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Os Brasas - Os Brasas (LP 1968)

sábado, 5 de março de 2011



AQUI:

Os Brasas - Os Brasas (LP originalmente lançado pela Musicolor LPK-20145, 1968). 

Uma das melhores bandas dos anos sessenta, Os Brasas, de Porto Alegre/Brasil, ainda não conta com o devido reconhecimento na história do rock brasileiro. Talvez por isso, seu único disco, baptizado apenas com o nome de ‘Os Brasas’, e lançado em 1968, pela gravadora Musicolor/Continental, ainda permaneça inédito, apesar de ser um dos mais bem acabados lançamentos daquela década, inclusive com uma das capas mais modernas de sua época. Além de um repertório de grande qualidade, a banda contava com óptimos instrumentistas.
No disco, pela primeira vez, está presente um perfeito ‘crossover’ entre o rock inglês, o psicadelismo e a Jovem Guarda, antecipando, de certa forma, a linha mestra da construção da sonoridade do rock gaúcho. Não de graça, o disco abre com 'A Distância', uma óptima versão para 'Oriental Sadness', original dos Hollies, além de outras canções com orientação 'beat', como 'Benzinho Não Aperte', ‘Beija-me Agora’, ‘Pacho Lopez’ e a garageira ‘Não Vá Me Deixar’, que poderia dar aos Brasas o título de primeira ‘guitar-band’ do Brasil, e que já deveria ter merecido um cover.
Ainda integram o repertório do disco, que tem doze faixas, as músicas ‘Um Dia Falaremos de Amor’, ‘Quando o Amor Bater na Porta’, ‘Meu Eterno Amor’, ‘Que Te Faz Sonhar Linda Garota’, ‘Ao Partir Encontrarei Meu Amor’, ‘Theme Without a Name’ e ‘Sou Triste Por Te Amar’. As músicas evidenciam uma das grandes qualidades do grupo gaúcho, que era a sua qualidade autoral, em parte devido ao talento de Luiz Vagner. Inédito em CD, o disco circula no mundo independente por meio de um CDr que, além das músicas do álbum, ainda reúne os compactos gravados pela banda, também de grande qualidade autoral.
Os Brasas contava com a guitarra de Luiz Vagner, que levava para a Jovem Guarda a pegada e a sonoridade do psicadelismo, e que está presente em boa parte das músicas desse disco. São suas as guitarras, e também a autoria em muitos casos, de clássicos do género com outros artistas, como Vanusa e Os Caçulas (‘A Moça do Karmanguia Vermelho’, dele e Tom Gomes). Excepto a versão de ‘Pancho Lopes’ (original de Trini Lopez), que fez algum sucesso na época, o disco não traz nenhum outro grande sucesso, mas muitas de suas músicas ficaram na lembrança de seus fãs.
O grupo Os Brasas começou por volta de 1965, em Porto Alegre, com o nome de The Jetsons, fazendo sucesso no programa Juventude em Brasa, na TV Piratini. Em 1967, grava seu primeiro compacto: ‘Lutamos Para Viver’/’Piange Con Me’. The Jetsons, e depois Os Brasas, tinha em sua formação Luiz Vagner, que após o fim do grupo fez carreira solo, actuando até hoje como cantor de reggae, Franco, Anyres Rodrigues e Eddy. Um dos precursores do rock gaúcho, o grupo mudou-se para São Paulo, onde apresentava-se em programas de televisão, como ‘Juventude e Ternura’, ‘Linha de Frente’ e ‘O Bom’.

Texto adaptado de Flávio Sillas Jr, publicado no site Senhor F.

Álbum gentilmente cedido por Miguel Nunes (do Brasil). Agradecimento especial e um abraço, pela colaboração.

60's Soft (Romance in 60's)



"60's Soft" (Romance in 60's) é uma compilação pessoal que reúne música bem "soft" dos anos 60.

