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Bob Crosby & His Bobcats - Petite Fleur (LP 1959).

sábado, 13 de junho de 2015


AQUI:    ou    ALI:

Bob Crosby And His Bobcats - Petite Fleur (LP Dot DLP 25.170, 1959).

Trata-se de um excelente álbum, ao estilo das grandes bandas. "Petite Fleur" é um tema instrumental de grande sucesso, escrito por Sidney Bechet e gravado por ele em janeiro de 1952, primeiro com a Sidney Bechet All Stars e mais tarde com Claude Luter e sua Orquestra. Em 1959 foi de novo um sucesso internacional interpretado em solo de clarinete por Monty Sunshine com a banda de jazz de Chris Barber e também por Bob Crosby and The Bobcats. 


George Robert "Bob" Crosby (Spokane, Washington, EUA, 23 de agosto de 1913 – La Jolla, Califórnia, EUA, 9 de março de 1993) foi um cantor norte-americano e líder de banda ao estilo “dixieland”, também conhecido como o vocalista da banda que formou, The Bobcats. É o irmão mais novo do cantor e actor Bing Crosby.
Bob Crosby começou a cantar na década de 30 com os Rhythm Boys Delta e também com Anson Weeks (1931-1934) e os irmãos Dorsey (1934-1935). Liderou a sua primeira banda em 1935.
A sua banda mais famosa, os Bob-Cats, (ao estilo Dixieland), integrava membros da Bob Crosby Orchestra. Ambas as formações se especializaram no Jazz Dixieland, pressagiando o retorno do jazz tradicional na década de 40. 
Entre os seus maiores êxitos incluem-se "Summertime", "In a Little Gypsy Tea Room", "Whispers in The Dark", "South Rampart Street Parade", "March of the Bob Cats", "Day In, Day Out", "You Must Have Been a Beautiful Baby", "Dolores", "Petite Fleur" ou "New San Antonio Rose".


Faixas/Tracklist:

01 - Petite Fleur 2:33
02 - Sweet Lorraine 2:26
03 - Creole Love Song 2:21
04 – South 1:53
05 - Smoke Rings 2:06
06 – Stardust 2:15
07 – Pretend 2:35
08 - Peg O' My Heart 1:48
09 - Out of Nowhere 2:00
10 – Poinciana 2:20
11 – Moonglow 2:22
12 - My Foolish Heart 2:14

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Ted Jordan, a quem agradecemos.

Festas dos Santos Populares

sexta-feira, 12 de junho de 2015
Festas dos Santos Populares

Em Portugal, estas festividades, genericamente conhecidas pelo nome de "Festas dos Santos Populares", correspondem a diferentes feriados municipais, de acordo com as localidades, mas festejam-se um pouco por todo o país. 
O Manjerico e as quadras populares

Santo António, São João e São Pedro são os três santos populares mais festejados pelo povo português, desde o Minho ao Algarve e que o mês de Junho consagra a estes santos, desde o dia 12 ao dia 29. Santo António a 13, São João a 24 e São Pedro a 29.
Este é o mês especialmente dedicado a uma gastronomia e festejos próprios, às sardinhas assadas, aos tremoços, às marchas populares e ao folclore, com muita diversão que fazem parte da tradição das festividades de Santo António, de São João e de São Pedro. Por isso, um pouco por toda a parte, em restaurantes, clubes, associações ou até na rua em tendas/tascas montadas para o efeito, é frequente verem-se as pessoas a consumirem a famosa sardinha assada (com pimentos assados e batata cozida). À noite, levantam-se fogueiras, fazem-se bailes pelas ruas, vendem-se manjericos com versos populares…assim é a tradição portuguesa no mês de Junho.

A sardinha assada...

A cidade de Lisboa festeja o seu santo padroeiro, todos os anos, durante o mês de Junho. O culto a Santo António está associado a rituais de fertilidade, daí ser tradição os jovens queimarem alcachofras para saber do futuro dos seus amores e pedirem a sua protecção. Dada a fama de santo protector contra todos os males e também a de ser "casamenteiro", os poderes públicos instituíram, a partir dos anos 50, a tradição das "Noivas de Santo António". Mas, o auge das Festas de Santo António são as Marchas Populares, que representam os diversos bairros lisboetas. Este acontecimento leva milhares de espectadores à Avenida da Liberdade. A festa acaba com os arraiais montados nos mais típicos bairros de Lisboa, em especial em Alfama e na Madragoa, onde o centro das celebrações é a sardinha assada e a sangria.

