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Betinho e Seu Conjunto – Antologia (1954 – 1963)

sexta-feira, 9 de junho de 2023


 


Betinho e Seu Conjunto – Antologia (1954 – 1963).
Género: MPB, Pré Jovem Guarda, Jazz, Calipso, Bossa Nova, Twist, Rock, Fox, Instrumental, Música Latina.


Esta é uma excelente “Antologia” do grupo brasileiro Betinho e Seu Conjunto, compilação que reúne temas lançados pela banda entre 1954 e 1963.
Betinho & Seu Conjunto foi um grupo musical surgido no início dos anos 50 em São Paulo / Brasil, formado pelo guitarrista, compositor e cantor Alberto Borges de Barros, o “Betinho”, considerado pelos pesquisadores musicais como sendo o primeiro grupo de rock'n'roll no Brasil. O grupo era eclético e tocava instrumentais, jazz, calipso, baião, choro, bossa nova, twist, rock'n'roll, fox, música cubana, entre outros estilos musicais. Os músicos que acompanhavam Betinho eram; Renatinho (acordeão), Salinas (piano), Navajas (contrabaixo), Bolão (sax) e Pirituba e Rafael (percussões/baterias). Além de uma impecável técnica musical e modernidade, estes músicos ajudaram a abrir as portas para novos estilos e movimentos da música brasileira como a Jovem Guarda.
Betinho & Seu Conjunto foi um dos maiores conjuntos de boate de São Paulo, eleito o melhor em 1957. As primeiras gravações do grupo são de 1953 com os 78 rpm “Baião e Sobremesa” / “Betinho no Choro” e “Batuca Jojo” / “Baianinho”, entre outros. Em 1954 lançou o fox “Neurasténico”, um dos clássicos mais conhecidos do grupo. A fase rock'n'roll chega em 1957 com “Enrolando o Rock” e o LP “Rock & Calypso” em 1958. A banda lançou mais clássicos no final dos anos 50 até à primeira metade dos anos 60 quando se desfez. Betinho tornou-se evangélico e mais tarde um prestigiado pastor. Nesta fase, realizou vários trabalhos musicais gospel. Faleceu em 2000 na cidade de Maringá, onde era pastor, aos 82 anos.

Formação de 1963 / Line-Up 1963:

Betinho - Guitarra, Voz
Demétrio - Flauta
Caçulinha - Órgão
Piero - Piano
Capacete e Navajas - Baixo
Edilson - Bateria

Compilação gentilmente cedida pelo nosso amigo Luccas Matias, a quem agradecemos.

Arturzinho – Antologia (1966 – 1981)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021




Arturzinho – Antologia (1966 – 1981).
Género: Jovem Guarda, MPB.


Arturzinho (José Artur Azevedo Nogueira), nascido no dia 21/03/1949, em Barretos/São Paulo, foi um cantor brasileiro que começou a sua carreira na época da Jovem Guarda, em dezembro de 1966, ao lançar um single pela gravadora Continental com as músicas “Na Crista da Onda”/“Mil Garotas”. Em seguida, a Continental lançou a colectânea "As 12 Brasas", uma selecção de canções de artistas jovens da casa, incluindo no disco outra canção gravada por Arturzinho, "Estou Só", composição de Mário Faissal. Em 1967, o cantor obteve outros grandes sucessos como “Não Toque Este Long-Play”, “Prova de Amor” ou “Carroussel”. Porém, só no ano seguinte, em 1968, é que o cantor conseguiu a consagração total, ao gravar o seu grande sucesso da Jovem Guarda “Roda Gigante”. A partir daí, a sua carreira ganhou notoriedade e Arturzinho tornou-se um dos principais ídolos da Jovem Guarda. Depois do auge do sucesso, o cantor resolveu parar e dedicar-se a um curso de jornalismo. Regressou ao mundo da música em meados da década de 80. Apresentamos aqui, uma antologia que reúne canções gravadas pelo cantor, entre 1966 e 1981.