Faixas / Track List:

01 -  Aphrodites Child - Rain And Tears
02 - Bee Gees - Massachusetts
03 - Camillo - Sag Warum
04 - Flower Pot Men - Let's Go To San Francisco
05 - David Mac Williams - Days Of Pearly Spencer
06 - The Moody Blues - Nights In White Satin
07 - Percy Sledge - When A Man Loves a Woman
08 - The Platters  - Only You
09 - Procol Harum - A Whiter Shade Of Pale
10 - Bee Gees - I've Gotta Get A Message To You
11 - The Wallace Collection - Daydream
12 -  Roland W.(Roland Wächtler) - Monja
13 - Zager and Evans - In The Year 2525
14 - Tom Jones - Delilah
15 - The Righteous Brothers - Unchained Melody
16 - Bee Gees - I Started a Joke
17 - Scott McKenzie - San Francisco
18 - La Novia - Antonio Prieto
20 - Timi Yuro - Hurt
21 - Percy Sledge - Cover Me
22 - The Hollies - The Air That I Breathe
23 - Michel Polnareff - Love Me, Please Love Me
24 - Elvis Presley - Are You Lonesome Tonight
25 - Percy Sledge - Try a Little Tenderness


Pesquisa, recolha, digitalização e alinhamento por João Romão, com a colaboração de Carlos Santos.

Carlos Portugal (EP 1969)



AQUI:

Carlos Portugal (EP Alvorada EP-60-1155 - 1969).
Acompanhado pela Orq. Silvio Pleno.


EP gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado, digitalizado e masterizado do vinil (capas e áudio) por Carlos Santos.


Os Cometas (Single 1966 - Brasil)





Os Cometas (Single 33 1/3 rpm FERMATA FB-33173 - 1966). Disco considerado muito raro.


Foto (década de 60) - Conjunto "Os Cometas" - Da esq. para dir.: (metade) Luis Almeida, Joacy Mont'Alverne(crooner); Sebastião Mont'Alverne(guitarra); Spíndola (sax) e Assunção (piston).

Os Cometas começaram por incentivo do Mestre Oscar Santos. Logo em seguida o Roberval Lavor Benigno (baterista e piloto) comprou os primeiros instrumentos para o grupo. Era a primeira metade da década de 60. O grupo tinha Roverval (bateria) Walfredo (percussão e vóz), Sebastião Mont'Alverne (guitarra), Luís Almeida e Pedro Altair (Baixo), Assunção (trumpete), Spíndola (Sax) Aymoré e Augusto (Piano), Joacy(falecido), Célia e Nando (vóz) e Muscula (percussão).
Nessa fase Macapá, Aeroclube, Piscina Territorial, Trem, Santana e Manganês eram os locais onde o grupo mais se apresentava.

Em 1968 com a saída de Nando, Joacy e Sebastião Mont'Alverne entraram para o grupo o guitarrista Gato e o cantor Humberto Moreira. O grupo seguiu em atividade trocando alguns integrantes até 1976, quando resolveu parar. Antes disso passaram na banda músicos como: Nonato Leal, Zé Paulo (guitarra), Jomasan (bateria), Nazareno (guitarra), Jacy (trompete e guitarra), Dom Pedro, Vigu, Ribamar, Paulinho (guitarra) e Bebeto (teclado).

Single gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Os Barbaros (Single 1966 - Brasil)




AQUI:

Os Barbaros (Single 33 1/3 rpm Continental CGC - 61 186 300, 1966, Brasil).
Disco considerado muito raro.


Single gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos. 

Quinteto Académico + 2 - Why (single 1968)





AQUI:

Quinteto Académico + 2 - Why (Single A Voz do Dono - MQ 229, 1968).
- Originalmente sem capas -

EP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

I Cinque di Roma (EP 1964)

sexta-feira, 4 de março de 2011


AQUI:

I Cinque di Roma (EP Parlophone/EMI South Africa JGEP 12004, Vol. 2 - 1964)

Faixas: Never On Sunday / Quien Sera / Bertina / Rico Vacilon

Tratava-se de um excelente conjunto italiano que foi cumprir contrato para Moçambique no início dos anos 60. Também actuaram na África do Sul, em Johannesburg (boite Sar di’s by Night, em 1969).

