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Joao Tudella – Sings The Portuguese Hits (EP 1959)

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024




Joao Tudella – Sings The Portuguese Hits (EP Gallotone – XEP.7028, 1959).
Género: Canção, MPP, Música Ligeira.


Sings The Portuguese Hits” é um dos primeiros EPs de João Tudella lançado em 1959 através do selo sul africano Gallotone Records. Segundo algumas fontes, os temas foram gravados em fita magnética no Rádio Clube de Moçambique e depois prensados e editados na discográfica sul africana Gallo Records.
João Maria de Oliveira Pegado Bastos Carreira, que usava o nome artístico de João Maria Tudella, João Tudella (ou Tudela), nasceu em Lourenço Marques/Moçambique, em 27 de agosto de 1929 e faleceu em Cascais/Portugal, em 22 de abril de 2011. Foi um cantor, músico e artista português que desenvolveu uma intensa actividade como intérprete de renome. Em 1950 começou a interpretar, no Rádio Clube de Moçambique, músicas ligadas à tradição musical coimbrã. Nos anos seguintes cantou na rádio e em clubes em Moçambique, África do Sul e Rodésia (actual Zimbabwe). Em 1957, com Dan Hill e Seu Quinteto, gravou, para a editora sul-africana Gallotone, o LP Sundown at Lourenço Marques. Começou, entretanto, a constituir reportório próprio com a colaboração de Reinaldo Ferreira e Gustavo Matos Sequeira (letras) e de Artur Fonseca (músicas). Em 1959 lançou, no Rádio Clube de Moçambique, a canção “Kanimambo”, com letra de Reinaldo Ferreira e Matos Sequeira e música de Artur Fonseca, editada igualmente pela Gallotone (África do Sul) e também pela Valentim de Carvalho (Portugal). No mesmo ano, gravou, de novo para a Gallotone, o LP “Uma Casa Portuguesa: João Tudella Canta Música de Artur Fonseca”, incluindo as composições “Uma Casa Portuguesa”, “Moçambique”, “Lourenço Marques”, “Adeus Cidade”, “Holiday In Lourenço Marques”, “Hambanine” e “Macala”, entre outras. O sucesso de “Kanimambo” e de outras composições entretanto lançadas, acabaram por o conduzir à profissionalização. Em 1961, João Maria Tudella fixou-se em Portugal, onde actuou na rádio, na televisão, em cruzeiros e em salas de espectáculo. De entre muitos outros sucessos discográficos, destacamos as canções "Moçambique" e "Kanimambo" (com música do Maestro Artur Fonseca). Foi também produtor e apresentador do programa televisivo "Noites de Gala" realizado em 1987 no Casino Estoril. Mais informação sobre este famoso cantor português, já se encontra inserida neste blog.


Faixas/Tracklist:

A1 - Uma Casa Portuguesa (Artur Fonseca, Reinaldo Ferreira, Matos Sequeira)
A2 – Hambanine (Artur Fonseca, Matos Sequeira)
B1 – Kanimambo (Artur Fonseca, Reinaldo Ferreira, Matos Sequeira)
B2 – Moçambique (Artur Fonseca, Matos Sequeira)

EP gentilmente cedido pelo nosso amigo A. Carpinteiro, a quem agradecemos.

This Is Super LP - A Dance Date With Dan Hill (LP 1961)

quarta-feira, 26 de julho de 2017



This Is Super LP - A Dance Date With Dan Hill (LP CBS KLD 4501, 1961, South Africa).

Dan Hill (Band) e Viviana, em setembro de 1966 (Johannesburg).

Este disco tem uma velha história. Há muitos anos atrás, ainda muito jovem, eu tive este LP em Moçambique, no início dos anos 60. Na época, era um dos meus discos favoritos, não pelo estilo de música que continha (na época o meu gosto virava-se mais para o rock e instrumentais de guitarra), mas porque cada lado tocava cerca de 40 minutos de agradável e variada música… Com o tempo, fui gostando cada vez mais do disco! Ainda hoje é um raro e estranho LP, uma vez que foi lançado em 16 2/3 R.P.M., rotação que nessa altura estava já a cair em desuso. Aliás, não foram lançados muitos LPs gravados nessa rotação, nada comparado com os 33 1/3 r.p.m.. Tinha a vantagem de se ouvir música por mais tempo mas, claramente, perdia alguma qualidade sonora. Foi uma rotação que rapidamente foi posta de parte. Hoje em dia, pode-se dizer que é um disco que ninguém o quer porque se alguém o tiver, não o poderá ouvir no gira-discos, a menos que tenha um aparelho com as tais 16 2/3 rotações…o que já vai sendo uma raridade, actualmente.
O disco foi editado na África do Sul pela CBS e é constituído pela participação de vários excelentes artistas que se encontravam na África do Sul e a famosa orquestra sul africana de Dan Hill.
Entretanto, o meu disco havia desaparecido há muitos anos, mas por feliz coincidência, o nosso amigo Luís Pinheiro de Almeida, conservara um exemplar.