Marchas Populares

Apesar de Santo António ser o mais conhecido, São João não deixa de ter uma grande festa. A animação e a festa na rua, dura dia e noite e todos estão prontos para a "farra". São João do Porto, é o padroeiro desta cidade!
O São João, e especialmente nas cidades do Porto e de Braga, é festejado com uma intensidade inigualável, em que as pessoas passam o dia e a noite nas ruas das cidades em autêntico arraial urbano (sem esquecerem os "martelinhos").
Pelo calendário, São Pedro é o último santo popular. É considerado o santo protector dos pescadores e guarda as portas do Céu. É aliás, por essa razão que é apresentado com as suas longas barbas brancas e um molho de chaves na mão. Segundo a crença popular, São Pedro é também muitas vezes responsabilizado pelo estado do tempo, nomeadamente pela ausência ou abundância de chuva. O dia dedicado a São Pedro é 29 de Junho que marca o fim das festas dos "Santos Populares". Este dia é também conhecido como o dia São Pedro e São Paulo. A tradição manda que a população festeje a data decorando as ruas com várias cores e manjericos. Bailes e marchas populares são organizadas nas ruas e a música está sempre presente.

Bailaricos um pouco por toda a parte...

Também na gastronomia, a sardinha assada é rainha…, o pimento, broa, caldo verde e vinho são os elementos principais da festa.
Tal como nos outros santos, algumas cidades celebram o feriado municipal no dia de São Pedro como por exemplo, Póvoa de Varzim, Sintra, Montijo, Évora, São Pedro do Sul, Ribeira Grande ou Bombarral, entre muitas outras. 

BOAS FESTAS…!

Para entrarmos na "onda" e colaborarmos nos festejos, apresentamos aqui um álbum com temas alusivos à época, muito animado e divertido.




Grupo Foliões de Lisboa - Marchas Populares Mix (1993)

Álbum em forma de "mix" que reúne alguns dos mais conhecidos temas e marchas clássicas dos Santos Populares.

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Nestor Chainho, a quem agradecemos.

Recordando a Gala dos Anos 60 (Cartaxo, 30 de maio/15)

Jantar/convívio (antes da Gala)

Old Blues Band 

Recordando a Gala Pop Rock dos Anos 60, no Centro Cultural do Cartaxo, em 30 de maio de 2015.

Como foi divulgado oportunamente neste blogue, o Centro Cultural do Cartaxo foi palco de um fantástico evento no passado dia 30 de maio, cerca das 22H15, apresentando a memorável “Gala Pop Rock”, de forma a celebrar os anos 60, num ambiente espectacular.
O concerto foi apresentado pelo nosso amigo António José Portela (radialista e colecionador de vinil) e contou com as bandas Old Blues Band (que substituíram os Holygators), Odisseia, Charruas, Ekos E Amigos (Fernando Grencho, João Seixas – Petrus Castrus - e Nuno Santos), Phil Mendrix Band (Chinchilas), Guitarras de Fogo e Victor Gomes (Gatos Negros).
Temos agora a oportunidade de recordar mais alguns dos maravilhosos momentos do evento, através de novas fotografias e pequenos excertos vídeo, graças à atenção e dedicação do nosso amigo (e cunhado) Mário Romão:

Actuação de Victor Gomes (Gatos Negros).

Victor Gomes e Carlos Santos

Odisseia

Phil Mendrix Band

Victor Gomes (Gatos Negros)


Uma noite fantástica que ficará certamente na memória de todos.

Agradecimento a Mário Romão e a Ondina Pires, respectivamente, pela cedência de vídeos e fotos.

Astrud Gilberto ‎– The Shadow Of Your Smile (LP 1965).




Astrud Gilberto ‎– The Shadow Of Your Smile (LP Verve Records ‎ V-8629, 21 de outubro de 1965).
Produção de Creed Taylor.

The Shadow of Your Smile é um album de 1965 de Astrud Gilberto, com arranjos de Don Sebesky, Claus Ogerman e João Donato.



Astrud Gilberto, nascida Astrud Evangelina Weinert, (Salvador, 29 de março de 1940) é uma cantora brasileira de samba e bossa nova de fama internacional.
O lançamento do álbum a solo, The Astrud Gilberto Album, em maio de 1965 e a sua bem sucedida carreira,  permitiu-lhe nessa época, o lançamento de sete discos em cinco anos, uma média de quase 1,5 por ano. Fantástico para uma jovem desconhecida e tímida, que nunca gravara nada antes de "The Girl From Ipanema". Rapidamente, Astrud foi convidada para os mais populares programas da televisão americana, e participou em muitos outros na Europa, Japão e África. 
Com este álbum The Shadow of Your Smile (1965), Astrud expandiu o seu repertório para além das bossas de Jobim, João Gilberto e outros, passando a incluir hits recentes e clássicos da música popular norte-americana, como a própria faixa-título do álbum, tema do filme Adeus às Ilusões (The Sandpiper, 1965), vencedora do Oscar de Melhor Canção Original. Algumas das faixas, deliciosamente vertidas para o embalo da bossa nova, como "Fly Me To The Moon" ou "Day by Day", são versões fantásticas. 
A biografia desta cantora brasileira, já se encontra inserida neste blogue.


