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Carlos do Carmo – Êxitos (LP 1974 / Portugal)

terça-feira, 10 de junho de 2025




Carlos do Carmo – Êxitos (LP Tecla – TES 6 012, 1974 / Portugal).
Género: Fado, Compilação.


Êxitos” é um excelente álbum do cantor português, Carlos do Carmo, lançado em 1974 através do selo Tecla. Esta compilação tem a participação do Conjunto de Guitarras de Raúl Nery, (Raúl Nery, António Chaínho nas guitarras e José Maria Nóbrega, Raúl Silva nas violas). São 12 temas de sucesso, inesquecíveis, originalmente editados entre 1969 e 1972.
Carlos Manuel de Ascenção do Carmo de Almeida, cantor português de fado e de música ligeira, mais conhecido apenas como Carlos do Carmo, considerado um dos melhores da canção de Lisboa, nasceu na Mouraria, Lisboa, Portugal, em 21 de Dezembro de 1939, tendo falecido no dia 1 de Janeiro de 2021, em Lisboa. Foi premiado com um Grammy Latino (2004) e um Prémio Goya (2008). Mais informação sobre este extraordinário artista, já se encontra inserida neste blog.


Faixas / Tracklist:

A1 – Gaivota (A. O’Neil, A. Oulman) 3:45
A2 - Estranha Forma de Vida (A. Marceneiro, V. Silva) 3:09
A3 - Bairro Alto (C. Neves, F. Carvalhinho) 2:26
A4 - Por Morrer Uma Andorinha (F. Viana, F. de Brito) 3:25
A5 - Vim Para o Fado (Júlio de Sousa) 2:29
A6 – Loucura (Júlio de Sousa) 3:35
B1 - A Voz Que Eu Tenho (V. Lima Couto, J. Proença) 2:58
B2 - Duas Lágrimas de Orvalho (D.R., P. Rodrigues) 2:57
B3 - Não Se Morre de Saudade (Júlio de Sousa, Popular) 3:11
B4 - Agora Choro à Vontade (G. P. Rosa, E. Pepe) 2:29
B5 - A Saudade Aconteceu (Jorge Rosa, Popular) 2:10
B6 - A Rua do Silêncio (A. Duarte, A. Sousa Freitas) 3:22

Músicos / Musicians:

Carlos do Carmo – voz
Jorge Costa Pinto: regência de orquestra
Fontes Rocha: guitarra portuguesa
Jorge Costa Pinto, Thilo Krasman e Joaquim Luís Gomes – arranjos
Conjunto de Guitarras de Raúl Nery:
- Raúl Nery – guitarra
- António Chainho – guitarra
- José Maria Nóbrega – viola
- Raúl Silva – viola/baixo

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo A. Carpinteiro, a quem agradecemos.

Morreu a fadista Mariana Silva, a “Rainha do Fado Menor”, com 87 anos.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

 


Morreu a fadista Mariana Silva, a “Rainha do Fado Menor”, com 87 anos.

A fadista Mariana Silva, que em 1952 foi eleita “Rainha do Fado Menor”, morreu na quarta-feira passada, em Lisboa, aos 87 anos. Despedira-se do fado em 1999, na casa ”A Parreirinha de Alfama”.
Natural de Lisboa, Mariana Silva, então conhecida como “a miúda do Alto Pina”, estreou-se como fadista aos dez anos actuando na União Artística e no Salão Monumental, em Lisboa. A sua carreira artística iniciara-se, no entanto, aos cinco anos, como trapezista e contorcionista no Circo Transmontano, onde se manteve até aos 12.


Em 1952, foi eleita no Teatro Apolo, em Lisboa, a “Rainha do Fado Menor”. Mariana Silva teve êxitos como "Erva da Rua", "Minha Sina", "Santa Mãe", "Amar Não É Pecado" ou "A Sina das Marianas".
A fadista gravou com Manuel Fernandes (1921-1994), Filipe Duarte e Maria Amélia Proença.
A artista, que encerrou a sua carreira na casa de fados A Parreirinha de Alfama, em Lisboa, em 1999, fez ainda parte dos elencos do Retiro dos Marialvas, Solar do Marceneiro, Adega Patrício, Adega Mesquita, Adega Machado, Lisboa à Noite, Forcado, Tipóia, Timpanas, Viela e Solar de Márcia Condessa.
R.I.P.

Victor Casanova – Caminhos da Saudade Rotas da TAP (EP S/D)

sábado, 6 de março de 2021




Victor Casanova – Caminhos da Saudade Rotas da TAP (EP Centurion – TEP- 4501, S/D)
EP considerado raro.
Género: Fado.