Quando soube que o Luís tinha o referido disco, não descansei enquanto não lhe pedi para me emprestar e fazer uma cópia em MP3. Afinal, tinha sido um dos discos mais raros e saudosos que alguma vez eu tinha possuído, pode-se dizer mesmo, um dos grandes orgulhos da minha discoteca, na juventude. 
Com o LP nas mãos, o problema seguinte foi passar de áudio analógico para áudio digital, devido à rotação do disco. Hoje em dia, poucos ou nenhuns serão os gira-discos que ainda têm as 16 rotações (16 2/3). A sorte foi que o nosso amigo Jota/Rato conhecia um técnico de som que já tinha feito alguns trabalhos de masterização e gravação de vinil para digital, com qualidade. Com alguma habilidade e ajudado pela tecnologia, o referido técnico lá conseguiu passar as 16 rotações para 33 1/3 e daí para digital. Finalmente, o LP estava audível e ganhou vida. A partir de agora, este raro disco não mais ficará a criar pó em qualquer prateleira, pois os seus sons, enfim libertos, passarão a cativar de novo os ouvidos mais exigentes.
No disco, saliento as participações de Peter Lotis, João Maria Tudella e a fantástica Orquestra de Dan Hill.

Obrigado Luís e Jota/Rato pela colaboração. 
Bem-haja o técnico que deu nova vida ao LP.

C.S.

Álbum da Canção - João Maria Tudella

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

João Maria Tudela (Lourenço Marques, Moçambique, 27 de Agosto de 1929 - Cascais, 22 de Abril de 2011) foi um cantor, músico e artista português. 


Filho de família brasonada e de haveres, João Maria Tudela nasceu em Moçambique, em 1929. Até aos 13 anos estudou na África do Sul. Mais tarde, em Lourenço Marques, começa a actuar como solista no Liceu Salazar. Tocava piano, guitarra, viola e harmónica vocal. A sua vinda para Coimbra, como estudante, veio a acentuar a sua tendência artística. 


Por imposição familiar volta a Moçambique, empregando-se primeiro na "Companhia de Seguros Império" e depois na "Shell", onde permanecerá durante uma década como responsável comercial. É por essa altura que desenvolve o seu talento como jogador de ténis, chegando a ser um dos melhores atletas de Moçambique naquela modalidade. 

Mas Tudela tinha a música dentro de si. Nunca deixou de cantar, sobretudo o fado de Coimbra, e a sua fama tornou-se grande em todo o território moçambicano. Começa, também, a interessar-se pela música africana. Nos anos seguintes continuou a gravar e a actuar naquele país, iniciando uma parceria com a orquestra de Dan Hill, que o acompanhou nos principais êxitos da época. Em 1959 João Maria Tudela cria então o seu primeiro e maior êxito de sempre, Kanimambo, que fez grande carreira em Portugal continental, nos Estados Unidos e na América do Sul. 

Defendendo sempre o seu estatuto de amador, é convidado para uma digressão ao Brasil. No regresso passa por Portugal, onde a pressão para que "o maior cartaz turístico de Moçambique" aqui se instale é tal que, poucos meses depois, retorna para ficar, definitivamente como profissional. No início da década de sessenta, João Maria Tudela entra no meio artístico português pela porta grande. O seu estilo elegante conquistou-lhe uma legião de adeptos, e uma carreira coroada por inúmeros prémios, entre os quais o Prémio da Crítica O Melhor da TV, em 1962. Em 1968, após ter sido proibido de voltar à RTP na sequência da interpretação de Cama 4, Sala 5 de José Carlos Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes, Tudela resolve terminar a sua carreira. Os seus últimos anos de intervenção artística são marcados por uma crescente exigência quanto aos temas, (letras e composições), e por uma aproximação aos autores mais críticos do regime. 