Faixas/Tracklist:

01. Na Crista da Onda - 1966
02. Mil Garotas - 1966
03. Desprezo - 1967
04. O Caderninho - 1967
05. Estou Só - 1967
06. Carrousel - 1967
07. Baby - 1968
08. Roda Gigante - 1969
09. O Que é Bom Dura Pouco - 1969
10. Não Toque Este Long Play - 1969
11. Prova de Amor - 1969
12. Tempo de Criança - 1970
13. Canção Que Não Esqueço - 1970
14. Sou Gamado Nela - 1971
15. Quando Eu Disser Adeus - 1971
16. Terezinha - 1971
17. Cantando Com a Natureza - 1971
18. Eu Te Amo Tanto - 1971
19. Do Outro Lado do Rio Entre as Árvores - 1972
20. Me Dê Um Beijo Que Eu Digo - 1972
21. És Tu Jesus - 1973
22. Canção da Criança - 1973
23. O Arrependimento - 1975
24. Cinzas do Passado - 1975
25. Ciranda - 1981
26. Bons Tempos - 1981
27. Graças a Deus - 1981

Compilação gentilmente cedida pelo nosso amigo Jason Varella, a quem agradecemos. Agradecimento também ao coleccionador Valdir Siqueira, do Rio de Janeiro e ao blog “Músicas Eternas”.

Os Inocentes e Os Diferentes - Antologia (1965-1968)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021




Os Inocentes e Os Diferentes - Antologia (1965-1968).
Género: Jovem Guarda, Pop/Rock.

Os Diferentes.

Em 1965, numa época de verdadeira euforia e influência dos Beatles, as gravadoras apressavam-se a contratar diversos grupos musicais que surgiram com o movimento Jovem Guarda, entre eles “Os Inocentes” que interpretavam canções ao estilo da dupla britânica, Lennon/McCartney, como é o caso da canção “Vem”, versão de “Help”, também tocada por outra banda da mesma época, The Youngsters. O grupo gravou diversos 45 rpm entre 1965 e 1968 e, de entre eles, destacamos as canções “Helena” (Marlena), “Você Faz de Mim o Que Quiser”, “Solidão” e “Vem” (Help). Os Inocentes eram Ronaldo, Renato, Ricardo e Edinho (três irmãos e um primo).
Os Diferentes foi uma dupla de cantores que esteve em actividade durante todo o período da Jovem Guarda. O duo era formado por Victor Daniel Almeida (português, nascido em Lisboa, em 10 de agosto de 1941) e Tony Cardoso (São Paulo, maio de 1944), ambos já falecidos. A sua carreira discográfica, limitou-se a cinco singles lançados pela gravadora Copacabana, entre 1965 e 1968, ou seja, durante o período da Jovem Guarda. O principal sucesso foi “Palavra de Rapaz”, de Luiz Ayrão.
Os temas foram retirados do vinil (singles).

Os Inocentes.

Faixas/Tracklist:

Os Diferentes:

01 - Sou Feliz (1965)
02 - Don't Say Goodbye (Não Diga Adeus) (1965)
03 - Eu Quero Saber (1966)
04 - Larga Do Meu Pé (1966)
05 - Chuá-Pá-Pá (1967)
06 - Bata o Pé (1967)
07 - A Trombada (1966)
08 - Não Vou Mudar Meu Modo de Pensar (1966)
09 - Ela É Demais (1968)
10 - Palavra de Rapaz (1968)

Os Inocentes:

11 - Você Faz de Mim o Que Quiser (1966)
12 - Se Eu Te Perder (1966)
13 – Vem (Help) (1966)
14 - Helena (Marlena) (1966)
15 – Solidão (1966)
16 - Bostella (Dansons La Bostella) (1965)
17 - Meu Maior Problema (Uno Tranquilo) (1968)
18 - O Bamba (1968)
Bonus:
Vou Lhe Dar a Razão (A Little Bit Me a Little Bit You) – Os Inocentes (1967)

Compilação gentilmente cedida pelo nosso amigo Bruno Vasconcelos, a quem agradecemos.
Agradecimento também ao nosso amigo Don Diego (Anos Dourados)
Masterização por Carlos Santos.

The New Clevers – Antologia (1965-1971)

domingo, 31 de janeiro de 2021




The New Clevers – Antologia (1965-1971).
Género: Pop/Rock, Jovem Guarda, MPB.