Faixas/Tracklist:

A1 - Que Bom É Ser Pequenino (Linhares Barbosa, Popular)
A2 - Fado Marialva (Almeida Amaral)
B1 - Guitarra Amiga (Carlos Conde, D.R.)
B2 - A Cada Passo (Frederico de Brito)

Músicos/Musicians:

Victor Casanova – Voz;
Acompanhado por: Ferreira Neto (Guitarra); Carlos Correia (Guitarra) e Manuel Mendes (Viola).

NOTA: Disco promocional para introdução de novo serviço para a África do Sul pela TAP (Companhia Aérea Portuguesa)

EP gentilmente cedido pelo nosso amigo Mário Santos, a quem agradecemos.

Carlos Paredes ‎– Movimento Perpétuo (LP 1971 / Portugal)

segunda-feira, 5 de outubro de 2020



Carlos Paredes ‎– Movimento Perpétuo (LP Columbia ‎– 8E 062 40150, 3 Setembro de 1971 / Portugal). 
Género: Guitarra Portuguesa, Fado, Fado de Coimbra, Instrumental. 


Movimento Perpétuo” é o segundo álbum de Carlos Paredes, lançado em novembro de 1971, tendo sido gravado em agosto desse ano nos estúdios da Valentim de Carvalho. O LP apresenta-nos o som de um perfeccionista em controlo absoluto. Na realidade, o disco é o expoente máximo do ideal de união e harmonia entre virtuosismo e verdadeira emoção que a música pode e deve transmitir. Foi considerado o segundo melhor álbum português dos anos 70. 
"Movimento Perpétuo" conta com as participações musicais de Fernando Alvim no acompanhamento à viola e de Tiago Velez em flauta (nas duas composições do filme "Mudar de Vida" - tema e música de fundo). Deste magnífico álbum, fazem ainda parte faixas tão sublimes como "Danças Portuguesas n.º 2", "Variações Sob Uma Dança Popular", "António Marinheiro", "Canção" ou "Valsa". 


Carlos Paredes foi um músico português nascido a 16 de fevereiro de 1925, em Coimbra, e falecido a 23 de julho de 2004, em Lisboa. Paredes foi o continuador de uma tradição familiar de tocadores da guitarra portuguesa, pois tanto o seu pai, Artur Paredes, como o seu avô, Gonçalo Paredes, foram intérpretes inovadores desse instrumento. Muito jovem, Carlos Paredes partiu para Lisboa, onde fez estudos liceais e musicais. Começou por estudar violino, no entanto, acabaria mais tarde por abandonar o estudo daquele instrumento para se dedicar inteiramente à guitarra. Desde os começos da década de 60 destacou-se como intérprete do chamado estilo de Coimbra, criado por seu pai, ficando o seu nome também ligado ao novo cinema nacional, que encontrou no som da guitarra o suporte para cimentar o seu carácter português. 
Os álbuns de Paredes estendem-se desde 1967 a 2000, tendo participado também em discos de colaboração. Foram também produzidas diversas antologias da sua obra. 
Mais informação sobre este excelente músico português, já se encontra inserida neste blog. 


Faixas/Tracklist: 

A1 Movimento Perpétuo (Carlos Paredes) 1:26 
A2 Variações Em Ré Menor (Carlos Paredes) 3:23 
A3 Danças Portuguesas Nº 2 (Carlos Paredes) 3:38 
A4 Variações Em Mi Menor (Carlos Paredes) 3:51 
A5 Fantasia Nº 2 (Carlos Paredes) 2:18 
A6 Valsa (Carlos Paredes) 2:41 
B1 Variações Sob Uma Dança Popular (Carlos Paredes) 2:18 
B2 Mudar De Vida – Tema (Carlos Paredes) 2:35 
B3 Mudar De Vida - Música De Fundo (Carlos Paredes) 4:18 
B4 António Marinheiro (Tema Da Peça) (Carlos Paredes) 2:54 
B5 Canção (Carlos Paredes) 2:08 

Álbum gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho. 

Músicos Intervenientes/Personnel: 

Guitarra Portuguesa – Carlos Paredes 
Guitarra Acústica – Fernando Alvim 
Flauta – Tiago Velez (faixas/tracks: B2, B3) 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Fernando Gregório, a quem agradecemos.

Carlos Paredes ‎– Guitarra Portuguesa (LP 1967)

sexta-feira, 5 de outubro de 2018



Carlos Paredes ‎– Guitarra Portuguesa (LP Columbia ‎– SPMX 5002, 1967). 
Género: Guitarra Portuguesa, Instrumental, Fado. 

