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Maria Bethânia – Maria Bethania (LP 1965)
terça-feira, 10 de novembro de 2020Maria Bethânia – Maria Bethania (LP RCA Victor – BBL-1339, 1965).
Produção e Direcção: Roberto Jorge.
Género: MPB, Bossa Nova.
“Maria Bethânia” é o álbum de estreia da cantora brasileira com o mesmo nome, lançado em 1965 pelo selo RCA. Com este LP, a cantora lançava como compositor o irmão Caetano Veloso (na faixa “De Manhã”) e também como cantora, Gal Costa num dueto na canção 'Sol Negro'. O álbum contém muitas canções fantásticas de Noel Rosa, Monsueto, Braguinha, Caymmi, Batatinha. A voz era ainda um diamante bruto, mas o resultado já era emocionante e um óptimo presságio do que estava para vir na sua carreira. Ao longo da sua carreira, Bethânia manteria a dramaticidade de “Carcará” em muitas interpretações, tornando-se habitual declamar versos entre as canções, e voltaria a visitar com frequência o cancioneiro popular, gravando sambas de roda e música regional nordestina entre boleros, baladas e canções. Em 1978, tornou-se a primeira cantora brasileira a superar 1 milhão de cópias vendidas de um mesmo álbum, “Álibi”.
Maria Bethânia (Maria Bethânia Vianna Telles Veloso), cantora brasileira, nascida em 18 de junho de 1946 em Santo Amaro da Purificação/Bahia, Brasil. É irmã de Caetano Veloso. Iniciou a sua carreira no Rio de Janeiro em 1964 com o espetáculo "Opinião". Devido à sua popularidade, e ao sucesso do seu single "Carcará", de 1965, a cantora tornou-se uma estrela no Brasil, com concertos por todo o país. Ela lançou mais de 30 álbuns até o momento. Mais informação sobre Maria Bethânia, já se encontra inserida neste blog.
Faixas/Tracklist:
A1. De Manhã (Caetano Veloso) 2:14
A2. Só Eu Sei (Batatinha, Jayro Luna) 2:16
A3. Pombo Correio (Benedito Lacerda, Darci de Oliveira) 2:10
A4. No Carnaval (Caetano Veloso, Jota) 2:16
A5. Nunca Mais (Dorival Caymmi) 3:13
A6. Sol Negro (com Gal Costa) (Caetano Veloso) 2:00
B1. Missa Agrária / Carcará (Carlos Lyra, Gianfrancesco Guarnieri - João do Vale / José Cândido) 3:10
B2 - Anda Luzia (João de Barro) 2:39
B3. Feitio de Oração (Noel Rosa, Vadico) 2:24
B4. Feiticera (Tradicional) 2:39
B5. X do Problema (Noel Rosa) 2:23
B6. Mora na Filosofia (Arnaldo Passos, Monsueto) 2:21
Intervenientes/Personnel:
Maria Bethânia: Voz
Arranjos: Maestro Cipó em: "Na Manhã", "No Carnaval", "Nunca mais", "Missa Agrária", "Anda Luzia", "Feitio de Oração", "Feiticeira", "Mora na Filosofia".
Participações especiais:
Regional de Zé Menezes: "Só Eu Sei";
Gal Costa e Macalé: "Sol Negro";
Macalé, A. Heckel Tavares Airton e Kalybe: "Missa Agrária";
Nelson Cavaquinho: "Feiticeira"; Regional de Zé Menezes: "X do Problema"
LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Mauro Rezende (Brasil), a quem muito agradecemos.
Publicada por Unknown à(s) 17:00 0 comentários
Etiquetas: Brasil, Maria Bethânia
Maria Bethânia – Álibi (LP 1978)
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
Maria Bethania – Álibi (LP Philips – 6349 405, 1978).
Produção: Perinho Albuquerque, Maria Bethânia.
Género: MPB.
“Álibi” é um álbum de estúdio de 1978 da cantora brasileira Maria Bethânia. O título tem origem na canção homónima do cantor brasileiro Djavan.