The Clevers, The New Clevers, Os Novos Clevers ou, simplesmente, Os Clevers, foi uma banda brasileira de pop/rock, criada em 1965, tendo encerrado as suas atividades em 1974. Inicialmente, entre 1962 e 1965, o nome The Clevers era utilizado pelo grupo Os Incríveis. Entretanto, após desentendimentos com o empresário Antônio Aguillar, este ficou com o nome já que o havia legalmente registado. Assim, aproveitou o seu programa “Reino Para a Juventude”, apresentado na TV Record, para recrutar uma nova banda que utilizasse o nome, escolhendo um grupo chamado Les Celibateurs, agora "The New Clevers". A formação original era constituída pelos irmãos Reno e Francis, respectivamente guitarra ritmo e solo, Ringo, nos teclados e saxofone, Tony, no baixo e Betinho, na bateria.
Em outubro de 1966, lançaram algumas das suas melhores canções como, "Por Que Você Não Vem?" (Reno / Dino), "La La La" (Gerrard Marsden/versão: Waldyr Santos) ou "Não Quero Mais Te Amar (Not a Second Time)" (Lennon, McCartney / versão: Norberto de Freitas). Lançam ainda alguns singles nesse mesmo ano e no seguinte, como "Rita" (Pino Donaggio) / "Flamenco" (Los Brincos), de 1965, entre outros. Em 1968, mudam-se para a gravadora Fermata, onde editam mais alguns 45 rpm. Assim, em maio de 1968, lançam "La Tramontana" (Daniele Pace, Mario Panzeri) / "Sandrinha" (Ringo) e um EP com "A Lenda de Xanadu" (Ken Howard, Alan Blaikley / versão: Fred Jorge) / "Mr. Moon" (Parter, Parter) / "La Tramontana" / "Sandrinha". Conseguem um moderado sucesso com a canção "A Lenda de Xanadu" e embarcam para uma turnê pela América do Sul. Ao voltarem da digressão, alguns integrantes resolvem separar-se. Em 1974, encerram a carreira.


Faixas/Tracklist:

01 - Flamenco (1965)
02 - O Quadradão (1967)
03 - Sem Resposta (No reply) (1965)
04 - Não Quero Mais Te Amar (Not a second time) (1966)
05 - Rita (1965)
06 - La la la (1966)
07 - Porque Você Não Vem (1966)
08 - Brisa Vem (1969)
09 - Vou Seguindo (1971)
10 - Vá Andar (1969)
11 - Baby Come Back (1971)
12 - Eu Me Lembro de Você (A groove kind of love) (1967)
13 - A Chuva (1967)
14 - Asa Branca (1967)
15 - Mr. Moon (1968)
16 - Texas Patrol (1965)
17 - Sandrinha (1968)
18 - A lenda de Xanadu (1968)
19 - Casatchok (1969)
20 - A Tramontana (1968)

Membros/Members:

Francisco Monteiro, o “Francis” (guitarra solo).
José Carlos, o “Ringo” (saxofonista)
Betinho (baterista)
Reno (guitarra ritmo)
Tony (baixo)

Compilação gentilmente cedida pelo nosso amigo Jason Varella, a quem agradecemos.
Agradecimento também extensivo ao nosso amigo Chico (Sanduiche Musical).

Deny e Dino - 20 Super Sucessos (1966 – 1982)

quarta-feira, 25 de novembro de 2020




Deny e Dino - 20 Super Sucessos (1966 – 1982). 
Género: Jovem Guarda, MPB. 

20 Super Sucessos“ é uma excelente compilação da dupla Deny e Dino que fez sucesso na época da jovem guarda e se manteve em actividade depois dessa altura. Da antologia destacamos canções como, “Coruja”, “O Ciúme”, “Shut Up”, “A Catedral” e “Eu Só Quero Ver”, entre outras. A compilação abrange temas lançados naquela época e faixas editadas na fase pós jovem guarda. 