Participou no Festival RTP da Canção 1966 e de 1968. 
Faleceu no dia 22 de Abril de 2011, vítima de um Acidente Vascular Cerebral.



Principais êxitos, entre outros, Kanimambo, Hambanine, O Meu Chapéu, Diz que Gostas de Mim, Menina das Tranças, No País do Sol, Soldado Português, Moçambique, Liberdade.

In Wikipedia

Revista Álbum da Canção, nº 8, de 01/10/1963, gentilmente cedida por Luís Futre.

Faleceu João Maria Tudela

domingo, 24 de abril de 2011






Infelizmente e devido a umas mini-férias só agora nos foi possível dar esta triste notícia que nos surpreendeu inesperadamente.

Faleceu João Maria Tudela! Esse grande cantor, "entertainer" e apresentador, um marco histórico da música nacional. O nosso "Sinatra" desapareceu fisicamente mas ficará para sempre nos nossos corações.Esta a nossa humilde homenagem a este grande Senhor da música portuguesa.

Kanimambo Tudela!

Biografia:
João Maria Tudela (Lourenço Marques, Moçambique, 27 de Agosto de 1929 - Cascais, 22 de Abril de 2011) foi um cantor, músico e artista português

Filho de família brasonada e de haveres, João Maria Tudela nasce em Moçambique, em 1929. Até aos 13 anos estudou na África do Sul. Mais tarde, em Lourenço Marques, começa a actuar como solista no Liceu Salazar. Tocava piano, guitarra, viola e harmónica vocal. A sua vinda para Coimbra, como estudante, veio a acentuar a sua tendência artística.

Por imposição familiar volta a Moçambique, empregando-se primeiro na "Companhia de Seguros Império" e depois na "Shell", onde permanecerá durante uma década como responsável comercial. É por essa altura que desenvolve o seu talento como jogador de ténis, chegando a ser um dos melhores atletas de Moçambique naquela modalidade.

Mas Tudela tinha a música dentro de si. Nunca deixou de cantar, sobretudo o fado de Coimbra, e a sua fama tornou-se grande em todo o território moçambicano. Começa, também, a interessar-se pela música africana. Nos anos seguintes continuou a gravar e a actuar naquele país, iniciando uma parceria com a orquestra de Dan Hill, que o acompanhou nos principais êxitos da época. Em 1959 João Maria Tudela cria então o seu primeiro e maior êxito de sempre, Kanimambo, que fez grande carreira em Portugal continental, nos Estados Unidos e na América do Sul.

Defendendo sempre o seu estatuto de amador, é convidado para uma digressão ao Brasil. No regresso passa por Portugal, onde a pressão para que "o maior cartaz turístico de Moçambique" aqui se instale é tal que, poucos meses depois, retorna para ficar, definitivamente como profissional. No início da década de sessenta, João Maria Tudela entra no meio artístico português pela porta grande. O seu estilo elegante conquistou-lhe uma legião de adeptos, e uma carreira coroada por inúmeros prémios, entre os quais o Prémio da Crítica O Melhor da TV, em 1962. Em 1968, após ter sido proibido de voltar à RTP na sequência da interpretação de Cama 4, Sala 5 de José Carlos Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes, Tudela resolve terminar a sua carreira. Os seus últimos anos de intervenção artística são marcados por uma crescente exigência quanto aos temas, (letras e composições), e por uma aproximação aos autores mais críticos do regime.

Participou no Festival RTP da Canção 1966 e de 1968.

Faleceu no dia 22 de Abril de 2011, vítima de um Acidente Vascular Cerebral

Principais êxitos, entre outros, Kanimambo, Hambanine, O Meu Chapéu, Diz que Gostas de Mim, Menina das Tranças, No País do Sol, Soldado Português, Moçambique, Liberdade.

In Wikipedia

João Tudella - Uma Casa Portuguesa (LP 1959)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011



João Tudella Canta Música de Artur Fonseca - Uma Casa Portuguesa (LP Gallotone GALP, 1107 - 1959), acompanhado por Dan Hill e seu quinteto. 