EP gentilmente cedido por Carlos Santos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por João Romão. 


Deniz (EP 1974)



AQUI:

Deniz (EP ZIP/Sassetti 10043/E - 1974)

Cantor português do qual não existe praticamente nenhuma informação.Disco considerado raro.

EP gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos. 

Twist In Der DDR (1962-66), V/A




Uma interessante, surpreendente e rara compilação do que se fazia ao nível da música Pop/Rock nos anos 60 na antiga Alemanha Oriental ou do Leste (DDR/RDA). Uma verdadeira jóia!

J.R. 

Les Sunlights - 60's EP Collection

quinta-feira, 3 de março de 2011



Les Sunlights (60’s EP Collection).

1. Day Train
2. Saturday Night
3. Caravan
4. Just For Jerry
5. Les Cavaliers Du Ciel
6. C'est A Cause De Toi: I Listen To My Heart
7. Valencia
8. Angelitos Negros
9. Les Malheurs de Sylvie
10. The Sun
11. Black Rider
12. Andalucia
13. Surf Beat
14. Everybody
15. Room
16. Ronny Boy
17. Pourquoi Suis-Je Venu
18. Midnight
19. Les Indiens
20. Tomahawk
21. Do The Dog
22. I'm Lonely
23. Sleepwalk

Álbum disponibilizado por Carlos Santos

Conjunto de Oliveira Muge - Grande Exito do Conjunto de Oliveira Muge (4º EP 1968)



AQUI:

Conjunto Oliveira Muge - Grande Exito Do... (EP EMI/South Africa AIL-4, 1968) - 4º e último EP deste Conjunto.
EP considerado bastante raro.

Faixas / Tracks: 

Piange Con Me / Longe de Ti / Mio Amore Con Júlia / In The Moonlight.



Etapas do Conjunto Oliveira Muge

1958: O Conjunto Oliveira Muge forma-se em Ovar
1959: Primeiras actuações ao vivo no Café Progresso e Orfeão de Ovar
1962: José Muge e Policarpo Costa partem para Moçambique
1963: Na Rodésia (actual Zimbabué) são estrelas do “Seven Three Oh Show”, da TV local
1964: Recebem prémio de “O Melhor Conjunto de Gente Nova”, concedido pela imprensa moçambicana
1966: Gravam “A Mãe” para a EMI/Parlophone da África do Sul
1968: Regresso temporário a Ovar, onde actua em bailes de Carnaval
1974: Desmembrado, o grupo quase desaparece
1976: Reaparece no Restaurante Progresso, na praia do Furadouro
2008: Aparição no Café Progresso
2010: Concerto no Centro de Arte para assinalar as Bodas de Ouro do grupo.


Capa e contracapa gentilmente cedidas por António Policarpo. O nosso muito obrigado ao Zé Oliveira Muge e ao António Policarpo, pelas facilidades concedidas.
EP ripado, digitalizado e masterizado do vinil, por Carlos Santos.  

Teresa Paula Brito - Em Quatro Canções Para Fim de Noite (EP 1968)



AQUI:

Teresa Paula Brito - Em Quatro Canções Para Fim de Noite (EP RR - EP 0026 - 1968)

Faixas / Tracks:
"Balada de mais um dia", "Olhe o sol, Olhe o Céu, Olhe o Mar", "Duele" e "Verdes Anos (versão de Carlos Paredes)".

Alguma informação sobre esta cantora portuguesa já se encontra inserida neste blog.

EP gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos. 