Faixas/Tracklist:

A1 Love Theme From "The Sandpiper" (The Shadow Of Your Smile) ( Johnny Mandel, Paul Francis Webater) 2:30
A2 (Take Me To) Aruanda (C. Lyra, G. Vandre, N. Gimbel) 2:25
A3 Manhã De Carnaval (Antonio Maria) 1:55
A4 (In Other Words) Fly Me To The Moon (Bart Howard) 2:15
A5 The Gentle Rain (Luiz Bonfá, M. Duby) 2:20
A6 Non-Stop To Brazil (M. Duby, N. Gimbel) 2:30
B1 O Ganso (Bonfá/Bonfá) 2:04
B2 Who Can I Turn To (Antony Newley, Leslie Bricusse) 2:07
B3 Day By Day (A. Stordahl, P. Weston, S. Cahn) 2:05
B4 Tristeza (Maria Toledo) 2:20
B5 Funny World (Theme From "Malamondo") (Alan Brandt, Ennio Morricone) 2:25

Arranjos e Condução por Claus Ogerman (faixas/tracks: A4, B2, B3, B5), Don Sebesky (faixas/tracks: A1, A5, A6) e João Donato (faixas/tracks: A2, B1)

LP disponibilizado por Carlos Santos.

James Last Plays The Greatest Songs Of The Beatles (LP 1983).

quinta-feira, 11 de junho de 2015



James Last Plays The Greatest Songs Of The Beatles (LP Polydor 815691-1, 1983). Edição portuguesa. Disco considerado raro.

James Last Plays The Greatest Songs Of The Beatles, é um LP de 1983, desta famosa orquestra.
Os Beatles interpretados de forma orquestral, com um som diferente mas interessante. São apresentados aqui alguns dos seus maiores sucessos, com maravilhosos arranjos e fantásticos conjuntos de cordas e de metais, ao estilo "big band".



James Last, nome artístico de Hans Last (Bremen, 17 de abril de 1929 - Flórida, 9 de junho de 2015), foi um compositor, arranjador e regente de orquestra de grande sucesso mundial.
O maestro e líder de orquestra faleceu na passada terça-feira na Flórida. Em sua homenagem deixamos aqui um dos seus inúmeros registos.
Last aprendeu a tocar piano, era ainda uma criança mas mudou para o baixo eléctrico na adolescência. Em 1948, tornou-se líder de The Last-Becker Ensemble, onde actuou durante sete anos. Neste período foi eleito o melhor baixista do seu país por três anos consecutivos (1950 - 1952). Depois da dissolução do grupo, tornou-se arranjador da Polydor Records, como também de diversas emissoras de rádio europeias. Na década seguinte realizou muitos arranjos para êxitos de conceituados artistas como Helmut Zacharias, Freddy Quinn, Lolita, Alfred Hause e Caterina Valente.
As suas primeiras gravações foram feitas com a Orquestra Orlando, usando o seu verdadeiro nome, Hans Last, e posteriormente lançou o seu primeiro álbum, Non-Stop Dancing, já como James Last, em 1965, uma gravação de diversas canções "pop" arranjadas em sequência e com um ritmo dançante a alinhavar o conjunto. Foi um sucesso que o ajudou a tornar-se num grande astro da música europeia. Nas quatro décadas seguintes, Last realizou mais de 190 álbuns diferentes, incluindo muitos volumes ao estilo Non-Stop Dancing. Nestas gravações encontram-se canções de diferentes países e culturas, contando com participações de Richard Clayderman e Astrud Gilberto, entre outros. Também participou num programa televisivo nos anos 70 onde recebia convidados como os ABBA e Lynsey de Paul.
Embora o sucesso dos seus concertos e gravações tenha sido contínuo, especialmente em Inglaterra, onde 52 dos seus álbuns se tornaram êxitos entre 1967 e 1986, o que o coloca atrás apenas de Elvis Presley em termos de número de discos mais populares, só duas das suas canções individuais foram hits - The Seduction, tema do filme American Gigolo (1980) e Biscaya, do álbum com o mesmo nome. 
Last conquistou numerosos troféus e prémios, entre eles o Star of the year da Billboard Magazine em 1976, e foi distinguido pela contribuição da sua carreira como um todo através do troféu alemão Echo, em 1994. A sua marca registada são os arranjos de músicas “pop” num estilo big-band.
Durante a sua carreira vendeu mais 100 milhões de álbuns.