Álibi foi o primeiro grande sucesso comercial de Maria Bethânia, com excelentes vendas de discos no Brasil e de execução em rádio. Na verdade, foi o segundo disco de uma cantora brasileira a ultrapassar a marca de 1 milhão de cópias vendidas. Antes dele, somente “Claridade”, de Clara Nunes, havia conseguido tal feito.
Foi considerado um dos melhores discos da carreira da cantora. Do LP destacamos sucessos como, "Sonho Meu", com participação de Gal Costa, "O Meu Amor", em dueto com Alcione, "Ronda" e "Explode Coração (Não Dá Mais Pra Segurar)", um dos maiores, ou talvez o maior sucesso da cantora.
Maria Bethânia Viana Telles Velloso (Santo Amaro/Brasil, 18 de junho de 1946), mais conhecida apenas por Maria Bethânia, é uma cantora e compositora brasileira.
Na juventude, Maria Bethânia participou em peças teatrais ao lado do seu irmão, o também cantor e compositor Caetano Veloso, e de outros cantores proeminentes da época. Em 1965, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou a sua carreira musical substituindo a cantora Nara Leão no espectáculo "Opinião". No mesmo ano, assinou contrato com a gravadora RCA e lançou o seu homónimo álbum de estreia.
Com mais de 26 milhões de discos vendidos ao longo de mais de 50 anos de carreira, Bethânia foi eleita em 2012, pela revista Rolling Stone Brasil, como a quinta maior voz da música brasileira. Mantém-se em actividade.
Faixas/Tracklist:
A1 Diamante Verdadeiro (Caetano Veloso) 2:04
A2 Álibi (Djavan) 3:35
A3 O Meu Amor (com Alcione) (Chico Buarque) 3:20
A4 A Voz De Uma Pessoa Vitoriosa (Caetano Veloso, Waly Salomão) 2:44
A5 Ronda (Paulo Vanzolini) 2:05
A6 Explode Coração (Gonzaguinha) 2:06
B1 Negue (Adelino Moreira, Enzo De Almeida Passos) 3:58
B2 Sonho Meu (com Gal Costa) (Délcio Carvalho, Yvonne Lara) 3:03
B3 De Todas As Maneiras (Chico Buarque) 1:53
B4 Cálice (Chico Buarque, Gilberto Gil) 3:19
B5 Interior (Rosinha de Valença) 2:40
Músicos Intervenientes/Personnel:
Guitarra Acústica, Cavaquinho – Rosinha de Valença
Baixo – Jamil Joanes, Luizão, Moacyr Albuquerque
Bateria – Enéas Costa, Paulinho Braga, Tuty Moreno
Flauta – Mauro Senise
Guitarra – Perinho Albuquerque
Harmónica – Mauricio Einhorn
Percussão – Djalma Corrêa, Tuty Moreno
Piano – Perna Fróes e Tomás Improta
Trombone – Ed Maciel
Arranjos e Condução – Perinho Albuquerque
LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Mauro Rezende (Brasil), a quem muito agradecemos.
Publicada por Unknown à(s) 04:00 3 comentários
Etiquetas: Brasil, Maria Bethânia, MPB
Maria Bethânia - Origens (ao vivo - LP 1968)
terça-feira, 13 de março de 2012Maria Bethânia - Origens (LP EMI/VC 8E 074422 118 - 1968). Edição portuguesa.
Maria Bethânia Viana Teles Veloso, com 26 milhões de discos vendidos, nasceu na cidade de Santo Amaro da Purificação, na Bahia, no dia 18 de junho de 1946. Filha de Zeca Veloso, conhecido como o ‘Onça’ e de Claudionor Viana.
Bethânia é a irmã mais nova do não menos famoso Caetano Veloso, cantor reconhecido nacional e internacionalmente, e da poetisa Mabel Velloso. O mano Caetano foi quem escolheu o seu nome, inspirado numa valsa que, aos 3 anos de idade, já lhe chamava a atenção, Maria Betânia, de Capiba, cantada então por Nélson Gonçalves. A futura cantora consagrada desejava, no início, subir aos palcos não para cantar, mas sim para interpretar.