Deny e Dino foi uma dupla musical brasileira formada inicialmente pelos cantores e compositores José Rodrigues da Silva, o Deny (Santos, 1944) e Décio Scarpelli, o Dino (Santos, 1942 – São Paulo 1994). 
A dupla gravou mais de 30 compactos e 10 LPs, tendo obtido diversos grandes sucessos e participou em muitos programas de televisão da década de 60. Venceram vários discos de ouro e troféus como os famosos Chico Viola e Roquete Pinto. 
Após a morte de Dino, em 1994, Deny continuou carreira com outro parceiro, Elliot de Souza Reis, que desde 1996 manteve o cognome Dino. 
Deny participou também de shows comemorativos dos 30 anos da Jovem Guarda e passou a apresentar programas de rádio dedicados ao rock das décadas de 1950 e 1960. Mais informação sobre esta dupla brasileira, já se encontra inserida neste blog. 


Faixas/Tracklist: 

01. Coruja 
02. Eu Só Quero Ver 
03. Quando O Sol Despertar 
04. Pare 
05. O Ciúme 
06. Só Pra Ver Você Chorar 
07. Cantem Comigo 
08. Tempos Dourados 
09. O Maior Golpe Do Mundo 
10. Cabeça Branca 
11. Catedral 
12. Shut Up 
13. O Quanto Eu Te Quero (Lo Mucho Que Te Quiero) 
14. Nem Um Minuto Mais 
15. Não Devo Chorar 
16. Esse Cara Não Tá Com Nada 
17. Ainda Vai Chegar O Dia 
18. A Photo 
19. Bêbado 
20. Tirando O Sarro 

Compilação gentilmente cedida pelo nosso amigo Jason Varella, a quem agradecemos.

Ronnie Cord – Rua Augusta e Outros Sucessos / Antologia (1964 – 1969)

sábado, 11 de janeiro de 2020



Ronnie Cord – Rua Augusta e Outros Sucessos / Antologia (1964 – 1969) 

Rua Augusta e Outros Sucessos” é uma excelente compilação que reúne alguns dos maiores sucessos do cantor brasileiro Ronnie Cord, gravados entre 1964 e 1969. 
Ronnie Cord, nascido Ronald Cordovil (Manhuaçu, 22 de janeiro de 1943 — São Paulo, 6 de janeiro de 1986), já tocava violão aos seis anos de idade. Em 1959 fez um teste na Copacabana Discos, no Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou a sua primeira gravação, lançada em LP que reunia vários outros cantores. 
Em 1964 fez muito sucesso com a versão Biquíni de Bolinha Amarelinha (em versão de Hervé Cordovil). O sucesso aconteceu depois de Ronnie ter gravado em 1961, com letra original, a canção "Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow Polkadot Bikini", que Brian Hyland lançou no ano anterior. 
Em 1964, aproveitando a onda da Jovem Guarda, Ronnie Cord gravou novamente a versão em português, que também se tornou sucesso em 1965. 
O seu maior êxito foi a canção “Rua Augusta”, com letra de Hervé Cordovil, lançada pela RCA Victor em 1964. Em 2009, essa canção foi eleita uma das 100 Maiores Músicas Brasileiras pela Rolling Stone Brasil, figurando na 99ª posição. 
Faleceu prematuramente de cancro, a cerca de duas semanas antes de completar os 43 anos. 


Faixas/Tracklist: 

01 - Rua Augusta (com The Clevers) (64) 
02 - Veludo Azul (Blue Velvet) (64) 
03 – Sílvia (Sylvie) (64) 
04 - Eu e o Luar (64) 
05 - Viva Las Vegas (64) 
06 - Hippy Hippy Shake (64) 
07 - Biquíni de Bolinha Amarelinho (64) 
08 - Loody Lo (64) 
09 - Humildemente Te Peço Perdão (Ti chiedo perdono) (64) 
10 - Brotinho Difícil (com The Clevers) (64) 
11 – Roberta (64) 
12 - My Bonnie (Lies Over the Ocean) (64) 
13 – Boliche Legal (64) 
14 – Amor Perdoa-me (Amore Scusami) (65) 
15 – Eu Vou à Praia (65) 
16 – Disco Voador (66) 
17 – Eu, a Noite e Ninguém (66) 
18 – Se Você Gosta (Gimme Little Sign) (68) 
19 – Jogo do Simão (Simon Says) (68) 
20 – A Força do Destino (Non a casa il destino) (65) 
21 - Giorno Griggio (65) 
22 – M…de Mulher (F... Come Femme) (69) 
23 – Eu Te Daria a Minha Vida (69) 
24 – Sou Louco Por Você (69) 
25 – Sonho de Amor (68) 

Compilação gentilmente cedida pelo nosso amigo Marcos Fontes, a quem agradecemos.