Guitarra Portuguesa“ é o primeiro álbum de originais de Carlos Paredes, o maior guitarrista de sempre da Música Popular Portuguesa e um dos maiores guitarristas ao nível mundial. 
Este álbum, de 1967, continua a ser um dos momentos decisivos da música portuguesa no século XX. Teve também a seu favor, e como poucos, um talento enorme para a composição, como se pode verificar nos magníficos temas que são “Verdes Anos” e “Porto Santo”. Com acompanhamento de Fernando Alvim, “Guitarra Portuguesa” foi gravado no estúdio de Paço de Arcos, da Valentim de Carvalho pelo mítico engenheiro de som Hugo Ribeiro. Distanciando-se da tradição formalista da guitarra de Coimbra, explorando de modo inspirado a arte da miniatura melódica, Paredes revela-se um compositor delicado e um instrumentista fulgurante. Depois deste álbum, a guitarra portuguesa nunca mais foi a mesma. 

Fernando Alvim (esq.) e Carlos Paredes (dta.).

Carlos Paredes (Coimbra, 16 de fevereiro de 1925 — Lisboa, 23 de julho de 2004) foi um compositor e guitarrista português. Foi um dos principais responsáveis pela divulgação e popularidade da guitarra portuguesa, tendo sido igualmente um grande compositor. É considerado como um dos símbolos ímpares da cultura portuguesa. Para além das influências dos seus antepassados - pai, avô e tio, tendo sido o pai, Artur Paredes, o grande mestre da guitarra de Coimbra - Paredes manteve um estilo musical coimbrão, a sua guitarra era de Coimbra e a própria afinação era do Fado de Coimbra. A sua vida em Lisboa marcou-o e inspirou-lhe muitos dos seus temas e composições. Ficou conhecido como “O Mestre da Guitarra Portuguesa” ou “O Homem dos Mil Dedos”. 
Carlos Paredes nunca rejeitou a influência que recebeu, tanto da música popular portuguesa como do próprio fado de Coimbra. A renovação e reinvenção da sonoridade da guitarra portuguesa que fez, resultou duma geração de 60 revitalizada por novos conceitos sócio-culturais, onde floresciam as vozes de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luiz Goes e António Bernardino, bem como a poesia de Manuel Alegre, a guitarra de António Portugal e as violas de Rui Pato e Luis Filipe, em suma, toda uma geração coimbrã que, preservando a riqueza etnomusical que a antecedia, revolucionou a guitarra por dentro e cantou valores que a projectariam inevitavelmente no futuro. 
Desse gosto pela aventura nasceu uma vasta obra musical que, passando pelo Teatro, pelo Bailado e pelo Cinema, faz de Carlos Paredes um dos mais completos compositores/instrumentistas que a guitarra portuguesa conheceu, apesar de nunca ter optado pela profissionalização. 
A sua primeira aventura discográfica em nome próprio foi o EP "Carlos Paredes", que data de 1962. Seguiu-se uma vasta discografia. 
Em Dezembro de 1993 foi-lhe diagnosticado um grave problema de saúde que o impossibilitava de tocar guitarra e que o manteve afastado da vida activa até à data do seu falecimento, em 2004. 
A sua obra fez escola e assume, na cultura musical portuguesa, um valor incalculável. 
Recebeu inúmeros prémios e condecorações ao longo da sua carreira. 


Faixas/Tracklist: 

A1 Variações Em Ré Maior 
A2 Porto Santo 
A3 Fantasia 
A4 Melodia N.º 2 
A5 Dança 
A6 Canção Verdes Anos (do filme “Os Verdes Anos”) 
B1 Divertimento 
B2 Romance N.º 1 
B3 Romance N.º 2 
B4 Pantomima (sem acompanhamento) 
B5 Melodia N.º 1 

- Temas compostos por Carlos Paredes - 
Álbum gravado nos estúdios da Valentim de Carvalho. 

Músicos: 

Guitarra Portuguesa – Carlos Paredes 
Guitarra Acústica (acompanhamento) - Fernando Alvim (faixas/tracks: A1 a B3, B5) 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Fernando Gregório, a quem agradecemos.

Morreu António Mourão (Fadista)

sábado, 19 de outubro de 2013

O fadista António Mourão, de 78 anos, faleceu esta noite na Casa do Artista, em Lisboa, disse hoje à agência Lusa fonte da instituição. O autor do conhecido tema “Ó tempo volta para trás”, nascido a 5 de junho de 1935 e natural do Montijo, afastou-se do mundo artístico nos anos 90.
As causas da morte de António Mourão, nome artístico de António Manuel Dias Pequerrucho, não foram divulgadas.