 

Carlos Portugal 1 - A Nova Musica de Carlos Portugal (Single 1972)




Carlos Portugal 1 - A Nova Musica de Carlos Portugal (Single Alvorada N-97-60, 1972).
Arranjo de Pedro Osório e Produção de Carlos Portugal.

Single gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado, digitalizado e masterizado do vinil (capas e áudio) por Carlos Santos. 

Demétrius - Demétrius (1963)

quarta-feira, 2 de março de 2011



Demétrius - Demétrius (originalmente lançado em LP Continental PPL 12.062, Setembro de 1963).

A biografia deste artista brasileiro já se encontra inserida neste blogue.

Faixas/Tracklist:

VOLTOU A CARTA
BABY
VIDA LEGAL
BLUE SUEDE SHOES
BONEQUINHA
DANÇANDO O TWIST
FILME TRISTE
LILINHA
JESSICA
ROSAS SÃO GRENÁS
TCHAU, TCHAU, BEM
MARLY

Álbum gentilmente cedido por Miguel Nunes (do Brasil). Para ele, o nosso especial agradecimento e um abraço, pela colaboração.

Carlos Portugal 2 - A Nova Musica de Carlos Portugal (Single 1972)




Carlos Portugal 2 - A Nova Musica de Carlos Portugal (Single Alvorada N-97-61 - 1972)
Arranjo de Pedro Osório e Produção de Carlos Portugal.

Single gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado, digitalizado e masterizado do vinil (capas e áudio) por Carlos Santos. 

España - Exitos 1969, V/A



Faixas/Track List:

01 – Maria Isabel (Los Payos)
02 – El Rio (Miguel Rios)
03 – Ob-La-Di Ob-La-Da (Los Mustang)
04 – Mañana, Mañana (Los Angeles)
05 – Perdoname Amigo “Cuttin’ In” (Tony Ronald)
06 – En Ti Lo Encontre (Los Diablos)
07 – Negra Estrella “Tiny Sparrow” (Pic-Nic)
08 – Es Muy Facil (Los Mitos)
09 – El Abuelo (Alberto Cortez)
10 – La Trilogia (Dios, El Hombre Y El Amor) (Lone Star)
11 – Cantemos Asi (Aleluya) (Los Mitos)
12 – Compasion (Los Payos)
13 – Hey Jude (Los Mustang)
14 – Vuelvo a Granada (Miguel Rios)
15 – Cuando Un Amigo Se Va (Alberto Cortez)
16 – No Digas Nada (Pic-Nic)
17 – El Beso (Los Javaloyas)
18 – Balada De La Trompeta “Ballada Della Tromba” (Raphael)
19 – Las Flechas Del Amor “Little Arrows” (Karina)
20 – Cerca de Las Estrellas (Los Pekenikes)

 Álbum disponibilizado por Carlos Santos.

The Shangaans - Jungle Drums (LP South Africa 1965)





The Shangaans - Jungle Drums (LP Columbia Studio 2 - Two 109, 1965 - South Africa) + 2 bonus tracks.

The Shangaans formaram-se em 1964. A sua música é uma fusão de melodias ocidentais convencionais com ritmos tribais africanos. O grupo fez uma digressão pela África do Sul antes de partirem para o Reino Unido no verão de 1965, onde Genzene e Click Song venderam bem. 
O seu álbum Jungle Drums mostrou-nos o seu estilo próprio e único, através da percussão baseada na música pop, utilizando uma variedade de instrumentos exóticos africanos, incluindo o piano chopi, Kalimba e vários tamanhos de tambores tribais. O álbum inclui versões como Zambesie (originalmente escrito por Nico Carstens) e Afrikaan Beat, um tema com um aroma a batida Kwela. Embora sendo predominantemente um álbum instrumental contém algumas faixas vocais como, The Lion Sleeps Tonight, Ntilo Ntilo e Jikal 'Emaweni.

