1960 e 1970, período de seu maior sucesso, ficou conhecida como "A Rainha do bolero". Foi chamada pelo apresentador Chacrinha de "As pernas que cantam".
Actualmente, EdithVeiga se apresenta pelo Brasil com um show que traz uma retrospectiva de sua carreira e tem como base o repertório de seu novo CD. Nele, músicas inéditas de sua autoria, regravações de clássicos da MPB e participações especiais de Cauby Peixoto, Agnaldo Timóteo e Alcione.
Fonte: Por Onde Canta?
Faixas / Tracks:
01. Barco Negro
02. Nem Às Paredes Confesso
03. Ai, Mouraria
04. Só Nós Dois
05. Perseguição
06. Tudo Isto É Fado
07. Amor, Meu Grande Amor
08. Canção do Mar
09. Foi Deus
10. Faz-me Rir
11. Lisboa Antiga
12. Coimbra
13. Uma Casa Portuguesa
Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Rafael, da Comunidade MC E JG do Orkut, a quem muito agradecemos pela colaboração.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 17:00 2 comentários
Etiquetas: Brasil, Edith Veiga
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