Aviso/Warning

Se algum link estiver inacessível envie-nos um email ou deixe-nos um comentário/ If by any chance there is a broken link send us an email or leave us a comment.
Mostrar mensagens com a etiqueta MPP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta MPP. Mostrar todas as mensagens

Réveillon - Músicas de Ano Novo, V/A (Portugal)

domingo, 31 de dezembro de 2023




Réveillon - Músicas de Ano Novo, V/A (Portugal).
Género: Popular, MPP, Festa, Réveillon.


Ágata.

Faixas/Tracklist:

01- José Reza - Feliz, Feliz Ano Novo
02 - Toy - Coração Não Tem Idade (vou beijar)
03 - Ágata - Tá Bonito
04 - Nemanus - Aiué do Roça Roça
05 - Bombocas - Tum Tum Tum
06 - Emanuel - 0 Ritmo do Amor (kuduro)
07 - Ruth Marlene - Queres É Festa
08 - Sérgio Rossi - És Perigosa Feat Phatt Rob
09 - Rebeca - Meu Nome É Rebeca
10 - Sons do Minho - Dá-me Um Beijinho
11 - Joana - A Minha Febra É Boa
12 - Quim Barreiros - A Cabritinha
13 - Bandalusa - Se a Casa Cair
14 - José Malhoa - Morena Kuduro
15 - Aug. Canário & Amigos & Quim Barreiros - Mariquinhas Namoradeira
16 - Belito Campos – Liga Pró Belito
17 - Zé Amaro - Malhão do Beijo (live)
18 - 4Mens – O Povo Precisa
19 - Fernando Correia Marques – O Burrito
20 - Saul - A Dança da Mãozinha
21 - Toy - Verão e Amor (cerveja no congelador)
22 - Vira Milho - 360 Amocha Maria
23 - Quim Barreiros - Bacalhau à Portuguesa
24 - Bombocas – Eles São Todos Iguais
25 - Ágata - Faz-te à Vida
26 - Will Souto - Bate o Pezinho
27 - Nemanus - Paz Pás (Funaná)
28 - Saul - Comi-lhe o Melão
29 - Mike da Gaita - C'est Sa Ksé Bom
30 - Iran Costa – Dança do Quadrado

Compilação gentilmente cedida pelo nosso amigo Álvaro Amaro, a quem agradecemos.

Quim Barreiros- Recebi um Convite (MPP)

sábado, 13 de junho de 2020

Em Portugal, as "Festas dos Santos Populares", correspondem a diferentes feriados municipais, de acordo com as localidades, mas festejam-se um pouco por todo o país. Santo António, São João e São Pedro são os três santos populares mais festejados pelo povo português, desde o Minho ao Algarve e que o mês de Junho consagra a estes santos, desde o dia 12 ao dia 29. Santo António, a 13, São João a 24 e São Pedro a 29.
Habitualmente, este é o mês especialmente dedicado a uma gastronomia e festejos próprios, às sardinhas assadas, aos tremoços, às bifanas, às marchas populares e ao folclore, com muita diversão que fazem parte da tradição das festividades dos Santos Populares. Por isso, é costume haver diversão um pouco por toda a parte, em restaurantes, clubes, associações ou até na rua em tendas/tascas.
Infelizmente este ano, devido à pandemia do Covid 19, não será possível realizar a maior parte das festas, arraiais e romarias previstas habitualmente para estas datas, inclusive a “Grande Marcha de Lisboa (Av. da Liberdade/Lisboa, de 12 para 13 de junho) ou os “Casamentos de Santo António”, entre outros grandes eventos, por terem sido cancelados.
No entanto, não queríamos deixar passar estes momentos que deveriam ser de grande diversão sem recordar com muita saudade, a alegria, a festa e a sardinha assada…claro!
Com este alegre álbum popular do famoso Quim Barreiros, pretendemos homenagear os Santos Populares tão queridos e acarinhados pelas gentes de Portugal.

Apesar de tudo…BOAS FESTAS…! Para o próximo ano será melhor certamente! Saúde!

Quim Barreiros - Recebi um Convite (Compilação MPP)





Compilação gentilmente cedida pelo nosso amigo Franco Cruz, a quem agradecemos.

José Afonso ‎– Cantigas do Maio (LP 1971)

sexta-feira, 1 de maio de 2020



José Afonso ‎– Cantigas do Maio (LP Orfeu ‎– STAT 009, 5 November 1971). 
Produtor: José Mário Branco. 
Género: Intervenção, Folk, MPP. 