Aos poucos a garota entra em contato com o contexto cultural de Salvador – para onde se muda em 1960 -, atuando na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, frequentando as inúmeras exposições de artes plásticas, os mais variados shows musicais, o fervilhante ambiente estudantil. Era um período de intensa criatividade e de mudanças na cultura brasileira.
Caetano é chamado, em 1963, para compor a trilha musical da peça Boca de Ouro, do dramaturgo Nélson Rodrigues. Na cena inicial Bethânia tem a oportunidade de enfrentar pela primeira vez os palcos, cantando "Na Cadência do Samba", de Ataulfo Alves. Ainda neste ano eles entram em contato com Gil, Gal Costa, Tom Zé e outros personagens que escreveriam a história da Música Popular Brasileira, inspirados por João Gilberto e pelo movimento que ele praticamente criou, a Bossa Nova.
Em 13 de fevereiro de 1965, durante a vigência da Ditadura Militar, a cantora teve a chance de substituir Nara Leão no espetáculo Opinião, concebido por Oduvaldo Vianna Filho, cantando a canção Carcará, de João do Valle. A sua participação intensa despertou a atenção da crítica e do público, e a sua trajetória consagrada nasceu neste momento. Logo em seguida, recebeu uma proposta de trabalho da gravadora RCA, futura Sony BMG. Ela se transformou numa das intérpretes mais importantes da MPB, bem como o seu irmão Caetano.
Maria Bethânia cresceu num ambiente profundamente religioso, marcado pela cultura do candomblé. Ela cultiva diversos santos e segue especialmente um ritual africano conhecido como Ketu. Muitas das suas canções são inspiradas neste cadinho cultural brasileiro, no sincretismo, na cultura popular, na tradição folclórica do seu país.
Em 1966 atuou nas montagens Arena Canta Bahia e Tempo de Guerra, dirigidos por Augusto Boal, além de participar em vários festivais musicais. Nos anos 70, integrou o célebre conjunto conhecido como Doces Bárbaros, ao lado de Gal, Caetano e Gil. O trabalho da banda, hoje considerado genial, foi então muito mal recebido pela crítica.
Ela foi pioneira entre as vozes femininas na venda de discos – Álibi, de 1978, teve mais de um milhão de cópias comercializadas; Mel, 1979, e Talismã, de 1980, alcançaram também altos índices de vendas. Os seus trabalhos seguintes, Ciclo, de 1983, e A Beira e o Mar, de 1984, foram revolucionários ao optarem por um estilo acústico.
Maria Bethânia festeja os seus 25 anos de caminhada musical gravando, em 1990, o disco 25 Anos, que privilegia as diversas vertentes culturais do Brasil e traz a presença especial de diversos músicos famosos, entre eles Nina Simone, João Gilberto, Toninho Horta, Wagner Tiso, entre outros. O seu trabalho posterior, Olho d’ Água, de 1992, reflete uma viagem da cantora pelo universo das religiões. Em 1993 o seu novo CD, As canções que você fez pra mim, vendeu mais de um milhão de cópias.
Maria Bethânia ao vivo, de 1995, foi a despedida da cantora do formato vinil; foi relançado mais tarde em CD, englobando as quatro canções que, por carência de espaço, haviam sido excluídas do disco anterior. A cantora continua mais ativa que nunca. Os seus trabalhos mais recentes são Dentro do mar tem rio, de 2007, Omara Portuondo e Maria Bethânia ao vivo, de 2008, Encanteria e Maria Bethânia Naturalmente, ambos de 2009. Em 2008 ela conquistou o Prémio Shell de Música, inédito para intérpretes.
Fontes:
http://www.mariabethania.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Bethânia
Faixas:
Café soçaite
Carinhoso
Ele falava nisso todo dia
Marina
Camisa listada
Ponto de Oxossi
Molambo
Voltei pro forró
Fósforo queimado
Samba de roda / Marinheiro só
Lama
Ponto de Iansã
LP gentilmente cedido por Manuel Alves (Amadora)
Ripado do vinil. Digitalização das capas e áudio, assim como a masterização, por Carlos Santos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 11:00 0 comentários
Etiquetas: Brasil, Maria Bethânia
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