Aguaturbia - Complete Tracks (Antologia 1969-1973, Chile)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019



Aguaturbia - Complete Tracks (Antologia 1969-1973, Chile). 
Género: Heavy Psychedelic Rock. 


Aguaturbia - Complete Tracks” é uma compilação que reúne todos os temas gravados entre 1969 e 1973, pela banda chilena de rock psicadélico, Aguaturbia, formada em Santiago do Chile, em 1968. Caracterizam-se por ser um dos grupos pioneiros do rock psicadélico na América Latina e por terem estado envoltos em polémica nos meios de comunicação do Chile nos anos 70. 
As influências do seu psicadelismo manifestava-se claramente nas capas dos seus discos, razão da referida polémica na época. Em 1969 lançam o seu primeiro álbum, Aguaturbia. O segundo álbum, com uma capa da frente inspirada no Cristo de San Juan de la Cruz, de Dalí, provocou uma ainda maior polémica devido à mulher crucificada. A banda então decide mudar-se do país (Chile) para os EUA em Novembro de 1970, para serem ouvidos em Los Angeles, enviados pela sua editora Arena. Permaneceram em N. York por três anos, onde deram alguns concertos. Regressaram em 1973, mas a situação tinha-se alterado profundamente no Chile nesses anos. 
As suas últimas actuações foram em Março de 1974 no Teatro Andes e no Teatro Caupolicán de Santiago. A banda separou-se em 1974, mas reuniram-se em 2000, 2006 e em muitas outras ocasiões, quando começaram a trabalhar em novos materiais. 
O baterista original da banda, Willy Cavada, faleceu no dia 1 de Outubro de 2013. Os restantes membros reúnem-se esporadicamente. 


Faixas/Tracklist: 

Aguaturbia (LP 1969) 

01. Baby — 3:03 
02. Erótica — 3:50 
03. Alguien Para Amar — 3:01 
04. Ah Ah Ah Ay — 2:13 
05. Rollin And Tumblin — 3:08 
06. Uno De Estos Dias — 5:31 
07. Carmesí Y Trébol — 7:07 
08. Eres Tú — 2:50 

Volume 2 (1970) 

09. I Wonder Who — 2:58 
10. Heartbreaker — 4:33 
11. Blues On The West Side — 6:17 
12. Waterfall — 3:45 
13. Well All Right — 3:47 
14. Jailhouse Rock — 2:44 
15. E.V.O.L. — 8:45 
16. Aguaturbia — 2:24 

Bonus (1973): 

17. El Hombre De La Guittarra (Single A-Side) — 3:34 
18. Hermoso Domingo (Single B-Side) — 3:18 
19. Flaco — 3:29 

Elementos/Personnel: 

Denise (Climene Solís Puleghini) — Vocalista 
Carlos Corales — guitarra, voz 
Ricardo Briones — baixo 
Guillermo «Willy» Cavada — bateria 

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.

Os Rocks - Antologia (1966-1968)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013



Os Rocks foi um quinteto de Luanda, Angola, formado em 1962 cujo vocalista era Eduardo Nascimento e os restantes elementos, Luís Alfredo, Fernando Saraiva, João Cláudio e Elmer Pessoa. Eduardo Nascimento nascera em Angola em 1944, e foi como líder do projecto Os Rocks que chegou a Lisboa na década de 60, para participar no concurso de novos grupos, que teve lugar no Teatro Monumental. Ficaram em segundo lugar no concurso "yé-yé" realizado no Teatro Monumental em Lisboa e venceram o Prémio da Imprensa para melhor conjunto de 1966. Começaram então a tocar profissionalmente, tornando-se numa das grandes atracções da noite lisboeta, pela facilidade de adaptação do seu som aos registos pretendidos nos vários espaços onde actuavam. Realizaram algumas digressões pela Europa e África e, em 1967, Eduardo Nascimento foi convidado pela dupla Nuno Nazaré Fernandes e João Magalhães Pereira para participar no Festival RTP da Canção, onde apresentou em conjunto com a sua banda o tema "O Vento Mudou". 