 Com o nome artístico de António Mourão, António Manuel Dias Pequerrucho, (Montijo, 5 de Junho de 1935 - Lisboa, 19 de Outubro de 2013) foi um fadista português. 
Foi ao cumprir o serviço militar obrigatório que a sua voz começou a dar nas vistas. Passou a cantar, como amador, nas casas de fado de Lisboa.
Em 1964, foi contratado para a Parreirinha de Alfama, casa típica de Argentina Santos onde fez a sua estreia profissional.
A verdadeira notabilidade seria ganha em 1965 através de uma peça de teatro. Na revista “E Viva o Velho”, no Teatro Maria Vitória, interpretou "Oh Tempo Volta Para Trás", da dupla Damas-Paião, que se tornaria um dos maiores êxitos da história da música portuguesa.
Gravou para editoras como a RCA e a Valentim de Carvalho.
António Mourão tornou-se num cantor muito popular, pelo que, de forma natural, percorreu o país e chegou a cantar em vários palcos no estrangeiro, em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Venezuela, África do Sul, França e Alemanha.
Também gravou outros temas marcantes, de fado e de folclore, como "Os Teus Olhos Negros, Negros", "Chiquita Morena", "Oh Vida dá-me outra vida", "Fado do Cacilheiro" ou "Varina da Madragoa".
Foi o primeiro nome a gravar Carlos Paião num single de 1979.
Apesar de ter sido muito premiado e acarinhado pelo público, António Mourão acabou praticamente por se retirar do mundo artístico nos anos 1990.
O fadista com 78 anos, faleceu a 18 Outubro de 2013, na Casa do Artista, em Lisboa.

Fonte: Wikipedia

Carlos do Carmo - Canoas do Tejo (EP 1973)

quarta-feira, 10 de julho de 2013
 



Carlos do Carmo - Canoas do Tejo (EP Tecla TE 1.104, 1973

Faixas / Tracks:

A1 Canoas do Tejo   3:31 (arranjos de Dennis Farnon)
A2 Não Digam ao Fado   2:18 (arranjos de Jorge Costa Pinto)
B1 Canção Grata   2:30 (arranjos de Thilo Krasmann)
B2 O Fruto dá Vida   3:00

Carlos do Carmo - 50 Anos de Carreira

Com este pequeno disco que contém um dos mais belos e emblemáticos fados de Carlos do Carmo, pretendemos homenagear a sua longa e prestigiante carreira de êxitos. Com um dos percursos mais sólidos e consistentes do panorama artístico português, o Embaixador do Fado está a assinalar 50 Anos de Carreira em 2013, com vários concertos agendados em Portugal e no estrangeiro. Carlos do Carmo é sinónimo de uma vida dedicada à música que se iniciou em 1963 e que conta com dezenas de sucessos. A comemoração de 50 Anos da sua carreira, é um momento especial para a cultura portuguesa. 


Carlos do Carmo, nome artístico de Carlos Manuel de Ascenção do Carmo de Almeida (Lisboa, 21 de Dezembro de 1939) é um cantor e intérprete de fado português.
Iniciou a sua carreira artística em 1963, embora tenha gravado o primeiro disco com nove anos.
Representou Portugal no XXI Festival Eurovisão da Canção em 1976, com o tema Flor de Verde Pinho, adaptado do poema de Manuel Alegre. No Festival RTP da Canção desse ano, foi o único intérprete. Nas últimas canções apresentadas estavam temas como Estrela da Tarde. De entre muitas outras, as suas canções mais conhecidas são Os Putos, Um Homem na Cidade, Canoas do Tejo, O Cacilheiro, Lisboa Menina e Moça, Duas Lágrimas de Orvalho e Bairro Alto.
Realizou numerosas digressões, tendo actuado no Olympia de Paris, na Ópera de Frankfurt, na Ópera de Wiesbaden, no Canecão do Rio de Janeiro ou no Hotel Savoy de Helsínquia. Em Portugal tem sido apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian, no Mosteiro dos Jerónimos, no Casino Estoril e Centro Cultural de Belém.
A 4 de Setembro de 1997 foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Em 2003 ganhou o Prémio José Afonso, então atribuído pela Câmara Municipal da Amadora, na sequência do qual foi publicado o livro Carlos do Carmo, do Fado e do Mundo, uma entrevista biográfica realizada por Viriato Teles. Entre numerosos galardões, foi-lhe ainda atribuído o Globo de Ouro de Mérito e da Excelência, o Prémio Consagração de Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores, a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique e o Prémio Goya para Melhor Canção Original, com o Fado da Saudade, em 2008. A canção faz parte da banda sonora do filme Fados, que concorria à edição de 2008 daqueles que são considerados os óscares espanhóis. No entanto foram levantadas dúvidas sobre a verdadeira autoria deste fado (Público). É ainda cidadão honorário do Rio de Janeiro, membro de honra do Claustro Ibero-Americano das Artes, e recebeu um diploma do Senado de Rhode Island (Estados Unidos) pelo seu contributo para a divulgação da música portuguesa.
Figura também como pioneiro na nova discografia portuguesa devido ao seu disco Um Homem no País, que foi o primeiro CD editado por um artista em Portugal.
José Maria Nóbrega acompanha-o em guitarra há 36 anos.