 João Maria Tudella, que nasceu em Lourenço Marques, a 27 de Agosto de 1929. Depois de uma adolescência passada em Coimbra, onde, para além dos estudos, se inicia no mundo da música, em 1950, numa das suas idas de férias a Moçambique, decide não regressar a Portugal. Em Março desse ano, ainda com 20 anos, estreia-se no Rádio Clube de Moçambique a cantar o fado de Coimbra. Aos elogios da imprensa vê juntar-se no ano seguinte o de Amália Rodrigues, que nessa altura realizava uma digressão pela então colónia portuguesa. São de Amália estas palavras: “tenho ouvido muitas vezes cantar o fado de Coimbra mas foi você o único que me deu emoção”. Em 1952 Tudella começa também a cantar na Rodésia e na África do Sul. Durante uma das suas actuações no clube The Colony, em Johannesburg, recebe um convite para gravar para a editora sul-africana Gallotone, iniciando assim a sua carreira discográfica. 1959 é um ano chave para Tudella: a canção “Kanimambo”, escrita expressamente para ele por Artur Fonseca, torna-se o maior êxito de sempre em Moçambique e, depois, em Portugal continental, o que permite a João Maria Tudella afirmar-se como uma figura de primeiro plano da canção nacional, não tardando a sua popularidade a estender-se a vários países europeus e também ao Brasil. Ainda antes da década de 50 chegar ao fim é editado este album, o sexto “Long Playing” gravado em Johannesburg e inteiramente preenchido com música de Artur Fonseca. Hoje é considerado um autêntico testemunho daquela época, um clássico absoluto, que estranhamente nunca foi remasterizado para cd, como aliás tantas outras preciosidades do passado. É pois com um certo orgulho que o vosso amigo Rato vos disponibiliza este disco, depois de uma limpeza digital feita com recurso a meios caseiros mas que devolve a estas canções toda a sua pureza original.
“Kanimambo” significa "Obrigado", em changane (um dos muitos dialectos falados em Moçambique) e foi o tema que no início da década de 60 lançou a carreira artística de João Maria Tudella.
Não era esse o seu nome de baptismo. Nasceu a 27 de Agosto de 1929, em Lourenço Marques, e ficou registado como João Maria de Oliveira Pegado Bastos Carreira. Depois de ter feito a quarta classe da instrução primária foi viver com os pais para a África do Sul, onde permaneceu até tirar a 7ª classe, no Ermelo Convent. Regressou a Lourenço Marques onde frequentou o Liceu Salazar, até que, em Julho de 1944, veio para Coimbra, onde se matriculou num Colégio. Foi jogador de basquetebol da AAC e membro da Tuna Académica da Universidade de Coimbra.
Em 1950, os pais, pouco animados com os resultados escolares, fizeram-no regressar a Lourenço Marques onde, em Março desse ano se estreou no Rádio Clube de Moçambique, interpretando fados de Coimbra, sob o pseudónimo de "João do Choupal". Após o serviço militar empregou-se na Agência da Companhia de Seguros Império, onde se manteve 4 anos, transitando depois para a Shell, onde permaneceu 7 anos. A 14 de Abril de 1951, Amália Rodrigues escrevia: «João Maria - tenho ouvido cantar o fado de Coimbra, muitas vezes, e foi você o único que me deu emoção».


A 13 de Maio de 1959 alcançou o seu primeiro êxito como cançonetista, interpretando, no Rádio Clube de Moçambique, a canção "Kanimambo", com música de Artur Fonseca e letra de Reinaldo Ferreira e Matos Sequeira. Com “Kanimambo” fará grande carreira em Portugal continental, nos Estados Unidos e na América do Sul. Defendendo sempre o seu estatuto de amador, é convidado para uma digressão ao Brasil. No regresso passa por Portugal, onde a pressão para que "o maior cartaz turístico de Moçambique" aqui se instale é tal que, poucos meses depois, retorna para ficar, definitivamente como profissional. O seu estilo elegante conquistou-lhe uma legião de adeptos, e uma carreira coroada por inúmeros prémios, entre os quais o Prémio da Crítica O Melhor da TV, em 1962. Em 1968, após ter sido proibido de voltar à RTP na sequência da interpretação de “Cama 4, Sala 5” de José Carlos Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes, Tudella resolve terminar a sua carreira. Os seus últimos anos de intervenção artística são marcados por uma crescente exigência quanto aos temas, (letras e composições), e por uma aproximação aos autores mais críticos do regime.

Fonte: Blog do Rato

LP ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo Victor Ribeiro, a quem agradecemos.