Faixas/Tracklist:

A1. Eleanor Rigby 
A2. A Hard Day's Night 
A3. Let It Be 
A4. Penny Lane 
A5. She Loves You 
A6. Michelle 
B1. Ob-La-Di, Ob-La-Da 
B2. Hey Jude 
B3. Lady Madonna 
B4. All You Need Is Love 
B5. Norwegian Wood 
B6. Yesterday

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo José Romão, a quem agradecemos.

Sandy Nelson - Sandy Nelson Plays Teen Beat (LP 1960)



Sandy Nelson ‎– Plays Teen Beat (LP Imperial ‎– LSP 9105, 1960).


Sandy Nelson, nascido em Santa Monica (California), em 1 de dezembro de 1938, é um baterista norte americano que iniciou a sua carreira nos anos 50 e que inspirou uma geração de bateristas. O seu estilo fluente e marcante tinha uma excelente e agradável sonoridade, muito apreciada até aos dias de hoje.
Nelson, foi um dos bateristas de rock mais conhecidas do início dos anos 60. Teve vários êxitos a solo instrumental no Top 40 Hits e foi um baterista de estúdio em muitos outros sucessos bem conhecidos. 
No início da sua carreira participou em sucessos como, 'To know him is to love him' (Teddy Bears), 'Alley-oop' (Hollywood Argyles) ou 'A thousand stars' (Kathy Young and the Innocents). 
Em 1959 gravou o tema “Teen Beat” que alcançou o Top 5 da Billboard e recebeu um disco de ouro. Seguiram-se êxitos como 'Let there be drums' (top 10) e 'Drums are my beat' (top 40). Em 1963, Nelson sofreu um acidente de motocicleta, com consequências graves, uma vez que teve de amputar um pé e parte da perna. Ainda assim, Sandy continuou a gravar até meados dos anos 70, interpretando versões dos êxitos da altura.
Em 2008 editou com alguns amigos, sob o nome de Sandy Nelson and The Sin City Termites, o álbum 'Nelsonized'.
Nelson lançou mais de 30 álbuns durante a sua carreira e presentemente, vive em Boulder City, Nevada.


Faixas/Tracklist:

A1 Teen Beat 2:55
A2 Jivin' Around (Part I and Part II) 2:15
A3 Funny Face 2:12
A4 The Wiggle 1:55
A5 Rainy Day 1:50
A6 Drum Party 2:15
B1 In The Mood 2:45
B2 Alexes 2:00
B3 Lost Dreams 2:10
B4 I'm Walkin' 2:15
B5 Boom Chicka Boom 2:05
B6 Party Time 1:55

Músicos Intervenientes:

Bateria – Sandy Nelson
Saxofone – Plas Johnson, Jackie Kelso e Steve Douglas
Piano – Ernie Freeman, Ray Johnson
Guitarra – Rene Hall, Irving Ashby e Richie Podolor
Baixo – Bill Pittman, Red Callender e Joe Comfort.

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Gerry Douglas, a quem agradecemos.

Morreu James Last, aos 86 anos.



Morreu James Last, aos 86 anos, na Flórida.

O líder de “big band” e compositor alemão James Last, famoso pelos seus arranjos de músicas populares, morreu nesta terça-feira, aos 86 anos de idade, na Flórida.
James Last, nome artístico de Hans Last (Bremen, 17 de abril de 1929 - Flórida, 9 de junho de 2015), foi um compositor, arranjador e regente de orquestra de grande sucesso e fama em todo o mundo.
Ao nível mundial, Last vendeu mais de 80 milhões de discos e era mais conhecido pelos sucessos populares ao estilo de big band. As suas gravações tinham a sua marca registada de "sons felizes" que incluía um forte “beat” de dança, ruído da multidão e gargalhadas misturadas com as músicas. O seu primeiro álbum, intitulado “Non Stop Dancing”, foi lançado em 1965.
Nascido na cidade alemã de Bremen, Last era originalmente um pianista, mas depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) começou uma carreira musical que durou cerca de seis décadas. Popular em todo o mundo, ele apareceu no Royal Albert Hall de Londres no início deste ano.

Carlos Mendes Canta Amor Combate de Joaquim Pessoa (LP 1976).

quarta-feira, 10 de junho de 2015




Carlos Mendes Canta Amor Combate de Joaquim Pessoa (LP Toma Lá Disco, S.C.A.R.L. ‎– TLP 003, 1976).
"Amor Combate", gravado em Lisboa e Odeceixe entre Fevereiro e Agosto de 1976. 
Disco considerado raro.