Faixas/Tracklist:

A1 Taboo 
A2 Yellow Bird 
A3 Afrikaan Beat 
A4 Watusi 
A5 Skokiaan 
A6 The Lion Sleeps Tonight (Wimoweh) 
B1 Zambesie 
B2 A Swingin' Safari 
B3 Ntjilo, Ntjilo 
B4 Inhlazane 
B5 Jikal 'Emaweni 
B6 Voodoo Drums 

Bonus:
Liwa Wechi (Lee-Wa Weck-Ee)
Yeah Girl 

Músicos:

Vocalista - Johnny Dean
Guitarra baixo e percussão – Glen "Tich" Muller
Bateria, Idiofone (Thumb Piano), Percussão – Bill Muller
Guitarra solo e ritmo, Voz, Percussão – Grahame Beggs
Órgão, Piano, Vibrafone, Celesta [Celeste], Piano [Chopi Piano] – Mark Barry
Voz, Percussão, Whistle/apito – Alain Woolf

LP gentilmente cedido por Luís Futre e digitalizado por Carlos Santos

60's Rockin' in Portugal (Vol. 1)

terça-feira, 1 de março de 2011



Trata-se do Vol. 1 de uma compilação pessoal, despretensiosa e cujos temas foram maioritariamente “ripados” do vinil, com algumas deficiências inerentes. Não é mais que uma pequena homenagem aos “primeiros roqueiros” deste país e aos primórdios do Rock em Portugal.

Sobre o Rock, como estilo musical, retirámos algumas notas da Wikipedia:

Rock é um termo abrangente que define o género musical popular que se desenvolveu durante e após a década de 1950. As suas raízes encontram-se no rock and roll e no rockabilly que emergiu e se definiu nos Estados Unidos da América no final dos anos quarenta e início dos cinquenta, que evoluiu do blues, da música country e do rhythm and blues, entre outras influências musicais que ainda incluem o folk, o jazz e a música clássica. Todas estas influências combinadas numa simples estrutura musical baseada no blues que era "rápida, dançável e pegajosa".

No final da década de 1960 e início dos anos setenta, o rock desenvolveu diferentes subgéneros. Quando foi misturado com a folk music ou com o blues ou com o jazz, nasceram o folk rock, o blues-rock e o jazz-rock respectivamente. Nas décadas seguintes o rock incorporou outras influências de géneros como a soul music, o funk e de diversos ritmos de países latino-americanos, etc.

O som do rock muitas vezes gira em torno da guitarra eléctrica e utiliza um forte backbeat (contratempo) estabelecido pelo ritmo do baixo, da bateria, do teclado, e outros instrumentos como órgão, piano, ou, mais tarde, os sintetizadores digitais.

A maioria dos grupos de rock são constituídos por um vocalista, um guitarrista, um baixista e um baterista, formando um quarteto, mas nesse aspecto há uma grande diversidade e variedade de grupos, com um número de músicos variável e instrumentos diversos.

No que diz respeito à realidade portuguesa, naquela época (50 & 60’s) o país estendia-se desde este pedacinho de terra “à beira mar plantado” na Europa até Macau, passando evidentemente por Angola e Moçambique. Isto quer dizer que o Rock em Portugal também tinha em linha de conta os grupos das chamadas “Colónias Ultramarinas”.

Segundo António A. Duarte, no seu livro, A Arte Eléctrica De Ser Português – 25 Anos de Rock’n Portugal, “as primeiras manifestações rock no nosso país nascem de fórmulas importadas”, baseadas nos grandes êxitos de Bill Haley, Little Richard, Chuck Berry, Cliff Richard/Shadows ou Elvis Presley que iam chegando ao país através de discos.

“O rock era a alternativa para a camada mais jovem da população portuguesa, que não alinhava com as canções dos velhos, o nacional-cançonetismo, como também não se interessava pela balada. O Rock era para o pessoal das escolas e dos liceus, para ser dançado “despreocupadamente”, nos tempos livres, para ser cantarolado e copiado pela malta que conseguia uns instrumentos à custa dos pais.”