Fonte: Wikipedia


Canoas do Tejo (Carlos do Carmo)
Letra e música: Frederico de Brito

Canoa de vela erguida,
Que vens do Cais da Ribeira,
Gaivota, que andas perdida,
Sem encontrar companheira

O vento sopra nas fragas,
O Sol parece um morango,
E o Tejo baila com as vagas
A ensaiar um fandango

[refrão:]

Canoa,
Conheces bem
Quando há norte pela proa,
Quantas docas tem Lisboa,
E as muralhas que ela tem

Canoa,
Por onde vais?
Se algum barco te abalroa,
Nunca mais voltas ao cais,
Nunca, nunca, nunca mais

Canoa de vela panda,
Que vens da boca da barra,
E trazes na aragem branda
Gemidos de uma guitarra

Teu arrais prendeu a vela,
E se adormeceu, deixa-lo
Agora muita cautela,
Não vá o mar acordá-lo

EP ripado e gentilmente cedido pelo nosso amigo Nestor Chainho, a quem agradecemos.

Amália Rodrigues - A Fabulosa (EP 1958)

terça-feira, 17 de julho de 2012



Amália Rodrigues - A Fabulosa ( EP Continental DT-45-2001, 1958).
Edição brasileira. Disco considerado muito raro.

Faixas / Tracks: 

Amor Sou Tua 
Sangue Toureiro 
Cabecinha no Ombro 
Corrioncillo Pecho Amarillo

EP gentilmente enviado pelo nosso amigo do Funchal, António Carpinteiro, a quem agradecemos.
Ripado do vinil. Masterização por Carlos Santos.

António Mourão - Oh Tempo Volta P'ra Traz (EP 1965)

sábado, 21 de janeiro de 2012


António Mourão - "Oh Tempo Volta P'ra Traz" (EP RCA Victor TP-232 - 1965, edição portuguesa), acompanhado da orquestra e da guitarra de Jorge Fontes. 
Arranjos e direção de Jorge Costa Pinto.
(da Revista "E Viva o Velho" - Canções de Eduardo Damas e Manuel Paião)

Faixas / Tracks:  
Oh Tempo Volta P'ra Traz / Rua da Amargura / Barco naufragado / Chegaste Em Dia de Sol

Capa da edição francesa

Com o nome artístico de António Mourão, António Manuel Dias Pequerrucho, (Montijo, 3 de Junho de 1936) é um fadista português. 
Foi ao cumprir o serviço militar obrigatório que a sua voz começou a dar nas vistas. Passou a cantar, como amador, nas casas de fado de Lisboa. 
Em 1964, foi contratado para a Parreirinha de Alfama, casa típica de "Argentina Santos". Foi ali a sua estreia profissional. A verdadeira notabilidade foi ganha em 1965 através de uma peça de teatro. Na revista “E Viva o Velho”, no Teatro Maria Vitória, interpretou "Oh Tempo Volta Para Trás" (composição de Eduardo José Dantas), que viria a ser um dos maiores êxitos da história da música portuguesa. 
António Mourão tornou-se num cantor muito popular, pelo que, de forma natural, percorreu o país e chegou a cantar em vários palcos no estrangeiro, em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Venezuela, África do Sul, França e Alemanha. 

Capa da edição angolana

Também gravou outros temas marcantes, de fado e de folclore, como "Os Teus Olhos Negros, Negros", "Chiquita Morena", "Oh Vida dá-me outra vida", "Fado do Cacilheiro" ou "Varina da Madragoa". 

Fonte: Wikipedia

Nota (de Aura Guedes e Alfredo Silva): A revista “E Viva o Velho”, estreou-se no Parque Mayer em 1965, tendo o fadista atuado nela durante 5 meses e, no espectáculo desse fim-de-ano, o público "obrigou-o" a "trisar" o fado "Oh Tempo Volta p'ra Trás", cantando-o em conjunto com ele. Calcula-se que tenha vendido cerca de 200 mil cópias deste tema, o que era um feito para a época (até mesmo para os dias de hoje).