Em 1976, Carlos Mendes fundou com Paulo de Carvalho e Fernando Tordo, a discográfica “Toma Lá Disco”. Nesse mesmo ano, saiu o álbum “Amor Combate”, ao qual se seguiu, em 1977, “Canções de ex-Cravo e Malviver”.  “Amélia dos olhos doces”, “Ruas de Lisboa” e “Lisboa, meu amor” são alguns dos êxitos saídos destes dois discos.


Carlos Mendes nasceu em 1947 e foi um dos membros fundadores do grupo Sheiks, uma banda excelente para a época em Portugal (conhecidos como os Beatles portugueses), que ajudou a abrir os horizontes musicais nacionais. Pelos Sheiks passaram também Paulo de Carvalho e Fernando Tordo, entre outros.
Quando Carlos Mendes deixou os Sheiks, no inicio da década de 70, enveredou por uma carreira a solo que iria dar, primeiramente origem a dois álbuns de originais, em 1976 e 1977, respectivamente “Amor Combate” e “Canções de Ex-Cravo e Malviver” (autênticas pérolas da musica portuguesa) repletos de brilhantes momentos musicais de sua autoria, sobre intemporais poemas de Joaquim Pessoa. Dois discos marcantes, considerados dos melhores da década de 70, com orquestrações monumentais do maestro Pedro Osório, numa muito feliz e irrepetível conjugação de talentos. É uma fase extraordinária da música ligeira portuguesa, marcada pelo fervilhar revolucionário, em que o talento de grandes poetas, cantores, compositores e orquestradores, exacerbado pelo afluxo de adrenalina que é comum a todos os períodos de grandes mudanças ideológicas e sociais, convergia e desaguava num revolto mar de inspiração, genialidade e criatividade musicais.
Carlos Mendes é hoje considerado como um dos grandes cantores portugueses "esquecidos" por parte do grande público nacional. 
Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro, em 1948. Poeta e Artista Plástico, os seus poemas foram musicados e cantados por uma série de grandes artistas como, Carlos Mendes, Paulo de Carvalho, Manuel Freire, Fernando Tordo, Paco Bandeira, José Mário Branco, Samuel, To é Brito, Rui Veloso, Vitorino, Jorge Palma, Tonicha, Lúcia Moniz, Fernando Pereira, Kátia Guerreiro, Carlos do Carmo e outros. 

Fonte: Wikipedia e Portugal-On-Line


Faixas/Tracklist:

A1 Amor Combate (Joaquim Pessoa, Carlos Mendes, orq. José Luís Simões) 2:29
A2 Trágica História De D. Urraca E Do Infante (Joaquim Pessoa, Carlos Mendes, orq. José Luís Simões) 2:41
A3 Canção Amarga (Joaquim Pessoa, Carlos Mendes, orq. José Luís Simões) 3:35
A4 Alcácer Que Vier ((Joaquim Pessoa, Carlos Mendes, orq. Pedro Osório) 3:48
A5 Poema Nada (acomp. Ana Maria Lucas, Joaquim Pessoa, Carlos Mendes, orq. José Luís Simões) 3:07
B1 Balada Para Uma Mulher (Joaquim Pessoa, Carlos Mendes, Orq. Pedro Osório) 4:16
B2 Por Terras Do Alentejo (Joaquim Pessoa, Carlos Mendes, orq. José Luís Simões) 1:41
B3 Mulher (Joaquim Pessoa, Carlos Mendes, orq. José Luís Simões) 1:54
B4 Quem (Joaquim Pessoa, Carlos Mendes) 3:21
B5 O Canto E As Lágrimas / Fala Do Poeta Morto (Joaquim Pessoa, Carlos Mendes, orq. Pedro Osório) 2:40
B6 Um Cheirinho de Alecrim (Joaquim Pessoa, Carlos Mendes, orq. Pedro Osório) 3:36

Intervenientes:

Coros por Carlos Mendes, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho

Musicos: 
 Adolfo Campos Chaves, Adácio Pestana, Agostinho Jorge Henriques, Amâncio Freitas Costa, António Da Cunha Neto, António De Oliveira E Silva, António Duarte Neves, Carlos Mendes, Clóvis Sá De Bandeira, Fernando Falé, Fernando Tordo, Gilberto Mota, Henrique Luz Fernandes, Idílio Gomes, Joaquim Falcão, Joaquim Martins De Carvalho, José Manel Rosa De Sá Machado, João Augusto Nogueira, João Oliver Pereira, Luisa Vasconcelos, Manuel Augusto Póvoas, Manuel Lopes Fernandes, Maria Da Conceição Nogueira Gomes, Maria Manuela Rosado Mora, Maria Margarida Justo Pereira, Pedro Osório, René Felix Da Costa, Ricardo Ventura, Rui Reis, Zé Da Ponte