Conseguido o primeiro lugar, numa competição que incluiu grandes nomes da praça como o Duo Ouro Negro e Artur Garcia, Eduardo Nascimento e Os Rocks representaram Portugal no Festival da Canção em Viena. Este emblemático tema veio mais tarde a ser gravado pelos Delfins e por Adelaide Ferreira. Foi lançado um EP com os temas "O Vento Mudou" e "A Lenda do Rochedo", no lado A, e mais dois temas no lado B. A banda dá por encerrada a sua actividade em 1969 com o regresso dos elementos à sua terra de origem. Luis N'Gambi casou-se com Paula Ribas e gravou vários discos com ela. Nascimento voltou para Angola e abandonou de vez as lides musicais. Em 1997, Eduardo Nascimento assumiu outro tipo de responsabilidades, tornando-se delegado da TAP-Air Portugal em Abidjan.
Os Rocks foram sem dúvida um dos mais significativos grupos yé-yé portugueses da época.


Fonte: Texto parcialmente retirado de Under Review. 


Discografia: 

1º EP – EP Decca 1173, 1966  
(Wish I May / I Put a Spell On You / The Pied Piper / Only One Such As You) 

2º e último EP dos Rocks - DECCA - PEP 1233, 1968 
(Don't Blame Me (Paul M Connor) / With Your Hands (Filipe de Andrade) / Hold My Hand (Paul M Connor) / Something's Gotten Hold Of My Heart (Greeaway-Cook).

EPs gentilmente cedido por Luís Futre. 
Capas por Carlos Santos.
Ripado do vinil. Digitalização e masterização, por Carlos Santos.

Os Tártaros - LP Antologia (1964-1967)

sábado, 17 de março de 2012

Os Tártaros - Antologia (LP The First Portuguese Surf Garage Group, 1964 /1967). 
Produtores – Edgar Raposo, Luís Futre.

A editora Groovie Records fez em 2012 o lançamento em LP da "Antologia" deste excelente conjunto português da década de 60, "Os Tártaros". 
Este LP compila na integra todos os seus 4 EPs editados pela editora nortenha "Rapsódia", sendo ao todo 16 temas retirados das bobines originais e reeditados pela primeira vez em vinil. 
Oriundos do Porto, os Tártaros foi um dos conjuntos portugueses que (juntamente com os Titãs e o Conjunto Mistério) adaptaram a música popular portuguesa a um estilo de rock/yé yé. 
Formados nos anos 60, participaram em vários concursos yé yé organizados no antigo Cinema Monumental, em Lisboa (verdadeiro acontecimento para a juventude da época, que via estes concursos não só como uma contestação ao regime vigente, mas como afirmação de uma contracultura em oposição à cultura dominante, que na música era representada pelo nacional-cançonetismo, pelo fado e pelos Ranchos Folclóricos uniformes, com os acordeões a dominarem. Pelo menos aqui havia guitarras eléctricas e os cabelos um pouco compridos. 

Os Tártaros gravaram 4 discos em formato de EP 45 r.p.m. entre 1964 a 1967 num género musical que vai do Surf, passando pelo Beat ao Garage Rock, entre os quais o hit "Tartária, talvez o tema surf mais rápido alguma vez gravado na Europa. Segundo António A.Duarte no livro "A Arte Eléctrica de Ser Português, 25 anos de Rock'n Portugal, editado em 1984, a música Tartária foi composta por um elemento do grupo, Francisco Teixeira, e ficará na história do rock em Portugal como o twist mais louco e "speedado" que serviu a muita gente para bater o pé até à exaustão. 
A biografia do grupo já se encontra inserida neste blogue.