Cantigas do Maio” é um extraordinário álbum de José Afonso, editado e lançado no Natal de 1971 que é, certamente, um dos melhores que alguma vez um artista português produziu. Um disco intemporal, com soberbas canções, letras penetrantes e uma excelente produção de José Mário Branco. Este também foi o responsável pelo arranjo e direcção musical do álbum. 
Este LP é apontado como um marco e ponto alto na carreira do artista, músico, cantor e poeta José Afonso. Trata-se de um álbum inovador a vários níveis dentro da carreira do seu autor. Foi gravado nos Strawberry Studios na localidade de Herouville, em França, em 1971. Teve o acompanhamento de Carlos Correia, Francisco Fanhais, José Mário Branco e alguns músicos franceses. O carácter verdadeiramente revolucionário, sobre todos os aspectos, palavras, voz, arranjos, melodia, continuam a colocar “Cantigas do Maio” no que melhor de sempre se fez na música popular portuguesa. Na época, o disco foi proibido pela Censura da Emissora Nacional, aquando do seu lançamento, sendo concedida uma excepção na Rádio Renascença à canção "Grândola, Vila Morena". 
Em 1978, um painel de 25 críticos reunidos pelo semanário “Se7e” atribui-lhe o estatuto de Melhor Álbum de Sempre da Música Popular Portuguesa. Venceu também o Prémio Alemão do Disco da Academia Fonográfica Alemã. 
Informação sobre José Afonso, já se encontra inserida neste blog. 


Faixas/Tracklist: 

A1 Senhor Arcanjo (José Afonso) 
A2 Cantigas do Maio (José Afonso, Popular) 
A3 Milho Verde (Popular, Arr. José Mário Branco) 
A4 Cantar Alentejano (José Afonso) 
B1 Grândola, Vila Morena (José Afonso) 
B2 Maio Maduro Maio (José Afonso) 
B3 Mulher da Erva (José Afonso) 
B4 Ronda das Mafarricas (José Afonso, com letra do pintor António Quadros) 
B5 Coro da Primavera (José Afonso) 

Álbum gravado nos Strawberry Studios, Herouville/França, de 11 de Outubro a 4 de Novembro de 1971. 

Músicos Intervenientes/Personnel:

Voz – José Afonso 
Acordeão, Órgão Hammond, Piano Eléctrico, Voz de apoio, Arranjos e Director Musical – José Mário Branco 
Baixo Eléctrico – Christian Padovan 
Flauta – Jacques Granier 
Guitarra, Coro – Carlos Correia (Bóris) 
Percussão – Michel Delaporte 
Trompete – Tony Branis 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos. 

Nara Leão – Raridades II (1973-1988)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017



Nara Leão – Raridades II (1973-1988).
Concepção e produção: Marcelo Froes. 

Trata-se do Vol. 2 de uma compilação que contém temas gravados por Nara Leão ao longo dos anos 70 e 80, para projectos especiais da gravadora, que não constam dos discos de carreira da cantora. “Raridades II” reúne raras faixas com temas gravados entre 1973 e 1988. 
A biografia desta artista brasileira já se encontra inserida neste blogue.


Faixas/Tracklist:

01 - Fez Bobagem (Assis Valente) / Águas de Março (Tom Jobim) / Samba da Preguiça (Roberto Carlos / Erasmo Carlos) (medley ao vivo)
02 - Pé de Sonhos (Brandão / Petrúcio Maia) (Participação: Fagner)
03 - A Donzela (Paulinho Tapajós / Naire) 
04 - Grândola, Vila Morena (José Afonso)
05 - Maio, Maduro Maio( José Afonso)
06 - O Dragão Mágico (Renato Teixeira) 
07 - Folhetim (Chico Buarque) 
08 - Hei De Voltar Pro Sul (Kledir Ramil / Fogaça) 
09 - Pra Mode Chatear (Tom Jobim) 
10 - Tem Gato Na Tuba (Alberto Ribeiro / João de Barro) 
11 - Cineangiocoronariografia (Pedro Caetano / Alcyr Pires Vermelho / Manuel Baña) 
12 - Morena Boca de Ouro (Ary Barroso) 

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Miguel, a quem agradecemos.

Os Novissimos - Novíssimos - III / Canta Poeta (EP 1973)

sábado, 24 de setembro de 2016



Os Novissimos - Novíssimos - III / Canta Poeta (EP Alvorada EP-60-1462, 1973).
Disco considerado muito raro.
Género: Musica popular portuguesa.