Poema: Amor Combate (Joaquim Pessoa)

Meu amor que eu não sei.
Amor que eu canto. Amor que eu digo.
Teus braços são a flor do aloendro.
Meu amor por quem parto.
Por quem fico. Por quem vivo.
Teus olhos são da cor do sofrimento.

Amor-país.
Quero cantar-te. Como quem diz:

O nosso amor é sangue. É seiva.
É sol. É Primavera.
Amor intenso. amor imenso. amor instante.
O nosso amor é uma arma. É uma espera.
O nosso amor é um cavalo alucinante.

O nosso amor é pássaro voando. Mas à toa.
Rasgando o céu azul-coragem de Lisboa.
Amor partindo. Amor sorrindo. Amor doendo.
O nosso amor é como a flor do aloendro.

Deixa-me soltar estas palavras amarradas
para escrever com sangue o nome que inventei.
Romper. Ganhar a voz duma assentada.
Dizer de ti as coisas que eu não sei.
Amor. Amor. Amor. Amor de tudo ou nada.
Amor-verdade. Amor-cidade.
Amor-combate. Amor-abril.
Este amor de liberdade.

Assim se lê o poema que baptiza este disco, um dos mais límpidos trabalhos de Carlos Mendes. O dicionário fornece os seguintes significados para essa palavra: claro, transparente, puro, sem mancha, qualquer deles adaptando-se na perfeição ao pulsar geral do álbum. Ao poema-título, Joaquim Pessoa adicionou mais dez e Carlos Mendes teve o bom gosto de os musicar a todos. Nascia assim, o 1º disco gravado na editora “Toma Lá Disco” a primeira editora discográfica independente que existiu em Portugal, fundada nesse mesmo ano por Carlos Mendes, Paulo de Carvalho e Fernando Tordo, entre outros autores. Não admira portanto que estes últimos tenham colaborado também na gravação deste disco, quer adicionando as suas vozes aos coros quer participando como músicos de estúdio. Aliás, é impressionante a quantidade (e qualidade) dos músicos presentes (ver ficha técnica) o que não impediu o som final de apresentar as tais características cristalinas a que se fez referência.
Amor Combate” seria premiado pela crítica como o Melhor Disco do Ano. Não obstante essa distinção, quase 40 anos decorridos, ainda não houve a sua reedição em CD.

João Carlos Marques

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Jota/Rato, a quem agradecemos.

João Carlos Callixto - Sessão de Autógrafos - Livro "Canta, Amigo, Canta - Nova Canção Portuguesa (1960-1974)".


João Carlos Callixto fará hoje uma sessão de autógrafos, do seu livro "Canta, Amigo, Canta - Nova Canção Portuguesa (1960-1974)". 

Como já foi oportunamente divulgado neste blogue aquando do seu lançamento, João Carlos Callixto é o autor do livro "Canta, Amigo, Canta - Nova Canção Portuguesa (1960-1974)", trabalho que reúne a obra discográfica de uma centena de artistas que contribuíram decisivamente para uma série de mudanças na música portuguesa nos últimos anos do Estado Novo, desde os nomes mais conhecidos da chamada canção de protesto, como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luís Cília, José Mário Branco, Manuel Freire, Fausto, Francisco Fanhais, José Jorge Letria, Carlos Alberto Moniz ou Sérgio Godinho, e os renovadores da canção ligeira, como Paulo de Carvalho, Fernando Tordo ou Carlos Mendes, passando por uma série de cantores e grupos hoje menos divulgados, mas que foram importantes na época.
A sessão de autógrafos decorrerá hoje, quarta-feira, 10 de Junho pelas 19:30, na Feira do Livro de Lisboa (em Lisboa).
Mais uma vez, desejamos os maiores sucessos ao nosso amigo João Carlos Callixto.

Carlos Santos

Street Kids - Tropa Não (Single 1982)




Street Kids ‎– Tropa Não (Single Vadeca ‎– VN-2048-ES, 1982).
Produção de Frodo, Street Kids.

Faixas/Tracklist:

A1 - Tropa Não 
B1 - Propaganda

A biografia do grupo já se encontra inserida neste blogue.

Single gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos. 