Letra do tema "Oh Tempo Volta Pra Traz" 

A Severa foi-se embora 
O tempo p'ra mim parou 
Passado foi com ela 
Para mim não mais voltou 

As horas p'ra mim são dias 
As horas p'ra mim são dias 
Os dias p'ra mim são anos 
Recordação é saudade 
Recordação é saudade 
Saudades são desenganos 

Refrão 
Ò tempo volta para trás 
Dá-me tudo o que eu perdi 
Tem pena e dá-me a vida 
A vida que eu já vivi 
Ò tempo volta p'ra trás 
Mata as minhas esperanças vãs 
Vê que até o próprio sol 
Volta todas as manhãs 

Porque será que o passado 
E o amor são tão iguais 
Porque será que o amor 
Quando vai não volta mais 
Mas para mim a Severa 
Mas para mim a Severa 
É o eco dos meus passos 
Eu tenho a saudade à espera 
Eu tenho a saudade à espera 
Que ela volte p'rós meus braços

EP (e capas extras) foi-nos gentilmente disponibilizado por Aura Guedes e Alfredo Silva, a quem muito agradecemos pela colaboração.

António Mourão - O Fadista da Nova Vaga [LP 1967]

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011



António Mourão - O Fadista da Nova Vaga [LP RCA Victor/Telectra FPM-176, 1967]. 
Edição portuguesa. Disco considerado raro.

Não quisemos deixar de nos associar a este evento que marca uma nova etapa da música nacional. O Fado já é património mundial, conforme a declaração da UNESCO, como Património Imaterial da Humanidade
O fado vem assim, juntar-se ao flamenco (2009) e ao tango (2010) como património do mundo. 
Estão pois de parabéns os fadistas, os poetas, os músicos, os compositores e todos que de alguma forma têm apoiado esta forma de expressão musical. 
Para comemorar a atribuição deste prémio, nada melhor que postarmos aqui um LP de 1967, de António Mourão, álbum que nos foi gentilmente cedido por Aura Guedes e Alfredo Silva e a quem muito agradecemos.

Com o nome artístico de António Mourão, António Manuel Dias Pequerrucho, (Montijo3 de Junho de 1936) é um fadista português.
Foi ao cumprir o serviço militar obrigatório que a sua voz começou a dar nas vistas. Passou a cantar, como amador, nas casas de fado de Lisboa.


Em 1964, foi contratado para a Parreirinha de Alfama, casa típica de "Argentina Santos". Foi ali a sua estreia profissional. A verdadeira notabilidade foi ganha em 1965 através de uma peça de teatro.
Na revista “E Viva o Velho”, no Teatro Maria Vitória, interpretou "Oh Tempo Volta Para Trás", que viria a ser um dos maiores êxitos da história da música portuguesa.
António Mourão tornou-se num cantor muito popular, pelo que, de forma natural, percorreu o país e chegou a cantar em vários palcos no estrangeiro, em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Venezuela, África do Sul, França e Alemanha.
Também gravou outros temas marcantes, de fado e de folclore, como "Os Teus Olhos Negros, Negros", "Chiquita Morena", "Oh Vida dá-me outra vida", "Fado do Cacilheiro" ou "Varina da Madragoa".

Fonte: Texto parcialmente retirado de Wikipedia

Álbum que nos foi gentilmente disponibilizado por Aura Guedes e Alfredo Silva, a quem muito agradecemos pela partilha e colaboração.

Frei Hermano da Câmara - Canção da Felicidade (Single 1979)

terça-feira, 22 de novembro de 2011





Frei Hermano da Câmara - Canção da Felicidade (Single EMI/V.C. 8E 00640505 - 1979)

Faixas/Tracks:  Menina do Laço Branco / Canção da Felicidade .

Hermano Vasco Villar Cabral da Câmara, de nome artístico Frei Hermano da Câmara (Lisboa, 12 de Julho de 1934) é um cantor e monge beneditino português, nascido numa família aristocrática ligada ao fado. Defende o apostolado através da música para edificar a civilização do amor e promover a cultura da paz.
Nos Anos 50 e 60, ainda jovem, participou em diversas reuniões juvenis de fado, na companhia de seus irmãos. Gravou o seu primeiro disco em 1955, intitulado Sunset and Sentimental. O disco só viria, no entanto, a ser comercializado em 1959, destacando-se nas canções apresentadas o clássico "Colchetes de Oiro". Em 1961, decidiu tornar-se monge beneditino, entrando para o Mosteiro de Singeverga (Santo Tirso), da Ordem de São Bento.