Trata-se do terceiro e último EP deste grupo vocal português. A sua biografia já se encontra inserida neste blogue.

Faixas/Tracks:

A1. Canta Poeta (Valente Jorge, Augusto Guedes)
A2. Regresso à Lira (Valente Jorge)
B1. Filho Perdido No Mar (Valente Jorge)
B2. Anda Ver o Barco (Valente Jorge)

EP ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo M.S., a quem agradecemos.
Masterização por  Carlos Santos.

Marco Paulo – Não Sei (EP 1966)

sexta-feira, 23 de setembro de 2016
 



Marco Paulo – Não Sei (EP A Voz do Dono ‎– 7LEM 3172, 1966).
Género: Música Popular Portuguesa.

No ano em que Marco Paulo completa 50 anos de carreira, nunca é demais assinalar o facto e aproveitamos para o homenagear com o seu registo mais antigo, o seu EP de estreia, de 1966.
Marco Paulo (Mourão, 21 de janeiro de 1945), nome artístico de João Simão da Silva, é um dos mais populares cantores portugueses.
Iniciou a sua carreira discográfica precisamente com o EP que aqui apresentamos, editado em 1966.
Marco Paulo ficará para sempre recordado por êxitos como, “Eu Tenho Dois Amores”, “Maravilhoso Coração” e “Nossa Senhora”, entre muitos outros.
Recebeu até hoje 140 galardões de platina, ouro e prata, e até um de diamante (por vendas superiores a 1 milhão de discos no ano de 1991), um recorde em Portugal.
Vendeu até hoje 5 milhões de álbuns (EP's, LP's e CD's) e 2 milhões de singles, num total de mais de 7 milhões de discos vendidos.
Da contracapa transcrevemos parcialmente um simpático texto de incentivo ao cantor: 

…”Marco Paulo canta cedendo ao impulso irresistível que o impele a exprimir-se através de uma voz que sabe transmitir aquilo que a inspiração dos autores criou.
Porque Marco Paulo não se limita a usar a voz como simples instrumento a servir a melodia, vive intensamente o conflito que cabe dentro dos versos de cada canção.
E são estes predicados, voz de timbre agradabilíssimo, extensão, ductilidade que aliados a um poder de expressão singular, o irão transformar no perfeito cantor de charme.
Este disco, o primeiro de uma série, é o cartão de apresentação que, com a recomendação de uma voz assim, o levará através das antecâmaras da Rádio ao lugar mais alto da admiração que o público costuma conceder aos seus ídolos”. 


Faixas/Tracks:

A1. Não Sei (Vorrei) (Reverberi, Bardotti)
A2. Estive Enamorado (M. Alejandro, António José)
B1. O Mal Às Vezes É Um Bem (Álvaro Duarte Simões)
B2. Vê (Álvaro Duarte Simões)

Orquestra dirigida por Joaquim Luís Gomes.

EP ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo H. Vargas, a quem agradecemos. Agradecimento também pela colaboração do nosso amigo António Portela.
Masterização por Carlos Santos.

António Calvário - O Dia Mais Longo (EP 1963)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016



António Calvário – O Dia Mais Longo (EP A Voz do Dono - 7 LEM 3106, 1963).

Faixas/Tracks:

01 - O Dia Mais Longo (João B. Viegas, Paul Anka)
02 - Estou Tão Só (Manuel Viegas)
03 - Canta Comigo (R. de Leon, Augusto Algueiró)
04 - Falsidade (António José, António Aleixo)

Acompanhado pela Orquestra de Jorge Machado.


António Calvário da Paz (Moçambique, 17 de Outubro de 1938), mais conhecido apenas por António Calvário, é um cantor português que em 1960 venceu o Festival da Canção Portuguesa, realizado na cidade do Porto, com o tema "Regresso". 
António Calvário nasceu em Moçambique. Vem para a Metrópole, mais propriamente para Portimão, com 8 anos de idade. Muda-se para Lisboa para acabar os estudos liceais. Tem aulas de canto com Corina Freire (antiga cantora e sua prima avó).
Em 1961 vence o seu primeiro título de Rei da Rádio. Recebe o Óscar da Imprensa (na primeira edição dos Prémios da Casa da Imprensa) para melhor cançonetista masculino de 1962. 
Em 1963, estreia-se no teatro com o grande êxito de "Chapéu Alto". Edita os discos "O Dia Mais Longo", "Fado Hilário" e "Avé Maria dos Namorados". Grava também um disco com Los Guaireños.
A biografia deste artista português já se encontra inserida neste blogue.

