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Faleceu Dino Antunes, baterista do Conjunto Night Stars (Moçambique)

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Faleceu Dino Antunes, baterista do Conjunto Night Stars (Moçambique).

Foi com muita tristeza que tomei conhecimento da morte do amigo de longa data, Dino Antunes, amigos desde antes de ele ter ingressado nos Night Stars para substituir o baterista Carlos Alberto, em finais de 1964.

Dino Antunes e Carlos Santos, em 2013.

Bernardino Rodrigues Antunes, mais conhecido por Dino ou Dino Antunes, ex-baterista do Conjunto Night Stars, faleceu a 23 de Setembro de 2018, com 74 anos, e vítima de doença prolongada. Dino começou nos Académicos com Pestana na guitarra, Serra no baixo e Costa no contrabaixo e quando Carlos Alberto saiu dos Night Stars para os Corsários, Dino foi convidado a substituí-lo. É assim que em 1966 vem a Lisboa com o grupo para o grande concurso ié ié do MNF. No concurso ficam no 3º lugar. Em primeiro ficou o grupo "Os Claves"(grupo do Continente) e em 2º um de Angola (Os Rocks). Acabam por ganhar o prémio interpretação e canção original em português, "Eu Sei" que era tudo menos original, era uma versão da canção dos Beatles "I'll Be Back" e dos brasileiros "Renato e Seus Blue Caps". Em Lisboa gravam 2 discos que são lançados um em 65 e o outro em 66. Voltam a Moçambique e continuam a tocar até que parte dos membros têm de ir para o serviço militar. A última actuação dos Night Stars foi no Salão Paroquial de S. António da Polana. Depois de voltarem à vida civil Dino começa a aprender a tocar piano acabando por integrar um grupo que vai tocar para o restaurante Sheik com o Bony no órgão, Rodolfo na viola, Dino na bateria, Tito no baixo e Carlos Duarte na voz.


Depois em 75/76 vem para Lisboa e vai tocar no Casino do Estoril. Aí tocavam Renato Quaresma (viola-solo e ritmo), João Maurílio (órgão), Filú (baixo) e Dino (bateria). Depois vão para o Hotel Sheraton na Madeira. Tempos depois saiem Renato e Maurílio e entram Juanito e Carlos Bettencourt. Ficam por lá. Já tinha 33 anos quando foi aprender piano e Tony Amaral foi um dos seus porfessores. Regressado da Madeira vai tocar para o Iate Ben em Carvavelos até que um incêndio o destruiu. Fica a tocar em várias unidades do grupo Casino do Estoril, como o Hotel Vila Galé ou Hotel Vlllage até que a saúde o trai. Nestes últimos anos encontrávamos-nos nos almoços e pouco mais. Depois de ter recuperado, eis que a saúde o volta a trair. Nas palavras de seu amigo Mário Ferreira, Dino era um tipo excepcional e um bom amigo: «Ainda em Agosto lhe tinha comprado um teclado e o Dino esteve a dar-me umas dicas para eu aprender, até gravei». À Lavínia e aos filhos endereçamos as nossas homenagens. (baseado, com algumas adaptações, num texto inserido na ondapop nº 97)

Apresentamos à família e amigos os nossos mais sentidos pêsames.

R.I.P.

Carlos Santos.