Tonicha, Conjunto e Coros – Terras de Garcia Lorca (EP 1975).

terça-feira, 9 de junho de 2015



Tonicha, Conjunto e Coros – Terras de Garcia Lorca (EP Orfeu ATEP 6695, 1975).
Produção e Selecção de João Viegas
Arranjos e Direcção Musical de Jorge Palma.


O tema "Cravos da Madrugada", que surge no lado B deste EP, foi uma criação para a revista "Ó Pá Pega Na Vassoura" de 1974, com José Viana, Dora Leal e Leónia Mendes, entre outros, que esteve em cena no Teatro Variedades no Parque Mayer. Pela altura do lançamento das "Canções de Abril", o tema foi repescado para ser gravado por Tonicha e incluído no alinhamento do álbum.
A biografia desta versátil cantora portuguesa, já se encontra inserida neste blogue.


Faixas/Tracks:

A1 - Terras de Garcia Lorca (Letra: Ary dos Santos/Música: Nuno Nazareth Fernandes)
A2 - País Irmão (Letra: Ary dos Santos/Música: Braga Santos)
B1 - O Povo Em Marcha (Letra: Ary dos Santos/Música: Braga Santos)
B2 - Cravos da Madrugada (Letra: Mário Castrim/Música: Nuno Nazareth Fernandes)

EP disponibilizado por Carlos Santos.
Agradecimento ao nosso amigo Francisco Marzia e ao Clube de Fãs da Tonicha, pela colaboração.

Together Alone V/A (1970)



AQUI:     OU     ALI:

Together Alone V/A (1970).

Trata-se de um álbum inimaginável…! Este poderia ter sido o álbum dos Beatles que se seguiria a "Let It Be". Mas o grupo não chegou lá. Logo no início de 1970 Paul McCartney anunciava o fim dos Fab4. Mas durante aquele ano iriam aparecer gravações a solo de cada um deles. E como é verdade que a imaginação não tem limites, aqui fica uma sugestão para um álbum muito esperado naquela altura, mas que nunca veria a luz do dia.
Esta é uma compilação particular, não editada, cuidadosamente preparada pelo nosso amigo Jota/Rato, que reúne temas a solo dos membros dos Beatles, como de um álbum do grupo se tratasse e que possivelmente seria editado em 1970, se não se tivessem separado. Para clarificar melhor, é um álbum fictício!


Quando certos grupos terminam, é muito comum os seus ex-integrantes iniciarem uma carreira a solo. Na história da música pop, as quatro carreiras a solo mais bem sucedidas da história são as de Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Star, com a dissolução dos Beatles.
Em 1970, Paul lança o seu primeiro álbum chamado "McCartney", seguido por "Ram", de 1971, um dos seus melhores discos da sua carreira a solo. 
John Lennon já vinha desde 1968 (com Yoko Ono) experimentando novas estilos e formas musicais, como no seu disco de casamento, o "Wedding Album", de 1969, e depois "Two Virgins". No mesmo ano, ele lançou o sensacional "Live Peace In Toronto 1969", mas foi em 1970 que a sua carreira a solo despontou. Ele lançou "John Lennon/Plastic Ono Band", seguido por "Imagine", também considerados como os seus melhores trabalhos.
George Harrison também procurava novos experimentalismos desde 1968 com trabalhos mais conceituais, como "Wonderwall" e o estranhíssimo "Eletronic Sound". Mas foi em 1970 que ele lançou a sua verdadeira obra-prima, o álbum triplo "All Things Must Pass".
Ringo Starr foi supostamente o menos privilegiado, porém muito apoiado e repleto de culto. A sua carreira a solo é a menos clássica dos Beatles, mas ao mesmo tempo curiosa e intrigante. Ringo Starr era apenas um bom baterista, mas há uma diferença, ele era o baterista dos Beatles e é isso que importa! Foram poucos os temas cantados por Ringo no repertório dos Fab Four, mas alguns deles inesquecíveis, como "With A Little Help From My Friends", do álbum "Sgt Pepper´s Lonely hearts Club Band", de 1967.
A trajectória a solo de Ringo Starr também começou em 1970, com o álbum "Sentimental Journey", um disco com regravações de clássicos dos anos 30 e 40. No mesmo ano, ele lançou "Beaucoups Of Blues", mas foi com o álbum "Ringo", de 1973, que o ex-Beatle conseguiu os seus melhores resultados. 

Fonte: Baseado e adaptado de um texto de Emanuel Seagal.