Faixas/Tracklist: 

A1 Tartária (Francisco Teixeira) 
A2 Pistoleiro (J. Magalhães, J. Gualter) 
A3 Sonho De Um Poeta (J. Magalhães, J. Gualter) 
A4 Já Não Te Quero (Nany Pratas) 
A5 Since I've Lost My Mind (For You) (Alberto Abreu) 
A6 Não Quero Nada (J. Gualter) 
A7 Beijos Teus (J. Magalhães, J. Gualter) 
A8 Serei Feliz Com O Teu Amor (arr. F. Teixeira, Branca Machado) 
B1 Oh Rosa Arredonda a Saia (arr. F. Teixeira, Joaquim Pimentel) 
B2 Magic Moments (J. Magalhães, J. Gualter) 
B3 Engano (Alberto Abreu) 
B4 Fim De Férias (Nany Pratas) 
B5 Encanto Dos Teus Olhos (arr. N. Pratas, P. Lee Stirling) 
B6 Lamento (Nany Pratas) 
B7 Não Quero Ir À Tua Festa (Alberto Abreu) 
B8 Valsa Da Meia Noite (arr. F. Teixeira, F. Amódio)

LP gentilmente cedido pelos nossos amigos Edgar Raposo e Luís Futre, a quem agradecemos.

Meire Pavão - Antologia (1964-68, Jovem Guarda/Brasil)

domingo, 27 de novembro de 2011




Excelente compilação constituída por 32 temas desta maravilhosa cantora brasileira.

Uma das personagens citadas em ‘Festa de Arromba’, clássico da Jovem Guarda, com Erasmo Carlos, a cantora Meire Pavão paira como um mistério na história do rock brasileiro. Talvez pelo fato de ter desenvolvido a carreira num período de transição entre o rock and roll (Celly Campello) e a Jovem Guarda (Wanderléa), ela ainda não ganhou a devida valorização.
Nascida em Taubaté, filha do maestro Teothônio Pavão e irmã de Albert Pavão, intérprete do clássico ‘Vigésimo andar’, Meire iniciou a sua carreira ainda adolescente com o Conjunto Alvorada. Com o grupo vocal, teve programas exclusivos em TVs e deixou algumas pérolas gravadas, em especial ‘Lição de twist’, resgatada na coletânea ‘Censurar Ninguém se Atreve’.
Em 1964, aos 17 anos, ela assinou com a Chantecler, conseguindo imediatamente o sucesso ‘O que eu faço do meu latim?’, versão do pai para uma música italiana. Motivada pelo hit, lança em 1965 o seu primeiro disco, o LP ‘A Rainha da Juventude’ contendo outro de seus grandes sucessos, ‘Bem bom’, versão para ‘Downtown’, originalmente gravada por Petula Clark.

Meire em 1968

Um ano depois, pela nova gravadora, a RCA Victor, é editado o segundo LP, batizado ‘Meire’, com o maior sucesso de sua carreira, o hit ‘Família Buscapé’, de autoria do irmão e do pai, pagando tributo aos quadrinhos da infância. No mesmo disco, entre originais dos Pavão, outras versões se destacam pela sua originalidade, ou estranheza, como ‘Chame um táxi’ (Taxman, dos Beatles).


Maior herança para as futuras gerações, os seus dois discos ainda inéditos em cd (exceto por uma edição limitada em cdr da série ‘Classic Collection’), são fundamentais para compreender um pouco mais da história do rock brasileiro.
Neles, ouve-se uma cantora dona de um jeito limpo e quase lírico de cantar, e de um repertório de originais e versões extremamente particular, além dos padrões da época. Na verdade, Meire aproximava-se mais do estilo de cantoras como Cilla Black, Sandie Shaw, Mary Hopkins ou Lulu, do que das novas estrelas da Jovem Guarda.


Até 1969, quando se afastou da música para fazer vestibular, Meire ainda conseguiu mais um hit, a música ‘Monteiro Lobato’, atuou na televisão, em programas humorísticos (O riso mora ao lado), de auditório (A Grande Parada, com Wanderley Cardoso) e novelas (Sozinho no mundo). A sua última apresentação, segundo conta o irmão Albert Pavão, no livro ‘Rock Brasileiro, 1955-65’, foi em São Paulo, na cervejaria Urso Branco, ao lado do grupo vocal Os Vikings.
Em 1974, ao lado de Albert, do pai, dos Vikings e de Thomas Roth, Meire retorna ao mundo musical para gravar discos infantis, produzindo alguns clássicos do género sob os nomes de Quarteto Peralta e Trio Patinhas.
Faleceu em 31/12/2008, em Santos-São Paulo/Brasil.