“Os grupos de rock portugueses do início dos anos 60 têm, entre outros, mais um problema para resolver, caso queiram cantar na sua língua materna. É que a língua, segundo alguns, não se adaptava com facilidade aos temas e ritmos (apesar de os grupos anglo-saxónicos apresentarem por vezes letras simples e de conteúdo, nalguns casos, bastante pobre). Experiências muito curiosas são levadas a cabo por alguns grupos, como os Tártaros, numa tentativa de construção dum rock, cantado em português, sobre raízes ou temas do folclore nacional.”

Um dos pioneiros do Rock em Portugal foi José Cid com os velhos “Babies” (o primeiro grupo português de rock’n roll - 1955) que ainda hoje canta e encanta. É sem dúvida um dos poucos músicos da primeira geração rock portuguesa que ainda actua com regularidade.

Muitos nomes apareceram com algum êxito na ribalta, nos primórdios dos anos 60, tanto individualmente como com grupo. Sem pretender excluir ninguém, saliento no entanto Daniel Bacelar and His Gentlemen/Siderais/Fliers (que ainda canta pontualmente), Os Conchas, Fernando Conde e o Satins/Mistério/Eletrónicos, Zeca do Rock, Victor Gomes e os Gatos Negros/Siderais e outros grupos emblemáticos (para a época) como os Demónios Negros (quatro rapazes com cabelos à Beatle e que se tinham atrevido a tocar o Tema de Raul Ferrão – Coimbra, em ritmo de Twist e com instrumentos eléctricos…!!!, ou os Ekos, Os Plutónicos, Os Night Stars (Moçambique), Os Rocks (Angola), os Sheiks, Jets, Claves e tantos outros. Para além deles, havia também os seguidores dos Shadows (instrumentais), como os Titãs, Os Tártaros, Os Espaciais, Os Guitarras de Fogo, o Conjunto Mistério e muitos outros, como era próprio da época.

Notas parcialmente retiradas da obra de António A. Duarte, A Arte Eléctrica De Ser Português – 25 Anos de Rock’n Portugal.

Agradecimento a todos os que, de alguma forma, colaboraram para tornar possível a realização desta compilação.

Recolha, digitalização, masterização (áudio) e alinhamento, por Carlos Santos.
Arranjos gráficos (capas), por João Romão.

The Challengers - On The Move (LP 1964)



AQUI:

The Challengers - On The Move (LP 1964).

The Challengers were an instrumental surf music band started in late 1962. They were located in Los Angeles. They represented a growing love for surf music and helped make the genre popular. Their debut album "Surfbeat" was the biggest selling surf album of all time and helped bring surf music from California to the rest of the world.

Faixas/Track List:

Foot Tapper
On Broadway
Happy Cowboy
The Breeze And I
Hava Nagila
Dance On
Apache
Guitar Tango
Adventures In Paradise
On The Move
Stick Shift
Roadrunner
Lead Foot
Rev-Up

LP disponibilizado por Carlos Santos.
Ripado do vinil. Digitalização e masterização, por João Romão. 

The Zombies - Zombies à Go Go (EP 1965)




The Zombies - Zombies à Go Go (EP Big Beat LTDEP 004, 1965).

Faixas / Tracks:
 "IF It Don't Work Out", "Come On Time", "I'll Keep Trying" and "Going To a Go Go".

EP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos. 

The Zombies - Zombies R&B (EP 1964)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011



The Zombies - Zombies R 'n'B (EP Big Beat LTDEP 003, 1964). 
 
Rock N' Roll dancefloor ready stormers from The Zombies! A great little 7-inch EP of Zombies raritites!

Faixas/Tracklist:

I´m Going Home
Woman
Sticks And Stones
It's Alright With Me

EP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos. 

Steve Marriott's - Moments (EP 1964)




Steve Marriott's - Moments (EP Acid Jazz AJX210S, 1964) - Reedição de 2008.