Com a abertura proporcionada pelo Concílio do Vaticano II, Frei Hermano da Câmara voltou a gravar temas, profundamente marcados pela sua vocação religiosa. Fez um espectáculo no Teatro Tivoli em 1969, tendo aí começado aqui a epopeia do "Monge Cantor".
Ao entrar no palco do Tivoli pela primeira vez como monge, oito anos depois do seu ingresso no mosteiro, frente às luzes da ribalta, começou a «epopeia espiritual de um aventureiro divino». No final do concerto, ao ser abordado pelos jornalistas, respondeu: «Se os meus superiores acharem bem que eu faça apostolado a cantar, cantarei...». Estas palavras «proféticas» viriam a confirmar-se com o andar dos tempos. O seu apostolado viria a ser, no futuro, essencialmente um apostolado musical. Os seus superiores, atentos aos «sinais dos tempos», encorajaram-no a seguir por esse caminho.


Já nos anos 70 e especificamente em 1973, foi editado o disco "Fado da Despedida". Ainda em 1973, gravou com o Quarteto 1111 o álbum "Bruma Azul do Desejado", que incluía, para além do tema homónimo, os temas Saudai o Senhor, Estrela do Mar e Paz na Terra. Neste disco, contou com uma colaboração do Coro da Escola Claustral de Singeverga.
Com produção e supervisão de Mário Martins, foi editado em 1978 o duplo-álbum "O Nazareno". Tratava-se de uma obra musical inspirada no Evangelho, com a colaboração de vários poetas portugueses, que depois seria levada aos palcos. Neste disco, estão presentes diversos papéis: Vítor de Sousa (narrador), o seu sobrinho Tomaz Cabral da Câmara (anjo), Luísa Vilarinho (Virgem Maria), ele próprio (Jesus de Nazaré), António Pinto Basto (noivo), Teresa Siqueira (noiva), Mara Abrantes (samaritana), Amália Rodrigues (Madalena), Carlos Quintas (anjo), Horácio Santos (Judas) e a participação especial de Mário Sargedas (Pedro, João, Pilatos, o bom e o mau ladrão).
Em 1979, editou um single com canções infantis, denominado "Canção da Felicidade".
Por ocasião de um espectáculo ao vivo integrado nas comemorações do XV centenário do nascimento de S. Bento, lançou o disco "Deus É Música" gravado ao vivo.
Manteve-se em actividade durante os anos 80 e 90 e em 2008, voltou ao palco, para um concerto no cine-teatro de Nisa.
Vasta discografia.

Fonte: Wikipedia.

Single disponibilizado por Carlos Santos
Digitalização das capas e áudio, assim como a masterização por Carlos Santos.

Zito - Êxitos (1972 - 1979)

terça-feira, 14 de junho de 2011




Zito e Natércia Barreto (Techa), em Lourenço Marques.


Trata-se de uma compilação particular com temas de Zito, gravados entre 1972 e 1979.

A propósito de Zito:
Tal como em Lisboa, em Lourenço Marques/Moçambique havia lugares de encontro para quem queria ouvir o fado. Provavelmente, a Adega da Madragoa que se situava na cave do edifício onde se alojava o Clube dos Lisboetas (avenida Brito Camacho) ou a Tertúlia Festa Brava eram os locais mais conhecidos, típicos e frequentados. 
Embora a maioria dos fados ouvidos/tocados em Lourenço Marques fossem “importados” de Lisboa, houve exemplos de fados produzidos localmente. Artur Fonseca, o irmão de António Fonseca, o guitarrista, estudou música em Lisboa e era um compositor de renome considerável. Um dos seus maiores sucessos é o célebre fado "Uma Casa Portuguesa". O libreto de «Uma Casa Portuguesa» foi escrito como um poema de dois jovens poetas de Lourenço Marques, Matos Sequeira e Reinaldo Ferreira. A primeira apresentação foi feita em Lourenço Marques, na Primavera de 1954, no Rádio Clube de Moçambique. 
O fado canção, «Triste Viuvinha" é outro fado escrito e composto em Lourenço Marques. As palavras são de Reinaldo Ferreira e música de Artur Fonseca. 
Antes de existirem locais específicos de encontro para ouvir fado, como a Adega da Madragoa, muito foi feito pelo Rádio Clube de Moçambique para propagar o amor e a oportunidade de ouvir o fado, em Moçambique. Todas as semanas, nas noites de segunda-feira, o RCM apresentava um programa de fados, às vinte e uma horas, normalmente diante de um público convidado porque isso ajudava a criar um melhor ambiente. Todos os artistas profissionais e amadores de Lourenço Marques participavam nessas sessões do RCM. 
Uma fadista de renome considerável que nasceu em Lourenço Marques é a Maria João Quadros. Ela gravou quatro fados, «Malmequer Desfolhado», «Sou do Fado», «Rosa da Madrugada» e «Não Troces». Este disco foi lançado em Moçambique e África do Sul durante 1970.
Outra fadista aclamada em Abril de 1968 na Adega da Madragoa, em Lourenço Marques, foi Rosa Feiteira. Ela tinha um retrato muito bem-humorado do fado e foi calorosamente ovacionada.
Entre a geração dos mais jovens havia na época dois candidatos promissores - Manuela Lobo e Zito Pereira (José Eduardo). Ambos possuíam uma boa base para cantar o fado da forma clássica e fizeram-no muitas vezes na Adega da Madragoa. Zito fadista foi aclamado no Clube Português de Joanesburgo e por convite interpretou o fado no Portuguese National Pavillion at the Rand Easter Show, Johannesburg. Zito era a principal atracção na Adega da Madragoa, em Lourenço Marques, nos anos de 1971 e 1972, como fadista. 
Do conhecimento que temos, Zito continua a viver na África do Sul. 