EP gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.

António Calvário - As Luzes Desta Cidade (Single 1978)

sábado, 14 de março de 2015



António Calvário – As Luzes Desta Cidade (Single LIS LISS-6008, 1978).
Arranjos e direcção de orquestra de Thilo Krasmann

A biografia deste artista português já se encontra inserida neste blogue.

Faixas/Tracks:
01 - As Luzes Da Cidade
02 - Anda Viver A Vida

Single ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo Lourenço Gouveia, a quem agradecemos.
Digitalização das capas e masterização por Carlos Santos.

Trio Odemira - Música Popular Portuguesa / Anos 30 [LP 1991]

sexta-feira, 13 de junho de 2014



Trio Odemira – Música Popular Portuguesa, Anos 30 (LP Dualsom LP-041, 1991).
Arranjos e direcção musical de Mike Sargeant.

Trata-se de um raro e fantástico LP em forma de “Mix” que retrata os anos 30 em Portugal, representados aqui pela música popular da época que se produzia especialmente no teatro de revista e no cinema (filmes da época). Assim, o LP apresenta-nos temas de filmes, marchas populares e canções que foram êxito da música popular portuguesa, numa linguagem fácil e acessível, representando artistas como Beatriz Costa, António Silva, Vasco Santana, Hermínia Silva, entre muitos outros.
O Trio Odemira interpreta também algumas marchas bem conhecidas e populares como S. João Bonito ou Arraial de Santo António. Por outro lado, são interpretadas ao estilo do Trio Odemira, canções bem conhecidas que foram êxito na época como, Canta lá cachopa, O Cochicho, Rapaziada, Lisboa não sejas francesa que servem certamente para alegrar e divertir os bailaricos que se fazem um pouco por todo o país, nesta época. Simultaneamente, são apresentados pelo Trio Odemira temas emblemáticos de vários famosos compositores portugueses como Frederico de Freitas, Frederico Valério ou Raul Ferrão, entre muitos outros.

Faixas/Tracklist:


Trio Odemira/Integrantes: Carlos Costa, Júlio Costa, Mingo Rangel
Ex-integrantes: José Ribeiro, Juca

Músicos de apoio:
Teclas – Pedro Duarte
Baixo – J. Rato
Guitarra – Jorge Lee


O Trio Odemira é uma histórica banda portuguesa com mais de 50 anos de carreira. Os irmãos Júlio e Carlos Costa foram ainda novos para Odemira. O conjunto Dois Odemira surgiu em 1955, quando venceram um concurso de novos talentos promovido pelo programa radiofónico "Companheiros da Alegria" de Igrejas Caeiro. Nesse mesmo ano chumbaram o ingresso na Emissora Nacional. O disco que gravaram com "Rio Mira" tornou-se um grande sucesso. 
O primeiro LP foi gravado em 1957 pela Valentim de Carvalho/Columbia.
Em 1958 fizeram a primeira digressão a África com passagem por Angola, Congo Belga, Moçambique e África do Sul. No ano de 1960 actuaram em Bilbau e fizeram parte do primeiro programa da televisão espanhola.
Em 1963 actuaram em Inglaterra, Suécia, Finlândia e Dinamarca. Em 1965 participaram na Asta - Convenção em Hong-Kong. Actuaram ainda na Tailândia, Filipinas, Japão, Israel e Grécia. Em 1967 estiveram dois meses, com Tony de Matos, nos Estados Unidos e Canadá.
Nos anos 60 e 70 foram gravados alguns temas nacionais e internacionais bem conhecidos como, Guantanamera, História de um amor, Cartas de amor, El reloj, Vocês sabem lá, Perfidia, Rio Mira, Lembra-te Ó Ana, Abalei do Alentejo, Caminito, Quiereme mucho, Ciao amore, És a minha canção, A Praia, Malagueña, Cielito lindo, Canção do mar, Porto Santo, Foi Deus, Mi Buenos Aires querido, Mar y cielo, Fado de Santa Cruz ou Lisboa antiga, entre muitos outros.
Na década de 80 obtiveram grande sucesso com temas como "Maldita tu, Ana Maria" e "O Anel de Noivado". Juca junta-se aos dois irmãos.
Seguiram-se canções como "Ama, coração e vida" de Pedro Flor e nova versão de "Malagueña" de Ernesto Lecoua.
Mantêm-se em actividade até hoje, aparecendo no entanto esporadicamente em apresentações.
A biografia do Trio já se encontra inserida neste blogue.