Discografia:

(1968) Monteiro Lobato/Cleópatra • RGE • Compacto simples
(1968) Romeu e Julieta/Garoto dos meus sonhos • Continental •Compacto simples
(1967) Meire Pavão • RCA Victor • LP
(1966) Família Buscapé/Robertinho meu bem • RCA Victor • Compacto simples
(1966) História da menina boazinha/Meu broto aprendeu karatê • RCA Victor • Compacto simples
(1966) Menina boazinha • RCA Victor • Compacto Duplo
(1966) O vovô e a vovó/Depois que a banda passou • Polydor • Compacto simples
(1965) Cansei de lhe pedir/A mesma praia o mesmo mar • Chantecler • Compacto simples
(1965) Bem bom/Broto estudioso • Chantecler • Compacto simples
(1965) Rainha da juventude • Chantecler • LP
(1964) O que eu faço do latim/Tão perto, tão longe • Chantecler • Compacto simples
(1964) Areia quente/Lili • Chantecler • Compacto simples


Temas cedidos por gentileza por Margot Romão (S. Paulo/Brasil) a quem muito agradecemos.
Grafismo/Capas por João Romão. 

Trio Barroco - Antologia (EPs 1968)

terça-feira, 8 de novembro de 2011



Trio Barroco - Antologia (EPs 1968).

O Trio Barroco foi um grupo formado em 1968 por Pedro Osório, juntamente com André Vilas Boas e Jean Sarbib, este último antigo companheiro de Pedro Osório no Quinteto Académico. 
Com um percurso éfemero no panorama musical português, o Trio Barroco na sua curta existência gravou apenas três E.P.s, com influências soul, jazz, funk e naturalmente o rock, ao qual de uma ou outra forma, todos os membros da banda estavam familiarizados. 
O primeiro EP foi editado em 1968 e chamava-se “Do Vale À Montanha”, sendo constituído pelos seguintes temas: Hey Little Boy / There Will Never Be Another You / Do Vale À Montanha e Georgia On My Mind
Lançaram um EP, conjuntamente com Tyree Glenn Jr. & Van Dixon, que incluía os temas "Summer (Verão)", "Hold On I'm Coming", "Les Enfants Qui Pleurent" e "When Something Is Wrong With My Baby". 
Nesta fase, o grupo apresentava já 5 músicos: Pedro Osório (piano), Jean Sarbib (baixo), Vilas Boas (bateria), Tyree Glenn Jr (sax-flauta) e Van Dixon (trompete). 
Ainda neste ano, um novo EP foi editado com os temas, You Don’t Know Like I Know, Zepherine e For My Love. Todos os EPs foram gravados pela DECCA. 
O Trio Barroco foi sem dúvida, uma banda de grande qualidade musical e que tinha condições para se impor no mercado discográfico (pelo menos, no nacional) como uma alternativa ao “main-stream” povoado pelas bandas de Yé Yé. 
Dada a conjuntura musical da época, o projecto Trio Barroco, acabou naturalmente por ter uma curta existência, deixando, contudo, um interessante legado na música nos finais da década de sessenta. 

Fonte: Wikipedia e “No Bairro do Vinil”. 

EPs gentilmente cedidos por Luís Futre, a quem muito agradecemos. 
Ripado do vinil. Digitalização e masterização por Carlos Santos. 
Grafismo/produção e adaptação das capas (frente e contracapa) por João Romão. 

Infelizmente o vinil de alguns dos temas não se encontra nas melhores condições sonoras. No entanto, face à raridade, ao interesse e importância do trabalho do Trio Barroco, mesmo assim tentámos melhorar o som através da masterização possível. 
Não conseguimos  encontrar mais informação sobre este excelente grupo dos anos 60. Agradecemos desde já qualquer complemento ou rectificação ao texto biográfico que conseguimos apurar.