Parcialmente retirado, adaptado e traduzido de um texto de Margaret D. Nunes Nabarro 

Álbum disponibilizado por Carlos Santos. 
Agradecimento ao meu amigo Sul Africano John Lyle pela oferta do disco.
Capas e grafismos por João Romão
Many thanks to John Lyle, my dear South African friend.

Zito - Pedi a Deus (EP 60's)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Zito - Pedi a Deus (EP Tiroliro TLFZ 001 - Edição sul africana - 60's)

Faixas / Tracks: Pedi a Deus / M Moda das Tranças Pretas / Maria de Portugal / O Zé D'Alfama

"O nome José Eduardo provavelmente não dirá nada a ninguém. Rigorosamente mesmo nada! Mas se vos falar em Zito, talvez se acendam umas luzitas aqui e ali, sobretudo nas gentes de Moçambique que gostavam de ouvir o fado. Pois é, este Zito de que vos falo era moçambicano e foi um dos expoentes dos valores artísticos moçambicanos no final da década de 60. Cantava o fado, naturalmente, e chegou a constituir uma moda na bela Lourenço Marques daqueles anos ir ouvi-lo à Adega da Madragoa, que se situava na cave do edifício onde se alojava o Clube dos Lisboetas (avenida Brito Camacho). 
O EP que aqui se apresenta foi editado na África do Sul que é onde suponho que o Zito ainda se encontre  a viver. 

Texto retirado parcialmente do Blog do Rato (Rato Records)
EP disponibilizado por Carlos Santos.

Tristão da Silva - Aquela Janela Virada P'ró Mar (EP 1969)

quarta-feira, 8 de junho de 2011




Tristão da Silva - Aquela Janela Virada P'ró Mar (EP Orfeu ATEP 6156, 1969), acompanhado por Jorge Fontes e o seu Trio de Guitarras.

Faixas/tracks:

01. Aquela Janela Virada Para O Mar - (Frederico De Brito)
02. Canção do Amor Perdido - (T. Silva) 
03. Será Pecado - (J. M. Antunes - A. Ribeiro)
04. Falaram do Nós - (J. Fontes - D, Costa)

Manuel Augusto Martins Tristão da Silva (Lisboa, Portugal, 17 de Julho de 1927 - Lisboa, Portugal, 1978), mais conhecido como Tristão da Silva, foi um cantor português de fado. 
De origem humilde, iniciou a sua carreira em 1937, com apenas 10 anos de idade, no Café Mondego, em Lisboa. Devido à sua idade, só podia atuar nas matinés de domingo e era conhecido como O Miúdo do Alto do Pina, pseudónimo dado ao vencer um concurso realizado no bairro onde morava. Adota o nome artístico de Tristão da Silva com o qual alcança o sucesso em 1954 com as canções "Nem às Paredes Confesso" e "Maria Morena". A sua voz ao mesmo tempo grave e suave e o seu estilo romântico conquistou muitos fãs. Foi o primeiro artista português a antever as possibilidades das transmissões de rádio como divulgação do seu trabalho e dessa então nova invenção fez largo uso. Em 1955, faz uma digressão à Ilha da Madeira. Em 1956, faz digressões a Espanha e África. Em 1957, foi o segundo artista a apresentar-se na RTP, num programa transmitido a partir da Feira Popular de Lisboa. Vai para o Brasil em 1960 e vive por lá até 1964, altura em que regressou a Portugal. Durante esse período na América do Sul, apresentou-se na Bolívia, Chile, Paraguai,Argentina, Uruguai e Peru. Faleceu em 1978 vítima de um trágico acidente de automóvel.

Fonte: Wikipedia

Agradecimento pela colaboração  a minha amiga Gilda (Canadá) e Baudelongplaying.