Os Santos Populares, é um período de festas bem populares!


O dia 13 de Junho é o dia de Santo António, 24 de São João e 29 de São Pedro, três grandes pretextos para sair à rua e ver os festejos dos "Santos" de Junho, em Portugal. São festas tradicionais e bem populares!
Nesses dias, um pouco por todo o país, são noites de grande alegria. Decoram-se as ruas com balões e arcos de papel às cores, há bailaricos em Associações e Clubes, nos pequenos largos e altares para os Santos, a pedir sorte. 
Nas tascas, há sempre muito boa disposição, muitos petiscos, boa sardinha assada, bem "regada" e muita, muita alegria.


Na cidade de Lisboa, celebra-se o Santo António “casamenteiro” de 12 para 13 de Junho. Na Avenida da Liberdade, há as famosas "marchas de Santo António", um desfile representando alguns dos bairros da cidade. 


Nas cidades do Porto e Braga festeja-se o S. João e noutras terras é S. Pedro o festejado.
O São João no Porto, de 23 para 24, é um momento de grande folia. É para ser vivido na rua e São João permite todos os excessos. Leva-se na mão um alho pôrro (ou um martelinho) e dá-se com ele na cabeça do vizinho em tom de brincadeira. É farra na certa!

LP ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo Acácio Sousa, a quem agradecemos.

Raimundo - O Barqueiro (Single 1972)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012



Raimundo - O Barqueiro (Single Marfer MEL 20.240, 1972)

Faixas / Tracks: O Barqueiro / Frente ao Mundo
(single que se insere na chamada MPP - música popular portuguesa)

Raimundo nasceu em Viana do Castelo, a 23 de Julho de 1951, e cedo descobriu o prazer da música.  
Nessa época e apesar dos seus 16 anos, não hesitou, e partiu para Lisboa, atrás de um sonho, ser cantor. Sonho esse que o levou a conhecer, de perto, o mundo da construção civil - Raimundo trabalhou nas obras para pagar os estudos. Mas valia a pena e a carreira de cantor parecia ao seu alcance. “Primeiro estive no Centro de Preparação de Artistas Marcos Vidal, e depois entrei, na escola da Emissora Nacional”, recorda. Por ali esteve oito meses, tempo suficiente para ver algum do seu valor reconhecido. Em 1970 participou, com dois temas, no Festival da Canção da Figueira da Foz. Uma estreia que não podia ter corrido melhor: as duas músicas ficaram classificadas em segundo e quarto lugar. Foi também durante este período que recebeu os primeiros salários (300 escudos). 
Pouco depois, embarcaria na aventura da edição discográfica. Os seus primeiros anos ficam marcados pelo lançamento dos singles ‘Gisela’ - que se revelou um marco para o cantor - e ‘Cidade em Flor’. Mas Raimundo ainda faria chegar mais títulos aos escaparates das discotecas - temas que abraçavam a música ligeira portuguesa, e outros mais populares, como ‘O Barqueiro’ (este, para além de edição discográfica, ficaria em segundo lugar no concurso Rei da Rádio, como garante o intérprete).
Os seus trabalhos foram editados com vários selos e Raimundo subia ao palco ao lado de nomes como António Calvário ou Paco Bandeira, tendo feito a sua primeira digressão nos Açores.
Raimundo ainda experimentou a revista portuguesa, onde cantava e interpretava pequenas cenas, e integrou diversos festivais - o Festival de Aranda del Duero, em Espanha que chegou mesmo a lançá-lo como uma das vozes nacionais com mais potencial para alcançar o ‘céu’. Nesse concurso, que decorreu na década de 70, o cantor vianense bateu todos os intérpretes, espanhóis e portugueses, com o tema ‘Gisela’.
Mas a sua carreira entrou em declínio. Raimundo, “o anjo que caiu”, luta agora por um último fôlego. O seu maior desejo é fazer uma digressão pelas comunidades lusófonas, e assim terminar com dignidade a carreira.

Fonte: Texto parcialmente retirado de "Correio da Manhã", 5 de Outubro de 2003.

Single gentilmente cedido pelo nosso amigo Nestor, a quem agradecemos.
Ripado do vinil por Nestor. Masterização por Carlos Santos.