Faixas:
Side A – Money Money / Good Morning Blues
Side B – You Really Got Me / You'll Never Get Away from Me

Legend is an oft abused word. There are few stars in the British pop pantheon who could legitimately be described as such. Steve Marriott is one. With an army of dedicated devotees numbering Weller and Gallagher in their ranks, the Marriott legend continues to grow.
From his first role as the original Artful Dodger in Lionel Bart's first run of Oliver, to the electrifying bundle of energy that fronted the Small Faces, through his Humble Pie 'super-group' with Peter Frampton, and his eventual return to his Essex blues roots. Steve Marriott crammed a lot into a short time. Following his tragic death at 44 in a house fire in 1991, the Small Faces catalogue has been reissued in a hundred different ways. Box sets, CDs in tins – virtually every track they recorded is available. For a band together for only three years, their impact still looms large as the genuine mod icons.
But what of Marriott's time before the Small Faces? At 16, Steve Marriott formed The Moments, an east London r and b band with a loyal mod following through their residencies at the Flamingo Club. They gigged hard through 1964 but commercial success eluded them and in October of that year Marriott was dumped by the rest of the band after they decided that 'he didn't have it in him to be a singer…'
Then, according to David Bowie, he and Marriott were planning a blues band called David and Goliath when Marriott jumped ship and formed the Small Faces with Ronnie Lane.
 
EP gentilmente cedido por Luis Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos. 

Simone - Estranhos Na Noite (EP 1965)




Simone - Estranhos Na Noite (DECCA PEP 1169 - 1965)
Acompada pela Orq. dirigida por Joaquim Luís Gomes

A biografia desta cantora portuguesa já se encontra inserida neste blog.

 Faixas:
Estranhos na noite
As coisas de que eu gosto
Dó-Ré-Mi
Dias de felicidade

EP gentilmente cedido por Luís Futre.
Digitalização de capas e áudio a cargo de Carlos Santos.

Martinho da Vila - Canta Canta, Minha Gente (1974)



Martinho da Vila - Canta Canta, Minha Gente (LP RCA Victor 103.0110, 1974).

Martinho da Vila, cantor, compositor e escritor brasileiro.
Nasceu num sábado de carnaval. Os pais, Josué Ferreira e Teresa de Jesus Ferreira, trabalharam como meeiros em diferentes fazendas e cidades no Estado do Rio de Janeiro. Com quatro anos, mudou-se com a família para o subúrbio do Rio de Janeiro e sonhava em ser jogador de futebol.
A carreira artística surgiu para o grande público no III Festival da Record, em 1967, quando concorreu com a música "Menina Moça". O sucesso veio no ano seguinte, na quarta edição do mesmo festival, lançando a canção "Casa de Bamba", um dos "clássicos" de Martinho .
O primeiro álbum, lançado em 1969, intitulado Martinho da Vila, já demonstrava a extensão de seu talento como compositor e músico, incluindo, além de "Casa de Bamba", obras-primas como "O Pequeno Burguês", "Quem é Do Mar Não Enjoa" e "Prá Que Dinheiro" entre outras menos populares como "Brasil Mulato", Amor Pra que Nasceu" e "Tom Maior".
Logo tornou-se um dos mais respeitados artistas brasileiros além de um dos maiores vendedores de disco no Brasil, sendo o segundo sambista a ultrapassar a marca de um milhão de cópias com o CD Tá Delícia, Tá Gostoso lançado em 1995 (o primeiro foi Agepê, que em 1984 vendeu um milhão e meio de cópias com seu disco Mistura Brasileira). Destacam-se Zeca Pagodinho, Simone (CD Café Com Leite, um tributo a Martinho da Vila, 1996) e Alcione como os maiores intérpretes.

Fonte: Wikipedia

LP gentilmente cedido por José e Mário Romão, a quem agradecemos.
Digitalização (Capas e áudio) por Carlos Santos.