Faixas/Tracklist:

A1 All Things Must Pass (George)
A2. Instant Karma! (John)
A3. Behind That Locked Door (George)
A4. Every Night (Paul)
A5. If Not For You (George)
A6. Isolation (John)
A7. My Sweet Lord (George)
B1. Love (John)
B2. What Is Life (George)
B3. Beaucoups Of Blues (Ringo)
B4. Hold On (John)
B5. Beware Of Darkness (George)
B6. Junk (Paul)
B7. God (John)

Compilação produzida e gentilmente cedida pelo nosso amigo Jota/Rato, a quem agradecemos.

Mireille Mathieu ‎– Pardonne-Moi Ce Caprice D'enfant (EP 1970).

segunda-feira, 8 de junho de 2015



Mireille Mathieu ‎– Pardonne-Moi Ce Caprice D'enfant (EP Barclay ‎– 71447, 1970).


Faixas/Tracklist:

A1 Pardonne-Moi Ce Caprice D'enfant 3:19
A2 La Princesse Et L'amour 3:05
B1 Pourquoi Le Monde Est Sans Amour 2:55
B2 L'homme Qui Sera Mon Homme 2:45

EP disponibilizado por Carlos Santos.

Chicken Shack - 100 Ton Chicken (LP 1969)




Chicken Shack ‎– 100 Ton Chicken (LP Blue Horizon ‎– S 7-63218, 1969).
Produtor – Mike Vernon

100 Ton Chicken é o terceiro álbum da banda de “blues”, Chicken Shack, lançado em 1969. Este foi o primeiro álbum em que aparece Paul Raymond como membro do grupo, substituindo Christine Perfect.


Chicken Shack, banda inglesa de blues, formada em 1967 e composta por Stan Webb (guitarra e voz), Andy Sylvester (guitarra baixo) e Alan Morley (bateria). Em 1968 juntou-se Chistine Perfect (voz e teclados). O nome da banda foi retirado do clássico "Back to the Chicken Shack" de Jimmy Smith. 
A banda sofreu muitas alterações à sua formação inicial, com uma intensa entrada e saída de elementos, pelo que actuaram e gravaram com formações diversas.
Fizeram o seu primeiro concerto em 1967, no "National Blues and Jazz Festival" em Windsor e, em seguida, assinaram com a editora Blue Horizon. O primeiro álbum da banda foi lançado em 1968 (40 Blue Fingers, Freshly Packed and Ready to Serve, editado pela Blue Horizon, tendo atingido a posição nº 12 no UK Albums Chart). Chicken Shack fez um modesto sucesso comercial, tendo Christine Perfect sido votada "The Best Female Vocalist" na pesquisa da revista Melody Maker. Christine saiu da banda em 1969 quando se casou com John McVie dos Fleetwood Mac. Posteriormente, Paul Raymond (tecladista), Andy Sylvester (baixista) e Dave Bidwell (baterista) deixaram a banda para se juntarem ao Savoy Brown. O grupo, com o único remanescente da formação original, Stan Webb, continua a lançar novos álbuns.


Faixas/Tracklist:

A1 The Road Of Love 3:30
A2 Look Ma, I'm Cryin' 3:23
A3 Evelyn 4:16
A4 Reconsider Baby 3:22
A5 Weekend Love 2:15
B1 Midnight Hour 2:53
B2 Tears In The Wind 2:40
B3 Horse and Cart 3:35
B4 The Way It Is 4:25
B5 Still Worried About My Woman 3:10
B6 Anji 1:34

Músicos:

Voz e guitarra – Stan Webb
Guitarra baixo – Andy Silvester
Congas – Dave Bidwell
Bateria – Dave Bidwell
Teclados – Paul Raymond

LP gentilmente disponibilizado pelo nosso amigo Justin Tiersen, a quem agradecemos.

Black Sabbath ‎– Sabbath Bloody Sabbath (Single 1973)

domingo, 7 de junho de 2015



Black Sabbath ‎– Sabbath Bloody Sabbath (Single Vertigo ‎– 6165 001, 1973). Edição portuguesa.


Black Sabbath é uma banda de heavy metal formada em 1968 em Birmingham, Reino Unido. A sua formação original era composta por Ozzy Osbourne (voz), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria). Posteriormente, houve numerosas mudanças na banda, e Iommi era o único elemento fixo. Embora às vezes sejam classificados como uma banda de hard rock, Black Sabbath é considerado o pioneiro e também um dos primeiros grupos a tocar o estilo heavy metal, juntamente com os Led Zeppelin e Deep Purple e também contribuíram muito para o desenvolvimento deste género musical. Desde a sua formação, foram vendidos mais de cem milhões de cópias dos seus álbuns.


Faixas/Tracklist:

A - Sabbath Bloody Sabbath 
B - Changes 

Single disponibilizado por Carlos Santos.